História Broken Hearts - Capítulo 18


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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Gordon, Bruce Wayne (Batman), Clark Kent (Superman), Comissário James "Jim" Gordon, Diana Prince (Mulher Maravilha), Dick Grayson, John Stewart, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Shiera Hall (Mulher-Gavião), Timothy "Tim" Drake, Wally West (Kid Flash)
Tags Andrea Beaumont, Lois Lane, Lucius Fox, Martha Wayne, Mitologia Grega, Rainha Hipólita, Thomas Elliot, Thomas Wayne
Exibições 131
Palavras 3.146
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Wonderbatysies lindos do meu coração,


*O capítulo hoje chega com um diálogo no qual nossa amazona confronta Bruce e suas conhecidas ‘razões’ (elencadas no episódio ‘Esta Porquinha’*). A sequência é um tanto longa, logo, por favor, sejam pacientes;

*Teremos mais um crime para acrescentar à série. E estamos bem perto de ‘pegar’ o assassino. Mas, eu prometo uma sequência de muito suspense e revelações bombásticas até o fim. Aguardem e confiem!

No mais, bon Voyage! ♥

Capítulo 18 - Amar não é um fardo


Fanfic / Fanfiction Broken Hearts - Capítulo 18 - Amar não é um fardo

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“Dizes que brevemente serás a metade de minha alma. A metade? Brevemente? Não: já agora o és, não a metade, mas ela toda. Dou-te a minha alma inteira, deixe-me apenas uma pequena parte para que eu possa existir por algum tempo e adorar-te. (Cartas de amor a Heloísa – Graciliano Ramos)

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Flashback on

– Você nunca desejou estar lá em baixo?

– Eu já fico lá em baixo tempo demais!

– É, mas isso é só um trabalho pra você. Estou falando de ir lá embaixo pra se divertir. Talvez... com alguém especial? (...) Não, nada de namoros para o Batman. Atrapalha as suas encucações!

– Primeiro: Namoros na Liga sempre levam a desastres; Segundo: você é uma princesa de uma sociedade de guerreiras imortais e eu, um garoto rico com problemas, muitos problemas; Terceiro, se meus inimigos souberem desse alguém especial, não irão descansar até me atingir através dela.

– Quarto? (...) Salvo pelo gongo!

Flashback off

 

*** Gotham City / Mansão Wayne / Suíte Master ***

 

Diana cruzou os braços em frente ao busto e assumiu a boa e velha postura enfezada diante do homem à sua frente.

– Bruce... Bruce, fale comigo. Será que você pode deixar essa cara amuada por um minuto?!

O ‘objeto’ de sua ira estava na cama, sendo costurado por Alfred, imóvel e raivoso. Rangendo os dentes, como sempre. O que Diana não tinha certeza era se o ranger seria por estar zangado com ela ou para servir de suporte para a dor do costurar de sua pele.

Diana estava irritada demais para corar com o fato de que ele estava despido da cintura para cima, enquanto o mordomo sorria, silenciosamente.

– Alfred... Por favor, peça ao seu teimoso protegido que fale comigo. O que ele está fazendo é ridículo. – Diana, suspirou, soltando um pouco os braços da postura combativa.

Alfred nada fez, apenas resmungou “Crianças... Ah, crianças” e sorriu novamente, mas desta vez, sem qualquer cerimônia. A verdade é que ele gostava dessa interação entre esses dois espíritos teimosos e do duelo de vontades que eles travavam.

O pai substituto continuava cosendo a pele de seu filho, com a paciência de Jó, enquanto a guerra de olhares furiosos e resmungos continuava entre os ‘super-amigos’ no quarto. Alfred estava inclinado sobre o ombro de Bruce, terminando de recolocar as ataduras no ferimento que Bruce abrira pela terceira vez, já que não deu ao corpo o tempo necessário para se curar com eficiência.

– Bruce Wayne, seu teimoso, homem arrogante... – ela fez uma pausa para murmurar palavrões em grego arcaico – Alfred, eu não suporto esse homem. Ele está agindo de forma absolutamente reprovável, comportando-se como uma criança.

– Nem todo mundo tem cinco mil anos de experiência, prin-ce-sa! – Foi sua resposta irônica, tendo recebido um olhar de pura raiva de Diana e um arquear de sobrancelhas de Alfred que dizia “não vá por este caminho limítrofe, meu jovem”.

