História Breathe - Capítulo 46


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Categorias Originais
Exibições 56
Palavras 1.262
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


look the capítulo

Capítulo 46 - Capítulo 45: Pensamentos pecaminosos.


Erin PDV


— Então você simplesmente veio andando? — Ele pergunta gesticulando com o garfo. Seus cabelos estavam cobertos por uma bandana ao redor da cabeça. Havia aquele tom monótono em sua voz. O Justin de sempre, concluo. — Porque, olha, se eu fosse você eu...

— Sim, Justin, mas você não viria porque tem medo de suar. — Diz Margo, fazendo o garoto a olhar com cara de indignado.

— Está falando que eu tenho medo de soar...

— Suar. — Margo e eu o corrigimos, juntas.

— Ah, tanto faz! — Ele balança o garfo, fazendo um pedaço de frango voar para a mesa ao lado. Os alunos sentados ali nos olham com ferocidade.

Foi mal. — Falo apenas mexendo os lábios a eles, enquanto Justin continua reclamando sobre ele amar suar, o que não fazia sentindo já que ele matava a aula de educação física pra ficar no banheiro arrumando o cabelo.

— Sim, já entendemos, você ama exercício físico! — Margo o corta, rindo.

— Sim, eu amo, mas prefiro vo... — Deixo o garfo cair, encarando Justin que simplesmente congela, arregalando os olhos em minha direção, como se tivesse visto um fantasma. — Vo... vodka. — Ele emenda, mas o olhar que eu o lanço, faz com que ele pegue a mochila, a bandeja e se erga.

— Aonde você vai? — Margo pergunta o olhando com surpresa.

— Vou encontrar o pessoal do clube de informática. Eu... a gente se vê depois! — Ele gira nos calcanhares e se afasta, equilibrando a bandeja nos braços.

Encaro Margo.

— Então vocês estão escondendo isso de mim? — Margo me olha, confusa. — Você e Justin são meus amigos, porque acham que eu poderia ter algo contra...?

— Do que você está falando? — Margo pergunta, mas não parece haver nervosismo em sua voz. Penso que talvez estivesse tirando conclusões precipitadas, ou imaginando coisas, mas então recordo de como os dois andam nervosos há dias.

— Margo, você e Justin estão ficando, não é? — A garota não diz nada, apenas termina de beber seu suco. — Você não pode me contar, mas também não pode me negar? — Ela nada diz. — Eu vou descobrir, sabe disso né?

Margo leva o garfo de comida aos lábios, como se me desafiasse com os olhos.

— Legal. — Reviro os olhos.

O resto do dia ocorre normal. Mais algumas revisões, trabalhos e deveres de casa pro final de semana. Descubro que a próxima semana de provas, seria apenas um aperitivo para as finais, aquelas que definiriam meu futuro. Sabia que em pouco tempo seria obrigada a sentar com meus pais e conversar sobre as provas pra universidade.

Tive sorte por ter reunião do clube após a aula. Conseguiria carona pra casa. Descubro também, após conversar com o pessoal que aquela sexta era o dia de folga de Sophie, e, de certa forma, aquilo me deixa mais aliviada, não seria obrigada a encarar aqueles olhos azuis por alguns dias.

— Isso que você chama de close? — Pergunta Myrcella atrás de mim.

— Isso é o que eu chamo de esperar o clímax. — Retruco observando a cena que acontecia pela tela da câmera.

— Tentem correr mais rápido! — Exclama Myrcella enquanto os “atores temporários" corriam pelo pequeno quarto — uma sala de aula vazia.

— Esperem! — Ergo a mão coberta pela tala.

— Esperem! — Myrcella faz coro. Os dois atores param.

— Fizemos algo errado? — Sam abaixa o capuz que usava e joga a mascara de V de Vingança encima de uma carteira. — Jurava que aquele claquete...

— Vocês foram bem — Abaixo a câmera e ando em direção a mesa de aparelhos que organizamos antes de fazer os primeiros testes do curta. — Preciso de lentes noturnas! — Grito e do nada um garoto brota, apontando pra lente sobre a mesa. — Valeu. — Pego e conecto a câmera.

— Desligar as luzes? — Myrcella pergunta segurando seu iPad.

Assinto.

— Desligar luzes! — Jacob grita de algum lugar onde mexia em seu maquinário.

