História Bring Me To Life - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Criminal Minds
Personagens Dr. Spencer Reid, Emily Prentiss, Jennifer "JJ" Jareau, Personagens Originais
Tags Assassinato, Investigação, Musica, Romance, Suspense, Tortura
Visualizações 62
Palavras 2.295
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aqui estamos novamente, seres desse planeta!
Esse é o maior capítulo dessa fanfic (por enquanto) \0/
Tenho a história toda planejadinha... o problema é essa parte em particular, que se tornou a mais difícil de escrever, mas com calma vamos conseguindo! (e com a força de vocês, meus bens)
É isso aí, boa leitura!
(Cap - Doce sacrifício)

Capítulo 14 - Sweet Sacrifice


Fanfic / Fanfiction Bring Me To Life - Capítulo 14 - Sweet Sacrifice

“Quando é verdadeira, quando nasce da necessidade de dizer, a voz humana não encontra quem a detenha. Se lhe negam a boca, ela fala pelas mãos, ou pelos olhos, ou pelos poros, ou por onde for. Porque todos, todos, temos algo a dizer aos outros, alguma coisa, alguma palavra que merece ser celebrada ou perdoada pelos demais.” 
 

O fio da lâmina brilhava nas mãos daquela mulher que já era taxada como "maluca" por Spencer. A discussão  entre os familiares já não era compreendida por ele. Mesmo sendo um gênio, forçava-se a não acreditar naquilo que ouvia e que via. Não, tinha que ser uma peça pregada pelo cérebro desenvolvido.

Estavam na ampla sala de estar, ele, Kaliza, Éris, a mulher e o homem. Os três integrantes até outrora desconhecidos, com os cabelos brilhando em um ruivo como a cor do sangue. Eram pais e filha.

Kaliza permanecia calada e amarrada em uma cadeira ao seu lado, porém seu olhar deixava transparecer seus sentimentos; raiva e medo.

Era claro para o agente que ela tinha medo da morte. Ou talvez de morrer ali.

Não, a quem ele queria enganar? Kaliza não temia a morte em si, vivia dizendo que era o destino de todos. Ela temia morrer ali, pelas mãos daquela psicopata ruiva na frente dele.

Mas o que podiam fazer, se não apenas observarem a cena desenrolando-se? Desarmados, feridos, amarrados e zonzos pela sequência de golpes vez ou outra.

-O que fazer com você, Kali? - A voz rouca voltou a se fazer presente, desta vez dirigida a morena. - Sei que não vai ficar quietinha aqui mais uma vez, que há de tirar a própria vida quando tiver oportunidade, senão tirar a nossa. Sabe o que significa?

-...

Silêncio, apenas o mais profundo silêncio dando vazão ao ódio e repulsa sentidos por aquela amarrada.

-Sim, isso mesmo. - Concordou como se lesse os pensamentos da mais baixa. - Serei eu a tirar sua vida. Um pouco irônico, visto que fui eu a lhe dar uma vida.

Não precisava ter um QI muito alto para entender o que aquilo significava. Aquela mulher era... não! Não podia ser. As duas eram completamente diferentes! Sem semelhanças físicas, o que dirá psicológicas!

-Mate-a logo! - Éris, até então calada, se pronunciou com um sorriso satisfeito perante a situação, afoita para apreciar a morte da morena.

-Cale-se. - O homem interrompeu, severo, para logo após voltar-se à esposa. - Não seria mais fácil matar o garoto antes?

Os olhos de Kaliza se arregalaram. Não podiam matar Spencer! Não! Nunca descansaria em paz sabendo que fora a  causa de tão abominável tragédia.

-Não pode matá-lo. Ele nada tem a ver com isso! - Exasperou-se, tomando a atenção dela para si novamente.

-Você está errada. Ele tem tudo a ver com isso. Ele tem tudo a ver com você, logo faz parte desse joguinho. - Apontou o punhal para ambos os prisioneiros. - Não posso correr o risco de ter testemunhas.

