História Breathe - Capítulo 45


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 55
Palavras 1.350
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


FELIZ DIA DAS KIDS \O/

EEEEEHH

ta parei

Capítulo 45 - Capítulo 44: Como irei escapar dessa?


Erin PDV


Descubro durante o jantar que meus pais não eram muito bons em guardar segredo de nós. Enquanto Jake e Marco ficavam se empurrando enquanto comiam, eu observava Heloise e Tim trocarem sorrisos e olhares cúmplices. Eu aguento em silêncio durante o que equivale a dois copos de suco de morango.

— O.k., desembuchem que isso já tá me irritando! — Exclamo.

— Ahm? — Tim me olha, confuso.

— Do que você está falando, filha? — Heloise ri, levando uma garfada de ervilhas aos lábios. A sobrancelha arqueada era para mim apenas mais um sinal de que ela escondia algo.

— Vocês dois — Digo apontando o garfo de Tim para mamãe. —, estão escondendo algo! Eu vejo! — Jake e Marco olham para os pais.

— Não seja boba. — Tim ri nervosamente e bebe do seu vinho.

— Boba? Eu? — Rio em deboche. — Se vocês não falarem logo, irei explicar aos meninos os baru-

— Calada! — Heloise me corta.

— O que ela ia falar?! — Pergunta Jake, imediatamente compreendendo. — Conta!

— Conta, conta! — Marco faz coro ao irmão.

— A irmã de vocês está apenas brincando. — Heloise me assassina com os olhos verdes. Apenas devolvo o olhar de forma desafiadora.

Tim suspira.

— Conte a ela, amor. — Ele diz olhando para Heloise em desistência.

— A nós também! — Falam os gêmeos, juntos.

— Você não pode ficar de boca fechada, não é mesmo? — Heloise diz a mim, obviamente irritadinha. Aquilo serve apenas para atiçar ainda mais a minha curiosidade. Eu lhe lanço um meio sorriso afetado.

— Estamos esperando. — Levo o garfo de salada aos lábios, sem desviar o olhar da mulher.

— O.k., O.k. — Heloise olha para Tim e respira fundo. — Hoje, Tim e eu recebemos um convite dos Depardieu...

— A família da So... professora? — Quase deixo escapar o nome da mulher.

— Sim, da sua professora. — Tim leva a comida aos lábios, mas seus olhos tinham um brilho de orgulho próprio.

— Alexander — Heloise sorri ao marido. — está simplesmente amando o trabalho dele, tanto quanto amou o site e agora o aplicativo que ele esta montando — Ela volta sua atenção aos garotos e depois a mim. — Eles nos convidaram para almoçar e depois passar a tarde na mansão com eles, agora sábado.

— Vocês dois? — Olho para Tim e depois para Heloise.

— Não só nós, mas vocês três também. — Responde sorridente.

— Sério? — Marco pergunta, sem esconder sua empolgação.

— Naquela mansão? De novo? — Jake bate com o garfo e faca na mesa. Heloise assente. — Demais!

— Legal! — Marco concorda.

— E, Alexander disse que inclusive mandou trazer um novo protótipo de vídeo game que uma de suas empresas está fazendo, só para vocês dois. — Diz Tim aos gêmeos que se olham, logo fazendo um Hi-Five.

— Nossa, eles gostaram mesmo de vocês hein. — Digo, mas não posso evitar o tom de desapontamento.

— Isso é ótimo! — Heloise sorri. — Debbie foi muito gentil conosco e foi muito divertido conversar com ela, eu...

— Acho que não vou ir. — Digo, cortando a mulher.

— O quê? — Pergunta Tim, surpreso.

— Por quê? — Heloise me olha, sem acreditar.

— Estou em época de provas e cheia de trabalhos, você disse que vai ser no sábado, né? — Tim suspira, como se o fato de eu recusar o convite já fosse o que ele esperava. — Eu perdi meio ano, não...

— Erin, ela convidou a família toda, não faça essa desfeita. — Pede Heloise.

— Vai ser divertido, mana. — Concorda Marco.

— Podemos jogar Hi-Zumbie em um super console! — Exclama Jake.

— Podemos nadar — Inclui Tim. Eu não nado, quase digo em voz alta. — Por favor, estou pedindo a você que vá conosco. — O olho. Os olhos castanhos realmente sinceros e com aquele olhar que só ele conseguia fazer.

— Esta bem. — Suspiro.

— Isso! — Comemora Jake.

Heloise e Tim trocam um sorriso e um olhar, contentes com a decisão.

