História Breathe - Capítulo 57


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Categorias Originais
Exibições 53
Palavras 1.948
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


É TÃO SINGULAR
A HABILIDADE Q EU TENHO EM MONTAR
UM ARSENAL DE CLICHES PRA TE CANTAR ~

parei

pq eu sempre canto? n sei, mas n vou parar

Capítulo 57 - Capítulo 56: Lembre de respirar.


Fanfic / Fanfiction Breathe - Capítulo 57 - Capítulo 56: Lembre de respirar.

Erin PDV


Minhas pernas balançavam, enquanto eu observava a água seguir seu curso. A ponte ficava a cinco metros da água e, naquela manhã, a correnteza não estava forte. O riacho fazia um som agradável ao correr. Eu sempre gostei de observá-lo, ver os peixes nadando na água limpa e fria.

― Sinto sua falta. ― Ouço as palavras serem sussurradas pelos meus lábios.

Fecho os olhos e aspiro profundamente. Pela minha cabeça passam seguidas cenas. Lembro-me perfeitamente das vezes em que atravessamos aquela ponte correndo e gargalhando de alguma maluquice que fizemos. Recordo dos momentos em que fomos pegos fazendo algo errado. Recordo com tanta clareza que só em ver seu rosto, já sinto uma forte dor no peito.

Aquele lugar já havia nos feito tanto bem, como de repente, pode transformar todas aquelas lembranças boas em algo tão doloroso?

Abro os olhos, respirando com dificuldade. Os olhos marejados e o velho nó na garganta.

― Erin? ― Olho em direção ao céu azul e fecho os olhos, controlando as lágrimas. Respiro fundo e viro-me, olhando em direção ao loiro. ― Atrapalho? ― Ele carregava um sorrisinho nervoso.

― Não, fique à vontade. ― Bato no espaço ao meu lado.

― Obrigada. ― Elliot desaba ali e se alonga. Seus músculos estralam.

― Deuses como você é bonito! ― Digo sem conseguir evitar.

Ele gargalha alto.

― Sério, qual é a sensação de ser tão lindo? ― Ele ri e me olha.

― Querida, eu não sou lindo, eu sou fabuloso! ― Joga os cabelos loiros para trás e me atira uma piscadela.

Acabo rindo e olho em direção ao riacho.

― No que está pensando? ― Sua voz sai em um sussurro e eu tenho que vasculhar fundo meus pensamentos para achar uma resposta que não lhe assustasse.

― No quanto esse lugar é fodido. ― Olho para ele e dou de ombros.

― Essa cidade é meio fodida, convenhamos ― Fala e olha lá para baixo. ―, mas entendo o que você quer dizer.

― Você não queria simplesmente se mandar daqui?

― Do acampamento ou da cidade...?

Dou de ombros. Não fazia diferença.

― Eu tenho essa cicatriz sobre meu coração ― O olho, surpresa por ele tocar naquele assunto de repente. ― De quando eu era bebê ― Olha pro céu e fecha os olhos, continuando. ― Eu nasci com alguns problemas e passei por uma série de cirurgias ― Quando ele me olha, vejo um mundo em seus olhos azuis. Ele sorri levemente. ― Sabe, eu nasci e cresci aqui, acredite ou não, eu não me imagino longe dessa cidade fodida. Acho que meu coração problemático pertence à ela.

Quando eu o olho, deixo de ver aquela imagem que havia criado dele antes de conhecê-lo. Eu não via mais o garoto que fazia parte do time da escola e que andava por ai com os outros caras; eu via apenas Elliot, o garoto estupidamente lindo com seus olhos azuis, cabelos loiros de dar inveja e sorriso doce.

― Vem, vamos procurar Justin e Margo. ― Me ponho em pé e espero ele fazer o mesmo.

― Pra quê?

― Não há um porque. ― Digo seguindo a frente.

― ‘ta.

 

(...)


― Será que podíamos conversar? ― Paro diante da mesa onde o casal estava sentado. Justin que sorria a Margo, volta sua atenção a mim. Eu espero pacientemente por sua resposta.

― Claro.

― Irei fazer companhia a Margo então. ― Elliot sorri abertamente e se senta no banco do outro lado da mesa, sorrindo abertamente a minha amiga.

