História Broken Dolls - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 4
Palavras 1.852
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


oi gente, tudo bom?
vim postar mais uma fanfic e eu prometo que essa eu vou terminar XD
É inspirada em PLL, porque eu amo PLL, foi a primeira série que eu assisti na vida, então, né, é muito especial pra mim.
Não vai ser igual, as personagens são inspiradas nas de pll, mas não são as mesmas
E elas são mais pra personagens dos livros do que da série.
Enfim, já enrolei muito, eu espero que gostem.

Capítulo 1 - 0. pilot


Ashland, Condado de Westchester, Nova York. Feriado do dia do Trabalho, 2º de Setembro, 2013.

O pôr-do-sol que despontava por detrás das árvores de Ashland dava tons arruivados nos cabelos castanhos e tons de âmbar nos olhos furta-cor de Allison Armstrong, que caminhava no meio da estrada parecendo meio perdida, apesar de já ter feito aquele caminho pelo menos um bilhão de vezes nos últimos dois anos. Ela estava indo para a festa do pijama que ela e suas amigas haviam combinado.

A casa para qual ela estava se dirigindo ficava no final de uma rua sem saída e pertencia a uma de suas melhores amigas. Às vezes, ela nem sabia se realmente podia chamar aquilo de casa, porque estava mais para um palácio. Era extremamente grande e suntuosa, com três andares, garagem para dez carros, mais ou menos uns vinte quartos - sem exageros - e um pátio gigantesco, maior do que o Country Club mais famoso da cidade, o qual pertencia à família Kavanagh, aliás.

A casa era feita de tijolos amarronzados, madeira, pedras e cimento coberto com tinta branca e, apesar de isso não parecer harmônico, ficava totalmente maravilhoso. As paredes eram extremamente altas e as janelas eram gigantescas. Tanto o portão quanto o muro que cercava a casa eram enormes, cobertos por musgo verde artificial, para dar um ar mais rústico. O pátio da frente era decorado com árvores grandes e antigas, uma grama verde sempre bem aparada e flores de tons escuros, além de um caminho de pedra ornamentado e uma fonte de água. No pátio de trás, havia uma piscina interna e externa, as duas aquecidas. Também havia um deque de madeira ao redor, uma cascata artificial, um ofurô, uma quadra de tênis e um terraço, além de um celeiro inutilizado, há pouco transformado em uma área de lazer. E ainda depois disso tudo, os Kavanagh haviam investido mais dinheiro para aumentarem o terraço, colocando mais um andar.

Todas as outras garotas tinham inveja de Grace, principalmente por ela ser filha única e ter tudo aquilo só para ela. O quarto dela era quase o dobro de todos os quartos das quatro garotas juntas. E ela também era extremamente bonita, alguns diziam que era até mais bonita do que Abby.

A garota tocou o interfone e uma voz masculina soou pelo alto-falante:

- Residência dos Kavanagh, boa tarde.

- É a Allison, amiga da Grace.

- Claro, srta. Armstrong. A srta. Grace está te esperando na sala de estar.

Os portões pretos automáticos abriram, cortando no meio a grande insígnia dourada com um K cravado.

Allison percorreu o caminho de pedras até a grande porta de madeira e vidro, que dava para a enorme sala de estar. Grace estava sentada solitária no sofá de couro branco que devia ter uns dez lugares, pelo menos. Ela vestia uma regata preta, uma saia de pregas xadrez cinza e saltos de plataforma brancos. A combinação de cores acentuava o tom dourado de sua pele, deixando-a com um brilho perolado.

- Oi, Grace. - Allison cumprimentou-a, jogando sua bolsa no sofá e jogando-se ao lado da amiga.

- Ei, Allison. - Grace sorriu, olhando no relógio acima da lareira de cascalhos do outro lado da sala. - Você viu as outras enquanto vinha?

- Não, não vi. Mas elas já devem chegar, está quase na hora que combinamos.

Depois disso, Grace ligou a TV - que era tão grande quanto uma tela de cinema - e elas ficaram em silêncio por alguns minutos.

