História Broken Hearts - Capítulo 17


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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha, Superman
Personagens Alfred Pennyworth, Arthur Curry (Aquaman), Bruce Wayne (Batman), Canário Negro, Clark Kent (Superman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Damian Wayne, Diana Prince (Mulher Maravilha), Dick Grayson, Dr. Thomas Wayne, Hal Jordan, Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Helena Bertinelli, Henri Ducard, Jason Todd, John Stewart, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Lucius Fox, Martha Wayne, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Rainha Hipólita, Ray Palmer (Eléktron), Selina Kyle (Mulher-Gato), Shiera Hall (Mulher-Gavião), Slade Wilson, Timothy "Tim" Drake, Wally West (Kid Flash)
Tags Andrea Beaumont, Batman, Ben Affleck, Bruce, Diana, Gal Gadot, Hentai, Mulher Maravilha, Romance, Suspense, Thomas Elliot, Thriller, Wonderbat
Visualizações 630
Palavras 2.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Suspeitas


Fanfic / Fanfiction Broken Hearts - Capítulo 17 - Suspeitas

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"Apenas um raio de sol é suficiente para afastar várias sombras”. (São Francisco de Assis)

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*** Orfanato Martha Wayne / Gotham City ***

 

Raríssimas foram as ocasiões em que Bruce Wayne exibira um sorriso de satisfação tão honesto. As poucas vezes em que tal milagre acontecera foram dedicados à sua família, as pessoas que realmente amava. – Mas, se levamos isso em consideração, podemos dizer que não foi Wayne e sim Bruce, o verdadeiro homem por trás da máscara de playboy bilionário. 

Bruce Wayne, aquele Bruce Wayne, o príncipe de Gotham, um dos solteiros mais cobiçados do mundo – ao lado do príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão ao trono inglês; mais famoso por ser filho da princesa Diana, que por sua linhagem real – praticamente não havia feito isso em público. Para sorte de seu personagem, ele o fez a uma distância segura, longe o bastante para não ser notado, ou chamar atenção. 

Ele escorou seu ombro direito contra um dos pilares de sustentação no hall de acesso ao salão principal da instituição. Apesar da posição descontraída, a postura régia impecável denunciava sua origem abastada e sua educação refinada.

De longe, Diana sorrira-lhe de volta, sem que o público percebesse que ela estava sorrindo para ele – um daqueles sorrisos que ele tanto amava. O sorriso que ela mostrava quando estava feliz. Ele viu os lábios dela se abrindo amplamente, exibindo apenas o tanto exato de dentes – nem mais, nem menos – para iluminar-lhe as feições.

Era aquele sorriso especial, em que ela empurra uma pontinha da língua por entre os dentes, com um divertimento inegavelmente evidente, como uma criança traquina que escapara de um castigo severo. E, à medida que se amplia, os olhos assumem um brilho indescritível, como a luz que o olhar ganha pouco antes das lágrimas, quando os olhos se umedecem, polindo a superfície para dar brilho à visão. As bochechas rosadas se contraem e os olhinhos vão se fechando para formar uma linha bem fina. 

Bruce adorava reconhecer as emoções de sua princesa em cada pequeno detalhe que ela demonstrava. Inclusive, Alfred ultimamente parece ter encontrado uma fonte de divertimento inesgotável em irritá-lo, apontando como seu comportamento com Diana mostra que ele está apaixonado. Bruce nega, Alfred refuta. Bruce diz que é apenas cuidado, porque ela é uma amiga estimada e uma companheira de trabalho respeitada. Alfred diz que ele está apenas enganando a si mesmo.

Ele passa os dedos por entre os cabelos ainda completamente escuros no topo da cabeça – e sua vaidade, ainda que mínima, agradece por eles ainda serem maioria, dando aos fios brancos, apenas um pequeno espaço nas laterais. Apesar de estar usando roupas em um estilo bem mais ‘descontraído’ do que costuma usar, ainda sim, todo conjunto grita ‘peças exclusivas da coleção de estilistas da alta costura’.

Usando um jeans escuro com um corte perfeito, uma camisa branca elegante e uma jaqueta de couro que possivelmente custara o salário anual de três professores brasileiros, Bruce tomou seu caminho em direção à Diana.

Não era de se admirar que todas as atenções estivessem voltadas para ela. A amazona usava o uniforme completo da Mulher Maravilha. A única diferença em sua imagem estava no modo como usara o cabelo – ao invés de solto, eles estavam presos em um rabo de cavalo alto e uma imensa trança moldando a parte longa da ‘crina’ escura.

A Fundação Wayne havia arrecadado mais que o dobro do que costumava arrecadar em seu jantar beneficente na mansão graças a sua presença e Bruce – com a aprovação dos acionistas – achava que envolvê-la em algumas ações promovidas pela Fundação seria bom. Especialmente o orfanato, a instituição que considerava mais especial – tendo em vista sua história pessoal.

As crianças ficaram em polvorosa com a notícia de que uma heroína iria visitá-los duas semanas antes do Natal. A excitação foi ao máximo quando souberam que era a Mulher Maravilha. Então, para aquele público de pequenos órfãos, a visão dela era mais que inebriante.

