História Breathe - Capítulo 55


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Categorias Originais
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Palavras 1.869
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


A LUA ME TRAIU ~


Ooooooiiiii

Capítulo 55 - Capítulo 54: Eu precisava dela.


Erin PDV


― É tão injusto não podermos escolher nossas duplas! ― A voz soa esganiçada. Quero mandá-las fechar a boca e apenas abri-la pra por a comida. Que inferno!

― Verdade, e se nos colocarem com os jogadores de pólo?! ― Isso basta para eu olhar pra garota. Aquilo parece lhes dar mais combustível para conversar. Rolo os olhos e volto ao meu livro.

Por não estar conversando com meus amigos, resolvi jantar com as lideres de torcida. Elas normalmente eram pessoas agradáveis e conseguiam te distrair fácil com aqueles milhares e aleatórios assuntos que rolavam entre elas, mas naquele momento, esse era o problema. Elas mais falavam do que de fato comiam, e eu percebo tarde demais que não queria conversar, então assim que terminei o jantar, fiquei folheando um livro de matemática que o nerd da mesa ao lado me emprestou — ele diz que fazer equações o ajuda a digerir a comida.

Até matemática é mais interessante que falar sobre cutículas e, como determinada garota ― e até garoto ― havia exagerado no bronzeamento artificial e havia vindo pro acampamento parecendo uma cenoura gigante.

Após o jantar, nos juntamos no anfiteatro pro sorteio das duplas. Sento-me o mais longe possível de todo mundo e consigo ver Justin e Margo entrando no lugar. Ele diz algo a ela e olha ao redor, cravando seus olhos em mim. Molho os lábios e o observo entrelaçar sua mão a de Margo e seguir pra primeira fila, longe de mim. Margo esta vermelha pra caramba com a atitude dele e, mesmo que os dois estejam me evitando, não posso deixar de sorrir a com a cena.

Eu sabia que aquilo iria demorar, então não me surpreendo quando as horas começam a passar lentamente. No fim, descobri que minha dupla se chamava Elliot. Na verdade, eu já conhecia Elliot do grupo de amigos de Justin. Ele era o típico garoto de Reedvale; família rica e perfeita, jogador de basquete e o tipo de pessoa com quem eu não me misturava.

Por mais que nunca tenhamos de fato conversado, eu imaginava que minha dupla seria mais... acessível. Eu tinha minha opinião formada com relação ao loiro e sentia que Elliot não seria alguém agradável de se relacionar.

Eu nunca estive tão errada.

Antes que ele quisesse vir até mim, já me levanto e desço as arquibancadas dois degraus por vez. Pego impulso na parede e saio do anfiteatro.

― Não me entenda mal, mas eu... Aonde você vai? ― Viro-me, dando de cara com Sophie.

― Ahm?

― Os avisos ainda não terminaram, Srta. Carter ― Ela olha para o homem com quem conversava antes. ― Por favor, volte ao seu lugar.

O homem me encara com curiosidade, esperando eu obedecer minha professora, mas, tudo o que faço é encará-los com confusão. Caramba, eu só queria pegar um ar! Isso é crime agora? Envergonhar Sophie não estava em meus planos, mas estava de muito mau humor para me preocupar com isso naquele momento.

― Então? ― Sophie sorri quase me assassinando.

― Tô meio enjoada, não quero vomitar nos meus... colegas. ― Sorrio de forma inocente.

― Deixe-a, Sophie ― Diz o homem. ― Podemos conversar depois, acho melhor eu ir indo. Tenho que fazermos algumas ligações. ― O homem toca no ombro da professora e volta pro anfiteatro.

― O que pensa que está fazendo?! ― Ela se aproxima, brava.

― Eu?

― Sim, obviamente, ele não acreditou no seu “estou meio enjoada” ― Ela cruza os braços abaixo dos seios, fazendo-os ficarem maiores. Isso me desconcentra o suficiente pra eu babar. ― Erin!

― Eu! ― Exclamo voltando a olhá-la.

