História Breakaway - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Lana Parrilla, Once Upon a Time, Sean Maguire
Personagens Cora (Mills), Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Onceuponatime, Outlawqueen, Regina, Reinhama, Robinhood, Romance, Series, Univeroalternativo
Exibições 161
Palavras 3.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Uhuuul! To animadinha hoje, deus me livre
Como vocês estão, espero que estejam ready pro que vem a seguir.
Nada de destruídor, a não ser que vocês sintam a dor que eu senti escrevendo.
Vcs devem esse capitulo a Ianka, uma leitora amorzinho que sempre me pede pra att, obrigada por acompanhar 💋
Estou com uma fic nova!
Ela é SEANA, vou deixar o link nas notas finais pra quem quiser ler depois, espero que gostem pq tudo que eu faço é com amor 🌸
Enfim.
Sem mais mimimi, o capítulo.

Capítulo 4 - Ate que a morte nos separe


Que dia horrível! 

Tomei o remédio que o medico tinha prescrito mas não adiantou, estava salivando loucamente e meu estômago embrulhava por qualquer cheiro. 

Já passava das nove horas da noite e eu não tinha feito nada além das coisas normais. 

Não tinha mais nada a se fazer, era domingo, Daniel não estava em casa, para variar.

Me sentei na janela, e fiquei olhando o fluxo de pessoas na rua, mesmo nos finais de semana, Nova Iorque não para.

Fui para a cozinha, abri a geladeira e peguei algumas frutas e cortei em cubinhos, como fiz ontem e fui para o sofá.

Passeei por alguns canais e passava uma novela mexicana, parece que era o ultimo capitulo, porque todos os problemas da mulher estavam se resolvendo, e ela finalmente ficou com o homem que amava.
 
Novamente meu estômago apertou, mas ao invés de colocar tudo para fora eu fui ate os armários, enchi de doces e besteiras e subi as escadas e entrei no quarto. 

Me sentei em minha cama e liguei no mesmo canal.

É impressionante como mulheres grávidas são sensíveis, não aconteceu nada demais, e lá estava eu, chorando no final do capitulo. 

Quando a novela acabou, me enrolei nas cobertas e peguei no sono. 

Despertei enjoada, me levantei correndo para o banheiro. 

- Regina! – Daniel chamou da escadas e logo ouvi os passos dele se aproximando. – Te achei – me apertou em seus braços – O que você tem? Esta pálida – falou preocupado.

- Nada, só um pouco de enjoo – falei e os olhos dele quase pularam para fora 
- Você não esta... – perguntou.

- Claro que não! – menti – Só comi muitos doces – apontei para a cama.

- Acho bom – falou aliviado – Você sabe o que eu acho de construir família. E principalmente com você.

- Sim eu sei, não precisa jogar na minha cara que não quer ter filhos comigo, que prefere uma vagabunda qualquer a mim – falei sem pensar e logo me arrependi.

- Menina inteligente – riu debochado – Se comporte bem e hoje não tem castigo – me deu um selinho e saiu do quarto. 

- Vai se ferrar – resmunguei.

- Disse alguma coisa? – se virou – Pensando bem, o castigo começa agora, esta com a língua muito afiada. – agarrou meu braço.

- Eu não falei nada – puxei meu braço de volta.

- Se é uma coisa que eu não sou, é surdo, não adianta mentir para mim Regina – Pegou meu braço novamente e me puxou para fora do quarto.

Se você quer a verdade, a verdade que terá, estou cansada disso.

Estou decidida a dar um fim a isso, depois de quase três anos de um casamento sofrido, eu tomei coragem de terminar isso.

Só espero não morrer no percurso, parece engraçado, eu podia ter feito isso antes, logo quando as agressões começaram, mas tinha um porém, eu amava meu marido, hoje não amo mais, só convivo, e depois dele repetir inúmeras vezes que ele não sente mais nada por mim, minha ficha finalmente caiu, ele não merece meu tempo.

- Já que estamos falando a verdade, você é uma pessoa sem um pingo de escrúpulos, e caráter , e também é péssimo na cama – acertei seu ponto fraco, sua virilidade – e sabe o que eu acho, que devia começar a tomar um estimulante, porque eu vejo o trabalho que você tem para fazer seu amiguinho trabalhar – falei debochada.

