História Breathe - Capítulo 58


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 91
Palavras 2.585
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


primeiramente, quero saber se vcs se importam com caps grandes (mais de 2.000 palavras), ou vcs acham meio cansativo?


esse ficou bem grande, mas eu smp tento fazer o menor possível vai q canse alguém


eeeenfiiiim

Capítulo 58 - Capítulo 57: Você está me surpreendendo cada vez mais.


Fanfic / Fanfiction Breathe - Capítulo 58 - Capítulo 57: Você está me surpreendendo cada vez mais.

Erin PDV


Na manhã seguinte, logo após o almoço e as atividades durante a tarde, Elliot e eu nos esgueiramos por entre os barcos a remo, em silêncio, tomando todo o cuidado necessário para não chamar atenção de alguém.

― O que acha desse? ― Ele toca em um barco com o casco amarelo e já descascando.

― Faz diferença? ― Franzo o cenho em confusão.

― Não. ― Ele ri.

Então, em silêncio, começamos a soltá-lo de junto aos outros.

 

(...)



Seus braços se moviam em sincronia. Os músculos visíveis por sua camisa ser regata. Ele parecia distraído com tudo ao redor, o que me ajudava, assim eu não precisava conversar, apenas pensar nas besteiras que eu fazia todos os dias. Quer dizer, porque eu tenho justamente que me apaixonar por minha professora?! Pensamento aleatório.

― Erin! ― Eu desperto.

― Diga.

― Caramba, está dormindo de olhos abertos ou o que? ― Elliot ri.

― Tipo isso ― Concordo dando de ombros. ― O que houve?

― Perguntei se você não está com sede? ― Ele para de remar apenas pra me jogar uma garrafinha de água. Eu a pego no ar e a abro, olhando pra ele com preocupação.

― Tenho uma pergunta! ― Bebo um longo gole de água.

― Pergunte. ― Lhe devolvo a garrafa.

― Porque nunca vi você com uma namorada? ― Ele franze o cenho ao me encarar. ― Você não é gay, disso eu sei. Você não é um babaca idiota e galinha, disso eu também sei. E convenhamos que bonito é pouco pra te descrever. Então por quê? Está esperando sua alma gêmea por acaso? ― Ele sustenta meu olhar, ainda mexendo os remos com maestria.

― Não, não estou esperando minha alma gêmea ― Ri nasalmente. ― Já tive namoradas, mas você nunca as viu porque não são da nossa escola. Não. As garotas da nossa escola me irritam e, as que se salvam, são lésbicas. ― Ele pisca, arrancando de mim uma risada alta. Ela ecoa no lago.

Ele rema por mais alguns minutos, até finalmente alcançarmos a terra. Estávamos na margem oposta ao acampamento. Meus olhos caem no píer alguns metros de nós. O lugar parecia velho e abandonado. Pergunto-me se alguém tinha ido ali desde o verão passado.

Sabíamos que havia um chalé onde o dono do acampamento morava, em algum lugar mais dentro da floresta, mas aquele não era nosso destino. Então quando nos embrenhamos entre as árvores, mal notamos ter passado pelo chalé. Elliot ia frente, afastando os galhos.

― E então ― Ele diz, respirando fundo. ― Quem foi a última?

― Última? ― Repito, confusa.

― Garota que você pegou. ― Ele explica, me lançando um olhar sorridente por sobre o ombro.

― Oh, é segredo.

― Beijo, ou algo mais...?

― Deixa de ser curioso! ― Empurro-o levemente, sorrindo.

― Se não vou saber o nome, pelo menos responda isso! ― Ele ri.

― O.k., a última foi apenas uns beijos. ― Pulamos um tronco caído.

― E a última com que você dormiu? ― Viramos na trilha a direita automaticamente.

― Sério, Elliot?

― Sério.

― O.k. ― Dou de ombros. Não faria mal algum contar a ele, afinal de contas aconteceu na Inglaterra mesmo. ― Foi uma universitária. Stanford.

― Uh ― Nós rimos. ― Estudante de que? ― Me olha por sobre o ombro.