Ao sinal dela, o homem ao seu lado aproximou-se de Spencer, desamarrando-o da cadeira e, com um chute, jogando-o no chão.

Tossiu uma quantidade de sangue antes de levar as mãos dormentes ao local do impacto, tentando inutilmente ficar de pé.

-Não costumo assassinar pessoas desarmadas. - Ela indicou o móvel de madeira avermelhada atrás dele. - Vá até lá e escolha sua arma, vamos lutar pela vida.

Era mentira. Ela apenas queria se divertir com aquele joguinho. Mataria qualquer um sem piedade alguma. No caso presente, ela apenas queria seu prazer.

Mancando e incerto de que teria alguma chance naquele momento, apenas seguiu as instruções, abrindo o armário e se deparando com um mini arsenal de armas brancas*. Não era perito em combate corpo a corpo, mas sua vida dependia daquilo, assim como a de Kaliza, que tentava soltar-se das amarras e gritava para que ele não fizesse aquilo, para que ele fugisse, que ele não tinha chances de vencer.

Com o coração descompassado e as mãos trêmulas, ele não conseguia acompanhar o que se desenrolava na casa. Era tudo surreal demais.

Em um momento estava tomando café com a garota que era dona de seu coração, no outro estava nocauteado no chão de um local desconhecido. Agora lutava, entre a vida e a morte, para continuar vivo.

Sem a mínima noção de tempo, perguntava-se quando seus colegas de trabalho dariam por falta dele. Quando perceberiam o sequestro e quando chegariam arrebentando as portas e salvando vidas como de costume.

-Ande logo com isso! - Éris irritou-se com a demora.

Pego de surpresa, escolheu rapidamente uma faca qualquer. Não era apto para usar a katana que se encontrava ali por não conhecer os ofícios daquela arma tão peculiar, então escolheu algo que julgou capaz de feri-la, mesmo que um pouco, apenas para retardar seus movimentos e ganhar o máximo de tempo que podia.

Em cerca de três segundo, o sorriso presunçoso da mulher fora substituído por uma face impassível e dura, ajeitando a adaga em mãos e investindo contra ele.

Ela não baixaria a guarda nem pelos ferimentos dele, afinal era um agente do FBI.

Spencer desviou-se dos primeiros ataques, bloqueando outros com a faca escolhida. Estava indo bem para alguém ferido àquele ponto, mas logo os efeitos da perda de sangue afetaram-lhe a visão e os outros quatro sentidos.

A vertigem atingiu-lhe logo antes de receber um potente chute na costela, que agora se encontrava fraturada, e um corte superficial na coxa esquerda. De onde vinham as forças daquela mulher?

Ao cair de encontro ao chão, nem percebeu quando ficara desarmado.

Não tinha mais chances...

Morreria ali.

Sem forças...

Indefeso...

Sem ganhar mais tempo...

E sem experimentar daquele amor recém descoberto.

-Mas o quê...?

Virou-se assim que ouviu o grito de Éris alguns metros distante de si.

A faca que antes servia-lhe de arma, descansava cravada no ombro direito da ruiva mais nova, que agora era impossibilitada de mover o braço.

Ao olhar para Kaliza, com a cadeira presa em suas costas e sangue escorrendo por seus lábios e pingando tanto no vestido rasgado quanto no chão, soube o que tinha acontecido, assimilando tudo de uma única vez, segundos antes que os demais presentes entendessem o ocorrido. Era sua vantagem.

Ela se aproveitara da distração ocasionada pela luta e da proximidade da arma de sua cadeira para tombar-se no chão, no mesmo instante que Reid, e tomar o cabo da faca nos dentes, usando disso para perfurar a carne da garota que levava as mãos ao ferimento, desesperada. O ato resultou em alguns dentes quebrados, mas quem se importava?

Agora havia esperança.

Eles podiam lutar.

Eles podiam viver!

E se morressem, morreriam tentando.