Allison precisava admitir que não estava nem um pouco a fim de participar daquela festa do pijama. Abby vinha agindo de um jeito muito estranho ultimamente, principalmente perto de Grace. As duas estavam sempre se bicando e brigando. Também pudera, elas eram muito parecidas, mesmo que não fisicamente.

Grace era 1/8 latina. Ela tinha a pele bronzeada, sardas nas bochechas, olhos verdes grandes e brilhantes e cabelos castanho-escuros. Ela era alta e magra e tinha um corpo lindo. Abby era quase o oposto. Sua pele era bronzeada, mas muito levemente, quase como se ela tivesse tomado sol apenas por algumas horas. Ela tinha os cabelos dourados e os olhos azuis claros. Era tão alta quanto Grace e magra do mesmo jeito, porém, com os peitos um pouco menores e as pernas não tão torneadas. As duas viviam competitindo por causa de garotos, por causa da popularidade ou por causa das amigas. E, apesar de serem cinco no grupo, elas eram as duas que eram mais conhecidas. É claro, eventualmente as outras tinham destaque, mas elas eram a dupla. Bonitas, atléticas, ricas, desejadas. Causavam inveja a todos.

Allison estava perdida em pensamentos, quando uma voz soou ao seu lado.

- Srta. Grace, Brooke Sanders e Sienna Oberlin chegaram.

- Ok, Albert, muito obrigada. - Ela respondeu, de modo muito cordial.

Um minuto depois, duas garotas entraram. A primeira era magra, mas não muito alta. Ela tinha cabelos pretos e a pele muito clara, os olhos azuis escuros e a boca avermelhada, com leves marcas de mordida. Essa era Sienna Oberlin, filha de pais excêntricos, obcecados com a Itália, com literatura clássica e coisas que ninguém mais gostava. Ela sofria de transtorno de ansiedade e vivia mordiscando os lábios carnudos. A segunda garota era alta, mas mais cheinha. Ela tinha cabelos loiro-escuros, pele clara, sardas nas bochechas e olhos castanhos. Ela vestia uma blusa com listras horizontais que ia até o umbigo e deixava uma faixa saliente e flácida de pele branca aparecendo, espremida pela saia jeans muito apertada. Era Brooke Sanders, que era uma versão muito mais feia de Abby.

- Oi, garotas. - Grace e Allison cumprimentaram.

- Oi! - Brooke exclamou, dando pulinhos. - Eu estou tão, tão animada! Essa festa vai ser demais!                                               

Allison bufou baixinho. Ela não queria que as outras percebessem que ela não estava tão animada assim com aquela festa. Ela já sabia o que viria: Abby ficaria se exibindo e dando alfinetadas em Grace, que, para ser sincera, era com quem Allison tinha mais afinidade no grupo. Ela não gostava daquelas briguinhas.

- Aubrey DiAngelis está aqui, srta. Grace. - A voz soou de novo.

Os olhos de Brooke se iluminaram.

- Ela chegou! Vamos começar a festa! - Brooke pulou mais um pouco. Suas gorduras  balançando grosseiramente.

Grace foi até o armário na enorme despensa e largou algumas garrafas de vodca dentro de uma caixa de papelão. Quando ela voltou, Abby já estava na sala. Ela vestia uma calça jeans de cintura alta em um tom de índigo escuro, uma blusa florida cor-de-rosa claro com babados e botas marrons de camurça. Seus cabelos dourados caíam em ondas sobre seus ombros, moldando seu rosto em formato de coração.

- Garotas, vocês não acreditam em quem eu vi no caminho. - Ela revirou os olhos azuis perfeitos.

- Quem? - Sienna indagou.

- Sadie Huston. - Abby bufou, mas um sorrisinho desdenhoso surgiu nos cantos de seus lábios. - Ela estava tão feia. Eu não acredito que ela ainda ache que marias-chiquinhas estão na moda, sinceramente. E o tanto de oleosidade que ela tem na cara? Meu deus, por que ela não se trata?

As outras riram com maldade.

