História Break Walls - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Magnus Bane, Maia Roberts, Simon Lewis
Tags Malec
Exibições 67
Palavras 1.221
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Capítulo 9


Com o corpo dessa vez não tão dolorido, Alec estava dirigindo para a faculdade, coisa que vinha fazendo rotineiramente há algumas semanas. Rotina sempre fora algo que o agradava. Poder acordar todos os dias sabendo que tudo tem seu devido horário e lugar marcado, e que, dificilmente algo dará errado, o dava ânimo para poder fazer tudo sem se preocupar com o que o espera no dia seguinte. Mas, também, não era como se ser surpreendido pela vida fosse algo ruim. Um acaso do destino também caia bem em alguns momentos.

Já na sala de aula, ele ouviu alguns alunos falando sobre os novos professores inseridos na turma e como eles estavam felizes em não mais passar tanto tempo com o antigo professor arrogante. Pelo que parecia todos não iam muito com a cara de Magnus, talvez pelo jeito e pela expressão de quem não gosta de ninguém e deseja fortemente que todos reprovem. Alec achava que era só uma forma dele de conseguir comandar tantos alunos, ou provavelmente ele era autoritário daquela forma mesmo. De certa forma, Alec, lá no fundo, estava feliz também, mas Bane não dar mais aulas em turnos completos não fazia tanta diferença para ele, Clary, Simon e Maia, já que todas as noites precisavam ir à casa dele.

E ao pensar em Clarissa, recordou-se de Sebastian e sobre eles terem marcado de se encontrar no almoço. Por um lado estava ansioso por poder encontrá-lo novamente, mas por outro, com medo e um pouco de receio por tudo estar acontecendo rápido demais sem que ele percebesse. É como se a cada piscar de olhos que ele desse algo novo acontecia. Tudo em um mais do que curto período de tempo se ele fosse comparar com a sua vida dos anos anteriores. O garoto havia começado a morar sozinho há não muito tempo e muita coisa já tinha mudado em sua vida pessoal. De um modo ou de outro, o que estava feito, estava feito e poderia até ser bom para ele conhecer melhor Sebastian. Sua consciência com certeza ficaria mais leve depois de saber alguma coisa sobre a pessoa com quem dormira.

O primeiro professor que entrou na sala, pela primeira vez, não foi Bane. O homem se apresentou como Ragnor Fell. Ele parecia muito com Magnus em relação a personalidade e o modo como movia as mãos, porém aparentava ser um pouco mais estressado. Ter horas de aula com ele não será tão ruim assim, pensou. O professor ás vezes fazia algumas piadas relacionadas à matéria que, muito provavelmente, nenhum dos alunos havia entendido, mas riram de qualquer forma. Ao som do sinal tocando, Ragnor avisou aos alunos que após o horário de almoço outro professor entraria, que segundo ele, era novo no lugar. Logo após os liberou.

Acelerou o passo nos degraus, a parte de trás da mochila indo e voltando contra suas costas e seus cabelos balançando conforme ele descia. Atravessou o grande espaço de cor branca que dava acesso para a porta de saída do prédio e foi até o pátio. Lá estava Sebastian, sentado encostado em umas das árvores. Estava com os olhos fechados, porém segurando o celular sobre a perna esticada na grama. Alec caminhou devagar, tentando inutilmente não fazer barulho, já que o local inteiro estava repleto de alunos conversando. Quando chegou mais perto, segurou a blusa xadrez que estava amarrada em sua cintura por trás da sua coxa e sentou-se ao lado de Sebastian. Alec ficou analisando o rosto dele por um certo tempo.

— Pare de me admirar, por favor — o loiro disse ao abrir os olhos, causando um leve susto em Alexander.

O garoto engoliu em seco. A frase "Você está me desconcentrando. Pode, por favor, parar de me admirar?" alcançou sua mente junto com a pessoa que a disse.

— Como sabia que eu estava aqui? — Alec perguntou ao tentar esvair Magnus de sua cabeça naquele momento.

— Bom — falou seguindo com uma risada nasal —, não é como se você fosse um ninja e eu não tenha escutado você sentar aqui. Eu dizer que você estava me olhando foi apenas um chute — revelou, e Alec revirou os olhos fazendo bico. — E pela sua cara, eu diria que foi bem certeiro.

— Você não sabe nada sobre minhas expressões faciais — disse, numa tentativa de mudar o assunto.

Sebastian chegou mais perto do rosto de Alec, que sorriu levemente. Falou com a boca próxima a orelha dele:

— Tem certeza? — O loiro perguntou e pôs a mão atrás da cabeça de Alec, descendo para a nuca pressionando as unhas curtas contra a pele dele. Sentiu a respiração do de olhos azuis ficar mais pesada. — Eu acho que sei exatamente o que você está pensando.

Alexander depositou um beijo no pescoço de Sebastian e depois se afastou um pouco.

— Uma pena que não possamos fazer isso nem aqui e nem agora.

Os dois estavam segurando um a mão do outro e se olhando. Quem os visse, pensariam que eles fossem namorados. Bem que poderiam ser, mas até o momento, ainda não eram.

— E aí, meninos? — A voz entrou pelos ouvidos deles e foi facilmente reconhecida por ambos. — Vamos parar de amorzinho, aqui não é lugar pra isso.

— E para que é a faculdade, Simon? — Sebastian indagou e cruzou os braços, soltando a mão de Alec.

— Não é óbvio? — Ele perguntou ajustando os óculos em seu rosto. — Para comer os lanches caros que vendem — arqueou uma das sobrancelhas. — Parem de se agarrar e vamos comer alguma coisa logo.

Os três se sentaram em volta de uma mesa em que Clary também estava. Ela estava com quatro lanches em cima da mesa, e cada um deles pegou um. Alexander puxou a carteira do bolso da calça e entregou o dinheiro para Clary, e a mesma recusou.

— Não, Alec, não precisa me dar nada — ela disse negando com a cabeça. — Quem pagou foi o Sebastian.

O loiro arregalou os olhos para a irmã.

— Eu o quê? — Questionou. — Mas você não me avisou nada.

— Ah, sem problemas. Eu aviso agora — falou. — Sebastian, eu peguei seu dinheiro pra comprar isso aqui, ok? — Clary perguntou olhando de canto para ele enquanto comia.

Quando terminaram de comer, continuaram sentados e conversando. Havia sido uma conversa divertida, em que a cada minuto Simon abria a boca para falar algo que somente ele considerava engraçado sobre o assunto que eles estavam dialogando. Pouco tempo após, o sinal tocou e Simon e Clary subiram juntos para a sala, deixando Alec e Sebastian a sós. Ambos levantaram-se das cadeiras, se abraçaram e depois se beijaram. Foi um beijo lento que durou não muito tempo, mas agradou aos dois. Eles gostavam de estar um ao lado do outro.

— É melhor eu ir subindo — disse Alec após o beijo. — Até... algum dia?

— Eu te ligo mais tarde, ok? — Sebastian o deu um selinho e esperou que Alexander entrasse no prédio.

Alec já estava cansado de sempre subir e descer aquelas escadas. Ele não fazia muitos exercícios e aquilo o cansava. Na metade do primeiro lance, ele já sentia seus joelhos queimarem de dor e sua garganta secar. Costumava subir olhando para baixo, para evitar que quando olhasse para cima percebesse o quanto ainda faltava para ele chegar.

— Ei! — Alec, ainda olhando para baixo, percebeu que conhecia aquela voz. — Você por acaso é cego?

Era ele.



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