História Broken - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Chloé Bourgeois, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathanaël, Nino, Personagens Originais, Plagg, Sabine Cheng, Sabrina, Tikki
Tags Acidente, Adrien, Adrienette, Drama, Ladrien, Ladynoir, Marichat, Marinette
Exibições 489
Palavras 963
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Não é minha primeira fanfic
Mas é a primeira que pretendo terminar

Um beijo e um queijo
Comentem se gostarem ♥

Ladywritter

( Sim, sou a aquela autora do Nyah)

Capítulo 1 - Pressa


Fanfic / Fanfiction Broken - Capítulo 1 - Pressa

Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje.”

Sempre pensei nessa frase como um combate às pessoas preguiçosas, daquelas que a humanidade tem uma aversão tão grande que literalmente correm para escapar delas. Disseram para mim até que a preguiça era um pecado capital. Realmente, devem odiar muito essas pessoas que querem seguir o mundo pelo avesso.

Mas hoje percebi que essa frase não tem mais o mesmo sentido. Não tem mais a mesma graça dizer. Nem martirizar os outros dizendo o quanto tenho pressa para fazer alguma coisa. Pressa pra quê, afinal? Pressa só mata as pessoas lentamente... ou ás vezes não tão lentamente assim.

Hoje eu me arrependo de todas as vezes que tive pressa. Pressa de vê-la, pressa de mandá-la chegar com o nosso trabalho escolar, pressa de ter pressa. Queria ter deixado tudo para amanhã. Um amanhã pra gente passar junto, sem a menor pressa, falando de coisas bobas.

A gente odeia perder tempo, não é mesmo? Mas é tão bom... É ótimo perder tempo sem perceber o que perdeu. Sem ficar ouvindo gente no ouvido reclamando. Sem ficar querendo acabar logo e ir embora.

Sinto falta de poder perder meu tempo. Sem preocupações. Sem pensar que minha vida vai acabar algum dia. Sem pensar que nossos laços vão se partir alguma hora.

Só não queria que essa hora fosse agora.

Era uma manhã comum. Tão comum como qualquer outra em Paris. Comi meu croissant matinal, desvaindo em pensamentos aleatórios. Daqueles que sempre temos quando estamos acordados, mas ao mesmo tempo, estamos no mundo da lua, sabe?

Lembro-me de minha mãe brigar comigo pelo fato de ainda nem ter começado a me arrumar para a escola. Arrumei uma desculpa qualquer e logo comecei a fazê-lo antes que eu começasse a me deparar com sua fúria, coisa nada bonita de se ver. Provavelmente, a fúria de ninguém deve ser algo bonito de se ver.

Num pulo, peguei meu material escolar e me afastei da fúria do dragão, antes que ela piorasse, abrindo um pequeno sorriso por saber o quanto amava aquela mulher que denominava de mãe. Então, corri. Apressei-me até chegar à escola. Como sempre, aliás.

O dia havia começado estranho... Eu não a vi quando cheguei lá. E isso, era peculiar, já que eu também me encontrava atrasada. Como... Como ela não poderia estar lá?

Entrei na sala com o olhar da professora me fuzilando, mas isso não era de nenhuma preocupação. Ela não estava lá. E isso me incomodou. Hoje deveríamos apresentar um trabalho juntas, mas... Ela... Ela não estava lá. Não consegui tirar esses pensamentos da cabeça.

Sentei-me no lugar de sempre. Agora, sozinha. Sentia-me sendo castigada pela falta dela. Ela podia estar simplesmente gripada, não é? Não... Ela teria me avisado. O que teria acontecido me torturou por minutos, por horas. Eu não sei mais. Perdi totalmente a noção de tempo.

E então, aconteceu. Meu celular tocou. Eu vi a imagem de Marinette Dupain-Cheng vibrar junto à chamada e meu coração acelerou. Tenho certeza de ter ouvido uma reclamação vinda da professora, mas minha mente tinha esquecido completamente de quem ela era.

Eu atendi a ligação com os nervos à flor da pele e levei o aparelho até à altura do ouvido. Rezei para ouvir alguma coisa boa, qualquer coisa. Um riso, um espirro, uma batida de palmas. Mas, eu ouvi choro. Tanto choro que meu mundo parou.

“ A-Alya.. “ Meu coração gelou quando ouvi aquela voz única. Não podia ser outra pessoa.  Tinha de ser..ela. A senhora Cheng, mãe de Marinette. “Alya...” Ela me chamou novamente.

“D-Dona Cheng...! O que houve?” Questionei, extremamente preocupada, pouco me importando se todos me encaravam mal com minha conduta errada de atender um telefone em meio a uma aula de história.

“ Alya.. “ Ela parecia estar travada. Só conseguia chamar meu nome de forma desesperada e mórbida, indicando que algo definitivamente estava errado.

“ Cadê a Marinette, dona Cheng? “ Perguntei de uma vez. Aquilo parecia estar me consumindo dos pés à cabeça, quase como uma tortura incessável. Eu queria minha amiga e a queria agora!

“ ... “ O choro aumentou de forma considerável e então, eu compreendi. Era ela.

“ E-Ela... “

“ A minha f-filha foi atropelada, Alya! “

O verdadeiro pecado da humanidade deveria ser a pressa. E não, a preguiça. Se ela não tivesse corrido... Se ela tivesse percebido que... Era melhor ter deixado para amanhã ao invés de fazer hoje...

Eu queria odiar Marinette. Odiá-la por estar lutando contra aquela cama de hospital. Mas eu não consegui. Não consegui odiar quem eu queria tanto por perto. Eu queria alguém para odiar, mas não tinha ninguém.

Eu não tinha mais ninguém...

— Alya, já terminou sua conversa no celular? – A professora me chamou a atenção de forma amarga, para então arregalar os olhos. – Mas... A senhorita... Está chorando..?

Levantei-me com os olhos cheios de lágrimas, decidida a ir atrás dela. Atrás de minha amiga idiota. Da única que realmente me entendia. Da única que realmente merecia que eu tomasse uma advertência por ela.

Afinal, sem ela, eu não era nada.

“ A minha filha foi atropelada, Alya!”

A frase batia na minha cabeça como se fosse um martelo, torturando-me e tirando a consciência aos poucos. Eu tinha pressa de vê-la. Tinha pressa de abraçá-la. Tinha pressa...apenas.

— Alya, você está bem? – Uma voz masculina me chamou, mas só reconheci o vislumbre dos óculos e os casuais headphones.

Ter pressa pra quê... se quem eu quero mais ver, talvez nem esteja mais lá, por mais que eu corra? A pressa é inútil. Tão inútil... Quanto eu.

Não posso ajudá-la, Marinette...

— Marinette... – Murmurei antes de sentir o corpo ceder e ir de encontro ao chão frio.

Pressa pra quê?

Pressa me tirou de você.


Notas Finais


Se quiserem comentar, fiquem à vontade :^))


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