― Ciências Políticas, eu acho ― Franzo o cenho. ― Realmente, conversamos por uma meia hora e depois ela me levou pro loft dela ― Ele ri. ― Me pergunto agora, porque não aproveitei e fiquei com ela por mais um tempo. Naquela época eu só queria me manter longe de tudo que me lembrasse...

― Compromisso? ― Supõe ele.

― Mais ou menos ― Saímos da trilha direto na cachoeira. Ele sorri abertamente e me olha. ― Demais ― Digo e observo a floresta ao redor. ― Nunca saberemos quem descobriu esse lugar. ― Jogo minha mochila no chão e ele faz o mesmo, logo se alongando e respirando fundo.

Observo a água descer pelo enorme paredão de rochas, em um ritmo acelerado. O som era reconfortante pelo simples motivo de que era o único ali.

― Sabe, faz tempo que não faço uma loucura dessas ― Me olha, exibindo um sorriso divertido. ― E você? ― Franzo o cenho, pensando bem naquela pergunta.

― Bom, a última loucura que fiz, causou um graaande estrago ― Ele prende a risada, como se com aquele ato, concordasse comigo. ― Ainda me pergunto como aquilo não causou a minha expulsão ― Me agacho e junto uma pedrinha no chão. ― Você não? ― Ele me olha com curiosidade. Sorrio e jogo a pedra na lagoa. A mesma cai na água, fazendo um som abafado.

― Me pergunto muitas coisas nessa vida ― Ele leva a mão à barra da camisa e a puxa pra cima, jogando a mesma no chão. Seus longos cabelos loiros se bagunçam no ato. ― Essa, com certeza, não é uma delas ― Ri e começa a desabotoar a calça. ― Você vem? ― Joga o All-Star pra junto da camisa e tira a calça por fim.

― Faça as honras. ― Suspiro, observando ele sorrir maliciosamente, pegar impulso e correr. Elliot dá um mortal simples ao saltar, mergulhando na lagoa como um nadador profissional.

Cruzo os braços, esperando-o surgir.

― Vamos! ― Ele aparece, balançando a cabeça.

A água caia da cachoeira as suas costas abafando seu riso.

Seus cabelos jogam água pra todos os lados. ― Qual é, não vamos ter sol pra sempre! ― Reviro os olhos e começo a me despir. Ele gargalha ao me ver correndo e me jogando também. Seguro minhas pernas e sinto meu corpo atingir a água e afundar.

Nado até a superfície e sorrio ao garoto. ― E então? 

― Não me olha assim ― Reviro os olhos, arrancando dele uma risada. ― Eu não vou te agradecer por me fazer confrontar meus medos dessa forma.

― Sabe que ao falar isso você acabou de me agradecer, não é?

― Cale a boca, Elliot! ― Toco água nele.

― Ei! ― Exclama e devolve o ato.

Ficamos nisso por um tempo. Nadamos. Rimos e nadamos mais. Não podia discutir com ele, aquilo era realmente divertido. E não havia sido tão difícil me atirar ali também. Nao havia porque ter medo, eu não era Michael.

Havia também o fato de que eu precisava me afastar um pouco do acampamento e de tudo aquilo. Todos os olhares felizes e sorridentes. Todos os lugares nostálgicos. Tudo.


 

(...)



― O que acha de fazermos uma fogueira? ― Pergunta Elliot enquanto subimos uma rocha a margem da lagoa. Nos sentamos ali, mas deixamos nossos pés tocarem a água. ― Não quero sugerir a você que passamos a noite aqui, mas quero ficar mais um pouco. ― Encolhe os ombros e olha pro sol, cerrando os olhos.

― Espera ai! ― Corro até nossas mochilas sobre uma grama irregular e vasculho ali dentro a procura dela.

― Sabia que você iria trazer isso! ― Ele ri ao me ver retornando com minha Polaroid em mãos.

― Eu não podia vir até aqui sem ela ― Defendo-me, sentando ao seu lado. ― Esse lugar é bonito demais pra não tirarmos algumas fotos.

― Verdade ― Respira fundo e sorri, fechando os olhos. ― Poderíamos passar a noite aqui ― Levo a câmera aos olhos e bato uma foto sua, exatamente daquele jeito. O sol batendo em seu rosto e aquele sorriso de êxtase em seus lábios.