― Será que você pode ao menos tentar? ― Ela sorri de forma travessa.

― Desculpe professora ― Suspiro e abaixo a cabeça. Acho que minha repentina mudança de atitude acaba assustando.

― Quer conversar? ― Dessa vez sou eu que me assusto. Ergo o olhar e encontro o seu vidrado em mim.

― Não acho que tenha algo pra conversar ― Minto. Sophie não precisava saber como aquele lugar me afetava. ― Se não se importa, gostaria de voltar pra minha cabana. ― Sophie franze o cenho, surpresa. Não posso culpá-la, até eu me sentia desconfortável com meu estado de espírito.

― O que está havendo? ― Toca levemente no meu braço.

Eu fecho os olhos, apreciando o calor de sua pele na minha. Inferno, como eu queria que estivéssemos sozinhas. Eu queria poder senti-la de verdade e não só daquela forma.

― Podemos sair daqui? ― Abro os olhos, fitando-a com intensidade.

Ela abre e fecha os lábios seguidas vezes. Olha em direção ao anfiteatro as minhas costas e depois novamente a mim. Não desfaço minha expressão. Eu precisava conversar com ela, precisava dela.

Por fim ela apenas assente e pressiona os lábios. Seguro em seus dedos e a puxo em direção ao lago. Sei que ela ainda olhava pro anfiteatro, com medo de alguém nos ver. Pode me chamar de egoísta, mas eu não dava à mínima. Guio-a até uma das margens mais afastadas onde os barcos de canoagem ficavam.

― Pronto ― Diz ela quando paro e solto sua mão. Volto minha atenção a água, a mesma refletia a lua e movia-se em um ritmo lento com o bater do vento. ― Agora acho que já pode me dizer o que te atormenta. ― Nos olhamos e eu devolvo ao seu sorriso.

Solto um longo suspiro e digo:

― Esse lugar pesa em meus ombros, sabe?

― Como assim? ― Mantenho meu lábio inferior entre meus dentes e acabo desistindo. Desabo na areia e cruzo minhas pernas. Esperava que ela entendesse aquilo e fizesse o mesmo. Sorrio internamente ao senti-la sentar bem próxima a mim.

― Lembra-se do meu amigo? ― Olho-a rapidamente, logo tornando a água.

― Michael ― Assinto. ― O que tem ele?

― Ele morreu nesse lago ― Aponto ― Na ponte que tem em meio ao bosque. Aquela sobre riacho que se liga ao lago. ― Explico. Sophie se mexe, desconfortável ao meu lado. Eu jamais precisei falar tão abertamente com alguém sobre e isso e, para minha surpresa, havia sido libertador. ― Na última vez em que estivemos aqui. De qualquer forma, seu corpo foi achado nesse lago. ― Meus braços se arrepiam e eu respiro fundo, tomando coragem.

― Piscina ― Solta ela e eu a olho, confusa. Seus olhos azuis fitavam-me com intensidade. Só então recordo daquele dia na sua casa, então eu confirmo. ― Compreendo agora. Se esse lugar te trás lembranças tão ruins, porque insiste nele? Porque insiste nesse lago?

― Porque, por mais que eu tenha essa horrível lembrança, as boas se sobrepõem. Eu já fui muito feliz aqui ― Olho pra água. ― Michael, eu, Margo e Justin, nós... nós temos histórias nesse lugar. Muita coisa já aconteceu nessas margens.

Sophie sorri.

― De todo tipo é? ― Sorri de canto e eu acabo gargalhando.

― Ah, é.

― Erin! ― Exclama. Ela obviamente não esperava por isso. ― Não acredito. Eu estava brincando! ― Eu rio um pouco mais e a olho, aos poucos meu riso vai morrendo e deixando apenas um sorriso um tanto idiota.

Diabos, essa mulher conseguia mexer comigo.

― Gosto de você, Sophie. Sou uma idiota por isso, mas mesmo assim...