- Jura? – me empurrou irritado na parede do corredor – Sabe porque eu demoro? Porque a mulher que eu transo não me da um pingo de tesão – acertou um soco em meu abdômen e eu me curvei  – E sabe o que mais, eu não te amo, só me casei com você pelo seu patrimônio, que também nem é tanta coisa – puxou meus cabelos – Levante esse maldito rosto – pegou meu rosto fortemente e em seguida empurrou minha cabeça na parede.

- Isso, me bate a vontade – abri os braços - mas não vai mudar o fato de que você é quase inerte na cama – apontei o dedo em seu rosto - se não for completamente, mas já que você se acha  tão viril e não sente um pingo de tesão por mim, arrume outra e me deixe em paz, seu gigolô de merda – falei empurrando- o e dei um tapa em seu rosto.
 
- Você não devia ter feito isso – falou raivoso e me pegou como uma boneca me jogando contra o espelho que ficava pendurado no corredor.

Bati meu rosto com força no vidro e o mesmo estilhaçou caindo no chão, eu cai como uma pena por cima dos cacos, os pedaços de vidro caíram em minhas pernas e braços fazendo alguns cortes, e um dos cacos enormes ficou preso em meu joelho.

Levantei minha cabeça e vi que Daniel tinha saído correndo pelas escadas e logo ouvi um barulho nas gavetas da cozinha. 

- Estou indo para terminarmos isso, meu amor – riu debochado.

Tinha sangue na parede e alguns poucos pingos no chão onde eu estava, com o resto de força que eu ainda tinha tentei me levantar, mas sem sucesso, fui me arrastando rápido de volta ao quarto.

Consegui entrar e fechei a porta e tranquei, tirei o pedaço de vidro de meu joelho e me levantei devagar arrastando a perna machucada. Tateei por cima da cama e achei meu celular, quando encontrei, desbloqueei e apertei na discagem automática.

- Regina? – Robin perguntou.

- Sou eu, por favor vem aqui, e chama a policia – falei com a voz embargada.

- Calma, o que esta acontecendo aí? – indagou nervoso.

- Só vem, preciso de você – implorei.

 Daniel voltou e tentou arrombar a porta, em questões de segundos, ouvi o barulho da porta do quarto caindo e meu marido entrou furioso.

- Me conte, o que está acontecendo aí? – falou exasperado.
 
- É Daniel, ele quer me matar – falei e me virei para o homem a minha frente.

- Com quem esta falando? – Daniel puxou meu pé me derrubando no chão e pegou o celular em minhas mãos finalizando a chamada. 

- Agora você vem comigo – ameaçou.

Daniel me arrastou pelos pés ate o maldito quarto, outros cacos entraram em minha pele novamente, cortando outros lugares e meu sangue ficou pelo caminho. Ele abriu a porta e me jogou em uma cadeira de madeira que ele costuma usar para me castigar com o chicote com finas laminas na ponta, prendeu minhas mãos atrás da cadeira com uma corda grossa, e meus pés com outra corda mais grossa ainda. 

Queria saber onde ele arruma essas coisas! 

Tirou o cinto de sua calça e pegou um martelo que geralmente e usado para amaciar carnes vermelhas, e me olhou perverso.

- Por onde começo? – me rodeou 


...

Robin 

Estava vendo uma partida de futebol e do nada meu celular tocou. 

Olhei a tela e era Regina, meu coração acelerou automaticamente, atendi a chamada e ouço sua voz embargada.

Ela praticamente me implorou para ir para sua casa, e chamar a polícia, logo depois ouvi um tombo, uma voz masculina, ouço e a chamada foi encerrada.

Ela estava em perigo! Puta merda. 

Me levantei correndo, calcei meus sapatos, peguei minhas chaves e celular e saí de casa. 

Entrei em meu carro e acelerei, quase bati em um outro, mas quem liga?.

- Polícia da cidade de Nova Iorque, qual a emergência? – a atendente falou.

- uma amiga esta em perigo, violência doméstica, o endereço é na rua Savatore com a Garden, numero 108, vão rápido, por favor – disparei


- Isso não é um trote não é? – desconfiou.

