História Broken Hearts - Capítulo 16


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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha, Superman
Personagens Alfred Pennyworth, Arthur Curry (Aquaman), Bruce Wayne (Batman), Canário Negro, Clark Kent (Superman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Damian Wayne, Diana Prince (Mulher Maravilha), Dick Grayson, Dr. Thomas Wayne, Hal Jordan, Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Helena Bertinelli, Henri Ducard, Jason Todd, John Stewart, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Lucius Fox, Martha Wayne, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Rainha Hipólita, Ray Palmer (Eléktron), Selina Kyle (Mulher-Gato), Shiera Hall (Mulher-Gavião), Slade Wilson, Timothy "Tim" Drake, Wally West (Kid Flash)
Tags Andrea Beaumont, Batman, Ben Affleck, Bruce, Diana, Gal Gadot, Hentai, Mulher Maravilha, Romance, Suspense, Thomas Elliot, Thriller, Wonderbat
Visualizações 633
Palavras 2.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


*A primeira parte do capítulo traz referências inspiradas no livro “Um corpo na Biblioteca”, de Agatha Christie.

Capítulo 16 - Vida secreta


Fanfic / Fanfiction Broken Hearts - Capítulo 16 - Vida secreta

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“Conversamos sobre insanidade. E ele disse: Muitos grandes homens são loucos e ninguém sabe disso. Eles próprios não sabem.” (Agatha Christie)

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*** Gotham City / Four Seasons Hotel ***

 

Seria uma madrugada como outra qualquer, não fossem os gritos de pavor da camareira do hotel que insistiu em chamar o gerente, às 4h30, até o apartamento 1701, que por ventura, também era a suíte presidencial do Hotel mais luxuoso de Gotham: o 4 seasons.

A mulher, de bruços, apresenta sinais claros de agressão e está mergulhada no próprio sangue. O elemento vermelho e viscoso está por todo lugar. Respingos espirrados nas paredes, objetos, móveis, mostrando sinais de luta.

O cheiro insosso causa uma sensação estranha no estômago até dos mais experientes. A vontade de vomitar é iminente, especialmente para Detetive Montoya, primeira policial a chegar à cena dantesca e grotesca do crime. A mistura de sangue e perfume francês não lhe traria boas lembranças por meses.

Assim que o Batman é chamado, as análises são prontamente feitas e o corpo é revirado, para identificação. Bruce coleta digitais e observa atentamente a cena do crime. À primeira vista não há, aparentemente, nada errado. Tudo está no lugar, exceto o lençol da cama que está desarrumada, as travessas de comida – para dois – e as taças de champagne que estão sobre a mesa de apoio da suíte, provavelmente consumidos pela vítima e um possível acompanhante.

A mulher tinha sinais de espancamento e mutilação, mais especificamente, na região dos genitais e no busto. Mais uma vez, seus instintos indicavam que ‘o retalhador’ – nome que Tim tinha dado ao serial Killer de Gotham – era o suspeito por trás do evento.

Bruce solicita da polícia informações sobre quem estava com ela. E pede ao gerente do estabelecimento uma lista dos clientes que reservaram a suíte nos últimos três dias, além da lista de hóspedes do fim de semana.

 

 

*** Gotham City / Batcaverna ***

 

O computador mostrava o rosto de uma bela jovem na tela. A voz mecânica suave e feminina da Inteligência Artificial que coordenava as ações no computador central anunciava:

Vítima: Eloise Didier

Profissão: Estudante de moda (Gotham University) / modelo

Idade: 23 anos

Observações: Fez alguns trabalhos como modelo para campanhas locais de supermercados e lingerie. Rotineiramente desempenhava o papel de ‘acompanhante’ de homens ricos em Gotham e Metrópolis. Sua companhia mais recente fora o bilionário Bruce Wayne, há duas semanas, em uma exposição de arte beneficente.

 

Um arrepio frio percorreu a espinha de Bruce. Ele lembrava-se de Eloise. De seu cabelo preto brilhante, de seu sorriso malicioso e seus olhos amendoados. Um corpo de arrebatar o olhar mais recatado e uma postura sedutora difícil de desvencilhar-se.

