História Breathe - Capítulo 50


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 69
Palavras 2.414
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


PIRULITO Q BATE BATE
PIRULITO Q JA BATEU
QM GOSTA DE MIM É ELA
QM GOSTA DELA SOU EU


to felizinea

Capítulo 50 - Capítulo 49: Não quero nunca esquecer esse momento!


Sophie PDV


― Você não quer nem mesmo pensar na proposta?

Mordo o lábio inferior com força, reprimindo um resmungo frustrado. Porque eu sentia que ele não iria desistir daquilo tão cedo? Também, porque diabos Debbie teve que inventar essa droga de viagem com os Carter?! E ainda por cima ter sugerido que Jayden e eu fossemos juntos. Não, obrigada.

Sento na ponta da mesa e olho para meu noivo.

― Sinceramente, não vejo porque precisamos estar juntos com eles! Você sabe muito bem que mamãe quer apenas exibir nós dois como o casal perfeito. E eu odeio isso.

Jayden parece achar graça.

― Acredite babys, eu também quero exibir nós dois ― Se ergue e vem até mim. Suas mãos seguram em minha cintura e ele olha profundamente em meus olhos, logo abrindo um sorrisinho. Quero fugir daquele contato, que eu sabia, se dependesse dele logo se tornaria algo intenso. ― Eu não mereço? ― Faz um biquinho e eu acabo rindo.

― Pra falar a verdade, não! ― Digo em um tom de brincadeira e viro-me, saindo daquela prisão de músculos. O puxo para fora do escritório e empurro a porta com o pé. As risadas conseguiam nos alcançar até mesmo ali no corredor.

As vozes na sala de estar nos atingem e logo podemos enxergar meus pais e a família de Tim. Mamãe ria animadamente dos dois garotinhos devorando alguns cookies. Heloise e Tim conversavam com papai de uma forma entretida. Eu não queria interrompe-los, mas também não queria ter que ficar sozinha com Jayden e seu todo aquele seu fogo.

― Finalmente resolveram juntar-se a nós! ― Debbie ergue as mãos ao nos ver entrar. ― Estão com fome? ― Sacode um prato com biscoitos.

― Por favor! ― Meu noivo se aproxima e se joga ao lado de mamãe no sofá. Rouba-lhe um dos cookies e da uma enorme mordida, tendo seus olhos ainda cravados em mim. Desvio minha atenção ao casal conversando com meu pai e me pergunto onde estava a filha mais velha deles.

Como se lesse meus pensamentos, uma voz conhecida se aproxima, entrando na sala.

― É. Eu tenho certeza ― Erin para na entrada da sala e olha em direção ao hall. Desvio a atenção do iPhone em seu ouvida para a roupa que ela usava. Ainda vestia a mesma camiseta azul, mas a mesma agora se encontrava fechada, porém ainda se podia ver parte do seu biquíni preto. Ela vestia um jeans preto e justo, apesar dos pés estarem descalços. Deuses! ― Sim, Sarah... ― Ela diz em um tom baixo, mas consigo ouvi-la perfeitamente. ― O.k., eu vejo pra você ― Ela encerra a ligação e torna a andar. ― Mãe? ― Heloise volta sua atenção a filha. ― Sarah deixou um HD lá em casa, não é? No escritório.

― Sim. ― Heloise diz com naturalidade.

― Imaginei ― A garota olha em direção aos irmãos que ainda comiam. ― Uh, me dêem um pouco! ― Se aproxima, porém é tarde demais. Os cookies haviam acabado. ― Ei!

― Calma, é só você ir pegar mais ― Debbie diz aos risos. ― Sophie, leve Erin com você para pegar mais alguns biscoitos. ― Olho de Jayden para a garota em pé ao lado dos irmãos. Jay parece não se importar, porém Erin tinha o rosto vermelho.

Sorrio internamente.

― Claro! ― Assinto e giro nos calcanhares, indo em direção a cozinha.