Bruce achou melhor não definir um roteiro de atividades. As crianças decidiriam o que queriam fazer. E, como era de se esperar, já que crianças são curiosas por natureza, eles queriam saber TUDO dela, dos heróis, das aventuras, etc. A maioria das perguntas eram sobre seus poderes, os poderes de seus amigos, quem era o pior vilão ou a inimiga mais bonita. Se Superman era seu namorado. Se ela tinha namorado. Se o Batman existia de verdade. Se ele era assustador. Se ela gostava dele. Ou se ela iria proteger Gotham junto com o Batman para ficar perto deles – o que a fez desejar internamente por isso.

Depois de distribuir os presentes com a ajuda de Bruce, ela esperou que ele a convidasse para uma visita à mansão, para jantar ou que quer que fosse. Diana esperava que Bruce sentisse sua falta como ela sentia falta dele. Ela dirigiu um pedido silencioso para que Afrodite sugerisse ao homem ao seu lado que eles poderiam desfrutar da companhia um do outro por algumas horas, antes da patrulha, já quem ainda era fim de tarde.

Os planos de Diana caíram por terra quando ele lhe disse sobre um compromisso com Lucius Fox. – Eu queria levar você para jantar na mansão, princesa. Tim e Alfred têm sentido sua falta e sempre me pressionam para arranjar desculpas e convidá-la para ir até lá. – Ele riu sem entusiasmo.

– Você também sentiu minha falta, Bruce? – Ela perguntou, com medo da resposta.

Ele olhou para ela, como se quisesse impedir a si mesmo de revelar-se demais com a resposta óbvia. Quando Diana percebeu a hesitação nervosa em seus olhos, decidiu tomar outro caminho de ação. Ela havia chegado perto de seu coração. Estava certa de que havia rompido uma parte de suas barreiras e tocado seu coração – mas depois do episódio com a Mulher Gato e a conversa com Lois, ela já não se sentia tão segura quanto aos sentimentos dele por ela. Antes era tão tudo tão óbvio. Ela sabia que o que ele sentia por ela era forte e verdadeiro. Ela sentia isso. 

Agora, contudo, era diferente. Mas Diana não sabia explicar o porquê. Tudo era muito confuso. Seus sentimentos por ele não haviam mudado. Ela ainda o amava. E Bruce também a amava. Ela podia sentir – aliás, para ser honesta, em alguns momentos, os sentimentos do sempre indiferente e estóico Cavaleiro das Trevas por ela eram tão evidentes, que ficaram evidentes não apenas para a amazona, mas também para alguns de seus companheiros da Liga.

‘Então, o que mudou desde aquele dia, há dois meses?’ Era a pergunta que ela tentava responder e não conseguia.

Mas aquilo que a torna tão encantadora é também o que a impede de obter respostas, de entender o que sente, de ver nos sinais implícitos e nas ações do homem que ama a confirmação de seu amor por ela. Se ela tivesse um pouco mais de experiência no que diz respeito aos relacionamentos amorosos, ela não teria qualquer dúvida sobre o que Bruce sente por ela. Se houvesse um tanto de malícia em seu coração, ela veria mais: ela perceberia quanto poder tinha em suas mãos – o Batman estava apaixonado por ela.

 

 

*** Mansão Wayne / Biblioteca ***

 

Passava das 4h30 da manhã quando Bruce passou pelo relógio do avô*, adentrando a biblioteca. Ele já havia se trocado, provavelmente depois de tomar uma ducha no vestiário da batcaverna. O cabelo molhado mal penteado, a camiseta básica e a calça de moletom lhe deram um ar jovial que Diana nunca tinha visto antes e ela sorriu para ele.

A sobrancelha arqueada em seu rosto indicava sua surpresa ao ver Alfred e Diana tomando chá em sua casa, em plena madrugada. Normalmente, ele faria uma reclamação séria sobre suas regras proibindo metas em sua cidade, sem que fosse previamente comunicado ou sem sua autorização. Mas ele a conhecia o suficiente para saber que se não fosse urgente ou importante, ela não estaria esperando por ele em um horário tão inconveniente.

– Mestre Bruce, a princesa Diana tem algumas informações importantes para o senhor. Ela me adiantou algumas coisas e acho que merecem sua total atenção. Se precisar de mim, estarei à disposição. – Alfred retirou-se, pedindo licença.

– O que está havendo, princesa? – Bruce tinha a intuição de que não ia gostar do que Diana iria lhe dizer.

 

*** Perspectiva de Bruce ***

 

Quando ela começou sua história com ‘Bruce, eu sei que você vai ficar zangado, mas eu tinha que fazer...’, eu senti meu sangue começar a ferver. Os punhos foram se fechando lentamente, cada vez mais forte, à medida que eu ouvia e a raiva aumentava. 

