História Breathe Me - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cameron Dallas, Magcon, One Direction, Shelley Hennig
Personagens Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Carter Reynolds, Harry Styles, Hayes Grier, Jack and Jack, Matthew Espinosa, Nash Grier, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Caniff
Tags Cameron Dallas, Drama, Gemêas, Harry Styles, Romance, Shelley Hennig
Exibições 1.349
Palavras 2.512
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEY PEOPLE OF MY HEART
Voltay hihihi

Capítulo 28 - We are alive


Fanfic / Fanfiction Breathe Me - Capítulo 28 - We are alive

Louise Rutherford: Dias atuais 

O resto da minha primeira semana de aula passou bem, na medida do possível é claro. Meu coração sempre entrava em colapso ao ver Cameron, parecia que a cada vez que mais ficávamos distantes um do outro maior ficava o meu sentimento por ele. 

O que era uma droga, literalmente. 

Sentei na mesa dos garotos por não conseguir evitar mas mesmo que tentasse disfarçar meu incomodo em vê-lo com sua namorada não conseguia deixar de ficar aos nervos. 

Melissa decidira implicar comigo de maneira não muito explícita. As vezes, quando conseguia uma deixa, tentava fazer com o que eu havia falado tivesse sido algo estúpido. Eu não fazia nada além de rir por dentro. Ela se enganou ao achar que conseguiria me deixar para baixo tão facilmente. Talvez se encontrasse minha irmã e minha mãe ela conseguiria aprender como obter sucesso. 

Mas existe algo que sinto estar diferente, para minha felicidade ou não. Ele parecia evitar Melissa, se esquivando dos beijos, mantendo certa distância até quando sentados no mesmo banco e ignorando alguns de seus assuntos que não acrescentavam em nada. 

Paro de pensar nesse assunto ao ouvir Nash buzinar em frente de casa. Ele havia dito que me levaria porque o aniversário de sua irmã seria no sítio de sua família, por abrigar os cavalos que a garotinha tanto gostava. Disse que era só me dar o endereço mas ele insistiu. 

Ao chegarmos lá, fiquei encantada com a decoração simples porém de muito bom gosto. Eu amava festas de criança. Fomos para uma parte com várias mesas redondas de madeira que ficavam perto da mesa do bolo. 

- Cadê a Sky? - Pergunto procurando com o olhar. 

Haviam poucas pessoas que eu conhecia, na verdade, só conhecia alguns amigos de Nash que estavam ali mas eram poucos.  

- Está lá! - Diz apontando em uma direção e puxa minha mão me levando até lá.  

Ao ver que ela estava nos braços de um certo alguém, minhas pernas começaram a vacilar e pisar no chão de repente ficou estranho, parecia que a qualquer momento eu iria cair. 

Cameron ria com Sky nos seus braços. Ele  parecia mais bonito hoje, quando me olhou pude ver que um ar de leveza preenchia seu semblante o deixando mais atraente. 

Mas eu estava brava com ele. E não poderia ceder à isso. 

Ao me ver, sussurra algo no ouvido de Chloe que desce de seu colo e corre vindo me dar um abraço. Fico surpresa, lembro de ter falado com a garotinha poucas vezes mas ela parecia bem feliz com minha presença.  

- Louise! - Diz animada. 

- Feliz aniversário, Sky. 

Retribuiu o abraço e entrego o presente embrulhado em papel rosa com bolinhas brancas que trazia em uma das mãos, que dentro estava um cavalo de pelúcia bordado com o nome dela em uma das patas. Consegui a pelúcia em uma loja de brinquedos e o bordado foi feito pela avó de Alex. Aproveitei que nos encontrávamos todos os dias e pedi para ele que havia me contado que sua avó era costureira. 

- Posso abrir? - Pergunta com os olhos brilhando. 

Assinto e ela arranca a embalagem vendo o cavalo. Me olha de boca aberta e eu dou risada. 

- Tem o seu nome na patinha - Ela vira ele vendo. - Tipo o nome no Andy no Woody. 

