História Breathe - Capítulo 44


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Categorias Originais
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Palavras 1.595
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


já são três só hj

melhor eu me acalmaja

Capítulo 44 - Capítulo 43: Você é bipolar.


Erin PDV


Quando Sophie entra na sala, todos se calam como já era de costume. Tento não pensar em como ela estava linda naquele dia. Como sua pele branquinha refletia a luz do sol, ou pior, como seus olhos pareciam estar sempre postos em mim.

Tento fingir que estava prestando atenção em Moby Dick quando tudo o que conseguia fazer era encará-la. Cada sorriso que ela dava ao mencionar um trecho que gostava. Cada vez que seus olhos encontravam os meus.

Estou ficando maluca, concluo.

Mesmo que ela me confunda tanto e aja, em um momento como alguém que se importa e, em outro momento como se fossemos formiguinhas que ela se controla para não esmagar com seus saltos, eu não conseguia fingir que ela não me afetava. Suas mudanças constantes de humor serviam apenas para me irritar mais.

Assim que o sinal toca, espero todos os alunos saírem, inclusive Margo, para pegar minha mochila e andar até a mesa da mulher.

— Acho que você vai gostar da minha redação.

Sophie não me olha.

— O.k., pode deixar aí. — Diz enquanto escreve algo em um caderno. Cerro o maxilar, me controlando para não dizer algo idiota.

— Posso te fazer uma pergunta? — Sophie suspira e ergue o olhar do que escrevia, focando seus olhos azuis em mim.

— Faça.

— Você é bipolar? — Ela franze o cenho.

— Srta. Carter, eu sou sua professora, e, essa é uma pergunta um tanto pessoal.

Estava prestes a respondê-la, porém um forte trovão ecoa pelo lugar. Olho pra janela e praguejo, percebendo que o céu começava a nublar.

— Tudo bem. Desculpe professora. — Solto a pasta no lugar, pois sabia que tinha que correr. Não seria nada legal tomar outro banho de chuva, dessa vez não teria uma Sophie gentil para me ajudar.

— Você já teve uma namorada? — Congelo quase à porta.

Viro-me.

— Como é? — Meu tom soa meio incrédulo com sua pergunta.

— Você... já... teve... uma... namorada? — Repete lentamente e se ergue.

— Ahm — Até mesmo me esqueço da chuva que iria cair. Que porra de pergunta era aquela?! —, como qualquer adolescente na minha idade... é, eu já estive em um relacionamento e, sim, foi com uma garota, mas o que isso...

E então os pequenos pingos começam a atingir o vidro da janela.

— Ah merda! — Me desespero.

— Que foi? É só uma chuva — Sophie me olha sorrindo, mas o mesmo logo morre. — Oh, me esqueci que você não tem um histórico muito bom com chuvas, não é?

— Não tem graça! — Aliso minha nuca, começando a entrar em desespero. Eu não tenho um carro. Porque infernos eu não tenho um carro? Como iria fugir de outro resfriado?

— Alguém ainda deve estar na escola. Você não tem reunião do clube, ou...?

— Hoje é quinta, não tem reunião — Molho os lábios. — Vou ter que ligar pro Tim. — Giro nos calcanhares e quase saio da sala, mas Sophie segura em minha mão gentilmente. Suspiro, quase aliviada por ela ter se lembrado do meu pulso machucado. 

— Eu levo você em casa. — Viro-me para olhá-la. Ela solta minha mão e eu quase protesto, pedindo-a de novo. Sua pele era macia e emanava um calor confortável.

— Não precisa, vai que você me abandone em uma floresta, eu sei lá — Sophie revira os olhos, me fazendo rir. — É serio, mesmo você sendo uma pessoa difícil, já me ajudou bastante pra uma única vida.

— Eu fui um tanto idiota com você, de novo...

— Já se tornou rotina, não nos damos bem na escola, é fato. — Ela me cala com o olhar.

— Vai me deixar te levar em casa ou não? — Repete.

Penso que não seria nada mal uma carona, mas que não queria mais confusões pra uma única semana. Sophie me olhava, os olhos azuis esperando por uma resposta minha.

— Só porque não quero pegar outro resfriado. — Massageio o pulso ainda enfaixado.

— Tudo bem — Ela vai em direção a sua mesa e pega a bolsa, pastas — incluindo os meus trabalhos —, as suas chaves e seu iPhone. — Seus pais já estão em casa? — Pergunta enquanto saíamos dali e seguíamos pelos corredores já vazios.

— Não, os meninos tinham treino hoje e meus pais estão trabalhando, por quê?

— Vai dar um temporal, não seria legal você ficar em casa... sozinha. — Sorrio diante da preocupação dela, mas finjo indiferença.

Saímos do prédio de Reedvale às pressas e logo já estávamos dentro do carro de Sophie. A loira solta suas coisas no espaço entre nossos bancos e leva a chave à ignição enquanto eu afivelava o cinto. A mulher põe o dela enquanto saía do estacionamento. Acho perigoso, mas não digo isso em voz alta.

— Você também não gosta da chuva ou só de piscinas? — Me surpreendo ao ouvi-la tocar no assunto daquele dia.