Margo arregala os olhos e me encara, buscando por socorro.

― Cuidado hein, odiaria ter que cortar seus cabelos enquanto você dorme. ― Justin encara Elliot que lhe devolve apenas com uma risadinha.

O garoto passa por mim e segue em direção as árvores mais ao longe, onde as mesmas eram iluminadas por alguns lampiões. Uma bela lua iluminava o céu. Paro diante dele e o encaro.

Ele coça os olhos e vejo o quanto aparentava estar com sono.

― Queria te pedir desculpas ― Falo cruzando os braços e o olhando nervosamente. ― Sei que você tinha razão, eu apenas não via isso.

― Está tudo bem, E ― Ele sorri. ― Nós dois fomos idiotas. Você mais do que eu, mas quem sou eu pra te julgar. ― Eu rio e molho os lábios.

― Sabe que sua amizade e da Mar são muito importantes para mim, não é? ― Pergunto a ele, fitando-o com intensidade.

― Claro que sei, E. Nos conhecemos mais da metade das nossas vidas! ― Sorri abertamente e seus olhos brilham. ― Acredite em mim quando digo, não importa o quanto a gente se desentenda, nada irá nos afastar.

Nos abraçamos apertado e me permito sorrir ao enterrar meu rosto em seu ombro.

Olha, meu Justin estava evoluindo como ser humano. Parece que estar apaixonado pela amiga de quem vivia fazendo piada, havia o mudado drasticamente e, graças aos deuses por isso!

Quando nos juntamos a Margo e Justin, interrompemos a loira e sua narração empolgada sobre seus desenhos novos. Elliot sorri a nós e logo torna a prestar atenção em Margo. Já estava quase na hora do jantar e o lugar começava a encher de alunos esfomeados.

Elliot não se juntou aos seus amigos suados de tanto jogar basquete precário. Ele continuou conosco na mesa, fazendo piadas bobas sobre o time de pólo. Posso dizer com veemência que aquela foi a primeira vez que passei minutos rindo e conversando despreocupadamente desde quando chegamos naquele lugar.

 

(...)


― O que acha? ― Elliot pula da rocha pro chão e sorri a mim.

― Não sei ― Suspiro. ― Não acho nada seguro... ― Ele ri e revira os olhos. ― Você sabe que eu não entro mais nesse lago, não é? ― Ele assente e abaixa a cabeça.

― Mas você concorda comigo quando digo que não pode se tornar refém desse medo, não é? Cadê sua coragem, Carter?

― Foi pro espaço junto com a minha paciência! ― O empurro, fazendo-o cair na grama. Ele ri alto e se ergue nos cotovelos.

― Ah, vamos! ― Me encara, cerrando os olhos por causa do sol que bate no seu rosto. ― Encare isso como uma forma de confrontarmos seu medo. Voltamos antes que sintam nossa falta ― Fito-o com desconfiança. ― Prometo. Além do mais, você não vai nem sem lembrar de... bem, cê sabe. ― Ri.

― Nós nem sabemos remar!

― Ei, fale por você. Eu fazia parte da equipe de canoagem da minha antiga escola! ― Lhe ofereço a mão e ergo-o. ― Não quer mesmo se afastar de toda essa besteira? ― Aponta ao redor.

Suspiro, observando todos aqueles alunos andando para todos os lados, rindo, conversando, se batendo. Ele tinha razão, mais algumas horas ali e eu iria explodir. Por fim, o olho e rio levemente, concordando com aquela ideia nada inteligente e muito arriscada.

― Vai ser divertido! ― Ele me oferece a mão pra um Hi-Five. Gargalho e bato minha mão a sua. ― Agora precisamos ir, já está quase na hora do poema do seu amigo Chase.

― Vamos colher algumas flores. ― Sugiro aos risos.

Nós realmente paramos em um pequeno jardim e colhemos uma rosa branca e, por pedido meu, uma tulipa amarela, que a proposito me deixou super feliz por encontrá-la naquele jardim. Elliot não entende porque a tulipa, mas eu não me dou ao trabalho de explicar. Não havia porque contar a ele. Seguimos em direção ao anfiteatro ao ar livre e encontramos o lugar cheio.