Ela me abraça novamente e sussurra em meu ouvido: 

- Obrigada, Louise. Eu amei o presente, espero que também goste dos meus abraços. 

- Claro que gostei! 

- Ainda bem - Diz suspirando aliviada. - Bem que o Cam disse que você iria gostar de receber um abraço forte meu. 

- Ele disse? - Questiono. 

- Sim, quando você chegou disse "Vai lá dar um abraço bem forte nela e um beijo por mim, aposto que ela vai gostar" - Responde tentando imitar a voz dele. 

Não consigo responder, apenas dou risada e passo a mão por seus cabelos. 

- Por que está ficando rosinha? - Me pergunta curiosa. 

Eu estava corando? 

- Vou ir falar com meus outros amigos, daqui a pouco volto para brincarmos. - Diz e me dá um beijo estralado na bochecha. 

Um pouco a frente estavam Cameron e Nash conversando. Eu não sabia se ia até os dois ou ficava perambulando pelos cantos. Fiz a segunda escolha. 

Fui pegar algo para beber e optei por um suco de melancia que acabou me lembrando de Christian. Tive vontade de rir ao lembrar do seu vício em suco mas eu estava sozinha em um lugar cheio de crianças e adultos desconhecidos, se eu começasse uma seção de gargalhadas iriam me achar bem estranha no lugar. 

Observava as crianças brincando em um pula pula e uma nostalgia se instalou me deixando submersa em meus próprios devaneios.  

- O que faz sozinha? - Nash aparece do meu lado com um copo nas mãos.  

- Pensando em como era bom ser criança - Suspiro. 

- É... Mas prefiro agora porque fiquei mais gato - Pisca me fazendo rir. 

- Fazer o quê... E seu amigo? - Pergunto ao não vê-lo com Nash 

- Aquele? - Me pergunta apontando para sua diagonal. 

Cameron estava parado, encostando as costas nas barras de ferro de um balanço e me fitando. A sensação de ter vários seres batendo as asinhas e voando pelo estômago foi inevitável.  

- E a namorada dele?  

- Pelo o que eu entendi eles estão brigados por algum motivo que ele não quis me contar - Comenta e posso ver a tristeza em não saber o porquê pela sinceridade na sua voz. 

- Uow... - É única coisa que consigo dizer. 

Ficamos um tempo em silêncio observando o garoto que agora olhava para o chão e não mais para mim. 

- Ele é um garoto complicado as vezes como já te disse - Nash quebra a quietude. - Posso te falar algo? 

Dou ombros e ele vira seu corpo inteiramente para mim. 

- Ele não gosta da Melissa, nunca gostou para falar a verdade mas achava que tinha algum sentimento mais intenso por ela. 

Então o porquê continuava com ela?  

- Para resumir, começou a acontecer depois da separação dos pais dele - Continua ele. - Cameron estava completamente confuso com tudo, e então, havia Melissa que morava na rua dele, que também estava passando por uma separação dos pais. Depois de um tempo os dois se aproximaram e acabaram tendo esse lance que ficou mais sério.  

- Então por que ele não termina com ela já que não sente nada pela garota? - Questiono. 

- Depois do que aconteceu com a mãe dele, Cameron acha que se terminar com a garota estará sendo como o pai - Responde com um pesar na voz.  

Sinto algo que devasta meu peito por dentro. Saber daquilo me fez sentir pena dele, um dos piores sentimentos que existe, não para pessoa que sente, e sim, para aquele que sofre. Minha aflição vinha ao perceber que aquilo não se tratava somente de um drama adolescente. 

- Vocês se encaixam bem juntos - Diz sorrindo. - E não me faça dizer isso novamente pois já estou sentimental demais por conta dos dois. 

- Queria que as coisas acontecessem da forma que gostaríamos - Digo após rir fraco de seu comentário.  

- Isso só depende de nós mesmos. 

(...) 

Eu estava esgotada.  

