História Broken Hearts - Capítulo 19


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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Gordon, Bruce Wayne (Batman), Clark Kent (Superman), Comissário James "Jim" Gordon, Diana Prince (Mulher Maravilha), Dick Grayson, John Stewart, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Shiera Hall (Mulher-Gavião), Timothy "Tim" Drake, Wally West (Kid Flash)
Tags Andrea Beaumont, Lois Lane, Lucius Fox, Martha Wayne, Mitologia Grega, Rainha Hipólita, Thomas Elliot, Thomas Wayne
Exibições 88
Palavras 2.857
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


WonderBatysies de my heart,

O capítulo de hoje carrega uma dose de tensão, mas eu tentei aplicar um tanto de romance para minimizar o impacto negativo, ok?

Então, recomendo que apertem os cintos e façam uma boa viagem!

Capítulo 19 - Quebrado


Fanfic / Fanfiction Broken Hearts - Capítulo 19 - Quebrado

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“Só uma palavra nos liberta de todo o peso e da dor da vida: essa palavra é o Amor”. (Sófocles)

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*** Gotham City / Mansão Wayne / Suíte Master ***

 

Diana ainda estava no sofá, voltado para varanda, observando o luar, quando ela ouviu os passos do homem que voltava do banheiro.

– Princesa, vamos para cama. Eu realmente estou muito enjoado e cansado por causa dos remédios. – Ele dirigiu-se lentamente à imensa cama no centro do quarto, ainda tentando mexer o ombro enfaixado.

Bruce percebeu quando ela enrijeceu os músculos e seus olhos se arregalaram, como se hesitasse em levantar-se para acompanhá-lo. Normalmente Diana mantinha uma postura alegre e efusiva quando ele mostra-se mais aberto. E desta vez, ela parecia assustada, em certa maneira.

– Diana... – ele a olhou com suavidade e carinho, esboçando um sorriso compreensivo – Eu sei... Não precisa dizer nada! Nós vamos só dormir, está bem? Vamos – Ele estendeu a mão para ela, que sorriu, com os olhos marejados, quando ele beijou-lhe a testa. – Vamos deitar, conversar um pouco mais, eu vou te abraçar e nós podemos dormir... Eu só quero que você fique, princesa. Só isso!

 

(...)

 

Diana estava com um perfume maravilhosos de colônia pós-banho, muito leve, que se misturava ao seu suave cheiro natural. Após um banho relaxante, ela vestiu uma camisa de Bruce, que deixava-lhe a vontade o bastante para dormir confortavelmente ao lado do homem que amava e a esperava na cama com os olhos semi-cerrados.

Ela o ouviu sussurrar seu nome quando rastejou sob os lençóis e se aconchegou em seus braços. A voz macia causou-lhe arrepios na pele, ainda mais estimulada quando ele puxou-a ainda mais para si, com um encaixe perfeito.

Seus penetrantes olhos escuros estavam focados nela como se ela fosse sua pela eternidade. E mais uma vez o ar parecia condensado pela eletricidade emanada da necessidade de ambos, pressionando os lábios um contra o outro.

O beijo lento era como uma dança que se executa com passos habilmente bem desenhados. Como quando se saboreia uma bebida lenta, deliciosa, como vinho ou saquê. Deixando que a chama cresça dentro de si.Palavras não eram mais necessárias quando a dor da fome está sendo saciada.

​O desejo do casal recém formado foi tomando vida própria quando as mãos calejadas de Bruce acabaram percorrendo um lento e sedutor caminho por baixo das abas da camisa, plantando uma sensação de formigamento na princesa amazona, fazendo-a soltar um suspiro em forma de nome. “Bruce...” A voz suave, lenta e prazerosa o fez imaginar como seria quando ela estivesse dizendo seu nome, sobre seu corpo e Bruce não conseguiu conter a excitação.

Diana se deleitava com a sensação da barba áspera em seu rosto e beijou-o com força, enquanto as próprias mãos acariciavam as costas dele, cobertas pelo pijama.

– Princesa... eu não posso prometer... – Ele hesita, mas olha para ela como um animal machucado, que olha seu cuidador com cautela e um tanto de desconfiança.

