História Brilho da noite - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neon Genesis Evangelion
Personagens Kaworu Nagisa, Shinji Ikari
Tags Kawoshin, Nge, Romance
Exibições 32
Palavras 2.145
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá ~ Essa é a minha primeira fanfic que eu posto na internet.
Recomendo ter alguma familiaridade com a série Evangelion, a história está situada logo após o contexto do filme 2.0 - "You Can (Not) Advance"- com alguns meados da história do 3.0 -"You Can (Not) Redo". Boa leitura! ^^

Capítulo 1 - Capítulo Único


Os últimos raios de sol da tarde iluminavam os antigos e silenciosos quartéis generais da Nerv. Shinji andava entre as ruínas à procura de Ayanami Rei. Ela não havia tocado nos livros que o piloto lhe trouxe, empilhados ao lado do abrigo onde dormia. Para ela, teria de ser uma ordem lê-los, afinal. Mesmo assim, ele não desistiu de tentar trazê-la à forma que a conhecia antes do quase-terceiro impacto.

O sol se pôs. As estrelas surgiam aos poucos, timidamente, cintilando sobre os escombros de paredes manchadas de sangue.

Grande parte da antiga Tokyo-3 fora destruída há anos. Cada vez que Shinji olhava para os destroços da antiga cidade, a culpa pesava em seus ombros.

O véu da noite o envolveu por completo. Estava perdido, mas, não se importou com isto desde que achasse alguma coisa, qualquer coisa que lhe salvaria o que ainda restava de sua sanidade.

As nuvens se juntaram, formando uma massa negra que escondeu o luar. Pingos começaram a lhe atingir a cabeça.

A garoa acompanhava o rumo desnorteado do piloto. Sentiu frio, o vento gelado soprava em seu rosto. Aumentou o ritmo, o temporal surgia, cada vez mais violento, relâmpagos estouravam. A cada passo, um tremor vinha dos céus.

 Então, Shinji parou, ofegante. Ficou assim, de pé, com a fé de que algum raio caísse em si. Abaixou a cabeça. Talvez fosse melhor deste jeito, pensou.

— Ikari-kun?

A mansa voz ecoou de longe, tirando o garoto do transe. Rapidamente a reconheceu, mas, permaneceu fixo, faltou-lhe forças. Uma figura esguia se aproximou.

— Ikari-kun, o que está fazendo por aqui?

— Eu... me perdi. -Disse, olhando para o chão, com a voz rouca. Seu corpo tremia, cerrou os punhos segurando lágrimas.

Raios despencaram. O súbito clarão dos relâmpagos iluminou o rosto de Kaworu, estampado de sincera preocupação.

— Vamos. Meu quarto não fica muito longe daqui, sim? Vai te fazer mal ficar aqui por muito tempo.

Shinji apenas assentiu, seguindo o outro garoto. Uma sensação de alívio surgiu brevemente, até que tropeçou em uma fenda. Para sua surpresa, em vez de dar com a cara no chão, apenas sentiu mãos firmes em seu tórax.

— Tenha mais cuidado, Ikari-kun.

Levantou-se, Kaworu continuava segurando a mão esquerda de Shinji, andando juntos assim. Aceitou, com um leve rosado no rosto.

Os dois se conheciam há poucas semanas. Nagisa Kaworu, apresentado formalmente por seu pai como co-piloto na missão de despertar a décima terceira unidade de EVA e restaurar as lanças do destino. Era tudo que sabia.

Tocavam o antigo piano que se encontrava nos confins do dogma central. Mesmo não tendo confiança em si mesmo, gostava do tempo em que ficavam próximos, e, a admirar o garoto com o qual dividia suas tardes. Sua vida parecia um pouco menos vazia em um lugar tão devastado.

Também não pôde negar para si mesmo, sentia-se atraído por Kaworu. Mal ele imaginava que teria uma quedinha por suas doces palavras, que sempre o pegavam de surpresa. O semblante que transparecia tanta calma, a pele alva, seu rosto, e, principalmente os olhos vermelhos, tão destoantes contra seus olhos azuis. Eles traziam uma certa nostalgia inexplicável.

Contudo, tinha medo de ser um incômodo para o outro; considerado um fardo quando gritasse por ajuda. Por isso, se continha o máximo que pudesse.

Ao chegarem, a porta do quarto se abriu e as luzes se acenderam. Kaworu largou gentilmente a mão que segurava até agora, por um milésimo Shinji fez uma cara de descontente pela perda de contato, rezando segundos depois para que o outro não tenha percebido.

— Sinta-se à vontade. Espere um pouco, trarei toalhas e roupas limpas para você.

Era um cômodo simples, compacto e com paredes brancas. A cama no canto da parede estava intacta. Havia uma pequena porta ao lado, que dava para o banheiro, do qual Kaworu agora saía com duas toalhas brancas dobradas ao meio e um uniforme colegial limpo, levando-os até Shinji.

— Obrigado. Eu realmente não sei mais como andar por aqui, tudo parece tão diferente.

— De fato. Faz muito tempo desde que você despertou, Ikari-kun. Posso lhe ensinar os atalhos daqui amanhã mesmo, se assim desejar.