A irmã de Cameron havia vindo junto com sua mãe que começou a conversar comigo sobre os mais diversos assuntos. Era bom conversar com ela, e quando tocava em assuntos do filho eu tentava fugir desse foco. 

Depois disso foi a vez de Chloe e das outras crianças me chamarem para brincar. Eu não sei o que faz com que elas tenham atração comigo, será que tenho cara de Barney? 

Quando as duas se foram eu tive mais tempo para relaxar, ainda mais porque quase todos já tinham ido. Fiquei esperando Nash se voluntariar dizendo que me levaria para casa, afinal mesmo que eu quisesse ir não iria enchê-lo com pedidos no seu ouvido. Deveria ter vindo com meu carro. 

- Ei, já quer ir para casa? - Pergunta se sentando ao meu lado e colocando o braço ao meu redor. 

- Não ficaria chateado se eu dissesse que sim, certo? - Pergunto mordendo os lábios.  

- Ficaria pois gosto da sua companhia mas essa é a vida - Diz sorrindo e eu dou risada. - Já sei. 

- O quê? 

- Você vai ver - Pisca.  

Acho estranho e somente dou risada.  

- CAMERON! - Grita ele e o rapaz que estava a poucos metros olha para nós dois. - Tem como a Louise ir para casa com você? 

Droga! Ele não fez isso.  

Cameron olha para mim e depois para Nash assentindo com a cabeça. Sim, ele fez e Cameron concordou. O que devo fazer agora?  

- Vou matar você - Sussurro para ele ouvir. 

- Na verdade você vai me agradecer. 

Reviro os olhos e me levanto, ao ver Cameron se despedindo das pessoas eu faço o mesmo e me dirijo até o local onde estão os carros para esperá-lo. Um vento bate em meu rosto e em meus braços nus fazendo com que eu tremesse.  

Agradecia mentalmente por entrar no carro em breve e não ter mais que aguentar essa brisa gelada. 

- Louise? - Ouço me chamar. 

Me viro para trás o vendo girar uma chave entre os dedos. Ele anda até o lado oposto em que eu estava então o sigo até que parasse de frente a uma moto. A sua moto. 

Se senta nela e põe as chaves no contato enquanto eu pensava o quão próxima ficaria com ele.  

Droga, bem hoje ele decide não vir com o carro? 

- Você não vêm? - Pergunta virando seu rosto para mim. 

Dou ombros e me sento atrás dele. Coloco minhas mãos no apoio dos lados segurando firme agradecendo mentalmente por não ser minha primeira experiência com isso. 

- Sabe... Não tem problema em se segurar ao meu corpo. 

Ao ouvi-lo dizer aquilo eu gelo, tento procurar em sua voz algum tom de malicia mas Cameron não era assim.  

- Não precisa - Afirmo tentando me manter equilibrada psicologicamente. 

Ele vai com calma, nem tão rápido e nem tão devagar. O vento soprava em meu rosto com o perfume dele, o mesmo que permanece grudado em seu moletom que ainda guardo. 

- Preciso abastecer - Comenta cortando o silêncio.  

- Ok. 

Não estávamos nem em metade do caminho quando paramos para ele colocar gasolina. Enquanto colocava, eu permanecia parada com os braços cruzados para amenizar o frio da brisa noturna. 

Ao subir novamente ele fica parado observando o nada e desvia o olhar para mim. Mordo os lábio tensa  em querer saber o que iria me falar. 

- Sério, você pode abraçar minha cintura. Sei que está com frio, talvez isso melhore - Diz calmo. 

Olhou para o chão sem dar resposta. Volto a segurar na moto e ele começa a voltar a andar. 

Em um ato sem pensar eu passei as mãos por sua cintura firmando-as em seu abdômen. Ele enrijece o corpo por alguns segundos e depois relaxa.  

Consequentemente, meu corpo fica cada vez mais colado com o dele e a minha cabeça vai pesando pelo cansaço. Logo, deito ela em suas costas. 