– Shiiiiiihhh, Bruce! – Ela sorriu, contra os lábio dele, causando um pouco de cócegas bem-vindas – Eu sei que você não pode prometer nada, mas eu posso: todo amor que eu tenho em mim, Bruce. Tudo... tudo será seu. Minha alma de guerreira, minha vida, meu coração... Eu não vou deixar você. Tudo que peço é: me deixe entrar!

– Princesa – ele olhou em seus olhos azuis e sentiu as lágrimas se formarem no fundo dos olhos – Eu preciso manter a minha dor. Eu não posso deixá-la ir, de uma vez. Ela é que me torna o que eu sou.

A respiração dele se torna pesada, e ele encontra a cabeça dela em seu peito, como se quisesse protegê-la, enquanto está tentando recuperar o controle. Diana fechou os olhos com a imagem na mente do homem bonito sob a máscara. Um homem tão ferido, com a alma aflita, que precisa e merece seu amor. Ela não pode evitar um derramar lento de lágrimas. Mas não era piedade, era amor. Puro, bruto, desmedido. Fruto da necessidade de fazê-lo entender o quanto havia nela um amor sincero para doar-lhe.

– O mundo tem sido um tanto mal para nós, não é mortal? – Ele riu, soltando um rugido divertido ao ouvi-la brincar – Mas não podemos perder a esperança, Bruce. Ela é tudo que temos.

Uma lágrima caiu dos olhos do homem que a abraçara, quando seus olhares se encontraram novamente. Ele desviou os olhos, constrangido, tomando a atitude de rastejar até os lábios dela para reclamar aquele sabor de mel novamente, e ela não pode ver seu olhar agradecido.

– Você ainda está com medo?

– Eu sou um vampiro, Diana! Eu vou sugar a sua luz porque a minha necessidade, a minha fome, é muito, muito grande para ser saciada.

– Eu sou mais forte do que você pensa, Bruce. Eu me alimentarei de mais luz enquanto você se alimenta de mim.

– Princesa... – Aquele homem, abraçado à ela, despejava uma força em seu abraço que poderia quebrar uma mulher comum, como se quisesse impedi-la de ir, preservando aquele momento para sempre.

Bruce foi tão quebrado pela vida que ninguém poderia culpá-lo por desistir, mas como os antigos guerreiros gregos e troianos ele continua sua luta, bravamente. Ela o vê como um guerreiro nobre. O mais nobre da história: como uma mistura entre Heitor, Aquiles e Odisseu, aquele que volta ferido para casa após vinte anos de sua luta. Bruce luta como Heitor, para salvar sua pátria, seu mundo, sua estória. E como Aquiles, para perpetuar seu legado.

O toque do homem calejado por dentro e por fora, poderia ser rude, mas ao contrário, é aquecido e apaixonado. Mesmo nos momentos em que ele devora a boca macia de sua princesa. SUA! Sua por vontade própria, sem que ele mesmo saiba o que fez para merecer tê-la em seus braços.

Os beijos vão ficando mais lentos, como se fossem perdendo a força física, com a chegada do sono. Diana sente-se feliz sentindo o abraço protetor e o roçar dos dedos do cavaleiro das trevas em sua cintura.

Ainda é perturbador vê-lo tão solicito e entregue a ela, mas ela se delicia com o momento, afastando as dúvidas para longe.

– Boa noite, princesa!

– Boa noite, meu cavaleiro das trevas!

Ela dá uma última olhada para o homem que ama, respeita e admira. Um homem que ergueu-se sobre todas dolorosas tragédias de sua vida e continua sua luta solitária por justiça. Amar esse guerreiro, cuja vida é como a guerra de Tróia é agora a missão da princesa das amazonas. “Eu te amo, Bruce”, ela sussurra e fecha os olhos, entregando-se ao cansaço.

 

 

*** Crime Alley* / Gotham City / Perspectiva do Batman ***

 

O Beco do Crime... A cena adiante me enjoa. Não é só o homem mutilado embebido em sangue colocado lá. É a sensação de impotência que eu sinto naquele lugar. Mesmo a mente analítica de minha versão morcego tem dificuldade em processar o que está havendo.

Mais um corpo deixado pelo retalhador de Gotham. Mais uma ligação de Bruce. Desta vez, não a vítima, mas a cena: o lugar onde meus pais foram assassinados por Joe Chill.