– Infelizmente, alteza, no momento eu estou aqui apenas para atividades médicas. Do contrário, ele estaria sendo repreendido veementemente. – O velho deu a Bruce um olhar repressor, apertando a sutura para evitar nova abertura.

– Homens! – Diana saiu do quarto com a testa franzida e passos pesados.

Após a saída dela, Alfred gentilmente enfia uma linha através da carne de outro dos ferimentos abertos, dando um nó ao fim do trabalho: – Mestre Bruce, se o senhor me permite...

– Não, Alfred. Eu não permito!

– Senhor, eu perguntei por mera formalidade. O homem que trocou suas fraldas não precisa da sua permissão.

– Não comece, Alfred! – Bruce grunhiu como o Batman – Por favor... – era quase um apelo.

– Muito bem, senhor. – O inglês trabalhou em silêncio durante os próximos minutos. 

Bruce ajeitou as costas e sentou-se melhor, usando a cabeceira da cama como apoio. Sentia muita dor, mas se recusava a tomar mais analgésicos. Ele fez uma careta enquanto tentava girar o ombro ferido, para verificar a mobilidade.

– Tente não mexer por um tempo, mestre Bruce!

Bruce assentiu: – Três tiros... Droga! Foram no ombro. O kevlar protegeu a maior parte, mas você sabe que eu não uso nas articulações para não impedir minha movimentação. Eu não posso lutar como um robô!

– O Senhor vai ficar bem, mestre Bruce. Perto do que eu já vi, isso é o mínimo!

– Obrigado, Alfred!

– Bom, eu acho que outra pessoa merecia mais crédito de um agradecimento que eu, não acha, senhor?

– Eu só não sei o que dizer a ela, meu velho! – Bruce suspirou, derrotado e cansado. – Eu odeio quando ela me vê assim, Alfred: fraco.

– Meu filho, eu o criei de forma que fosse um bom homem, não um arrogante mal agradecido. Aliás, onde estão as suas maneiras? – O velho homem disse enquanto limpava a bandeja com o suprimento médico e as bandagens remanescentes, aplicando uma injeção com analgésico, mesmo à contra gosto de seu pupilo. – Que tal começar com um ‘obrigado, princesa?!’

– Isso eu já disse!

– Mestre Bruce, há uma diferença abissal entre um ‘Obrigado por salvar minha vida, princesa’ e o ‘Obrigado, agora vá pra casa’ que o senhor disse a ela.

– Ela está muito brava comigo. Quando a raiva passar, eu falo com ela – Bruce se inclinou e olhou para o teto.

– Mestre Bruce, essa moça se importa muito com o senhor. Acho que a fúria dela é um excelente indicativo.

– Alfred, eu não estou acostumado a ser resgatado... Especialmente se ela toma duas balas neste ínterim.

– Senhor, pelo que vi, os tiros que a princesa sofreu foram de raspão. Ela ficará sem qualquer traço do ferimento em um ou dois dias e eu já a agradeci imensamente por salvar a vida de alguém muito importante para mim.

– Ela deve pensar em como eu sou... fraco... – A insegurança na voz de seu pupilo fez Alfred entender ainda mais sobre seus sentimentos no momento.

– Mestre Bruce, se há algo que eu posso dizer é que ela não vê qualquer fraqueza no senhor.

– Alfred, ela jogou um tanque nos atiradores... Ela não pensou nas consequências. – Bruce fechou os olhos – Mesmo o Kevlar não podia me proteger de tantas balas. Doze homens... Todos com metralhadoras... Ela não percebe o risco que correu? (...) Eu não estou acostumado a ser o elo que precisa de proteção em uma relação. Não vai funcionar – Alfred captou a frustração nas palavras.

– Senhor, já ouviu falar em um ditado que diz ‘os opostos se atraem?’ – Bruce ri da teimosia de seu pai substituto. – Mestre Bruce, eu vou pedir que senhorita Diana entre e o senhor pode conversar com ela. – Desta vez não houve negativa de Bruce.

 

(...)

 

Diana bateu suavemente na porta antes de entrar. A luz era pouca no quarto. Apenas um abajur funcionava como clareador do ambiente. A luz amarelada dava a impressão de que velas haviam sido acesas. Havia um cheiro estranho de anticéptico misturado à lavanda no ar. Mas não era algo que a incomodara.

– Bruce?! – Ela disse em tom suave, se movendo lentamente para o interior do recinto.