Shinji se sentiu constrangido com tanta simpatia de uma vez só, seu coração palpitava. Não disse uma palavra, apenas focou em terminar de se secar, escondendo seu rosto na toalha. Quando se acalmou o suficiente, Kaworu o guiou até o banheiro.

O sangue ferveu pelo mero pensamento de trocar de roupas no mesmo ambiente que Kaworu. Entrou. Encarava a porta atentamente enquanto descia as próprias calças, encharcadas pela água da chuva. Nada aconteceu. Ao sair do banheiro, vestido, se deparou com os olhos rubros, Kaworu o encarou com toda a serenidade do mundo, em contraste com a cor de seus olhos, sentado na beira da cama. Parecia já ter se enxugado também.

— Ikari-kun, posso secar seus cabelos?

— Ah? Hm, tudo bem.

Um pouco sem jeito, Shinji sentou-se ao lado de Kaworu. Achou tudo muito estranho no começo, sendo distraído aos poucos com a toalha fofinha, relaxado pela massagem que recebia no couro. O silêncio começou a incomodar.

— Eu não sei como te agradecer, Nagisa-kun. Tudo que eu fiz pareceu... Em vão. Não acho que mereço viver, depois de saber da verdade, de que foi tudo culpa minha. Tenho certeza de que salvei Ayanami.

Houve uma pausa. Kaworu apenas escutava, paciente.

— É que... não parece mais ser ela. Eu não entendo os planos de meu pai, esse lugar... por que eu?

E notou que falava até demais na presença do outro.

— Ikari-kun. Acredite em mim quando lhe digo que sua vida é preciosa, especialmente para mim. E, que, qualquer pecado é digno de perdão. Sempre há esperança, eu estarei com você, sempre que a necessidade surgir.

— Por que diz essas coisas? Nagisa-kun.

Kaworu brincou um pouco com os tufos enroscados na toalha. 

— Porque eu estou sempre pensando em você.

Shinji corou.

— Você é incrível... Sempre sabe o que dizer.

— Nós somos, juntos. Como uma melodia, não acha?

Os dois sorriram. O temporal lá fora passou, ainda se ouvia as gotas lavando o asfalto.

Deixou a toalha úmida no canto cama.

— Terminei. Espero que não fique resfriado.

Kaworu se abaixou, aproximando seu rosto para examiná-lo de perto. Shinji ficou tenso, de repente seu corpo endureceu tendo a impressão de que seria beijado do nada. Cerrou as pálpebras com força e fez biquinho. Esperou, mas, a impaciência tomou conta e a primeira coisa que viu foi um garoto confuso.

— Ikari-kun, você está bem?

— Nn! Não, não é nada, eu só... Desculpa!

Kaworu sorriu calorosamente. Levou a palma da mão direita ao rosto de Shinji, todo descontrolado, contornando a maçã com o polegar, e, se inclinou suavemente, dando um selinho em seus lábios.

— Assim está bom?

Shinji ficou mesmerizado, seus olhos arregalaram, não pôde acreditar no que havia acontecido. A adrenalina correu em suas veias. Cedeu.

— Sim...

— Devemos continuar?

Shinji apertou uma de suas mangas, puxando-o para mais perto de si. Kaworu segurou seu rosto delicadamente com ambas as mãos. Shinji fechou os olhos mais uma vez e, então, se beijaram.

Um beijo tímido, sereno. A textura aveludada dos lábios nos de Shinji provocou faíscas e logo se foi quando Kaworu decidiu partir o beijo. Se afastou um pouco e viu Shinji, rosto completamente avermelhado, de olhos entreabertos, apertando firmemente a manga de seu uniforme. Passou uma das mãos para trás de sua nuca, aprofundando um segundo beijo.

E foi Shinji quem enfiou a língua primeiro, esbarrando os narizes grosseiramente. Kaworu não se importou e procurou pelos dedos de Shinji, apoiados sobre o lençol, entrelaçando com os seus, como suas bocas faziam agora em um beijo aberto. As línguas se encontravam com tamanha volúpia que Shinji começava a ficar  inquieto. Não era uma luta por dominância, apenas um beijo ardente de paixão. O fôlego de ambos chegou ao limite, um fio de saliva unia os dois quando se separaram.

Shinji se perdeu novamente naqueles olhos, tão intensos. Seu corpo arrepiou violentamente.

Kaworu subiu a camisa de Shinji que arqueou as costas a fim de facilitar o movimento. Percebeu que Kaworu tremia, mesmo que subtamente e reconheceu um lado dele que nunca tinha visto antes, de estar nervoso também. Seus olhares se encontraram, anil e carmim. Shinji o abraçou com tudo, querendo assegurá-lo. Kaworu abafou o rosto no pescoço, seus cabelos brancos provocaram cócegas no menor que deu risadinhas. Os dois se sentiram mais leves, confiantes um no outro.

— Ikari-kun...