A sala de repente fica em um breu.

Foco a câmera nos dois garotos juntos. Sabia ser a única capaz de enxergá-los, então me aproveito disso.

— Vamos continuar de onde paramos. Se guiem pela luz que está escapando na janela ali. — Aponto pra janela ao meu lado esquerdo.

Estávamos gravando um exemplo do que seriam as filmagens de verdade quando tivéssemos escolhido os atores. Myrcella havia me escolhido como câmera e diretora junto com ela, mas ela opinava mais no filme. Ela só queria me dar um papel maior no curta. Estávamos gravando a segunda cena, quando o casal de amigos corria pela sala, ouvindo os sons de tortura do andar de cima. Sim, algo bem psicodélico.

Seguimos com as filmagens parando vez ou outra por causa de algum problema de imagem ou som. Jacobson cuidava dos sons enquanto os alunos no primeiro ano, do cenário e dos efeitos especiais, apesar de alguns serem feitos depois no computador logo após gravarmos tudo.

 

(...)


Estávamos Myrcella e eu recolhendo os últimos equipamentos. A garota tinha aceitado me dar carona, então ficamos para organizar tudo.

— Acho que você estava certa com relação a Lara — Termino de fechar o zíper da minha mochila e volto minha atenção a Myrcella. — Com relação a nós duas. — Explica.

— Ela te disse algo? 

— Não ela — Myrcella suspira e se escora na mesa de equipamentos. —, mas sim eu ― A olho com interesse. — Eu meio que fiquei olhando pra ela no vestiário.

— Oh! — Digo aquilo só para assustá-la um pouco. Como se admirar outra garota no vestiários imediatamente tornasse você homossexual. 

— Exato! — Ela bufa e eu me controlo para não rir. — Tipo, eu nunca havia ficado tão idiota ao ver uma garota só de... bem, lingerie.

— Te entendo. — Solto uma risada nasal.

— O que eu faço?! Não tenho nada contra lésbicas ou gays, mas meus pais são cristãos... Se eles um dia sonharem que eu tive pensamentos pecaminosos com relação a alguém do mesmo sexo! Meu Deus, eles me deserdam! ― Ela diz, completamente assustada.

— Ainda existe excomunhão? — Myrcella me olha com pavor. — Tô só brincando! — Gargalho. — Olha, sou péssima com esse negócio de dar conselhos, é sério, mas você vai enlouquecer se não ganhar um pouco de luz. E também, eu já estive no seu lugar, a única diferença é que tive menos melodrama.

— Não tem graça! — Acho fofo o tom de vermelho que as bochechas da garota ganham.

Descubro com o tempo que Myrcella não era tímida e sim nervosa e envergonhada quando a pessoa não sabia chegar nela. A garota era toda fofa, gentil e bonitinha e, não era só fachada, era o que ela era de verdade e isso era o mais encantador. Se Lara gostasse dela, entenderia perfeitamente o porquê disso.

— O.k., O.k. — Ergo as mãos. — Veja bem, você não tem que se preocupar com isso agora. Os seus... uh — Molho os lábios e solto uma rápida risada. —, pensamentos pecaminosos, estão sob controle, bem, enquanto Lara ainda não retribuir a eles.

— Retribuir? Como você pode ter tanta certeza que... — A olho, com tédio. — O.k.

— Um dos meus grandes talentos é que com o tempo comecei a entender as pessoas. E Lara, bem, não quero destruir suas esperanças héteros, mas ela irá chegar em você, pode ter certeza. E se eu fosse você, eu me prepararia pra uma grande sessão de amassos lésbico porque você não vai recuar, é impossível! — Myrcella de repente não parece mais tão nervosa.

— Como você pode ter tanta certeza?

— Porque tudo feito com uma garota é diferente — Falo, encolhendo os ombros em um gesto simples. — Mulheres são mais carinhosas, mais delicadas, apesar de não tão diretas. Elas são mais sutis e cuidadosas. — Myrcella me observa.

— Você é mesmo lésbica, não é? — Nós rimos.

— Ah, eu sou sim. — Pisco arrancando uma gargalhada da garota.

 


Notas Finais


imagina se não fosse

UQ?

e não se preocupem q o próximo cap é da Sophie huehuehue


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