Tudo que sinto é a paralisia da angústia, mas para minha sorte, quem me vê pensa que o Batman está apenas analisando estoicamente a cena do crime. Há um gosto amargo preso em minha garganta e eu sinto dificuldade em engolir a saliva. Dói tudo dentro de mim. Dói como o inferno quando aquelas imagens voltam à minha mente:

 

Flashback on

 

O pequeno Bruce seguia feliz balançando sua espada imaginária.

– Em guarda, vilões – Bruce gritou, imitando seu herói preferido, que ele acabara de ver nas telonas do cinema: Zorro!

– Devagar, Bruce! – Thomas Wayne disse para o filho que se distanciava deles.

– Calma, querido. Nós não somos tão rápidos quanto você. – Martha, sua mãe, disse com afetuosidade.

– Esse filme foi incrível. Quero ser o Zorro quando crescer, pai. – Bruce falou, entusiasmado.

Thomas riu de seu filho e olhou para sua esposa, que parecia preocupada.

– Thomas, querido. Tem certeza que precisamos cortar caminho pelo Beco do Crime?

– Devemos ter mais fé nas pessoas, Martha. Deixar que eles provem seu valor! – Thomas Wayne retrucou.

Assim que eles entraram no beco, em seguida, um homem com uma arma saiu das sombras.

– Todos você, quietos! – O homem tremia e apontava a arma para o pequeno Bruce, que estava aflito, sem entender o que estava acontecendo direito e começou a chorar.

–Vamos começar com pérolas da senhora. Mãos para cima e não tentem nada, ou eu atiro – O home insiste em apontar a arma para o menino.

– Faça o que ele diz, querida. Nós não queremos problemas, e podemos substituir o colar. – Martha entrega o colar cuidadosamente.

– Senhora esperta. Agora... a carteira e o relógio – Thomas assentiu e começou a entregar seus pertences, quando a carteira caiu e o primeiro tiro foi disparado, seguido de mais outros cinco, que atingiram Martha e seu esposo.

O bandido apontou a arma para o menino e disparou, mas não haviam mais balas e ele fugiu. A última coisa que Bruce lembrava-se era do rosto decepcionado de seu pai e a expressão indiferente do ladrão, que sabia que em Gotham se mata e não há punição.

 

Flashback off

 

A maioria não entende meu comportamento, meu isolamento, minha distância do amor. Não entende porque eu sou o que sou.

A morte de meus pais não fora algo tão limpo e rápido como tratado pela mídia. O cheiro do sangue deles em minhas mãos me persegue até hoje. É aterrorizante e paralisante ao mesmo tempo. Joe Chill fora enviado do inferno para me assombrar pela vida inteira. Não há um dia em que eu não tenha pesadelos com aquele momento nefasto.

Eu posso lembrar e sentir seu hálito demoníaco misturado com álcool e cocaína. Meu pai tentou argumentar, mas a frieza e crueldade em seus olhos imundos não deixaram espaço para o diálogo. Ele estava no limite e fora de controle.

Depois que ele arrancou o colar da minha mãe, ele atirou duas vezes nela. Maldito seja! Meu pai percebeu que eu levaria os próximos tiros e tomou-me a frente, me protegendo dos disparos. Sofreu quatro perfurações, dos seis disparos. Dois deles foram na cabeça... E o sangue espirrou no meu rosto.

Os tiros que minha mãe levou foram no estômago. Sua morte não foi rápida e eu a vi engasgar em seu próprio sangue. Nada me doeu mais em toda minha vida: Vê-la ir-se, devagar, perdendo o brilho dos olhos, enfrentando a dor e me olhando desesperada, como quem diz “te amo, meu filho”.

A única razão da minha sobrevivência é que o revolver só tinha seis balas, mas eu confesso: queria ter morrido com eles. Não há um dia em que eu não deseje morrer.

Tudo que lembro é que não chorei depois disso. Antes sim. Me sentia fraco e inútil. Depois, apenas impelido a fazer justiça. Não havia mais espaço para lágrimas ou sentimentalismo. Minha infância se fora... Aos oito anos!

Hoje o maníaco me trouxe de volta à Park Row e ele vai pagar. É tudo que posso dizer. Mas esta noite, eu estou quebrado. “Diana, por favor, esteja na mansão”, é uma oração silenciosa que eu faço aos deuses nos quais eu sequer acredito.

