História Breathe - Capítulo 53


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Categorias Originais
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Palavras 1.712
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


MEU POVO MINHA POVA

Capítulo 53 - Capítulo 52: Todos sentem falta dele!


Fanfic / Fanfiction Breathe - Capítulo 53 - Capítulo 52: Todos sentem falta dele!

Erin PDV


— DROGA, ESTAVA INDO TUDO BEM DEMAIS! — Grito em meio a nossa correria. O garoto gargalha alto e me puxa pela mão. Pegamos um caminho completamente diferente.

— MAIS RÁPIDO BABYS! — Grita ainda rindo. Para ele aquilo era diversão pura, já para mim era apenas mais uma suspensão no meus histórico já vermelho.

— PRA VOCÊ É FACIL FALAR, TEM ESSES PERNAS DE GAZELA! — Ele torna a rir.

Corremos ainda mais rápido, nos embrenhando em trilhas, mas sempre nos guiando pelo lago. Michael é quem me puxa, decidindo qual caminho pegar. Podemos ouvir os gritos dos professores nos seguindo. Eu, sinceramente, queria matá-lo ali mesmo.

— VOCÊ SEMPRE TEM QUE FAZER ESSAS COISAS NÃO É? — Ele me olha rapidamente e pisca. — DROGA! — Grito assim que pulamos um tronco caído.

— ESTAMOS QUASE LÁ! — Diz ele e com isso dobra novamente.

Finalmente, quando penso que nunca iríamos chegar, ele me guia até a margem do lago. Consigo vislumbrar perfeitamente o píer.

— Nós estamos na margem oposta ao acampamento? — Pergunto em um sussurro irritado. — Você é completamente maluco, Michael!

— E é por isso que você me adora — Ele me puxa, andando em direção a pequena cabana no píer. — Vamos ficar aqui até a poeira baixar — Diz ele em voz baixa. — Com sorte, ninguém vai nos dedurar.

— Eu duvido muito. — Resmungo.

Ele empurra a porta, torcendo para não ranger e nós entramos.

— Acho que eles vão seguir em linha reta — Dá de ombros e acende seu isqueiro. — Conseguimos despistá-los pelos menos — Eu olho ao redor. Há um pequeno sofá encostado a parede e um baú com uma cruz vermelha nele. Um kit de primeiros socorros.

— Você acha que há comida ali dentro? — Aponto.

— Hm — Ele se aproxima e se abaixa. — É bem provável — Abre o trinco e começa a vasculhar ali dentro. — Temos água — Diz. — Corda, bandeides, fósforos, curativos... e... barras de cereal! — Me joga uma e pega outra pra ele.

— E eu pensando que esse ano não faríamos nenhuma loucura. — Sussurro e ele me olha.

— Sério que você vai ficar irritadinha? Não é isso que nós fazemos? — Abre os braços e sorri com orgulho. — Fique contente que não meti Margo e Justin nisso.

— Se você tivesse feito isso, eles te matariam! — Gargalho.

— Acha que não sei — Dá uma risadinha maligna. —, mas isso é bom. Nós dois é que somos uma dupla. Eles têm medo sempre que sugiro uma pegadinha!

— Porque suas pegadinhas sempre envolvem fogo ou ferimentos graves.

— Babys, essa é a graça.

— Você acha que destruímos muitos barcos?

— O suficiente. — Dá de ombros.

— Sério, você tinha mesmo que envolver o time de futebol nisso?

— Não foi o time de futebol. — Fala ele. Eu franzo o cenho, confusa.

— Mas você disse...

— Eu disse “time”, mas não disse qual deles. O que mais temos em Reed são times, Erin. — Ele sorri daquela sua forma maliciosa e psicótica.

— O.k... isso quer dizer que...

— Digamos que aqueles idiotas do pólo aquático vão ter motivos reais pra me odiar agora. — Não posso evitar de gargalhar com ele.

— Como você pode ter certeza que acharão os fogos de artifício nas coisas deles? — Pergunto terminando de devorar minha barra de cereal.

— Por que, bem, certo garoto do decatlo viu os caras do pólo entrando com fogos de artifício no ônibus. Infelizmente não posso dizer qual garoto, isso iria deixá-lo em maus lençóis não é mesmo? — Ele sorri abertamente.

— Cara, você não presta.

Esperamos até amanhecer para finalmente deixarmos o píer. Pegamos um dos barcos reservas que havia ali e remamos até o acampamento. No fim descobrimos que haviam descoberto fogos de artifício nas coisas de Jason, o capitão do time de pólo aquático. Nunca descobriram quem os dedurou, mas corriam boatos sobre o garoto do decatlo.

Ninguém notou que eu e Michael não aparecemos pra contagem de noite. Margo e Justin nos conheciam e apenas deram cobertura. No fim, Michael conseguiu fazer mais uma das suas pegadinhas envolvendo fogo, destruição e ferimentos no ego de trogloditas babacas.

 

(...)


― Você está bem? ― Olho para a mulher por sobre o ombro. Não sei por que me lembrei daquilo justo agora.

― Acho que sim ― Volto minha atenção ao lago, brincando com as cores do início de tarde. ― Ou não. ― Suspiro e começo a caminhar em direção ao primeiro lugar que me vem em mente. Sinto o olhar de Sophie me seguindo, mas tudo de que eu precisava naquele momento, era ficar sozinha.

Meus coturnos fazem um barulho agradável na grama e na terra molhada. Paro diante da ponte e olho até o outro lado, vendo o início da floresta. O vento varre meus cabelos. Dou um passo enfrente, mas sou impedida por uma mão forte segurando em meu antebraço.