- Isso não. - Grace logo pontuou, fazendo referência a um jogo que os irmãos de Abby e Sienna inventaram. Quando elas viam ou falavam de alguém feio, impopular ou chato, teriam que dizer isso não. No jogo dos garotos, o último a dizer ficaria com a pessoa, já no das garotas,  algo terrível aconteceria com a última e seria relacionado a essa pessoa, supostamente.

- Isso não. - Sienna, Abby e Allison repetiram.

- Não! - Brooke protestou. Ela tinha sido a última. - Não! Isso não

Elas riram novamente e foram em direção à cozinha, onde ficava a porta para a área dos fundos. As cinco amigas seguiram outro caminho de pedras, iluminados por luminárias redondas presas em uma espécie de varal, que lembrava-as das feiras e dos parques de diversão. Após alguns minutos, elas chegaram ao antigo celeiro, que ficava bem próximo ao pequeno lago artificial construído recentemente.

O celeiro era grande, muito maior do que algumas casas de Ashland. Ele tinha dois andares, uma cozinha, sala e três banheiro e um quarto estilo "Loft". As garotas largaram suas bolsas e sacos de dormir no tapete cor-de-creme do celeiro, enquanto Grace colocava as bebidas na mesa de centro de vidro que tinha a base cravejada de cristais.

- Uau, Grace. - Abby disse. - Você não acha que as vezes os seus pais exageram? Essa mesa é um pouco demais.

Grace sabia que os pais de Abby falavam essas coisas dos pais dela. Que eles adoravam ostentar e tudo o mais. Na maioria das vezes, ela tentava não se importar, mas às vezes Abby conseguia irritá-la.

- Bem, vamos beber e pedir logo a pizza. - Grace mudou de assunto.

- Eu acho que a Brooke só deveria beber e esquecer a pizza. - Um tom extremamente venenoso surgiu na voz de Abby. - Eu ouvi dizer que o Kyle não gosta de garotas com um apetite intenso.

Brooke se encolheu no sofá, uma expressão triste cruzou o seu rosto e demorou para desaparecer.

Grace revirou os olhos e saiu do celeiro para pedir a pizza. Abby sentou-se ao lado de Brooke.

- Você sabe que eu estava brincando, certo? - Ela disse. - Não seja um bebe chorão como a Sienna.

Essa última baixou o olhar e fingiu não ter ouvido. Enquanto isso, Allison se perguntava o que estaria acontecendo com Abby. Ela estava especialmente maldosa naquela noite.

. . .

Horas mais tarde, Allison acordou com muita dor de cabeça. Ela definitivamente não deveria ter bebido tanto.

Ela esfregou os olhos e esperou-os se ajustarem à escuridão. Quando o fez, ela notou a porta do celeiro aberta.

O ar estava carregado e, vez ou outra, um trovão e um raio cruzavam o céu. Vozes sussurravam irritadas do lado de fora e um trovão mais forte foi ouvido, seguido por um grito enraivecido. O coração de Allison estava disparado. Ela tentou acordar as suas outras amigas, mas Grace e Abby não estavam lá e as outras duas não acordavam de jeito nenhum. Ela tomou coragem e levantou-se para sair do celeiro, porque as duas garotas brigando só poderiam ser Abby e Grace.

Quando ela chegou do lado de fora, porém, não encontrou ninguém.

Grace surgiu horas depois e alegou que havia ido à procura de Abby. Allison ficou um pouco receosa, mas Abby era assim mesmo. E quanto a briga, Grace disse que não sabia de nada, que não era ela.

Na manhã, nos dias, nas semanas que se seguiram, nenhuma delas teve notícias de Abby. Ela desaparecera como mágica de suas vidas e aparentemente, da face da terra. As quatro amigas choraram muito, mas, no fundo, estavam aliviadas. Abby era uma vadia às vezes e era a única que sabia os seus segredos. Sem ela, as coisas mais obscuras das suas vidas estavam guardadas, certo?

Errado, porque eu ainda estou aqui. E eu sei de tudo.

Beijinhos, -A.


Notas Finais


O que acharam? Lembrem que é sempre bom vocês comentarem ou favoritarem para eu saber o que estão achando da fanfic, viu?
Obrigada por lerem e beijos <3


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