Já estou quase na porta quando ouço Erin me seguindo. Quero gargalhar com aquelas ideias nada inocentes que surgem em minha mente.

Entramos na cozinha que felizmente se encontrava sem empregados. Havia uma travessa de biscoitos quentes recém saídos do forno sobre o balcão. Ponho alguns em um prato e entrego a garota.

― Você acha que devemos pegar mais suco? — Ouço sua voz rouca as minhas costas. Ela está nervosa, uhu.

— Por precaução ― Ando até a geladeira e tiro uma garrafa de suco. ― Melhor pegar alguns copos também ― Eu aponto pro armário. Ela assente e vai até ali.

— O.k. — Pega-os e retorna até onde eu estava. Ela espera eu servir mais alguns cookies em outro prato. Eu podia sentir o calor da garota tão perto, isso me deixa nervosa e tensa. Sabia que se não tivesse o controle necessário, largaria aquelas coisas e a agarraria ali mesmo. — Você... — Paro o que fazia e a olho.

Tão perto, penso.

— Eu...? — A incito em prosseguir. Seus olhos mel tinham um brilho perdido.

Erin desce o olhar até meus lábios. Mordo o lábio inferior, a provocando um pouco. Eu sabia que definitivamente não teria a coragem pra fazer aquilo, mas quem sabe a garota não teria. No estado em que eu me encontrava, estava quase a ordenando a me beijar, mas Erin não tinha coragem suficiente para aquilo. Ela pisca, voltando a olhar em meus olhos.

— Melhor a gente ir rápido. — Desvia.

Termino de por os cookies no prato e viro para a garota.

— Você parece ter algo pra me dizer — Olho-a com atenção. — Pode falar Erin, nesse momento eu não sou sua professora e nem estamos na escola. — A garota cerra os olhos, meio desconfiada, mas assente. Eu quase podia ver sua mente trabalhando. Aquilo poderia ser interessante.

— Só queria dizer que, sei que você ama seu noivo e que vai se casar com ele...

— Seu eu não o amasse, acho que não casaria com ele — Concordo, mesmo que tivesse sido da boca pra fora. Queria ver até onde ela iria e, principalmente, que tomasse uma atitude. —, mas, continue.

— Sei que você não sente nada por mim e que você é minha professora. É errado eu dizer isso agora e...

— Errado? — Franzo o cenho.

— É sério, se você me interromper mais uma vez, eu vou te dar um tapa! — Pressiono os lábios controlando a vontade de rir. Eu assinto. — Obrigada — Agradece. — Mesmo sendo errado — Dá enfase no errado para me provocar —, eu não me importo porque sei que você deve saber...

Respira fundo.

― Eu vou beijar você.

Arregalo os olhos, tendo quase certeza que tinha ouvido aquilo errado.

— Como é que é?

— Foi isso mesmo que você ouviu — Ela diz com tanta naturalidade que penso ser uma brincadeira. Ela solta seu prato de cookies sobre o balcão. — Então eu sugiro que solte esse prato e essa garrafa, senão você vai derrubar tudo no chão.

— Do que você tá-

— Não diga que eu não avisei. — Não tenho tempo nem de completar a frase. Quando dou por mim, os lábios da garota já estavam nos meus. E então tudo que estava em minhas mãos vai ao chão. Mal processo as coisas caindo.

Primeiro sinto só o contato dos seus lábios fazendo pressão nos meus. Acho que ela entende minha paralisia como um aviso de que eu não iria fugir. Ela leva as mãos a minha cintura e acaricia ali, dando mais intensidade ao beijo. Seus lábios moviam-se nos meus, lentamente. Apenas apreciando aquele contato que tanto ansiávamos.

Sua língua invade minha boca e sinto uma descarga elétrica percorrer meu corpo. Um gemido involuntário me escapa. Seu corpo era quente e seus lábios tinham um gosto delicioso. Eu me vejo retribuindo ao beijo com tamanho prazer que eu noto imediatamente que nunca beijei alguém daquela forma.