É isso que acontece nos crimes passionais: um sentimento de fúria que toma conta de você e te cega, te ensurdece. Eu estava ouvindo, mas precisei lutar com a raiva para entender o que ela estava dizendo. Por que ela não entende que se colocar em perigo para ‘supostamente me ajudar’ não vai ajudar em nada? Se alguma coisa ruim acontecer a ela, especialmente por minha causa, eu jamais irei me perdoar.

Ela me pede para sentar, mas eu prefiro ficar de pé e tentar espalhar a sensação de dormência que o ódio produz no meu corpo. 

Diana me disse que Tommy Elliot havia chegado ao orfanato para fazer doações assim que eu saí – é óbvio que isso não foi aleatório. Ele esperou que eu saísse e usou a desculpa da doação para justificar o motivo de estar lá. Ela disse que Tommy estava muito estranho. Quando eu perguntei como, ela respondeu:

– Ele tinha pintado o cabelo de preto e deixou alguns toques brancos nas laterais, exatamente como o seu. Até estava penteado igualzinho ao seu, Bruce. Aquilo era tão mórbido. Mas a coisa mais estranha é que no rosto dele havia alguns curativos – ela disse – no nariz, ao lado das orelhas, no queixo. Ele disse que precisou fazer uma intervenção cirúrgica. Mas não disse porque.

Diana continuou me contando que ele a convidou para jantar, mas ela recusou. No começo, ele foi gentil e insistiu de forma educada. Mas à medida que ela negou, ele foi perdendo o controle e ficou um tanto agressivo. Quando percebeu que ela poderia parti-lo ao meio, voltou ao comportamento sutil como se nada tivesse acontecido.

Ela se ofereceu para acompanhá-lo até o carro para saber o que ele queria com ela. E eu explodi:

– Onde você estava com a cabeça, Diana? Você sabe o perigo que correu, princesa? – eu disse em um tom mais raivoso que o necessário – você tem noção do risco? Deus sabe o que esse louco poderia ter feito a você!

Ela ficou de pé, furiosa, obviamente por eu estar tratando-a como criança, mas eu não posso fingir qualquer arrependimento. Eu estou furioso. E eu estou certo. Era um risco desnecessário e eu não vou me desculpar.

– Seu... seu... homem arrogante. Eu queria informações para ajudar você... Ele deixou escapar que operou Vanessa Zimmerman, a vítima da joalheria. Você poderia pelo menos me agradecer ao invés de ficar distribuindo coices.

– É mesmo, princesa? Me diga, a que devo agradecer? O milagre de não ter acontecido nada de ruim com você ou sua completa irresponsabilidade?

Eu esperei que ela me jogasse na parede, com brutalidade, mas ela apenas serrou os punhos. ‘Deus, ela ainda é bonita quando está bufando de raiva’.

– Ele disse que foi o cirurgião de todas as cirurgias plásticas que ela fez. E eu o ouvi atender uma ligação estranha.

– Que ligação?

– Eu não sei, mas ele ficou muito nervoso. Ele começou a gritar e parecia muito, muito aborrecido. Disse que teria que fazer tudo por ele mesmo se quisesse que as coisas saíssem do seu jeito.

– Diana, por favor, eu quero que fique longe do Thomas. Não deixe ele chegar perto de você, entendeu? – Era uma ordem e Diana as odiava, eu sei, mas não podia evitar.

Eu desci até a caverna novamente. Precisava investigar. Diana me deu informações que, somadas às minha suspeitas, iam fornecer um bom caminho às investigações. Mas ela não precisava saber disso.

– Bruce, qual é o significado disto? – Diana gritou com raiva mim. – Estamos juntos nesta investigação. Que quero ajudar!

– Não! – eu lati. – Gotham é minha responsabilidade. – A resposta foi acompanhada por um suspiro exasperado.

Um grunhido evasivo foi o único som que ela fez, vendo que eu voltei à pele do morcego, mesmo sem o capuz. Eu desviei a atenção de seu olhar porque não queria realmente olhar para ela. “ótimo, ela quer conversar. Eu não...”.

Eu odeio discutir com Diana. Simplesmente odeio. Argumentos com Diana sempre me fazem sentir culpado ou frustrado, quando não, ambos. Seu pezinho nervoso batendo constantemente como uma torneira pingando me indicou que ela esperava uma resposta.

– Estou ocupado!

Ela estava determinada a não sair dali. “Droga. Mulher Teimosa Maravilha”.

Ela estava tentando ser mais suave, mas seu lado amazona queria ser hostil. Tudo que ela fez foi virar a cadeira e dizer que ia ficar e trabalhar comigo.

Diana estava olhando para o computador, procurando pistas comigo, e não viu quando eu sorri!

Era bom tê-la de volta. Era muito bom! 


Notas Finais


*É trivial que todo esconderijo tenha várias entradas secretas para que o herói nunca fique limitado e agilize o processo de adentrar o local, e a Batcaverna contém várias dessas entradas.

Uma das mais famosas delas é com certeza a passagem escondida por trás do relógio do avô de Bruce, na Mansão Wayne. E quando o homem-morcego está usando seus veículos, como o Batmóvel, ele pode acessar a caverna por passagens escondidas por trás de cachoeiras e até mesmo usando os esgotos de Gotham.


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