Ainda trêmulo e com o andar bambo, lançou-se contra o armário usado como esconderijo de armas, usufruindo daquela distração e de seu pensamento rápido para antecipar as ações inimigas. Duas facas de arremesso. Virou-se para Kaliza, e logo visualizou em seu olhar o entendimento daquilo que sucederia e o consentimento de que precisava. Ela ficou parada e ele atirou as facas uma de cada vez, torcendo para que a visão embaçada não prejudicasse tanto assim sua pontaria.

 

"-Você consegue acertar no meio mais vezes que eu! Isso é injusto. - Kaliza reclamava sentando-se na mesa de biliar que encontrava-se perto daquele jogo de dardos.

Depois de incontáveis partidas de xadrez, decidiram optar por um novo jogo, desta vez apenas para descontrair daquele pensamento lógico e estratégico. No bar perto de um certo parque, jogavam aquilo por cerca de duas horas, e Spencer se saía melhor em cada rodada, deixando a cantora levemente irritadiça pelas derrotas consecutivas.

-Já se arrependeu do convite? - Ele provocou.

-Não. Eu apenas achei que seria melhor que você nesse jogo também. - Reclamou, chorosa.

Depois de uma conversa descontraída e algumas risadas, a garota propôs:

-Duvido você atirar o dado e acertar com a distância dobrada.

Não se lembrava se tinha acertado o alvo...

E para quê aquilo? Apenas para provar, mais uma vez, que naquele jogo, ele era melhor.

Mas ela não desistiria, continuou a impôr desafios.

-Já podemos parar? Tenho que voltar para casa logo logo...

-Certo, apenas tente mais uma vez com os olhos fechados."

 

A situação era outra, completamente distinta. Mas por que ele lembrava-se daquele dia agora? Seria sua vida passando pelos seus olhos antes da provável morte?

Não, era apenas uma lembrança comum.

Ao abrir os olhos, teve apenas uma certeza; naquele dia, ele havia acertado o alvo mesmo de olhos fechados, assim como acertara apenas as cordas que prendiam a garota.

Agora Kaliza conseguia se ver livre das amarras, utilizando a cadeira como proteção para os golpes desferidos pela adaga da mulher ruiva.

Éris, recuperando-se do choque, retirou a faca de seu ombro, deixando mais sangue a esvair-se de seu corpo. Improvisou um torniquete mal feito com a barra do vestido, estava com o braço destro inutilizado.

Spencer, ainda zonzo pela perda de sangue recente, pegou a última faca de arremesso e a jogou com maestria na mulher que tentava matá-los, acertando-lhe no lado direito da cintura e recebendo um urro de dor dela, acertou a bacia, talvez?

Não importava, logo sua atenção foi voltada para o homem que vinha em sua direção. Armou-se de um machado antes de derrubar a estante sobre ele.

Ato que não surtiu muito efeito, além de alguns cortes e hematomas.

Ele não tinha um grande porte, mas sua estrutura pequena era bem preparada para as artes de luta, pelo que Reid pôde constatar.

Travou uma luta contra ele, "seu" machado contra um punhal de aço.

Não distante dali, a mulher gemia agoniada no chão frio enquanto seu sangue empapava o vestido e escorria pelo chão. Tentava manter-se acordada e estancar o sangue em suas costas, mas não era uma tarefa fácil, ainda mais pelas lutas a serem travadas perto de si.

Kaliza soltara a cadeira e levava em mãos uma faca de arremesso e a adaga da mulher indefesa no chão. Observava a postura de combate de Éris, não tão distante dali.

O braço inutilizado não parecia ser motivo de desistência por parte dela, que permanecia séria apontando-lhe a faca que antes causara seu ferimento.

-Isso não tem sentido, Éris. Venha conosco para longe daqui. - Insistia.

-Não entendeu ainda, Kali? Eu não serei como você! Vou ficar ao lado dos meus pais até o fim.

Não havia sentido em usar diplomacia com a garota mais nova. Via-se em seus olhos, nitidamente, o desejo por aquela luta, o anseio por provar seu valor e derramar o sangue de Kaliza com as próprias mãos.

O primeiro movimento partiu de Éris, estocando a arma em direção à mais velha. Não surtiu efeito, a morena desviou facilmente.