Ele lembra-se do esforço que fizera para manter-se longe de problemas com ela em sua limusine, na volta do evento, quando ela estava obviamente intoxicada pelo álcool e estava jogando-se em seus braços, a fim de consumar um ato que – pelo visto – ela praticava com maestria e sem qualquer pudor ou vergonha.

Ela era uma mulher linda e atraente, é verdade. Mas ele não estava ‘no clima’. Aliás, sua mente e seu coração estavam consumidos por uma outra morena: mais alta, mais feroz, mais bonita, mais intensa, mais honesta e mais tantas outra virtudes que ele amava. Ele não queria Eloise. Ele queria Diana!

Eloise Didier era um meio para um fim. Nada mais. Era apenas a acompanhante para manter sua farsa de playboy mulherengo. Não havia vínculo e, neste caso, por mais que anteriormente não fosse um problema para ele gozar de um pouco de diversão na parte de trás do carro, desta vez, ele não queria. Algo dentro dele gritava que esse tipo de satisfação não era o que seu coração pedia. ELA não era o que ele queria. Seu coração queria uma certa princesa amazona.

Ele suspirou, um tanto resignado, outro tanto frustrado. As investigações não levaram a lugar algum e, apesar de seus instintos indicarem um caminho que parecia promissor, ele ainda não tinha nada de substancial.

Alfred entrou na caverna e viu o jantar de seu ‘mestre Bruce’ intacto sobre o mezanino, frio, abandonado na bandeja e balançou a cabeça, em sinal de descrédito.

– Eu não sei por que eu ainda insisto em fazer o senhor comer, mestre Bruce! – Alfred falou em voz alta, sem esperar resposta, retirando-se da caverna.

 

 

*** Metrópolis / Planeta Diário ***

 

Lois estava realmente irritada com aquela mulher. Desde que ela chegara para entrevista, Clark estava rindo para ela, ‘como um idiota’, ela disse a si mesma, olhando para seu amigo repórter.

A mulher era morena, bonita – muito bonita – de longas madeixas negras, pernas longas e um corpo escultural. Diana de Themyscira, a Mulher Maravilha, estava na sala de reportagens, na torre do Planeta Diário para conceder uma entrevista ao tímido Clark Kent. E desde que chegara ao recinto, causara um pequeno e inevitável tumulto.

Pessoas se aglomeravam para vê-la e a redação do jornal simplesmente parou, irritando Perry White, que – ao vê-la – reagiu da mesma forma, também de pé, imóvel e aturdido, olhando fixamente para a mulher de 1m80 que lhe dispensava um sorriso divino. Senhorita Lane odiava aquele sorriso, ela decidira.

Lois Joanne Lane, vencedora de – não apenas um, mas dois – prêmios Pulitzer, havia se recusado a entrevistá-la, quando Clark sugeriu a entrevista. Mas quando viu seu amigo jornalista entusiasmado ao extremo, como um adolescente em um parque de diversões, para assumir a tarefa, de última hora, mudou de idéia. Para bem de ambos, Perry foi justo e deixou que não ela, mas os dois melhores jornalistas do Planeta conduzissem a entrevista em conjunto.

A missão interrogativa seguira melhor do que Lois previa. Apesar da fúria e do sentimento de esmagamento que seu coração sofria sempre que Clark perguntava algo sobre os rumores de um relacionamento íntimo entre ela e o Superman, no fim das contas, ela percebera que Diana não tinha sentimentos outros que não de amizade para com o alienígena kryptoniano.

‘O que não quer dizer que o Superman não tenha sentimentos românticos por ela’, Lois pensou. Mas doía, como o abraço de um urso pardo, ouvi-la falar com carinho sobre ‘o Superman dela. O Superman de Lois’, sobre suas aventuras juntos, sobre como ela o conhecia bem e como eram amigos. ‘Melhores amigos’, segundo Diana. Mas nada comparado a agüentar Diana chamando-o pelo nome ‘Kal’, que, de acordo com a princesa, era o nome que seus pais biológicos lhe deram. O nome que ele nunca lhe disse.

– Kal-El, último de krypton, filho de Jor e Lara-El – Diana sorria como quem cita alguém com orgulho – Kal significa filho das estrelas. E o símbolo da Casa El é um ‘S’, que quer dizer esperança.