Esparramado em uma cadeira, olhando para a porta, com a expressão inescrutável, Bruce estava com o peito e o ombro enfaixado, respirando pesadamente, de olhos fechados, como se esperasse o inevitável.

"Bruce", Diana soltou como um pequeno sussurro hesitante.

Depois que ele abriu seus olhos, lentamente, ela viu o abatimento de suas feições. Uma expressão cansada e frustrada como se, para espanto dele, ele não estivesse confortável na penumbra da semi-escuridão.

– Como está se sentindo? – Ela sorriu, timidamente.

– Eu já estive pior! – A voz estava um tanto lenta, como se envolvida por efeito de analgésicos, mas ainda era o barítono imponente de sempre. – Ele observou quando ela se sentou. – Desculpe por ter sido ser um idiota agora a pouco... princesa!

– Só agora há pouco? – Ela riu e ele a acompanhou em uma risada – Você deve estar drogado pelos remédios para pedir desculpas. – Voltaram a sorrir olhando um para o outro.

O olhar de provocação de Bruce desapareceu quando ele soltou um bocejo de repente, colocando a mão na boca e pedindo desculpas.

– Você precisa descansar, Bruce. Mas nós vamos ter que falar sobre isso mais cedo ou mais tarde. Eu estou indo. Boa noite! – Diana levantou-se, caminhando em direção à porta.

– Fique... Nós podemos conversar, Diana!

Ela vacilou antes der responder. Ele precisava de descanso e ela realmente deveria ir pra casa tentar dormir um pouco. Mas isso foi até ela ouvi-lo dizer “por favor”, então não houve mais dúvidas! Surpresa com a abertura emocional de Bruce, ela flutuou até a cama e sentiu-se estranhamente confortável. Após limpar a garganta, ele começou:

– Você lembra o que eu disse no telhado, não lembra? Relacionamentos não são uma boa idéia em nossa linha de trabalho, princesa – Ele viu quando Diana assentiu – você ainda quer ouvir o que tenho a dizer?

Diana despejou a lista que ele já tinha-lhe dito no telhado em Gotham. Todas as suas razões e motivos: – Primeiro: você acha que isso comprometeria nosso comportamento profissional e nossa capacidade de funcionar objetivamente para o bem maior da Liga; Segundo: você é mortal e eu não; terceiro: Gotham está em primeiro lugar; quarto: Se algo acontecesse comigo, você iria se sentir culpado. – Ela sorriu amargamente – Eu mudei o roteiro, mas é basicamente isso, certo?

– Você conhece tão bem meus argumentos? Então por que a teimosia, Diana?

– Porque não passam de desculpas: 1. Namoros na equipe não funcionam? Pelo que eu soube, você vive se ‘relacionando com colegas de equipe: que tal Barbara ou Dinah, como exemplos? – Ela viu quando ele se encolheu. – 2. Eu sou mortal e você não: é isso que sou pra você, Bruce? Uma aberração? Uma coisa que vai sobreviver à você? Meus sentimentos não lhe dizem nada?Meus sentimentos não lhe mostram minha humanidade? – As feições de Bruce estavam coradas de vergonha.

Diana prosseguiu: – Bruce, as coisas podem funcionar e eu poderia te dar inúmeras razões também!

– Como o quê? – Ele a desafiou.

– Nós temos química, a atração mútua, a amizade e o afeto suficiente para termos um romance. Eu conheço sua identidade, de modo que não há segredos entre nós. Estamos na mesma linha de trabalho, então compreendemos as complicações, os perigos e as dificuldades um do outro e assim por diante. Vamos entender a falta de tempo e aproveitar bem quando o tivermos. Nós confiamos um no outro e nos admiramos e respeitamos mutuamente. Nós trabalhamos bem juntos no campo de batalha, como uma equipe e isso pode muito bem ser transportado para vida normal de um casal... E, ao contrário de seus outros romances, eu não quero te matar... – Ela riu – Não agora, pelo menos!

Agora era a vez dele retrucar:

– Há outros problemas, princesa: Nós dois somos muito teimosos. Relacionamentos exigem dar e receber, resignação e somos ruins nisso. Somos terríveis porque somos cabeças-duras. Somos diferentes, mas muito, muito parecidos e isso é um grande problema. Eu sou apenas um homem, Diana. Eu tenho pouco a oferecer a você e você merece alguém melhor. Menos aleijado emocionalmente. Se eu deixar você chegar mais perto, Diana, eu vou te machucar. Eu não quero fazer isso... Eu não quero... – um suspiro fraco saiu de seus pulmões, como um lamento.