Mais alguns golpes desferidos sem que lhe desse alguma brecha para atacar. Na defensiva, esquivando-se e bloqueando tanto as facadas quanto os chutes da menor.

Era um pouco difícil manter-se de pé, levando em consideração o tempo sem beber água ou se alimentar, somado à dificuldade de se locomover naquele vestido. Estava em desvantagem.

De relance, ainda observava a luta de Spencer, e em um desses olhares, viu também que não era a única que precisaria de ajuda para vencer.

"Golpe sujo." - Pensou. - "Não vai fazer diferença se eu acabar morrendo."

Éris preparava-se para se impulsionar contra a adversária, quando Kaliza cuspiu-lhe o sangue que ainda inundava sua boca nos olhos da garota, deixando-a atordoada. Abaixou-se e esticou uma das cordas presar na cadeira, puxando-a e fazendo a garota tropeçar simultaneamente na cadeira e na corda.

Seria hilário se Kaliza não se volta-se para o homem que atacava seu amado e arremessasse a faca, cravando-a em suas costas. Um grito e depois Spencer jogava a cadeira, em que estava amarrado antes, nas costas do homem ajoelhado, que logo depois jazia desacordado no chão.

O casal trocou olhares significativos e foram de encontro um ao outro, completamente sujos, cansados, machucados e famintos.

Mas antes da garota conseguir  tocar as mãos no amado, sentira algo enterrar-se na carne de sua perna.

A dor latejante fizera-a ir de encontro ao chão enquanto Éris avançava em sua direção novamente, mas Spencer interceptara, acertando-a no estômago com o lado de trás do machado em mãos, acertando sua cabeça novamente com um pedaço de madeira da cadeira que quebrara minutos atrás. Deixando-a inconsciente.

A essa altura, Kaliza rastejava para uma das paredes do cômodo que tão bem conhecia, sendo acompanhada por um rastro de sangue.

A mulher levantara-se, ainda zonza pelo sangue que ainda escorria por suas costas.

Ela vinha para matá-la e Reid estava longe demais para fazer alguma coisa. Não daria tempo.

A visão turva não facilitava o trabalho de encontrar o fundo falso na parede que tanto tateava.

Mas ela encontrou, retirando dali uma magnum de cano prateado que reluzia perante a luz artificial da sala.

Com as mãos trêmulas e sem conseguir distinguir os vultos em sua visão, apenas observou a mulher correr em sua direção, não era mais tão rápida quanto antes, estava morrendo... e queria levar Kali consigo.

Ainda sem conseguir mirar direito ela apenas atirou. Uma única vez. Uma última vez.

Viu Chronna, Don, Azrael, sua banda, sua cantora favorita e fãs em uma imensa multidão, aplaudindo sua música, sua alma, sua vida que tocava como tema. Viu Spencer Reid, aquele por quem ela realmente quis viver.

E foi com aquela imagem perambulando sua mente que a escuridão cercou-lhe, abraçando-a como em tantas vezes...

E ali estava apenas ela e a escuridão infinita, como sempre foi.

Não conseguira ver como terminara a situação. Não sabia se salvara Spencer. Estava morta? A morte era aquela escuridão que se assemelhava a inconsciência? Sem céu ou inferno? Ou isso viria a seguir? Apenas escuridão?

A escuridão de sua alma em seu doce sacrifício.


Notas Finais


*Armas brancas são aquelas que podem ser utilizadas para agredir alguém, mesmo que normalmente tenha outros fins, como facas, machados, canivetes e martelos.

Peço suas humildes e sinceras opiniões, porque essa foi primeira cena de ação que eu escrevi na minha vida!! \0/
Digam pra mim o que eu posso melhorar, o que está bom e o que está uma droga.
Enfim, que doideira foi essa, minha gente? Kaliza morreu? E o Spencer, vai conseguir sair daquele lugar??? Quem são esse povo doido?
Desculpem minha demora, apenas não desistam de mim e me façam feliz com um comentário ^^
Bjks mil e até mais!


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