História Breathe - Capítulo 56


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Categorias Originais
Exibições 53
Palavras 1.125
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


alguém falou personagem novo? shaushauh

n

ngm falou

Capítulo 56 - Capítulo 55: Desculpe-me.


Erin PDV


― Tem certeza que você consegue? ― Pergunta ele pela vigésima vez.

― Sim, Elliot.

― Olha, eu acho isso perigoso ― Ele dizia enquanto arrumava o equipamento no meu corpo. ― Porque diabos eles colocaram as garotas pra fazer isso?

― Por que são desafios? Agora deixe de ser machista ― Lhe dou um leve tapa no ombro. ― Dá pra você ir mais rápido aí?

― Sou péssimo com fivelas ― Ele ergue a cabeça e sorri de canto a mim. ― Enfim ― Dá de ombros. ―, acho que eu vou ser péssimo no meu desafio ― Ele suspira e se ergue. ― Se você cair de lá de cima, a culpa não é minha. ― Ergue as mãos e se afasta sorrindo.

― Super cavalheiro ― Resmungo e ergo o olhar até o topo da parede. Havia uma garota lá encima conversando com o instrutor que a esperava antes no topo.

― Tome cuidado lá encima ― Olho em direção a voz. Sophie não me olhava nos olhos desde o dia anterior. Claro que não a culpava, mas ficava agradecida por ela se preocupar com a minha segurança. ― A PRÓXIMA ESTÁ PRONTA, SR. SIMON! ― Grita ela ao homem.

A garota que estava lá logo desce e sou avisada que posso subir. Aproximo-me da parede e observo o topo novamente. Vertigens assassinas me atingem. Ponho a mão no primeiro suporte e pego impulso, começando a escalar. Posso ouvir os incentivos de Elliot como se estivessem a metros de distância.

Após algum tempo, começo a pegar o jeito e velocidade. Elliot gritava dizendo que eu estava quase lá, achando que isso iria me ajudar. Ingênuo. Em alguns momentos eu colocava o pé no lugar errado e vislumbrava minha morte, mas me recuperava quase que imediatamente.

Chego ao topo e recebo os parabéns do instrutor. Simon é seu nome.

― Você foi incrível! ― Exclama o garoto assim que chego ao chão.

― É bem mais simples do que parece ― Tiro o capacete e o solto na mesa. ― Acha que fomos bem? ― Olho para Elliot que jogava seus cabelos longos para trás.

― Você viu aquele cara ― Sussurra ele se aproximando. ― Nós com certeza fomos bem! ― Sou obrigada a rir da sua empolgação. Ele começa a soltar a fivela do meu equipamento

― Espero que essa besteira toda nos livre do rapel... ― Suspiro e observo seu trabalho. Ele havia pegado o jeito já. Seus dedos se movendo com agilidade, esguios e precisos.

― Espera, vai ter rapel?! ― Me olha, incrédulo. Seus olhos cinza mostravam empolgação. Homens.

― Estão comentando ― Dou de ombros. ― O que você acha? Consegue completar seu desafio? ― Ele ri e se ergue. O equipamento escorrega do meu corpo e cai com um baque surdo no chão.

― Baby, eu sou feito de desafios. ― Pisca e sorri.

― O.k., senhor desafio, só quero ter certeza ― O empurro amigavelmente e lhe dou as costas, indo em direção as cabanas onde eram os dormitórios.

Havia alguns bancos de madeira a margem do lado, próximos a quadra de futebol. Eu visualizo Margo e Justin conversando e sorrindo como se fossem as pessoas mais felizes do mundo. De certa forma, aquilo me magoa um pouco, pois estávamos brigados e isso me fazia perguntar se eles se importavam comigo.

Resolvo não me aproximar deles, havia decidido que lhes daria o espaço suficiente para escolher se me perdoavam ou não. Só que, estar brigada com Sophie e com aqueles dois tornava aquele acampamento ainda mais difícil de suportar.

Elliot e eu tínhamos tomado café juntos pela manhã após designarem nossas tarefas do dia. Conversamos trivialidades e após aceitar que o garoto não era tão tipicamente clichê, deixei que ele me animasse. Rimos bastante afinal de contas e descobri que ele não se resumia apenas em aparências.

Passei no chalé apenas para pegar meus produtos de higiene e uma muda de roupas e logo me dirigi aos chuveiros. Tomaria um longo banho para tirar o suor das atividades do acampamento e ficaria um tempo sozinha, sem todas aquelas vozes e pessoas ao meu redor.

Só saio dali quando ouço as garotas começando a entrar. Seco-me rapidamente e me visto. Quando volto pro chalé, surpreendo-me ao encontrar Margo sentada na escada logo em frente. Ela parece me sentir chegando, pois logo ergue a cabeça. Seu sorriso a mim é tremulo e hesitante.

― Oi. ― Digo e paro diante dela, ainda em pé.

― Oi ― Responde. Seus cabelos estão presos e seus olhos cinza tinham um brilho diferente. Saudade, talvez. ― Sei que você não deve estar muito feliz em me ver, mas...

― Pelo contrário ― Cruzo os braços.

― Me perdoa, O.k.? Eu... eu me deixei levar por todo esse drama idiota! ― Eu a encaro, esperando pelo resto. ― Apesar de achar que Justin tem razão também, não posso mais dar continuidade a isso... quer dizer, como conseguir ficar zangada com você? Você é a minha melhor amiga! A única pessoa no mundo que se preocupa o suficiente comigo pra se importar com o meu bem estar.

Talvez tenha sido bom não me aproximar enquanto eles conversavam naquele banco, quem sabe se eu me aproximasse, não estragaria tudo.

Eu apenas a encaro, impassível.

― E ― Ela respira fundo. ―, não gosto de ficar longe de você. ― Abaixa a cabeça.

― Não foi muito difícil, foi? ― Ela me olha. Meu sorriso surge lento e divertido.

Ela nega e ri, jogando os braços ao meu redor.

― Desculpe, Mar, eu também fui uma completa idiota. Você e Justin tinham razão para se zangarem comigo. Só, por favor, não façam mais isso ― Peço, retribuindo ao seu abraço. Ficamos assim por um longo tempo, apenas sentindo a presença uma da outra. Margo sempre foi gordinha, mas isso era o mais encantador nela. ― Devo ir conversar com o Justin? ― Pergunto lentamente.

― Não ― Ela ri ao nos afastarmos. ― Ele, bem, ele disse que vai vir falar com você assim que o desafio dele acabar. Ambos devem desculpas ― Eu concordo. ― Oh, você sabia que ele tem que declamar um poema na fogueira hoje a noite? Ele e mais alguns garotos.

― Por quê? ― Pergunto confusa.

― Adivinha ― Ela sorri. ― Foi ideia da Srta. Depardieu de fazer um sorteio de desafios aleatórios. Estranhamente, estão todos amando. Justin está... escute bem, escrevendo um poema. ― Eu a encaro, incrédula. ― Pois é. ― Concorda.

― Difícil de acreditar. ― Rio e acabo a olhando de forma boba.

― Vamos E, temos algumas coisas pra conversar. ― Pisca e me puxa em direção ao chalé.

 


Notas Finais


essa margo é uma fofis msm


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