História Breathe - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren
Visualizações 70
Palavras 3.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - I'm by your side


Lauren Pov.

Eu segurava sua mão e chorava a todo instante, era impossível não me sentir impotente vendo ela daquela forma, meu peito estava doendo, eu sentia como se algo tivesse sido arrancado, eu tentei buscar em mim forças para aguentar, tentei buscar uma saída, afinal, ela precisava de mim e eu não iria desistir dela.

- Não me deixa, eu não posso ficar sem você. – Sussurrei novamente ainda chorando.

Não sei quanto tempo me deixaram ali sozinha com ela, eu não conseguia parar de olha-la, não conseguia parar de pedir aos céus que ela ficasse bem, essa era minha única saída afinal, eu abaixei a cabeça e comecei a chorar.

- Lauren. – Ouvi sua voz baixa.

Levante a cabeça a olhando surpresa, ela estava abatida, sua voz era baixa, meus olhos se arregalaram, as lagrimas não paravam de sair.

- Por favor Lauren, não chore. – Apertou um pouco minha mão. – Não por mim, por favor.

- Como não chorar Camila? – A olhava confusa. – Eu amo você, e te ver assim me dói, principalmente por não poder fazer nada.

- Eu também amo você Lauren.

Surpresa pelo que dissemos? Não, o sentimento era inexplicável, assim como as palavras e o momento, eu apenas me inclinei e a abracei como pude, respirei fundo o resquício de perfume que havia em seu cabelo, o resto já cheirava hospital, o que me deixava enjoada.

- Lauren me perdoa. – Me afastei a olhando novamente.

- Porque tenho que te perdoar. – Perguntei a olhando.

- Eu imagino que já devem ter contado sobre tudo. – Suspirou me olhando. – Me perdoa por não ter contado antes. Eu não queria te prender a mim.

- Porque está me dizendo isso. – Perguntei. – Como assim não quer que eu me prenda a você?

- Lauren eu estou morrendo, não quero que você sofra ou abrace uma falsa esperança, não sou eu quem vai te fazer feliz, eu não posso prometer o “feliz para sempre”.

- Por favor para. – Soltei da mão dela e me afastei. – Você não vai morrer, pare de dizer besteiras. – Me virei e pedi a ela.

- Lauren isso é sério, a situação é grave e sei que você sabe disso. – Continuou.

- Camila para. – Ordenei. – Nós vamos passar por isso, vamos vencer juntas.

- Sabia que eu admiro e acho lindo essa sua certeza, toda sua convicção que isso vai dar certo. – Me olhava sorrindo.

- Porque é nisso que acredito e sei que vai dar tudo certo.

- Eu queria poder pensar assim, mas faz mais de dois anos que estou do mesmo jeito, eu até cheguei a “melhorar”. – Ela fez aspas com as mãos. - Não sei se quero continuar, fazer tudo de novo, isso dói Lauren, eu não aguento mais.

- Você precisa tentar Camila. – Me aproximei e segurei seu rosto entre minhas mãos. – Por favor não se entregue, eu preciso de você.

- Lauren por favor entenda que ...

- Não posso e não quero entender Camila. Preste atenção em tudo que está me dizendo, você precisa tentar.

- PARA QUE LAUREN? – Me assustei quando ela levantou a voz. – ME RESPONDA, PARA QUE? DE NADA VAI ADIANTAR, EU VOU MORRER DE UM JEITO OU DE OUTRO.

- PARE DE FALAR ASSIM. – Agora foi minha vez de gritar fazendo ela se calar. – Não diga mais nenhuma besteira e pare de gritar, você precisa descansar, vai dar tudo certo amor. – Me aproximei novamente e falei o mais calma que pude.  – Não fale mais essas coisas amor, isso me machuca. – Dei um selinho nela.

- Me perdoa. – Falou chorando. – Eu estou com tanto medo.

- Eu também estou, mas tenho fé e tudo vai dar certo, eu prometo.