― Vai indo na frente ― Paro a metros da entrada.

― O que pretende fazer? ― Pergunta ele. Não parecia curioso, apenas preocupado.

― Não se preocupe, eu já vou. ― Bato em seu peito e aponto pra arquibancada onde Margo está. Ele sorri e concorda, logo me dando as costas.

Por sorte, havia um muro na entrada, fico escondida ali até finalmente a vê-la chegando. Junto com ela vinha aquele mesmo homem da última vez que conversamos. Eles pareciam concentrados, sérios, quase enlouquecendo de tanta seriedade.

Desde aquela nossa última conversa a margem do lago, mal vínhamos nos olhando nos olhos e eu não suportava estar nesse tipo de situação, afinal de contas, ela era minha professora e querendo ou não, nos veríamos por mais alguns meses até a formatura. Se era para colocarmos um ponto final, que fosse da forma certa.

― Tem certeza? ― Escuto-a perguntar ao homem.

― Absoluta ― Assente. ― Ele deixou bem claro, Sophie.

― Isso nem mesmo explica, Jim! ― Exclama a loira. ― Sei que papai é chato assim quando se trata dos negócios, mas ele não pode colar a mim e Jayden nessa posição!

― Não é comigo que você tem que discutir, eu apenas faço o meu trabalho. Escute, estou voltando pra cidade nessa madrugada, quer que eu leve algum recado aos seus pais ou ao...

― Não ― Ela diz séria. ― Deixe-me. ― E vira em direção ao anfiteatro, cravando os olhos em mim. Ela se aproxima, não parece nervosa, ao contrário de mim. ― Me deixe adivinhar, não pretende ouvir aos poemas?

― Pretendo ― Me desencosto do muro. ― Na verdade, estou ansiosa quanto a isso. ― Ela me encara, sem demonstrar reação alguma.

― Ótimo, tenho certeza que vai ser divertido ― Ela pretende entrar, mas a impeço.

― Espere!

 Fecho os olhos com força e tomo coragem.

Vejo seus ombros se mexerem e sei que ela respirou fundo. Não posso deixar de notar que eu estava a incomodando com aquilo. Eu havia deixado bem claro ontem como me sentia com relação a aquela situação. Mas eu precisava fazer isso, sabia que tinha que fazer.

Se era pra por um fim naquilo e, sabe, seguir enfrente, que terminasse de uma forma boa e que eu recordaria. Querendo ou não, eu tinha sentimentos por ela. Não me orgulhava disso, apesar de tudo. Aquela situação, como ela disse, machucaria a ambas.

― Peguei isso pra você ― Lhe ofereço a flor.

Sophie pisca em surpresa e confusão. Seus olhos caem na tulipa amarela entre meus dedos. Vejo-a engolir a seco e cerrar os punhos.

― Posso saber por quê? ― Ela não me olha nos olhos e isso me irrita.

― Porque eu quis ― Não posso evitar meu tom duro. ― Por favor, é importante ― Ela parece realmente tentada a negar e isso de alguma forma me machuca mais do que deveria. ― Sophie... ― Minha voz sai em um sussurro.

Ela pega a flor da minha mão rapidamente e cruza os braços.

― Pode olhar nos meus olhos? ― Vejo um sorrisinho surgir em seus lábios, mas o mesmo é frio. Seus olhos encontram os meus e vejo que havia a irritado.

― Ontem você foi bem clara, Erin.

― Eu sei o que falei ― Encolho os ombros. ― Só acho que não há motivo para agirmos dessa forma uma com a outra. Eu sei que posso estar irritando vo-

― Não estou irritada com você, garota ― Corta-me. ― Estou apenas cansada dessas suas mudanças de humor malucas ― Seus olhos voltam-se ao anfiteatro ao ouvir o som abafado do microfone. ― É melhor entramos. ― Dá um passo a frente e apenas me olha um última vez, logo me deixando sozinha.

Ela tinha razão, minhas mudanças de humor eram mesmo corriqueiras. Conversar com Elliot e rir com meus amigos havia me animado um pouco e me feito pensar no quanto havia sido rude com Sophie. Eu só queria acertar as coisas. Aparentemente, tentativa em vão.


Notas Finais


CA PLAU


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