- Você acha mesmo que eu perderia meu tempo ligando uma hora dessas se não fosse sério?. - respondi irritado


- Tudo bem, vou mandar viaturas para o local – informou.

- Obrigada – desliguei e voltei a dirigir

...


- Se vai me matar, seja rápido – ergui minha cabeça e ele acertou mais um golpe em meu rosto.

- Não, prefiro o modo mais devagar – limpou o sangue que respingou em seu rosto.

- Você não vai se livrar disso – sorri diabólica.

- Cale a merda da boca – pegou uma faca de abrir ostras que estava encima do criado mudo  – Ou farei isso muito mais doloroso do que já é – pressionou a ponta da faca em meu pescoço. 

- Vá em frente Daniel - dei de ombros.

- Não, Você era tão bonita antigamente, suponho que agora ninguém nunca mais vai te querer, com inúmeras cicatrizes que vão ficar no seu rostinho – alisou meu rosto – Eu  queria tanto te soltar, mas aí você iria usar toda a sua audácia momentânea e me denunciar – falou tombando o rosto para o lado. 

- Tem razão, então me mate – falei sincera.
 
- Tão audaciosa ,mas tão burra, deixe de ser idiota uma vez nessa vida Regina – chutou a cadeira que eu estava presa e a mesma virou me fazendo bater a cabeça violentamente no chão.

- O que você ganha com isso? – perguntei e soltei um gemido dolorido – Me diga, sempre quis saber.

- Diversão – falou calmo – Você é só mais uma, o quê, achou que foi privilegiada? – abriu os braços debochado.

- Porque fez isso comigo? Podia me deixar, mas resolve fazer de tudo pra me causar sofrimento, eu fui estúpida de te dar uma segunda chance e só agora percebi o tamanho do meu erro – chorei.

- Não chore, e eu já disse Regina, diversão, na sua forma mais pura – limpou as lagrimas e deu uma gargalhada – precisa ver isso, tem caco de vidro em todo o seu rosto – puxou um pedaço e eu gemi dolorida.

- Pare de enrolação e termine isso Daniel! – implorei.

- Se é o que você quer – puxou uma arma da cintura e apontou para mim – Ate que a morte nos separe  - posicionou o dedo no gatilho.

Para minha sorte, houve um estrondo na porta de entrada e o barulho de varias sirenes na rua. Meu marido atirou em minha perna e saiu correndo. 

Uma dor terrível tomou conta de todo o meu corpo, não foi por conta dos ferimentos ou do tiro, foi em minha região pélvica, como se tivesse alguma coisa me devorando por dentro e logo em seguida a dor parou.

Por favor não seja o que eu estou pensando, eu nunca me perdoarei por isso. 

Senti um peso em minha cabeça e meu coração acelerou, minha visão ficou meio turva, respirei fundo com medo do que viria a seguir. 

- Regina! – ouvi alguém me chamar mas não consegui distinguir quem era - Aqui! Ela está aqui – ouvi o barulho de passos vindo ate mim e depois apaguei.

...

Acordei com uma dor horrível em minha cabeça, abri meus olhos aos poucos e vi que estava em um quarto de hospital, senti que tinham enfiado dez mil agulhas em meu corpo e depois um caminhão passou por cima de mim, gemi dolorida e me mexi um pouco na cama. 

Rapidamente me lembrei do que tinha acontecido e me veio um sentimento de culpa, e se eu tivesse perdido o bebê?.

- Você acordou – Robin se espreguiçou na poltrona perto de mim – Como se sente? – pegou em minha mão.

- Viva, eu acho – sorri fraco.

- O que aconteceu para Daniel fazer  isso? – perguntou.

- Uma discussão – admiti – Não deixe ele chegar perto de mim novamente – pedi com a voz embargada.

- Ei, claro que não, ele nunca mais vai voltar a encostar um dedo em você – prometeu.


- Ele foi pego? – perguntei curiosa.

- Não, infelizmente conseguiu fugir, mas os policiais já estão tomando as providências, Porque não contou antes Regina?.

- Eu nem sei como fiz isso dessa vez, ele sempre me agrediu, mas nunca foi tão longe como hoje – admiti.