Me inclinei e colei nossos lábios, um beijo rápido, lento e delicado, os aparelhos e coisas grudadas nela impediam que ela se movesse ou que eu me aproximasse ainda mais. Eu estava com muito medo, mais tinha de ter fé, tinha de ser forte por ela, em hipótese alguma eu deixaria ela desistir de tudo, iriamos tentar todas as formas possíveis e eu estaria com ela em todas.

Camila Pov.

E agora meu Deus? Porque comigo? Se tudo isso for uma espécie de teste para ver até quanto eu aguento, o senhor não escolheu a pessoa certa para isso. E agora com a Lauren? Ela não merece estar passando por isso, eu a coloquei nessa situação, eu só pensei em mim, deu ouvidos para o que eu sentia, eu decidi tentarmos ficar juntas e acabei colocando ela nessa situação, agora ela está aqui chorando por mim acreditando que tudo vai dar certo, eu realmente espero que seja assim, mas no fundo eu sei que não há mais o que fazer.

- Filha. – Escutei minha mãe me chamar.

- Eu. – Respondi sem muita vontade.

- O doutor Richard quer falar com você. – Me olhava.

Respirei fundo e revirei os olhos quando escutei que novamente tinha de escutar alguma outra alternativa que o médico me passaria. Lauren segurou em minha mão com força me passando certa “segurança” eu a olhei e ela sussurrou “calma”, ela era tudo naquele momento que realmente me deixaria calma.

- Bom Camila, você sabe que a situação não é das melhores. – O doutor começou a falar. – O fato de você ter parado o tratamento te deixou ainda mais habilitada. – Me olhava. – Hoje vamos fazer novos exames e voltar a fazer a químio, você vai ter que fazer até ser submetida a uma transfusão de medula. – Ele anotou algo na prancheta. – Vamos fazer os exames para saber se seus pais são compatíveis com você.

- E se eles não forem? – Lauren perguntou.

- Se eles não forem, começaremos a procurar doadores. – Completou.

- E isso vai ser extremamente complicado. – Baixei a cabeça e suspirei sem ânimo.

- Não vai ser complicado, se for possível vou até a China, mas encontraremos um doador para você, eu prometo.

Neste momento Lauren me fez sorrir, eu amava este lado positivo dela, o jeito dela era encantador, a maneira como ela reagir, como ela falava, tudo me encantada. Porém mesmo com tudo isso eu sabia que as coisas eram bem complicadas, eu tentei pensar como ela, mas ao mesmo tempo não quero me encher de esperança, tento ser realista para tentar me preparar para o pior.

- Quando vamos começar os exames? – Perguntei o olhando.

- Agora mesmo. – O doutor respondeu. – A enfermeira virá logo te preparar e te buscar para fazer os exames. – Ele me olhou por um momento e logo em seguida olhou para minha mãe. – Posso falar com a senhora um minuto?

- Sim, podemos. – Minha mãe se aproximou de mim e me deu um beijo na testa antes de sair.

- O que foi? – Olhei para Lauren que me olhava fixamente.

- Nada. – Respondeu sorrindo. – Só estou te olhando e te achando a cada minuto ainda mais linda.

- Para Lauren. – Reclamei. – Devo estar um trapo agora.

- Você está linda, pare de dizer bobagens. – Ela sorria me olhando.

- Eu não queria que você passasse por isso Lauren. – Baixei o olhar.

- Para de pensar nisso por favor, tente esquecer isso. – Ela me olhava. – Eu amo você e vou ficar do seu lado. – Ela sussurrou me olhando.

- Eu estou com medo. – Comecei a chorar.

Lauren e eu fomos nos aproximando, ela segurava em meu rosto, apesar do choro eu olhava fixamente para seus lábios se aproximando dos meus, porém, antes mesmo de nos beijarmos a porta foi aberta, nós nos separamos rapidamente.  Mamãe, Michael e uma enfermeira adentraram o quarto nos olhando.

- Está na hora meu amor. Mamãe falou enquanto se aproximava da cama. 

- Vai começar tudo de novo. – Respirei fundo.

- Eu estou do seu lado, não esqueça. – Lauren comentou pouco antes de sair.