Bruce esperou pacientemente enquanto a via lutar contra as lágrimas que lhe caiaram dos lindos olhos e ala assentiu.

Diana entendeu que todas aquelas razões iam além das desculpas. Ela reconheceu que era a necessidade de controle que ele se impunha. Que o fazia sentir-se seguro. Por trás da força de vontade indomável, havia um garoto de oito anos que ainda tem medo de perder as pessoas que ama. Pena que isso não aplacava completamente a dor de seu coração que parecia sentir-se rejeitado, como se ela fosse a única mulher no mundo que ele não se deixaria amar, justamente porque a amava.

– Não tem que ser tão difícil, Bruce – Ela insistiu – Poderia ser fácil. Poderíamos seguir o fluxo da vida e ver onde nossa relação vai dar.

– Nunca é tão simples.

– Você torna tudo complicado, Bruce. O amor não é um fardo. É ele que nos faz mais fortes e não mais fracos. Eu não quero removê-lo do meu coração, Bruce. Eu não vou... eu o estimo, o guardo com afeição. Eu não tenho medo de amar você.

– Eu não sou invencível, princesa!

– É um relacionamento e não uma batalha. Eu não quero enfrentar você, Bruce. Eu quero estar COM você. “É melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado de todo”.

– Poesia de Tennyson? Hum... Deixe-me dizer uma coisa, princesa: pessoas que dizem coisas assim são ignorantes românticos. Perder quem amamos é doloroso e triste. Não é nada como um romance. – Havia um rastro rígido de dor em sua voz. – No nosso caso, não há outro caminho: eu vou morrer e você vai sofrer. Eu não quero que isso aconteça.

Pela primeira vez, o olhar frio do Batman que Bruce ostentava a intimidou, fazendo-a recuar. E ela amaldiçoou o sentimento. Por que ele estava de repente tão inflexível?

– Você fica no seu pedestal, dando-me palestras sobre relacionamentos, quando você sabe tão pouco sobre eles, Bruce – Diana estava vertendo algumas poucas lágrimas teimosas – Tudo que eu vejo é um homem com medo. Você sofreu com Selina e Talia, eu sei, você me disse. Ficou frustrado e decepcionado. Tudo que eu vejo é um homem com medo de se abrir novamente para o amor, se escondendo em uma caverna dentro de si mesmo, afastando todos que ousam amá-lo. Você pensa que tem todas as respostas: mas adivinhe: VOCÊ NÃO AS TÊM!

Havia uma sensação estranha em Diana, como a súbita vontade de quebrar alguma coisa, mas ela se conteve. O Olhar entristecido cortou o coração do Morcego. “Será que ela não vê? Tudo que eu quero é me sacrificar para facilitar as coisas para ela”, ele pensou.

Diana fechou os olhos e tomou algumas respirações irregulares para se acalmar. Ela forçou sua mente a um estado mais calmo e meditativo. 

– É isso que você quer, não é Bruce?

– O quê?

– Você quer que eu seja aquela que te deixa. Que te abandona. Assim você pode dar a si mesmo a desculpa que eu decidi que não ia funcionar e você não precisa admitir seus medos para si mesmo.

Ele não respondeu, mas ela não precisava de resposta. Seu silêncio deu a Diana a deixa que ela precisava para impor-lhe: – Se isso é realmente o que você quer, não vou ficar em seu caminho. Eu já entendi que eu não sou o que você quer. Que não sou jornalista, socialite ou uma vilã, tampouco eu sou uma das suas companheiras do Batclã... Eu sou apenas uma aberração imortal. Não é algo que você realmente queira.

Diana pensou com tristeza nas possibilidades do que poderia ter sido e não foi. Uma dor percorrendo o peito esmagava seu coração. Nem a lâmina da espada de Artemis doeu-lhe tanto. Antes de dizer adeus, ela respirou fundo: – Uma relação vai em dois sentidos, Bruce. Mesmo eu não tenho tanta força para lutar por isso sozinha.

Ele não disse nada, apenas olhou para ela. Em seguida, ele desviou o olhar. Foi resposta suficiente para que ela caminhasse para fora do quarto. Ele sequer ouviu quando ela disse adeus. O silêncio no quarto era mortal...

– DIANA...

Ela olhou para ele, após o grito.

– Não é verdade!

– O quê?