- Sua mãe esta lá fora, ela vai adorar saber que acordou, vou chamar ela – beijou minha testa.

Um pouco depois minha mãe entrou no quarto, com uma aparência preocupada e triste.

- Filha – se aproximou – Isso é minha culpa, se eu tivesse desconfiado desde aquela vez, você não estaria aqui, olhe o que ele fez com você.

- Não, ninguém tem culpa, a não ser Daniel.
 
- Mas eu tinha minhas dúvidas, sempre tive, sinto que falhei como mãe – deixou uma lagrima fugir.

- Mãe, não fique assim, por favor, ele vai ser preso, vai ficar tudo bem agora.

Fomos interrompidas pela médica que adentrou o quarto com alguns papéis nas mãos.

- Olá senhorita Mills – sorriu – Tenho notícias boas e ruins, qual quer saber primeiro? – deixou os papeis encima da cama.

- Acho que as ruins – falei hesitante.

- Bom, por pouco a bala acerta uma veia vital, mas atravessou seu útero, e fez alguns danos, o que significa que agora você tem chances mínimas de engravidar novamente – entregou os exames nas mãos da minha mãe.

Senti meu coração partir em mil pedacinhos.

- Não – neguei – Isso não é verdade.

- Sim querida, você perdeu o bebê com o atentado, tentamos de tudo para salva-lo mas não foi possível – gesticulou explicando.

- Não acredito nisso, mãe deixe eu ver isso – peguei os exames das mãos de Cora.

Lá estava, a pior noticia da minha vida, meu bebê, tão pequeno, não tive a oportunidade de sentir sua presença, de descobrir seu sexo, de amar, eu não tive absolutamente nada, uma criatura indefesa, ele não tinha nada haver com isso.

- Perdão, mas você poderá ter outros – a loira  apertou meu ombro e saiu do quarto.

Eu não sabia o que pensar ou sentir, parecia que um buraco havia se feito em meu peito no lugar do meu coração. 

Se talvez não tivesse enfrentado Daniel, meu bebê ainda estaria comigo, é minha culpa, totalmente minha, e eu nunca vou me perdoar por isso. 

- Mãe.... – falei com lagrimas nos olhos. 

- Você estava grávida? – olhou confusa – Por que não me contou? De qualquer forma, não era para ser meu amor, veja, a  medica falou que você ainda tem chances, você é jovem, vai encontrar alguém que te valorize como ele não fez, você vai ser feliz – sorriu.

- Eu ia te contar, descobri ontem, e agora ele se foi, e eu sei mas... – comecei a chorar – A senhora sabe que isso é o que eu sempre quis, e agora as chances de realiza-lo são mínimas, talvez ate impossível – funguei – E o pior é que mesmo sem saber, Daniel conseguiu tirar tudo de mim.

- Ele nunca mais vai te fazer mal – me abraçou – Ninguém nunca mais vai te fazer mal.

- Isso mesmo – Robin apareceu atrás da minha mãe – No que depender de mim, esse canalha nunca mais chega perto de você novamente.

- Você deve ser o Robin – Cora se virou e o homem assentiu - Obrigada, de verdade – abraçou o loiro. 

 - Não fiz mais que minha obrigação como amigo – respondeu e segurou minha mão.

Por um curto tempo, o silêncio predominou o espaço, e nós dois ficamos olhando um para o outro e Robin acariciou minha mão de leve. 

- Hum, acho que vou indo, preciso cuidar de algumas coisas – minha mãe limpou a garganta – Cuide bem dela, e obrigada mais uma vez – agradeceu a Robin, me deu um beijo no topo da minha cabeça e saiu. 

- Então... Eu acho que já vou também – o loiro soltou minha mão, mas eu segurei.

- Não, fique – pedi – Quer dizer, não quero ficar aqui sozinha olhando para as paredes. – rolei os olhos e fiz uma careta.

- Se você insiste – deu de ombros -  chega para lá – sentou ao meu lado.

- Você sabe que não pode fazer isso não é? – perguntei risonha.
 
- Sei, mas eu quero ficar aqui do seu lado – passou o braço pela minha cintura e me acolheu em seus braços. 