Antes de ir, Diana falou com Lois, ainda exibindo um sorriso apaixonante. Lois já não sabia se estava furiosa ou não. Afinal, a mulher a sua frente poderia até ser deslumbrante, mas não mostrava qualquer arma que indicasse que fora ela que roubara o coração do homem que Lois amava.

Diana havia ido até o toalete e Lois aproveitou o ensejo. Ela queria saber as reais intenções da morena e a melhor chance seria se estivessem sozinhas. Onde Lois poderia avaliar se ela era realmente aquele ‘poço de bondade’ ou se era uma farsa completa.

– Olá, senhorita Lane! – Diana disse-lhe, lavando as mãos na pia.

– Olá, princesa Diana! – Lois viu quando Diana estremecera um pouco, já que a entonação desdenhosa lembrava o ‘Batman nos tempos do cólera*’, por assim dizer.

– O kal sempre fala sobre você! – Diana sorriu novamente.

– O que ele diz? – Lois arqueou a sobrancelha, curiosa.

Ambas estavam encostadas, desleixada, mas confortavelmente escoradas no alpendre de mármore do banheiro.

– Não muito. É mais o que ele demonstra. – Lois parecia ainda mais curiosa – Quando ele fala sobre você, seus olhos brilham e ele sorri de um jeito bobo. – Lois olhou para Diana abrindo um sorriso vitorioso – É bonito! Ele fica tão bonito quando sorri – O sorriso de Lois logo se desfez.

– Bom, não posso esperar muito. Tenho uma entrevista com Bruce amanhã e quero organizar umas coisas antes de ir à Gotham. – Lois queria correr dali por causa do misto de emoções em seu estômago.

– Bruce Wayne? Você conhece o Bruce? – Os olhos de Diana se arregalaram e a postura mudara, e Lois, percebeu de cara.

– Sim... nós temos uma relação de amizade muito estreita, assim como você e o Superman. – Lois estava tendo um certo prazer em recitar cada uma de suas palavras. – Eu o conheço há muito tempo.

– Bom, então talvez você possa me falar mais dele. – Diana se inclinou, mostrando todo seu interesse no solteiro mais cobiçado da América.

– Tem certeza que quer falar sobre o Bruce? Hum... eu acho tão melhor falar sobre o ‘senhor-bonito-que-usa-traje-azul-capa-vermelha-e-me-faz-visitas-usando-a-varanda’? – Lois brincou e Diana riu.

– Você está triste por que ele não te disse seu nome real? – Diana parecia ler por dentro dela e isso incomodara um pouco Lois.

– Bom... eu queria que ele me dissesse algo. Algo sobre ele. Sua identidade secreta, por exemplo. Mas eu não sou mulher de me abater. Aliás, mesmo que ele me diga, vai ser difícil ele superar o Morcego. Aquilo foi tão excitante que acho que por mais que o Superman me diga, não terá comparação.

A menção de Lois ao Batman fez o estômago de Diana cair. Ela sentia as mãos muito frias, mas a temperatura não havia mudado. A conversa estava indo por um caminho que não parecia mais tão divertido.

– Batman? – Diana perguntou, hesitante.

– Sim. Ele mesmo! – Lois disse, triunfante – No tempo em que eu e Bruce namoramos.

– Na- namorados? – A respiração da amazona a fez engasgar – humrum!

– Ah, Bruce... – O sorriso de Lois se abriu, os olhos se fecharam e ela emitiu um suspiro sedutor. – Eu quase deixei tudo por ele. Quase me mudei pra Gotham. Eu estava pronta para o enlace com o solteiro mais cobiçado da América, princesa. Logo eu seria a princesa de Gotham.

– E o que houve? – Diana estava sentindo as lágrimas se formarem nos cantos dos olhos, mas queria saber mais. A mórbida curiosidade que temos sobre os outros amores de quem você ama.

– Querida, olhe para mim: eu não sou o tipo que sobreviveria a uma vida com noites solitárias enquanto o homem que eu amo se esgueira pela noite, toma tiros e lida com palhaços psicopatas. Eu não sei se você percebeu, mas o Bruce é o Morcego muito mais tempo do que ele é ele mesmo. Eu me pergunto se ele ainda sabe como é ser ele mesmo. Toda aquela paranóia, tristeza. Aquilo é mórbido!