O som o faz me olhar.

― Parece até que você está fugindo. ― Sorrio e observo a foto sair.

― Estou ― Concorda ― De todos aqueles idiotas que acham divertido jogar os outros no lago a noite. Fazer piadas de mau gosto e até mesmo sumir com as coisas de alguns.

― Nossa, com que você divide sua cabana? ― Rio e ergo o olhar.

― Time de pólo aquático... quer dizer, uns quatro deles. ― Bufa.

― Babacas.

― Sabia que eles estão fazendo um tipo de lista psicótica?! ― O olho, confusa. Ele passa as mãos nos cabelos molhados, tentando contê-los nem que seja um pouco. Coça o peito, distraidamente. O ato me faz reparar a cicatriz ali. Ele realmente tinha feito cirurgias.

― Como assim? ― Volto minha atenção ao seu rosto.

― Eles querem fazer pegadinhas com todos os que estão na lista. Margo está nela, Erin. ― Fala em um tom sério.

― Margo? ― Encaro-o. ― Eu disse a eles que não era mais pra mexer com ela. Aqueles idiotas têm problema? Droga!

― Você achou mesmo que o idiota do Eric se deixaria intimidar? Aquele cara é um sádico! Acho que você tê-lo desafiado só piorou ainda mais a situação. ― Dá de ombros, mas não parecia preocupado.

― Bom, eu não me arrependo.

― E nem devia mesmo. Alguém tem que para esses babacas! ― Fala me olhando com firmeza. ― Mas não se preocupe ― Ele toca meu braço. ― Antes que eles façam algo, eu atrapalho. ― Pisca.

― E se você não conseguir?

― Eu vou. ― Encolhe os ombros.

Suspiro e volto minha atenção à água. Eu sempre iria me preocupar com Margo e, mesmo que Elliot estivesse começando a ganhar minha confiança, eu ainda não estava totalmente segura quanto ao seu poder. Quer dizer, sim, ele parecia ser um cara legal e preocupado, mas ainda era praticamente um estranho pra mim.

― Sabe, não entendo porque pegam tanto no pé da Margo ― Volto-me a ele, surpresa pelo comentário. ― Eu sempre a achei muito bonita! ― Seu tom não deixava duvidas.

Acabo sorrindo. ― Ela é.

― Só porque a pessoa não tem o corpo no padrão que a sociedade impõe, não quer dizer que ela não seja bonita ― Naquele momento, me permito ver Elliot com um olhar realmente incrédulo. Aquele garoto estava começando a me surpreender de formas inexplicáveis. ― Além do mais, Margo tem um rosto lindo. ― Encolhe os ombros despreocupadamente.

Eu rio. ― Você está a elogiando demais, Elliot. Agora ela tem namorado! ― O loiro me olha e me acompanha na risada.

― O.k., perdoe-me. ― Nós rimos mais.

Após tirar uma série de fotos de todo o lugar ao nosso redor, nós ficamos um tempo em silêncio, apenas ouvindo todos os sons que ali nos proporcionava. O Som da água do lago se movendo. A água caindo na cachoeira. Os animais na floresta. Os pássaros voando no céu, até mesmo nossas respirações. Cada pequeno som parecia se unir para formar uma melodia relaxante.

― Ela gostou da flor? ― Elliot quebra o silêncio.

― Quê? ― Ele ri e me olha.

― A garota pra quem você deu a flor ― Explica. ― Ela gostou?

― Não tenho certeza se essa pergunta é segura. ― Sorrio brincando.

― Oh, eu não sei pra quem foi, só sei que foi pra alguém ― Ele dá de ombros. ― Tenho certeza que foi pra uma garota, mas minha pergunta foi: ela gostou? ― Dou de ombros.

― Ainda é muito cedo pra dizer ― Respiro fundo. ― Às vezes, eu queria ser aquele tipo de garota que se interessa fácil pelas pessoas, mas eu simplesmente não consigo! Eu me interesso pouco e é sempre justamente por aquelas difíceis. Porque é tão difícil gostar de alguém?