Sorri delicadamente enquanto a enfermeira me colocava em uma cadeira de rodas, fiquei olhando para Lauren até sair do quarto e não poder mais vê-la. Enquanto ela me empurrava pelos corredores do hospital, aquela triste realidade voltou para minha vida, fechei os olhos e me lembrei das palavras de Lauren, eu ainda me sentia culpada por ter visto ela chorar por mim, então eu faria isso por ela, só por ela.

Lauren Pov

Eu estava devastada, assustada e de mãos atadas. Quando eu estava junto dela eu mantinha a postura, eu queria ser forte por ela, eu precisava disso, mas quando eu estava sozinha o pânico parecia tomar conta, havia algo nela que desde o início me chamou atenção, sabe quando dizem “ tudo tem sua hora” ou “As coisas acontecem quando tem de acontecer”, então eu sinto que Camila chegou no momento certo, quando olhei nos olhos dela pela primeira vez foi como se eu soubesse que todo aquele amor que eu procurei estivesse nela, clichê? Talvez, mas não importa, cada um sabe exatamente o que aconteceu quando o coração chama por alguém.

Assim que Camila saiu para realizar os exames, eu caminhei até a janela do quarto dela e fiquei olhando para fora, as pessoas andavam para cima e para baixo, eu sabia que algumas estavam reclamando da vida, da rotina, de tudo e aqui do meu lado alguém clamava pela vida, isso é tão estranho, não acham?

- Sei que nunca falei assim com o senhor, mas ... – Fechei os olhos e comecei a falar sozinha. – Por favor Deus cuide dela, não a tire de mim, por favor me ajude a ter forças e de forças a ela, eu estou assustada. – Baixei a cabeça e comecei a chorar.

Engraçado como a maioria de nós só corre para Deus quando as coisas estão ruins não é mesmo? Eu pedi milhões de desculpas a ele pois eu fui uma dessas pessoas, eu entendi naquele momento que minha fé era mais forte do que qualquer outra coisa. Eu estava chorando e pedindo para que tudo ficasse bem, então senti meu corpo ser envolto a dois braços, era papai e Sinuhe.

- Nós seremos fortes juntos. – Sinuhe comentou me apertando um pouco.

- Seremos fortes por ela filha. – Papai completou logo em seguida.

- Eu sei. – Comecei a falar. – Eu sou forte perto dela, quero que ela sinta que por ela eu serei forte, mas quando estou sozinha eu sinto meu peito apertar, não sei o que fazer.

- Eu também me sinto assim Lauren. – Sinuhe agora me olhava nos olhos. – Mas não podemos ficar dessa maneira, temos que ter fé.

- Eu estou me agarrando em toda fé que eu tenho. – Choraminguei.

- Então vamos todos acreditar e manter a fé. – Papai beijou o topo da minha cabeça.

Nós três ficamos ali abraçados por alguns minutos, eu fui me acalmando e colocando na minha cabeça que tudo iria ficar bem. Me afastei um pouco dos dois quando senti o celular que estava no meu bolso vibrar, olhei para o visor e vi que era Dinah.

- Oi Dinah. – Falei já no corredor do hospital.

- Sua desnaturada, como nos deixa assim sem notícias da Camila? – Me repreendeu.

- Me desculpa, eu só fiquei sem saber o que dizer. – Movi os ombros sem ânimo.

- Tudo bem vou te desculpar. – Dinah deu risada baixinho. – Mas me diga, como ela está? – Bastou ela me perguntar e eu comecei a chorar novamente. – Lauren? Lauren o que foi?

- É a Camila Dinah. – Falei chorando.

- O que tem a Camila, Lauren?

- A Camila está doente. – Respirei fundo e chorei ainda mais. – Eu descobri que ela tem leucemia Di.

- O que? – Dinah perguntou espantada.

- Eu não sei se aguento sozinha tudo isso, eu estou com medo, eu não quero perder ela.

- Você não vai perde-la, vai ficar tudo bem. – Tentou me confortar. – Onde você está agora?

- Estou no hospital, não vou sair do lado dela.

- Calma eu estou indo até aí.