Ela suga minha língua e da uma pequena mordidinha. Eu quase solto um gritinho ao perceber o quanto aquilo foi bom.

Seus dedos sobem pelo meu braço, deixando um formigamento por onde eles passam. Ela ainda me beijava daquela forma lenta e controlada, como se estivesse guardando o melhor para o final. Ao nos afastarmos, ela trás meu lábio inferior entre seus dentes. Eu arfo.

Nós nos separamos, ofegantes.

Mantenho minha testa colada a dela, mas abro os olhos encontrando os seus. De um profundo castanho.

— Porque fez isso? — Pergunto tentando voltar minha respiração ao normal.

— Porque eu precisava — Sussurra a garota. —, não me importo se você me odiar, se você me ignorar pra sempre, eu só... — Ela ri levemente. — não aguentava mais ter que ver você com aquele cara.

— Droga. — Murmuro e puxo novamente, colando meus lábios aos dela. Invado sua boca com sede por mais.

Erin me prensa no balcão com força. Desliza as mãos pelas laterais do meu corpo, parando em minha cintura enquanto eu enrolo meus braços ao redor do seu pescoço. Mordia e sugava seu lábio inferior, quase surtando com o quanto eles eram saborosos e macios

Eu pulo e quase jogo a garota no chão ao ouvir as vozes se aproximando, mas Erin é mais rápida. Ela salta pro lado, levando a mão ao peito e me olhando com pavor. Respiro fundo e com dificuldade, girando em direção ao balcão. Não queria vissem meu estado. Debbie entra na cozinha com Heloise e os gêmeos.

— Meu Deus, o que houve aqui? — Heloise.

— Ahm — Erin começa a dizer. —, eu derrubei tudo sem querer, desculpe Debbie. Acho que suas coisas não gostam muito de mim. ― Fala se referindo ao episodio com a taça de champanhe no coquetel.

— Ai querida, não tem problema — Diz a mulher rindo. — Acidentes acontecem... Sophie, filha, está tudo bem? — Olho em direção aos cookies que restavam na travessa sobre o balcão. Rezo para que meus lábios não estivessem tão vermelhos. Molho-os, sentindo o gosto dos lábios da garota ainda nos meus.

— Tá tudo bem — Viro em direção as mulheres. — Nós vamos limpar aqui e já levamos as coisas.

— Ah, eu ajudo — Diz Heloise sorrindo a nós de uma forma divertida. Percebo que ela estava compreendendo as coisas. Penso que meus lábios deveriam estar entregando tudo, mas então noto que Erin junta às coisas de uma forma afobada.

— Já terminei. — Diz se erguendo com os cookies destruídos e os pedaços do prato.

— Bom — Heloise olha para Debbie. —, vamos esperar na sala então.

— O.k. — Debbie assente, não percebendo nada de suspeito. As duas mulheres seguem em direção a saída da cozinha.

— Mana, o que houve com a sua boca? — Pergunta Jake com curiosidade.

Erin franze o cenho, tocando no lábio inferior, logo passando a língua. Posso ver sangue em seu indicador. Erin me olha, de olhos arregalados e um pouquinho brava. Giro nos calcanhares, quase gargalhando ao ver que a mordi com muita força na hora do susto.

— Eu mordi sem querer — Diz ela ao garoto. — Vocês querem levar a garrafa de suco pra lá? — Ela junta a garrafa do chão. A mesma estava amassada em um canto pelo tombo, mas por sorte não furou.

— Tá bom! — Marco pega a garrafa e vai em direção a sala.

— Aqui o prato com cookies. — Entrego a Jake o prato que Erin por sorte tinha soltado no balcão antes de me agarrar.

Jake pega-o e segue o irmão pra fora da cozinha.

Espero ele sumir e me viro pra garota.

— Ahm — Erin suspira, aliviada e se aproxima, soltando os cacos no lixo acoplado ao balcão. —, foi mal pelo lábio. — Peço, não me controlando ao rir.

Ela morde o lábio machucado e me pressiona contra balcão. Eu não reclamo, sinceramente, não estava nem aí se nos vissem assim, aquela garota me levava à loucura.