― Não se sinta mal por ser seletiva ― Ele ri. ― Eu sou assim e não vejo problema algum. Gosto de conhecer as pessoas primeiro, entende? Quando eu conheço, é mais fácil pra eu saber se vale à pena ou não. Se não valer e, eu ver que irei me ferrar, então simplesmente não vou enfrente.

― Parece fácil.

― Mas não é ― Ri alto. ― Nem um pouco!

O silêncio recai novamente. Desde que havíamos chegado ao acampamento, nunca fiquei sem ouvir a voz de alguém. Sempre havia aquele irritante som ao fundo e era mais isso que me incomodava.

Ergo-me e vou me equilibrando pela lateral da rocha até chegar a grama.

― Pode me alcançar minhas roupas? ― Puxo as peças da grama e o jogo-as a ele. Pego minha camisa e visto-a, logo em seguida faço o mesmo com a calça jeans. ― O que acha de comermos os sanduíches e depois voltarmos? Daqui a pouco escurece. ― Olho pro céu, apertando os olhos contra o sol.

― Por mim... ― Olha para ele a tempo de vê-lo segurando minha Polaroid e batendo uma foto sua. Sei que o foco era pra ser a cachoeira as suas costas.

 Por fim, me sento na grama e lhe entrego um sanduíche, logo começando a devorar o meu. Ele solta minha câmera entre nós dois e me oferece a garrafinha de suco.

Eu agradeço com um aceno e tomo um gole.

― Se perguntarem onde estávamos, o que nós falamos?

― Falamos que estávamos na clareira na floresta. ― Dou de ombros e ele ri.

― Me corrija se eu estiver errado, mas, não vão achar que estávamos... uh, sei lá, fazendo algo sério? ― Rio com o uso da palavra “sério” quando ele queria dizer “transando”.

― E daí? Não devemos nada a ninguém.

― Pode até ser, mas, você gosta de garotas! ― Fala em um tom óbvio.

― Isso não quer dizer nada ― Reviro os olhos. ― Acha que eu nunca mais peguei um garoto depois de me assumir. Eu já fiquei bêbeda, O.k.? ― Ele ri, só então concordando.

― Então você só não sente atração...?

― Mas beijo ― Explico. ― Beijar um garoto faria de você gay?

― Não, não me tornou gay ― Encolhe os ombros. Eu congelo, o encarando quase incrédula.

― Você já ficou com um garoto?! ― Tapo os lábios, surpresa.

― Já ― Dá de ombros. ― Não é tão assustador! ― Ri alto. ― Foi em uma festa ― Diz e mastiga o sanduíche. ― Me arrastaram pra uma boate LGBT ― Limpa os lábios com as costas da mão. ― Esse cara chegou em mim, ele era tipo, bonitão ― Fala. ― E então nós ficamos, mas não foi nada demais.

― Você gostou? ― Pergunto sorrindo de canto.

― Claro, foi bom. ― Bebe do suco e me olha.

― Já passou pela sua cabeça que voce possa ser bissexual? ― Pergunto seriamente.

― Faz alguma diferença? ― Franzindo o cenho. ― Não acho que um dia eu vá conhecer um cara que faça com que eu me apaixone por ele. Se acontecesse, tudo bem, mas não creio que vá. ― Concordo com um leve aceno, ainda processando aquela informação.

― Elliot, você tá cada vez me surpreendendo mais!

― Espero que isso seja bom. ― Sorri levemente.

― É interessante porque, de todas as pessoas no mundo, você é uma das poucas que eu conheci que a aparência não significa nada. Sua personalidade é completamente diferente do que aparenta ser. É fantástico, na verdade. ― Sorrio abertamente.

― Bom. ― Ele bebe mais suco.

― Nós vamos a uma boate LGBT qualquer dia desses. ― Anuncio, terminando de devorar meu sanduíche.

― Ah, vamos? ― Arqueia uma sobrancelha.

― Sim! Óbvio!

― Você vai mesmo querer ver isso, não é? ― Pergunta, suspirando.

― Claro, eu só acredito vendo, baby. ― Pisco.

― Então vamos marcar. ― Dá de ombros e sorri de forma provocativa.

 


Notas Finais


o mundo é gay


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