- Não precisa Dinah, nossos pais estão aqui, eu só ...

- Precisa sim. – Me interrompeu. – Eu vou até aí e ficarei do seu lado, pare de reclamar e me espere eu já estou chegando.

Dinah não me deixou falar mais nada a respeito, suspirei e fui caminhando lentamente até a recepção, eu queria esperar por Dinah e pensar um pouco em tudo, não que eu conseguisse pensar em algo, mas eu tinha que manter a cabeça ocupada para quando Camila voltar para o quarto eu estar bem para ficar com ela.  Pedi para a mulher da recepção um pedaço de papel e caneta, me sentei em uma das cadeiras, tentei ficar o mais sozinha possível, então fechei os olhos e suspirei antes de começar a escrever.

“ As coisas aconteceram tão rápido, não é mesmo? Não sei como descrever essa confusão dentre de mim neste momento, meu peito está apertado e doendo, mas ao mesmo tempo uma sensação de bem-estar toma conta de mim. Andei pensando em você e me surpreendo a forma com que você me conquistou, as vezes penso que nós já estávamos destinadas uma a outra, sim, pode me chamar de louca, mas eu estou apaixonada por você desde o dia em que meus olhos encontraram os seus. Por favor não me deixe agora, não sei o que será de mim se você se for, se tudo acabar assim, não me deixe por favor, não sou capaz de viver sem um carinho seu, se isso vier a acontecer eu vou enlouquecer. Fui destinada a você e eu vou te cuidar seja aqui ou em qualquer lugar. ”

Terminei de escrever, dobrei o papel e o coloquei no bolso, suspirei e senti alguém tocar o meu ombro, era Dinah, me levantei rapidamente e a abracei, dessa vez eu não chorei, eu apenas abracei ela e fiquei torcendo para que ela me ajudasse a ter forças.

- Não tem problema se quiser chorar Lauren, coloca tudo para a fora. – Comentou se afastando um pouco e olhando para mim.

- Porque ela Dinah? Porque tudo isso justo agora?

- Eu não sei, não faço ideia porque essas coisas acontecem. – Suspirou. – Eu também não entendo e juro que eu não queria que isso estivesse acontecendo.

- Eu não posso ficar sem ela.

- Você não vai ficar sem ela, você não está sozinha e tudo vai dar certo. – Comentou Dinah sorrindo. – E cadê a Camila agora?  

- Foi realizar alguns exames e – Suspirei. – Vai começar a quimio ainda hoje.

- Mas tudo isso hoje?

- Sim, o médico explicou que ela está bem ruim e precisa começar a fazer o quanto antes. Ela vai ficar cansada, ela está sofrendo Dinah e eu não posso fazer nada.

- Você pode sim. – Me repreendeu. – Você pode ser forte por ela, não deixe ela desistir e não desista.

Fiquei naquela recepção com Dinah conversando sobre diversas coisas, ela me contou que todos estavam preocupados pois eu nunca fui de faltar, ela me confortou muito, eu seria forte por Camila, pela minha família e por todos, eu não deixaria ela desistir. Estávamos agora sorrindo e eu como sempre falando do quanto Camila estava me deixando confusa e apaixonada, mas então vi o médico de Camila passar por nós, segurei a mão de Dinah e fui arrastando ela pelos corredores até que entramos junto com ele no quarto de Camila.

- E aí como ela está? – Perguntei chamando a atenção de todos do quarto.

- Por enquanto ela está bem. – Comentou. – Estou esperando os resultados dos exames saírem, ela fez a primeira quimio, fizemos por pouco tempo, pois não sabia como ela reagiria, mas como tudo correu bem, amanhã começaremos com as mais longas.

- Eu quero passar a noite aqui com ela. – Comentei em seguida.

- Não vai ser preciso queria, eu ficarei com ela. – Sinuhe falou em seguida. – Você vai para a casa dormir e descansar, amanhã você tem aula.

- Vocês acham que eu vou conseguir estudar sabendo que a menina que eu amo está aqui sem mim? Eu quero ficar o tempo todo com ela.