— Desculpe pelo pescoço. — Ela diz, sorrindo.

— Meu... pescoço...? — Arregalo os olhos, tocando o pescoço a procura de algo. Mas Erin beija meus lábios lentamente, fazendo-me esquecer daquilo. Ela vai descendo os beijos pelo canto dos meus lábios até meu pescoço. Cravo as unhas em seus ombros ao sentir a garota beijar toda a extensão do meu pescoço, os beijos molhados arrepiando-me toda. Ela beija e suga meu ponto de pulso, me fazendo gemer baixinho.

— Hmmm... — A garota beija meus lábios novamente e ri. — Agora sim, desculpe pelo pescoço. — A olho, assustada.

— Erin! — Toco meu ponto de pulso, sentindo uma leve ardência.

— Oops. — A garota ri.

— O que eu vou falar pro meu noivo?! — Pergunto, quase socando a garota.

— Diz que foi uma alergia. — A garota encolhe os ombros. Percebo que era exatamente isso que ela queria. Fazer Jayden e eu brigarmos por aquilo. Quase sorrio diante disso. Isso queria dizer que aquilo a incomodava.

— E você acha que ele vai acreditar nisso?

— Bom, se ele confia em você de verdade, talvez ele acredite — Ela encolhe os ombros. Olho em seus olhos, nós ainda estávamos mais próximas do que era necessário. — Sei que, mesmo que tenha sido bom, isso não significa nada.

— Não, não significa — Concordo. — Você é só uma garota.

— E você ama seu noivo e blá-blá-blá... — Revira os olhos.

— Erin, não é só por Jayden, é pela minha família. Meu pai, ele...

— Sophie, você já é adulta! — Diz a garota, quase rindo. — Não importa o que seu pai ache, você é dona de si mesma e tem o direito de escolher com quem quer seguir a sua vida. — Eu quase sorrio.

— E acha que você é essa pessoa? — A provoco.

— Não, não sou tão idiota quanto você pensa pra supor algo assim.

— Ah não? — Rio. Ela abre os lábios, fingindo estar ofendida e se aproxima, mordendo minha bochecha. — Ei!

— Diferente de você, eu sei o que quero. — Diz, arqueando a sobrancelha.

— E você acha que não sei o que quero? — Pergunto. — Mas entre eu querer e eu poder fazer isso, há uma grande diferença. Erin, você não tem preocupações...

— Nesse momento, minha única preocupação e ter que fingir que isso nunca aconteceu. 

— E quem disse que você deve fazer isso? Não quero nunca esquecer esse momento. Mas, eu querendo ou não, trabalho pro meu pai. Se eu jogar tudo pro alto e dizer a verdade a todos, eu vou correr um grande risco.

— Do tipo ser feliz? — Brinca a garota.

— Do tipo ficar sem emprego e sem ter como me sustentar — Olho em seus olhos. — Por enquanto, é melhor não fazermos mais isso, O.k.? — Ela sorri, concordando.

— Melhor a gente ir. — Ela se afasta e logo me arrependo de ter pedido isso. Como eu iria conseguir não fazer mais isso? Como iria conseguir vê-la todos os dias e não agarrá-la no meio da aula, ou no meio do corredor?

— Espera. — Seguro em sua mão.

— Que foi? 

— Você vai ir ao passeio ao Lake Reed? — Erin sorri de canto.

— Você quer que eu vá?

— Por favor. — Sorri maliciosamente.

— É. Então eu vou — A garota se aproxima e beija minha bochecha. — Foi um prazer, professora.

— Eu juro que se você me chamar assim mais uma vez enquanto não estivermos na escola, eu arranco esse seu sorriso com...

— Seus lábios? Ou, seus dentes? — Erin ri e sai, deixando-me ali, sorrindo de orelha a orelha.

 


Notas Finais


EU OUVI UM ALELUIA?

ahsuahsaush

Espero q vcs tenham gostado :)


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