Kaworu chamava por ele. E ele o queria também. Shinji deitou-se na cama, esticando os braços. Ele logo correspondeu, ficando por cima do corpo, agarrados. Shinji moveu um pouco os quadris, fazendo que as duas ereções se encontrassem, arrancando suspiros. Kaworu decidiu retirar o cinto dele e abaixar as calças. Pôs a mão por sobre o falo duro, ainda na cueca, a cabeça despontando quando abaixou o tecido.

Começou a masturbá-lo lentamente. Shinji se viu em puro deleite com a mão que não era sua, tão precisa, uma sensação diferente de quando fazia em si mesmo. Imitou o gesto de Kaworu, desta vez removendo as calças do outro. Pôde perceber que o pênis era maior e mais grosso que o seu, o que apenas aumentou o desejo. Ambos se masturbavam e se beijavam simultaneamente, Shinji mais preocupado em leitar o pau que segurava em vibrações. Pré-gozo já saia das duas glandes, e então, Shinji apoiou uma das mão nos ombros de Kaworu, arfando de prazer. Com a esquerda, separou uma de suas nádegas, expondo o cu, resolvendo se entregar totalmente.

— Nagisa-kun? Hm... por favor.

— Você é realmente um pecado.

 Levou as pontas do indicador e médio para seus lábios, Shinji os chupou, molhando-o até a base.

Kaworu desceu, se posicionando entre as coxas de Shinji e as afastou com delicadeza para passar os dedos na bunda. A entrada de Shinji piscava, já inchada de tesão. Então, enfiou os dois dedos rapidamente e Shinji berrou com a súbita intrusão. Ardia. Quando encontrou o ponto certo, o menor viu estrelas, se contorcendo. Retirou os dedos e posicionou seu pênis.

— Devo ir? Dentro de você.

Shinji apenas gemeu em resposta. Kaworu enfiou devagarinho, cada centímetro importava, não queria maltratá-lo. Concentrado em receber o pau, cerrou os olhos, de dor, segurando os lençóis em seus punhos.

— Nos tornamos um só, Ikari-kun. Me mostre suas verdadeiras cores.

Quente, apertado. Shinji se sentiu seguro, moveu-se para que Kaworu começasse a meter. E o fez. Levou as mãos de Kaworu até seus mamilos rígidos, incentivando-o a beslicar durante a penetração.

— Não quero mais me sentir sozinho... Você vai me deixar também, Nagisa-kun?

Kaworu repousou a destra acima do coração de Shinji, seu pulso batia loucamente.

— Jamais. Você por si só é um milagre para mim. Sua alma, seu corpo, eu o amo, muito além do que imagina.

Kaworu deslizou os dedos no pescoço de Shinji, pela choker que a humanidade impôs a Shinji. Uma dívida, logo o livraria desse fardo.

 Shinji pela primeira vez derramou lágrimas, não de tristeza, mas, de deleite.

— Você é -nhg- lindo, Ikari-kun.

 Ambos queriam que esta fusão durasse eternamente, que o tempo congelasse nesse vai-e-vem delicioso. Até que Kaworu atingiu em certeiro a próstata de Shinji, gozando no ato, agora gemia sem pudor algum em contraste com a foda, pele contra pele.

— Na... Ahhn! Nagisa-kun! Eu quero... Me dê! 

Shinji apoiou seus braços nos ombros de Kaworu, sendo preenchido, como pediu. Revirava seus olhos azuis totalmente sem foco no fundo de seu crânio, sentindo a porra quente o tomar enquanto gozava. Suas pernas tremiam de êxtase, o quarto se duplicou, girando em sua visão. Kaworu ainda investiu algumas vezes, se enterrando profundamente enquanto esporrava dentro e fundo de Shinji.

Aos poucos, Kaworu se retirou, com calma, Shinji já podia sentir suas pregas pulsarem, o esperma transbordando com as contrações. Doía, mas era o paraíso. Kaworu tinha plena certeza de que foi abençoado, como os deuses tiveram piedade, sua existência não era nada sem a de Shinji. Se envolveram novamente num amasso , não queriam se desgrudar nunca mais.

— Nagisa-kun...você é maravilhoso.

— Faremos qualquer coisa, como dividir sentimentos... tanto alegria quanto a dor. E, Ikari-kun, não se acanhe em me chamar por Kaworu.

O corpo de Shinji ainda estava na áurea pós-orgamasmo e ainda assim esquentou. Sentiu o líquido de dentro de si derramando, manchando o lençol.

— E-então... Pode me chamar de Shinji.

— Shinji-kun. Trarei a felicidade que almeja, eu te amo.

— Kaworu-kun... 

Mais lágrimas caíram de seu rosto. Kaworu  fez questão de enxugá-las com o polegar, dando vários beijinhos em suas bochechas.

— Também te amo...

Se beijaram mais uma vez, compartilhando todo o carinho que sentiam um pelo outro. Shinji apoiou sua cabeça sobre o peito de Kaworu, adormecendo.

Como se sentiu grato, por ter este corpo, conseguir dar e sentir prazer para quem ama, os Lilims são realmente interessantes, pensou o Angel. Puxou um edredom e cobriu ambos os corpos nus, dormindo assim, juntos e quentinhos.



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