– Eu quero você mais que tudo em minha vida. Mais do que já desejei qualquer coisa. Eu te amo, princesa... mas eu não posso dar a você o que você merece. Olhe pra mim, Diana. Eu não posso... – Foi difícil para ela encarar o rosto do homem triste e confuso que estava olhando para ela. – Você está certa sobre o medo. Eu já me machuquei muito e a força dos meus sentimentos agora estão me deixando ainda mais assustado, para o caso de não dar certo. Eu... só quero que você fique... não me deixe!

Ela abriu a boca, não conseguia pensar em uma resposta. Ele respirou fundo, estremecendo, massageando o queixo e boca várias vezes antes de falar.

– Diana, eu conheço a dor de perder alguém que você ama. Eu não sei se eu poderia passar por isso novamente. E eu não sei se eu poderia suportar a idéia de que eu iria lhe causar tanta dor. Eu amo você, Diana. Eu só... não quero ser aquele que sempre estraga tudo.

Ela tinha se movido em direção a ele sem perceber. Ela afundou no sofá e colocou os braços firmemente ao redor de seu corpo, cuidado para não tocar o ombro ferido. 

– Seu arrogante estúpido, eu te amo – Ela escondeu seu rosto na curva do pescoço.

O braço do moreno mais cobiçado de Gotham circulou ao redor de seu corpo e puxou-a para mais perto. "Diana", ele murmurou. Seus ombros tremeram. Ele fechou a boca e acariciou seus cabelos. Quando ela finalmente levantou a cabeça, as bandagens em volta do pescoço estavam úmidas, do choro alegre que ela tinha derramado. A tensão tinha drenado de seu corpo, deixando-a fraca e trêmula, mas sentindo muito feliz e tonta de uma só vez. 

Ela riu com os olhos brilhantes, deitando a cabeça em seu ombro, os braços ainda em volta do seu peito. Ela sentiu o ritmo constante de seu batimento cardíaco e a sensação confortável de estar nos braços do homem que amava.

– Nós realmente não resolvemos nada, princesa, você sabe! – Disse ele.

Hummmm”, Diana soltou um gemido.

– Estou falando sério. Temos muito a decidir. E eu quero tomar todas as precauções e...

– Bruce – Ela o interrompeu.

– O quê? – Ele perguntou.

– Cale a boca e me beije.

Ele olhou para ela com divertimento e se inclinou, com os olhos fixos na boca carnuda com a cor de carmesim dos lábios reclamando-o para si. Sua respiração estava quente e pesado, mas emocionalmente estável. Ele reconheceu a pitada de felicidade irradiando seu coração. Um feixe de luz acabara de entrar no ambiente escuro do coração de trevas do cavaleiro escuro.  Tirando as teias de aranha que lá se emaranhavam. Um brilho se formara em seus olhos. E tudo mais poderia ser esquecido... de repente, a sensação de que não havia mais dor se configurou e ele sorriu internamente. Era bom. Aquilo era inebriantemente bom!

E tudo que ele pode lembrar foram as palavras que dissera a Dick e Tim no jantar da semana anterior:

– Ter a palavra ‘maravilha’ em seu nome pode parecer presunção para alguns. Mas depois de ter visto a Mulher-Maravilha em ação... Eu diria que é modéstia.

 

 

*** Crime Alley* / Gotham City ***

 

Uma van desconhecida, encoberta pela noite de Gotham despeja um corpo mutilado em um dos muito becos de Crime Alley. O corpo é deixado cuidadosamente de bruços em um local determinado, como se premeditadamente.

O Beco mais famoso de Gotham agora tem mais uma morte em sua conta. O local da morte dos pais do príncipe de Gotham agora ostenta uma nova morte e se banha com mais sangue. O beco do crime é agora palco de mais um assassinato.

 


Notas Finais


Trilha sonora do capítulo:

Broken – Seether ft. Amy Lee
https://www.youtube.com/watch?v=hPC2Fp7IT7o

I wanted you to know that I love the way you laugh
I wanna hold you high and steal your pain away
(…)
Cause I'm broken when I'm lonesome
And I don't feel right when you're gone away

Eu queria que você soubesse que eu adoro o jeito que você sorri
Eu quero te abraçar bem forte e levar sua dor pra bem longe
(...)
Porque eu fico em pedaços quando estou solitário
E eu não me sinto bem quando você vai embora


*Episódio: Esta porquinha
https://www.youtube.com/watch?v=Htn4myK3y-g


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