História Breathe - Capítulo 54


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Categorias Originais
Exibições 57
Palavras 1.085
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


SHOUT OUT TO MY EEEEX

-q

YOU NEVER BRING ME DOWN
UUUUUUUUUHHHHHH

ta parei

Capítulo 54 - Capítulo 53: Eu adoraria que você me castigasse.


Erin PDV


Passo poucas horas sentada à margem do lago, observando a água. Mas foram horas necessárias para por meus pensamentos em ordem. Percebo que sou uma péssima melhor amiga e que estava surpresa por Justin e Mar ainda se importarem comigo.

Acho que nunca parei pra pensar em como Michael afetava a vida de cada pessoa que conhecia. Eu e ele crescemos juntos de Margo e Justin, com nossos sete anos e aquela fome por aventuras. Ele sempre seria muito importante pros dois, assim como era para mim. O ruivo fez com que eu me aceitasse como realmente sou e, eu gostaria que ele estivesse ali para fazer o mesmo por Justin e Margo, para fazê-los aceitarem que são diferentes, mas que se gostam de uma forma mais forte do que suas as aparências.

Quando volto pro acampamento, dou de cara com um grupo de meninas do segundo ano aos cochichos próximas a ponte. Elas se assustam ao me ver, mas logo dão risinhos e acenos. As ignoro e sigo em direção aos chalés do terceiro ano. São seis ao todo. Três para  os garotos e três para as garotas.

Por sorte, Sophie sai de um dos chalés logo que eu chego.

— Onde foi que você se meteu? — Pergunta andando até mim com passos rápidos.

— Desculpe, eu me-

— O que houve? — Corta-me, aparentando preocupação.

— Nada. — Estranho sua reação.

— Seus olhos estão inchados — Explica. — Ou você estava fumando maconha, ou estava chorando. Como sei que você não é burra ao ponto de estragar seu cérebro com drogas, fico com a segunda opção. A pergunta é: Por quê?

— Porque eu não estragaria meu cérebro com drogas? — Franzo o cenho.

Ela suspira e aponta pra um dos chalés.

— Aquele é seu chalé, aparentemente você perdeu o direito de escolher uma cama boa já que sumiu por três horas. Você também perdeu o almoço, sinto muito, mas ficará com fome até o jantar — Ela ajeita a prancheta em mãos. — Perguntas? — Me encara.

— Sim, a senhorita é solteira? — Brinco.

— Cuidado com as brincadeiras Srta. Carter, odiaria ter que castigá-la. — Sussurra e passa por mim.

Eu adoraria que você me castigasse.

Empurro a porta do chalé e me dirijo até a única cama sem malas em cima. As garotas não me dão atenção já que não costumo conversar com nenhuma delas, apesar de conhecê-las. Posso listar nos dedos qual delas já falou comigo e, daria menos de uma mão.

Solto minha mala na cama e me sento. As garotas parecem empolgadas, conversando entre elas. Lembro que eu já fui assim, adorava esses acampamentos e as aventuras e coisas malucas que meus amigos e eu fazíamos. Mas agora, tudo parecia uma grande bola de nostalgia e melancolia. Era como ser obrigada a reviver uma fase da sua vida de que você sente muita falta, mas sabe que jamais irá retornar.

À tarde todos nos juntamos no anfiteatro ao ar livre para ouvirmos sobre as atividades do final de semana. Arco e flecha, escalada, trilhas, andar de barco, etc. Seríamos separados em duplas para fazermos todas as atividades com a pessoa. O sorteio aconteceria naquela noite após o jantar.

— Ah, ai está você! — Myrcella se aproxima e senta ao meu lado no banco. — Qual o problema? Você parece péssima.

— Sabe quando você estava com uma coisa na sua cara, mas você nunca enxergava e ai de repente alguém chega e joga a coisa em você? — Ela franze o cenho e ri levemente.

— Isso acontece o tempo todo com os meus óculos. — Sorri em provocação.

— Eu me sinto assim — Digo. —, mas é como se alguém tivesse jogado um carro na minha cara. Sabe, tipo quando alguém deixa o carro no estacionamento e ai não consegue achar mais.

— Por isso que se tem alarme. — Ela ri.

— Pois é, esse não tinha — Digo e passo a mão pelo rosto. — Eu só queria poder ver as coisas com clareza, sabe? Não suporto quando machuco as pessoas que são importantes pra mim.

— Você brigou com Justin e a Margo?

— Como sabe?

— Os garotos estavam comentando porque o viram chorando perto da ponte. Margo estava tentando acalmá-lo. — Ela dá de ombros.

— Chorando? — Olho pra nada.

— Aquela música do The Cure não tem lógica nenhuma, não é? — Brinca.

— Eu sou tão estúpida! — Suspiro e a olho. — O que eu faço?

— Você está perguntando pra pessoa errada, sabe disso né? Olha, não sei o que você fez a ele, mas não importa se você se arrepende disso. Eles te amam mesmo que você seja uma idiota às vezes.

— Nossa, obrigada!

— De nada — Ela ri. — Estou só tentando te fazer entender que, você é assim, certo? Ninguém pode mudar o que você é e nem culpá-la por isso. Seus amigos irão entender.

— Não me parece ser tão simples assim na prática.

— Não é, mas não custa tentar. — Ela se ergue.

— Myrcella — Seguro em seu pulso. —, tome cuidado, O.k.?

— Com o que? — Pergunta sorrindo.

— Com onde você está se metendo. Olha, você é uma garota doce e gentil ― Seus olhos brilham pelo elogio. ― E eu não quero que isso mude porque alguém machucou você ― Ela pisca, compreendendo onde eu queria chegar. ― Além do mais, você me ajudou, então vou fazer o mesmo por você. Não importa o quanto goste de Lara, não deixe ninguém obrigar você a fazer o que não quer.

— Espera, você está falando de...

— Não! — Me controlo pra não rir. — Digo, com relação a se assumir. Não se sinta obrigada se você ainda não está pronta, tudo bem?

— Nós nunca chegamos a conversar sobre isso — Ela dá de ombros. — Sabe, eu espero que um dia ela chegue para mim e diga que quer ser minha namorada de verdade, entende? Que eu conte aos meus pais e essas coisas... mas ela nunca tocou nisso. O que você acha que quer dizer?

— Talvez ela não espere que você o faça e, quanto a ser sua namorada, acho que vocês já são. — Rio.

— Mas nós nunca falamos sobre isso! — Ela se senta.

— Myrcella, se acalma — Gargalho. — Olha, siga o ritmo de vocês e se você estiver com duvidas, me pergunte. De relacionamento homossexual eu entendo bem. — Pisco e me ergo, deixando-a sozinha ali.

Passo as horas até o jantar observando os garotos do basquete jogando na quadra que havia na margem do lago. Eles pareciam sempre achar uma forma de jogar aquilo, não importa onde estejam. Não havia cesta na quadra já que era de futebol normal, então eles ficam atirando em uma cesta de lixo.

 


Notas Finais


CAUSE BOOOYS DON'T CRYYY

to mt musica hj ahusahsu '-'


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