― Você não vai querer fazer isso sozinha, vai? ― Meus olhos ardem e logo as lágrimas já abrem caminho, queimando meu rosto.

Sinto braços fortes ao meu redor e logo outra pessoa entra no abraço. Ficamos os três assim por minutos, em silêncio. Eles me deixam chorar, mesmo eu sabendo que eles também choravam bem baixinho. Não nos importávamos em demonstrar fraqueza um perto do outro.

Margo é a primeira a se afastar e sorri gentilmente a mim.

― Acho que sabemos o que devemos fazer agora, certo? ― Ela olha para Justin e só ai o garoto puxa uma caixinha amarela e vermelha do bolso do jeans. Ele me entrega e pisca.

Fazia tanto tempo que não fazíamos isso juntos.

Pego-a e a abro, puxando um cigarro preto com verde. Margo e Justin fazem o mesmo. O garoto vasculha os bolsos novamente e puxa um isqueiro. Deixo o cigarro entre os meus lábios e deixo-o aproximar o isqueiro, acendendo-o.

Trago o cigarro e olho em direção a ponte, ouvindo a correnteza arrebentar contra os pilares que a sustentavam. ― Vocês não acham que seria mais fácil se pensássemos em como Michael queria que seguíssemos com nossas vidas? ― Trago o cigarro e olho para ele.

― Quem sabe. ― Sopro a fumaça.

Ele tinha razão, eu sabia, mas na prática não era tão simples, era?

Margo tinha o cigarro entre os dedos. Ela então começa a andar pela ponte com Justin e eu a seguindo. Paramos no meio e nos escoramos no parapeito de madeira gasta. Aquela ponte estava ali a dezenas de anos, firme e forte. Michael não foi o primeiro a sucumbir a ela.

― Somos mórbidos. ― Diz Justin erguendo a cabeça e soprando a fumaça pro céu.

― Somos ― Concordo e balançando o cigarro, observando as cinzas caírem na água. ― Isso é pra você, ruivo.

― Ao Michael.

― Ao Michael. ― Entoa Justin por último.

Foi graças a Michael que começamos a fumar, mas raramente, quando estávamos frustrados com algo ou nossos pensamentos pesavam em nossos ombros. Nós nos reuníamos para falar mal de nossas vidas e ele sacava seu conhecido isqueiro e um maço de cigarros. Após perdê-lo, acredito que nenhum dos dois tenha feito isso, exceto eu que me perdi um pouco na Inglaterra.

Ficamos um tempo ali, apenas fumando em silêncio. Sentindo o vento varrer nossos corpos. Mesmo com o tom mórbido naquele ato, nos sentíamos bem e completos em fazer isso. Era como se nos desculpássemos por não termos feito nada. Apenas sofremos. Eu apenas sofri.

― Me lembro que, no início, quando cheguei em Londres ― Sinto os olhos deles postos em mim. ― Eu me castigava sempre que pensava nele. A forma que achei de não pensar foi trabalhando nos piores festivais de cinema que encontrei ― Sorrio. ― Acabei ganhando alguns. Eu também fumei bastante e bebi, mas chego um momento que simplesmente cansei.

― Sabemos que isso não ajuda em nada. ― Justin murmura.

― Karen entrou em depressão, sabe? ― Fala Margo. ― Ela começou a beber e chegou até mesmo a ser encontrada em um bebo com cinco gatos dormindo encima dela ― Uno as sobrancelhas, me pergunta se era uma piada. ― Maggie e o Sr. Thomas tiveram que batalhar para não interná-la. ― A garota suspira. ― Erin, não foi só você que sofreu com isso.

― Aonde quer chegar?

― Que Michael não era importante apenas pra você ― Justin fala. ― Acha que só você teve vontade de fugir? Só você teve problemas? Todos nós quebramos! ― Ele me olha, sério.

― Justin...

― Não, Mar, deixe-o falar agora que ele começou. ― Ergo as mãos, cortando-a.

― Isso, me deixe falar ― O garoto soa irritado. ― Michael era sim seu melhor amigo. Sim você era mais ligada a ele que qualquer um de nós, mas ele fazia bem e iluminava a todos. Karen achou uma forma de superar a dor, mesmo após chegar ao fundo do poço. Você julga a todos por se preocuparem com a sua dor, por isso foge. Você só tem medo de sentir, esse é o seu problema. E age como se isso não afetasse a mais ninguém.

― Então basicamente, eu monopolizo a perda de Michael? ― Pergunto a ele, me controlando para não explodir. ― É isso que você quis dizer? ― Ele recua em surpresa.

― Não, não briguem. ― Margo sussurro em um tom assustado.

― Quer saber ― Justin sorri transbordando de raiva. ― Sim, é isso que você tem feito. Droga, Erin, os pais dele perderam um filho! Você acha mesmo que sua dor é a maior que a deles...

― Você é um idiota se acha que penso assim. ― Trago meu cigarro despreocupadamente.

― Sou mesmo? ― Me encara. ― Eu acho que sou bem corajoso por finalmente estar jogando isso na sua cara. Vai ver, quando o Michael morreu, ele levou com ele a parte gentil e doce que tinha em você. ― Encolhe os ombros.

Só ai é que percebo o que ele quis dizer com isso. Como foi mesmo que disse a Sophie naquele dia no carro... Eu nem sempre fui assim... E o que a fez mudar?... Meu melhor amigo morreu.

Justin me encara demoradamente, mas não tenho nada a dizer, apenas encaro seus olhos. Ele ri friamente e nega, pegando Margo pela mão e a arrastando em direção ao acampamento. Não faço nada para impedi-los, afinal não era isso que eu queria ao vir pra cá? Ficar sozinha.

 


Notas Finais


eu quero é treta --'


to brincandoney o:)


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