Naquela noite, tento não pensar no sábado. Passo um tempo conversando com Margo por SMS, tentando tirar dela alguma confissão sobre Justin, mas a outra apenas desviava do assunto. Leio um pouco e ouço algumas músicas enquanto procuro por algum jogo pra baixar na internet, apesar de isso não ter dado em nada. Queria apenas distrações.

Tinha falado sério sobre estar perto das provas, mas não conseguia me concentrar nos livros e em equações mais do que conseguia me concentrar nas aulas das mesmas.

Em alguns momentos acabava por levar meus pensamentos a Sophie. Estava me sentindo esperançosa com relação a loira. Por baixo de toda aquela frieza e arrogância da mulher, existia alguém gentil e doce que precisava de atenção, coisa que eu tinha certeza que o noivo da outra não dava. Não o suficiente, pelo menos.

Tinha o dia seguinte inteiro para pensar em uma maneira de fugir daquele sábado. Prometi a Tim que iria ir, mas, sinceramente, não sabia o que fazer naquele casarão, rodeada de paredes e de empregados comandados pelos pais da minha professora de inglês. Parecia um tanto bizarro em meu ponto de vista.

 

(...)

 

Meu dia teria sido ótimo, se Tim não tivesse me deixado na mão com a carona.

Acordo com o sol invadindo o quarto pelas persianas. O cheiro de chuva da noite passada ainda impregnado no ar, mas havia aquele lance de sol prestes a abrir caminho entre as nuvens. Espreguiço-me e jogo os cobertores pro lado, logo cambaleando em direção a fora do quarto.

Silêncio.

Paro no meio do corredor. Coço os olhos e bocejo, olhando ao redor. Aquilo não era normal. Aquela casa jamais ficava em silêncio. Enquanto ando em direção as escadas, esfrego os olhos, tentando mandar o sono embora. Paro no primeiro degrau e lanço um olhar lá para baixo.

— TIM? — Grito, mas o som apenas ecoa. — Jake? Marco?

Nada.

— Era só o que me faltava. — Resmungo descendo as escadas com agilidade.

Passo por uma sala estranhamente organizada. Os controles do Play3 nos lugares, as almofadas ajeitadas sobre o sofá. O chão sem papeis, sem roupas. Nenhum prato, tigela ou copo pelos lugares. Ao entrar na cozinha, dou de cara com uma bandeja com biscoitos, cereal e um copo de suco. No canto havia um pequeno bilhete.

Sabia que aquilo explicaria tudo, mas mesmo assim sinto raiva. Não conseguia acreditar que Tim havia saído com os gêmeos e nem ao menos havia me avisado. Como iria chegar ao Reedvale High sem carona?!

Reviro os olhos e quase jogo aquela bandeja no chão.

Pego impulso no balcão e refaço o caminho até o banheiro. Lá tomo um banho demorado. Se estava ferrada mesmo que fosse pra valer. Lavo os cabelos com meu shampoo favorito de canela e, ao sair, me enrolo na toalha e faço questão de ir até meu quarto deixando um rastro de água por onde passo.

Enquanto me secava e andava pelo quarto a procura de um jeans, fico tentando ligar para Margo ou para Justin, mas, estranhamente, ambos deram pra estar com o celular desligado. Estranhamente. Chegava a ser cômico.

Visto o jeans rapidamente, calço meias e o coturno. Puxo uma camisa qualquer de dentro do closet. Jogo a mochila no ombro e puxo celular e fones de ouvido de sobre o criado-mudo. Meus cabelos molhados pingando na camisa. Desço as escadas plugando o fone de ouvido em meu celular.

Pulo o último degrau da escada.

Passo na cozinha apenas para pegar o bilhete que Tim havia deixado e logo sigo em direção a porta de casa. Não tomaria o café que o homem deixou pronta para mim, só de birra mesmo. Saio dali trancando a porta após passar e desço os degraus que levam ao quintal.

Resolvo que mesmo indo andando, não chegaria tão atrasada à primeira aula. Único problema: o professor havia avisado que daria revisão para a prova da próxima semana. Sabia que na condição que estava, não podia vacilar e ir mal em alguma prova. Precisava me puxar e “levar a sério” aquele último ano.

Enquanto ando em direção ao Reed, escuto minhas clássicas músicas para a fossa. Sentia que Tim merecia um belo tratamento de silêncio de minha parte, porém, isso ainda não resolvia o problema do dia seguinte. Talvez, se conseguisse um livro novo com alguém, quem sabe aquele sábado poderia ser menos massacrante do que imaginava.

Mas a sexta-feira foi a mesma mesmice de sempre.

 


Notas Finais


vcs mal podem esperar pelos caps da sophie *------*


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