― Eu também gosto de você ― Sussurra. ― Não faz ideia do quanto eu gosto, E ― Sorrio diante da forma como ela me chama. Sinto meu coração acelerar ao vê-la se inclinar, segurando em meu queixo. Seus lábios tocam os meus com carinhos. Eles encaixam-se perfeitamente nos meus e não demoramos a estar nos beijando com fervor. Seguro em sua cintura e acaricio suas costas por baixo da fina blusa que ela usava. Seu gemido sai manhoso em meus lábios.

Nossas línguas se moviam em uma luta por controle e contato. Eu podia sentir o vento frio batendo em nossos rostos e arrepiando-nos mais do que já estávamos. Era bom que não estivéssemos em um quarto se não eu não me responsabilizaria pelos meus atos.

Sugo seu lábio inferior ao nos afastarmos e lhe dou pequenos selinhos. Abro meus olhos e sorrio ao vê-la ainda de olhos fechados.

― Você é um perigo ― Rio nasalmente ao ouvi-la dizer aquilo. Espero ela abrir os olhos, mas a mesma não o faz. ― Eu sinto tanto, Erin. Você não faz ideia do quanto essa situação me machuca. ― Meu sorriso morre e eu a olho com confusão.

― Por quê? Por que você tem que estragar? ― Solto seu rosto e me afasto, pondo-me em pé.

― Erin, por favor.

― Não, quer saber, você tem razão ― Bato a areia em meu jeans e depois das minhas mãos. ― Eu também sinto muito ― Viro-me e olho para ela inda sentada na areia. Sophie abaixa a cabeça e pressiona os lábios. ― Caramba como sou estúpida! ― Rio com frieza.

― Você sabe muito bem que não é verdade ― ela me olha, começando a se irritar. ― Não temos culpa de nós envolvermos, O.k.? Sabe melhor que ninguém que não temos! ― Seus olhos azuis começavam a marejar. ― Droga, Erin!

― Não acredito que eu realmente criei esperanças de que algum dia poderíamos... ― Eu mesma me interrompo, sabendo que seu eu dissesse aquilo em voz alta, não teria volta. Eu me negaria a lhe dar aquele prazer. ― Não... ― Sussurro.

Eu não sei o que me dá. Não sei se é o fato dos meus melhores amigos estarem irritados comigo, se era o fato dela agir como se interagirmos na frente dos outros fosse destruir sua vida. Ou, se era o simples fato de eu me sentir sozinha naquele momento, mesmo estando rodeada de pessoas.

― Você não se importa comigo, ou em que isso daria, não é? ― Ela me olha, em choque.

― Jamais diga isso! ― Se põe em pé rapidamente, encarando-me com fúria.

― Mas é a verdade. Porque você simplesmente não me manda embora? Porque não me afasta se sabe que isso ― Aponto de mim para ela. ― jamais dará certo? ― Ela pisca e recua, atônita. Parece que eu havia chegado onde queria.

― Eu...

― Você não pensou, não é? Você não pensou que eu poderia realmente ganhar sentimentos por você ― Eu respiro fundo. ― Você está noiva e como já disse, sua família não aceitaria algo desse tipo. Isso significa que você irá se casar. ― Engulo o caroço em minha garganta e dou de ombros, desistindo. ― E para mim, significa que não faz mais diferença.

Ela funga e vejo claramente as finas lágrimas rolando por suas bochechas.

― Me desculpe, E, eu... ― Ela sacode a cabeça, negando.

― Eu tenho razão. ― Sinto meu corpo pesado.

Dou um passo para trás e olho uma última vez para ela antes de ir embora. Ela secas seus olhos com as costas das mãos e respira fundo. Afinal, aquilo não queria dizer muita coisa, não é? Sophie e eu havíamos embarcado em algo maior do que algumas palavras e lágrimas. Momentos como esse estavam longe de acabar.

Eu a deixo a sozinha.

 


Notas Finais


vou dá um sacode nessas duas

vou revisar o proximo cap e já jogo


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