Olho para o caminho percebendo depois de um tempo que não estávamos indo para casa. Pelo ao menos não para a atual. 

Me passa pela cabeça em estarmos indo por outro caminho mas quando ele para na casa da praia do meu pai já não tinha mais certeza disso. 

- O que estamos fazendo aqui? - Questiono me soltando dele. 

Cameron apenas sorri e vai em direção a praia. Eu não sabia se gritava ou pegava a moto dele indo para casa sozinha. No fim não fiz nada apenas o segui. Ao se sentar na areia de frente para o mar sem dizer nada eu começo a pirar. 

- Cameron, eu preciso ir para casa - Digo séria.  

- E eu preciso conversar com você. 

- Estou brava com você, e você também deveria estar - Digo e ele ri. 

- Louise, para de ser orgulhosa. 

- No dia em que você parar de ser idiota e acreditar que eu estava tentando te ajudar, quem saiba eu pare! 

Saio dali indo em direção a casa. Me lembro de uma chave que ficava dentro de um vaso de plantas e entro indo até meu quarto. Eu queria bater nele por ser tão tonto! 

- Ei...  

Ele aparece no batente da porta, dessa vez mais sério.  

- Não percebe que se eu queria conversar com você é porque tinha algo sério para contar? - Questiona com sua voz grossa.  

Penso em rebater mas estava cansada demais para isso. 

- Me desculpa por não ter acreditado em você - Diz se aproximando.  

- Então você viu? - Pergunto rindo sarcasticamente.  

- Ela conversando com esse alguém? Não, mas se você viu isso eu acredito em você.  

Não digo nada por estar magoada por dentro. Ele fica de frente para mim e coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.  

- Acredito porque você se tornou meu refúgio. Estar perto de você é minha válvula de escape, sentir seu cheiro, ver você morder os lábios quando está tensa e inúmeras vezes revirar os olhos, é meu refúgio. Enquanto te levava para aquele hotel, não era somente uma Louise querendo fugir dos problemas. Existia também um Cameron que cada vez mais esquecia dos problemas que tinha para se submergir nos de outra garota. Talvez não entenda o porquê de ainda estar com Melissa mas prometo, se você sentir o mesmo... Se houver reciprocidade, vou cuidar de tudo para que possamos ficar juntos. 

Não tinha palavras. Ele havia roubado tudo, meu ar, meu orgulho e até o mais cliché de tudo porém não poderia negar.  

Cameron Alexander Dallas havia roubado meu coração.  

Passo minha mão por seu pescoço enquanto sua mão vai para no meu quadril. Meus olhos se perdem nos seus e logo sua boca na minha. 

Beijar ele não como beijar Christian. O frio na barriga não era somente no começo, as pernas não formigavam, e sim, pareciam que iria desmontar e meu coração parecia ao qualquer momento pular para fora.  

Me puxava para perto fazendo com que eu ficasse cada vez mais contra ele. Não era algo caloroso, era algo carinhoso. Como se ambos estivéssemos nos reencontrando novamente.  

Porém somos humanos.  

As coisas logo começaram a ficar mais intensas e seus lábios macios percorriam por meu pescoço enquanto suas mãos desciam para minhas coxas, que logo se entrelaçaram na sua cintura. 

 Ele não me levou para cama como a maioria pensaria. Me carregou até as ondas do mar e desprendi de sua cintura, em meio de sorrisos bobos ele retirou sua camisa e eu fiz o mesmo em seguida. Em meio de selinhos tímidos ele retirou suas calças molhadas, e eu? Fiz o mesmo. 

Não fizemos nada demais, estávamos tão imersos demais naquele tipo de paixão serena que ambos não pensavam na paixão ardente como algo urgente. Permanecemos ali e só entramos novamente ao nascer do sol. Ao deitar sentia seu braço ao meu redor e sua respiração na minha nuca. Naquela noite respirávamos tranquilos, como uma só criatura.


Notas Finais


*-*
(Não me matem pela pouca putaria KKK)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...