Diana deu um sorriso melancólico e pensou “sim, ele sabe. Eu acredito que ele pode ser ele mesmo”.

– Por isso vocês terminaram? – A princesa perguntou.

– Eu não queria uma vida assim. Eu não poderia. Então eu terminei tudo e, bom... eu fiquei triste por ele, por tanto que ele sofreu. Sabe, ele acreditava em nós – Lois disse, melancólica – Eu sinto muito por ele, porque eu sei que ele me amava e eu o amei!

– Bom, eu acho que tenho que ir agora. O próximo turno na torre é o meu e estamos selecionando novos integrantes. Vai ser bom pra Liga, mas dá muito trabalho analisar e votar um por um. – Ela sorriu amargamente para Lois, desviando o olhar.

Diana deu-lhe um abraço e agradeceu, sinceramente, por tudo. Em um momento Lois se perguntou, olhando para o espelho, se Diana merecia seu ciúme. A resposta imediata foi ‘não’! Ela decidiu que não deixaria algo tão mesquinho como o ciúme de alguém que não o merecia atrapalhar o caminho entre ela e o Superman.

 

 

*** Watchtower / Órbita Terrestre ***

 

Por quase duas horas, Diana ficou no arboretum do Sentinela, contemplando as estrelas na imensa janela de vidro. Protegida e encoberta pela escuridão do cômodo. Ela não conseguia concatenar as idéia, tampouco dirimir a confusão em seu coração, angustiando e retraindo seu peito, após as revelações de Lois sobre seu relacionamento com Bruce.

A sensação que ela tinha variava entre ciúme, desapontamento e incômodo. Por um lado, saber que ele era capaz de assumir uma relação afetiva séria e se comprometer era algo bom, que a fazia querer insistir em sua ‘missão de conquistar o coração do Morcego’. Por outro, ela queria mais dele e ele não parecia mover-se na mesma direção.

Diana estava disposta a esperar, mas isso foi quando ela achava que os bloqueios emocionais de Bruce o impediam de se comprometer. Depois de saber que ele pode, mas que não se mostrava inclinado a fazer isso ‘com ela’, como ela pensava, a expressão sentimental mudou de figura.

Ela lembrou-se da conversa que tiveram no telhado, quando ela o vira capturar Selina. Ela lembra como ele parecia perdido e cansado, tanto quanto ela.

Ela se levantou, foi até seu quarto na Torre, se dirigindo diretamente ao armário para colocar algo que a deixasse mais à vontade para fazer apenas um lanche no refeitório e, então, dormir. Sua mente sentia a dificuldade imensa de se concentrar nas prateleiras de roupas em frente a ela, muito embora. Ela começou a repetir um mantra que levaria com ela para sempre: eu o amo e não preciso removê-lo do meu coração. Basta viver!!

Dentro de seu peito, seu coração fraquejou contra a tarefa que tinha fixado a si mesma: deixar-se conduzir pela vida, fosse a onde fosse. Ela tinha enfrentado muitos inimigos poderosos e aparentemente invencíveis ao longo dos anos; esteve perto da morte inúmeras vezes, mas ela nunca lembrou-se de sentir-se tão angustiada e pessimistas sobre suas chances de ganhar uma batalha.


Notas Finais


*Agatha Christie é, e sempre será, a Rainha do Crime. Soberana dos romances policiais, vendeu bilhões de livros pelo mundo e foi traduzida para 45 línguas, sendo ultrapassada em vendas somente pela Bíblia e por Shakespeare.

Nasceu Agatha Mary Clarissa Miller, em 1890, na cidade inglesa de Torquay. , mais precisamente na mansão Ashfield. Cresceu ouvindo as histórias de Conan Doyle, Edgar Allan Poe e Leroux, contadas por sua irmã mais velha, Madge. Mas foi a mãe que lhe incentivou a começar a escrever contos, quando um forte resfriado fez a menina Agatha ficar alguns dias de cama. Anos mais tarde, continuaria escrevendo encorajada por Eden Phillpotts, teatrólogo amigo da família. Já famosa diria que, no início, todas as suas histórias eram melancólicas e que a maioria dos personagens morria no final.


*A frase é em referência ao livro de Gabriel García Marques, “O Amor nos Tempos do Cólera".


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