— Agora, odeio chuvas também. — Ela ri, o que acaba me relaxando um pouco.

— Mesmo depois do que fez, seis meses é muito tempo, não é? Porque tanto tempo longe? — Me olha rapidamente.

― Foi o tempo que precisei pra deixar aquela raiva toda ir embora e, também porque ou eu ficava e ouvia as pessoas falando sobre superar a dor, ser mais forte que ela, sabe, seguir enfrente, ou eu me afastava esses seis meses. Achei que ser forte do meu jeito seria melhor ― Mal percebo que simplesmente estava soltando aquilo sobre ela, algo que eu preferia guardar apenas para mim. ― Eu sempre achei que era a cidade que me lembrava dele... ― Engulo seco e sento direito no banco.

Era estranho, mas falar sobre Michael com Sophie, parecia tirar um pouco aquela dor toda.

— Ele deveria ser muito importante pra você.

— É diferente do que pode parecer — A olho. — A tristeza da perda foi diferente para todos. Os pais dele ficaram piores que eu, pois perderam um filho. E Maggie um irmão. Mas Michael me ajudou quando eu mais precisei. Enquanto eu acreditava que todas as pessoas ficariam contra mim, ele me disse aquilo que eu precisava ouvir. Ele ficou do meu lado e me mostrou que a minha felicidade é mais importante do que a opinião dos outros.

 — Da pra entender porque ele significa tanto pra você. — Eu a olho, esperando vê-la desconfortável, mas tudo que encontro é o sorriso de alguém que começava a compreender as coisas. 

Eu sorrio também.

— Além dos mais, eu vi coisas interessantes na minha fuga — Resolvo quebrar aquele momento tão sério. Sophie ri fracamente. 

— Você tem que concordar comigo que não importa as coisas que você tenha visto, você sabe fugir nem sempre é a solução. Pensa só, se você não tivesse ido embora, você teria me conhecido no início do ano como todo mundo — A olho, quase gargalhando com tamanha arrogância. Esse jeito dela, de achar que tudo basicamente gira ao seu redor, deveria me irritar, porém deixava-a ainda mais interessante. — Estou apenas brincando.

— Mas então não teria graça — Argumento. — Você não me achar petulante, não teria o mistério de chamar sua atenção e-

— Quanta auto-estima.

— Eu sou apenas realista. — Dou de ombros.

— Como você pode achar que chama a minha atenção?! — Sophie ria, enquanto dirigia por baixo da chuva.

— Ahm, me corrija se eu estiver errada, mas foi você quem esteve na minha casa ontem, não foi? Sabe, depois de eu ter sumido três dias da escola. — Finjo-me de confusa, apenas para deixá-la mais sem graça. Ela aperta o volante, controlando a vontade de retrucar. Sabia que tinha perdido.

— Idiota.

— Foi você quem pediu. — Revira os olhos enquanto eu a observo.

— Se não fosse pelo desastre do coquetel, acho que eu não teria tido coragem de me aproximar de você. — Admite a loira, molhando os lábios.

— Realmente foi um desastre...

— Você não pegou a blusa, achei ainda mais petulante.

— Era o certo a ser feito depois de você ter me chamado de criança.

— Aquilo não foi de propósito. — Rio, obviamente, não acreditando naquilo.

— Conta outra. — Sophie bufa, parando no semáforo e virando-se para me olhar.

— Eu não falei com a intenção de ser grossa, é que recordei que aqueles coquetéis eram um saco quando eu era menor. Sempre fui obrigada a ir com meus pais quando Jonnie e eu éramos crianças. Acho que foi por isso que optei por não seguir a grande carreira milionária da minha família. — Eu a olho por um tempo, sem expressar reação alguma.

E então sorrio.

— Porque está sorrindo? — Pergunta Sophie, confusa.

— Porque, pela primeira vez desde que te conheci, eu consegui te entender um pouco. Bem pouco, mas já basta. — Ela acaba por também sorrir o que me deixa mais leve.

De certa forma, aquilo acaba por diminuir a tensão entre nós duas. Eu não me senti desconfortável pelo resto do caminho até minha casa. Sophie vez ou outra me olhava, como se não tivesse certeza que eu estava ali.

— Chegamos. — A loira diz ao parar com o carro enfrente a minha casa.

— Acho que tenho que dizer obrigada — Olho para ela, sorrindo. —, mas, não irei.

— Por quê?

— Não gosto de agradecer a você, me sinto pequena.

— Uau, muito lógico. — Sophie ri enquanto eu solto o cinto.

— Então tchau — Sorrio e empurro a porta, pondo apenas uma perna para fora. — Você parece querer me dizer algo...

— Pareço?

— Algo do tipo, por favor, não vá! — Sophie ri, revirando olhos.

— Fique à vontade. — Faz sinal para que eu pudesse ir.

— Tchau. — Não me zango, apenas sorrio e saio do carro. Bato a porta e ajeito a mochila no ombro, tomando cuidado para não machucar o pulso já todo ferrado. Enquanto ando em direção a varanda, ouço o conversível da mulher acelerar pela minha rua.

Foi bem melhor do que imaginei, concluo subindo os degraus.

 


Notas Finais


tá tudo bom demais

seria uma pena se...

zoera ashaushasu


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