Senti um frio enorme na espinha, e meu sangue gelou em minhas veias, seja lá o que isso signifique, eu não estou reclamando. 

- Não tem nada nessa televisão – Robin reclamou – Por isso que eu odeio hospitais – bufou.

- Também odeio, se não fosse minha perna, já teria implorado para receber alta.

- Falando nisso, conversei com sua médica e ela disse que você estará livre em quatro dias, mas acho muito tempo, tem mais alguma coisa?  – falou olhando para a televisão

- Amém – agradeci e ignorei a pergunta – Robin? – chamei.

- Sim – voltou o olhar para mim.

- Muito obrigada, pelo que fez, se você não tivesse ligado para a polícia, Daniel provavelmente teria me matado.

- Fiz e farei quantas vezes forem necessárias, Regina, você significa muito para mim, muito mais que você imagina, é uma das melhores pessoas que eu já conheci, claro que eu faria qualquer coisa para te ajudar – segurou meu rosto em suas mãos – E essas lágrimas – passou o dedo limpando meu rosto  – Esses machucados,  nunca mais voltaram a aparecer, entendeu?   – perguntou e eu assenti. 

Devagar e cuidadosamente Robin se aproximou de meus lábios e deu um selinho. Eu segurei em seus ombros e apertei suavemente, e ele pediu passagem para aprofundar o ato, lentamente abri meus lábios e fechei os olhos. O loiro segurou meu rosto mais firme e chupou meu lábio inferior e deu início ao beijo. 


Não fomos ousados como da ultima vez, nessa, cuidamos mais em descobrir cada cantinho de nossas bocas, ao invés de um beijo, parecia um tango, nossas línguas dançavam calmas e sem um pingo de pressa, Robin tirou sua mão do meu rosto e colocou em minha cintura fina e apertou fraco, soltei um gemido baixo e suguei seu lábio. 

Por mais que eu não quisesse me envolver, simplesmente não consigo me controlar, tarde demais, ele me conquistou aos poucos, é inevitável, ainda não faço ideia do que esta acontecendo aqui dentro, mas tenho quase certeza que eu estou me apaixonando por ele, esse ultimo mês foi um dos melhores, mesmo com meu casamento desabando em minha cabeça, Robin me ajudava diariamente, claro que ele não sabia de nada, e por esse motivo mesmo que ele sempre esteve para mim, quando eu chegava triste ele dava um jeito de me animar, quando eu chorava enquanto conversávamos ele me consolava, talvez não seja só eu que me sinta assim, as vezes eu sinto que ele também fica balançado ao meu lado. 

Meus sentimentos estão bagunçados, talvez eu esteja vendo coisas onde não tem, vendo amor onde só tem fraternidade, pode ser que ele não queria nada comigo, talvez Robin só quer ficar comigo um tempo e depois me deixar. São tantas perguntas com um total de zero respostas.

Por fim, meu amigo soltou minha cintura e separou nossos lábios. 

- O que você está fazendo comigo? – perguntou olhando em meus olhos. 

- Eu que te pergunto – rocei meu nariz no dele e mordi meu lábio inferior. 

Sabe de uma coisa, eu não estou nem aí para o futuro, preciso parar de sofrer por antecedência, vai ser difícil, mas tenho que tentar, depois desse comentário claramente ele sente alguma coisa por mim, retiro tudo que disse em relação a ele me ver como amiga, acho que  seria uma boa arriscar nessa nova aventura. 

- Pelo amor de Deus, só não parta meu coração – pedi.

- Nem em seus piores pesadelos – sorriu.
 
         - Você promete? – perguntei hesitante.

- Eu prometo – e tomou meus lábios 
novamente e entrelaçou nossas mãos.

Pode ser que ele me faça bem, talvez mal, mas eu vou arriscar, pelo simples fato de que eu confio cegamente em Robin. Só não quero acabar igual ou pior do que Daniel deixou.

... 


Notas Finais


Amo vocês minhas marotas!
Aqui o link da nova fanfic : https://spiritfanfics.com/historia/porque-a-noite-pertence-ao-amor-6717549
Qualquer coisa no tt: @mdnwparrilla
Mwah 💋


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