- Lauren as coisas não funcionam assim. – Ela me olhava com ternura. – Nós sabemos o quanto vocês estão envolvidas, mas você não pode deixar de cumprir suas obrigações, o colégio termina este ano, não jogue tudo para o alto assim.

- Eu estou pouco me lixando para isso. – Meus olhos estavam marejados. – Vou ficar com ela sim.

- Lauren chega. – Meu pai me repreendeu. – Hoje você vai ficar aqui com Camila, mas amanhã você vai voltar a sua vida normal, ela não vai gostar nada de saber que você parou com suas obrigações por culpa dela e você sabe disso.

- Mas pai eu ...

- Você só tem dezessete anos Lauren, pense em tudo que eu disse. Camila vai sair daqui e o que você quer para ela, se está largando tudo agora? – Me olhava sério. – Pense um pouco filha.

Meu pai ficou bravo comigo, talvez ele tivesse razão, mas eu só tenho dezessete anos, o que ele quer que eu faça? Nunca passei por isso, nunca tive alguém como Camila, nunca me senti tão impotente, eu apenas não sabia o que fazer.  Todos nós ficamos em silencio depois disso, apenas prestando atenção na televisão ou no meu caso, tentando.  Alguns minutos depois dois enfermeiros trouxeram Camila de volta, ela estava fraca e pálida, eles a colocaram na cama, ele mantinha os olhos fechados e respirava pesado.

- Não foi fácil para você não é meu amor. – Acariciei seu rosto sentindo sua pele gelada. – Eu queria poder mudar de lugar com você.

Cada um de nós nos aproximamos da cama e a olhamos, meu coração já estava partido, ficou muito pior por ver minha Camila tão vulnerável, frágil e indefesa, porque tudo parece ser tão injusto?  Passamos todos a tarde com ela, mas em seguida Dinah, papai e Sinuhe se despediram e saíram me deixando sozinha com ela, papai ainda estava meio bravo, assinou uma autorização por eu ser menor de idade. Quando todos saíram eu me joguei em uma poltrona e fiquei observando a TV, tirei todo o volume dela, não queria acordar Camila, queria que ela descansasse o máximo que pudesse.

- Água, água. – Escutei ela sussurrar baixinho.

- Amor? - Me levantei correndo da cadeira e fui até ela. – Que bom que você acordou.

- Lauren. – Falou em voz baixa sorrindo.

- Você está bem? – Peguei uma de suas mãos.

- Estou um pouco enjoada e cansada. – Sorria.

- Calma meu amor tudo isso vai passar rapidinho, eu prometo. – Me aproximei e beijei sua testa.

- Vai dormir aqui comigo?

- Vou sim. – Respondi sorrindo. – Não vou te deixar sozinha.

- Lauren eu não quero que você fique faltando a aula.

- Eu sei, mas como posso ir a aula se tudo que eu quero está aqui?

- Eu não acho certo isso. – Ficou séria. – Não quero que você deixe as suas obrigações de lado.

- Minha única obrigação agora é cuidar de você, não posso ficar longe de você, eu não consigo. – Fiz bico

- Mas você ...

- Por favor não me peça isso. – A interrompi. –Eu vou ficar aqui com você.

- Lauren você tem uma vida.

- Tenho, e ela está bem aqui precisando de mim. – Suspirei. – Agora por favor eu preciso que descanse.

Consegui fazer com que ela parasse de falar bobagens, eu sei que tenho obrigações, mas como ir para o colégio sabendo que ela está aqui e pode precisar de mim? Dei água a Camila e fiquei ao lado dela mexendo em seu cabelo, nós nos olhávamos e sorriamos, ficamos assim até que ela pegou no sono, tentei “conforta-la” naquela cama o máximo que consegui, caminhei até a poltrona e me sentei, observei Camila de longe, meu coração estava doendo tanto, eu tinha de fazer alguma coisa. A vida sempre nos surpreende de alguma forma, eu achei que já havia sido surpreendida até demais, mas acreditem, eu estava errada. 


Notas Finais


O que estão achando?
Posso continuar?

Até o próximo capítulo
Beijos :*


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