 

 

 *** Batcaverna / Mansão Wayne ***

 

A luz mal afeta a escuridão da caverna. Esta noite, por vontade de seu mestre, ela está mais escura que o habitual. Ele prefere ficar nas sombras. Escondendo-se. O homem vestido estranhamento com o traje de um morcego parece paralisado pela angústia. Tomado por uma raiva e um sentimento de injustiça que lhe rouba qualquer capacidade de raciocínio. Ele não pode e não vai investigar a morte da vítima agora, ou mesmo hoje. Ele mal pode se mover.

Mulher Maravilha flutua silenciosamente em direção a seu alvo escondido no canto escuro que abriga o batmóvel. Ele pode ouvir o farfalhar de seus cabelos negros soltos. Ele ama os cabelos dela. Tem um cheiro doce de ervas que o acalmam, como um dos chás de camomila que Alfred costuma servir. Ela não está de uniforme e a sensação de tranquilidade ao vê-la fora da ordem de batalha o faz relaxar os ombros levemente.

Um pequeno vestido branco fluido, de alças finas a tocar gentilmente os ombros, roçando a clavícula da mulher que ele parece adorar – fitando-a sem tirar os olhos dela, como em transe. O vestido é de algodão, simples, livre, como ela, na altura média das coxas esculpidas.

“Diana”, o suspiro é soprado de forma inaudível, fazendo-o estremecer de sua postura rígida. Ao contrário de todos, ela entende a natureza dele. Batman é um homem em guerra, “um guerreiro”, como ela diz. Que luta dentro e fora do traje. Não é só a luta árdua da missão, mas uma luta diária consigo mesmo e com suas emoções.

Ela está lá para ele... A mulher que o entende, mesmo quando ele está em silêncio.

Ela está lá. Contemplando o homem encolhido no canto com seus olhos compassivos.

Ela só se aproxima quando sente que não irá invadir o espaço que ele lhe impusera, para acalmar o esmagamento da dor em seu peito. Ela sabe quando será a hora de ir até ele... Ela sempre sabe. Ela é uma deusa da paz, que conhece os guerreiros feitos para a guerra. Ela é um deles também!

Ela se aproxima devagar, colocando as mãos em seu rosto. Tocando a mandíbula exposta pelo capuz, que ele deixou para que ninguém visse as lágrimas. Bruce sente o calor de suas mãos e curva o rosto em direção a ela, para que ela tire o capuz.

E quando ela vê seus olhos vermelhos e marejados, ela o abraça, de um inexplicável modo que parece abrigar seu corpo inteiro, mesmo sendo fisicamente menor que ele. E Ambos ficam presos por mais de meia hora em um abraço silencioso.

 

Até o choro do imenso homem irromper, acompanhado de soluços que tornam sua voz pouco compreensível, mas ela pode entender:

– Minha esperança morreu naquele dia, Diana – Suas lágrimas são como uma represa que se rompeu e alcança os lábios, formando uma mistura salivada com a voz, como se também os lábios emanassem lágrimas, tamanha sua dor. – É tarde demais. Eu não posso ser salvo. É por isso que eu me sacrifico noite após noite. Eu estou cheio de cicatrizes, princesa. Eu não posso ser curado. Mas, talvez, se eu puder parar mais um vilão... se eu puder salvar mais uma criança... eu possa salvar minha alma da dor infinita.

Ela não respondeu, apenas tomou-lhe pela mão e o fez sentar-se no vestiário. Diana o ajudou a tirar o traje. Cada peça, delicadamente, nunca abandonando seu olhar... Ao final, quando haviam apenas suas cuecas boxers pretas – obviamente – ela o conduziu lentamente até a suíte. Tomando os lances de escada do relógio do avô e de cada um dos dois andares até lá. Como se ambos precisassem desse meio para serpentear através do tempo e tomar fôlego para suas ações vindouras.

 

 

*** Suíte Master / Mansão Wayne ***

 

A água na banheira estava morna. Haviam vela aromatizando o ambiente e ele logo percebeu que ela havia preparado-lhe um banho. Ela estendeu a mão indicando-lhe que entrasse na banheira, ainda sem uma palavra trocada e o maior sentimento de conforto que ele jamais sentira na vida, desde a morte de seus pais.

Ela virou de costas antes que ele se desfizesse da última peça que lhe cobria a intimidade. E não conteve uma penumbra de divertimento, já que Bruce percebeu que Diana estava envergonhada em vê-lo nu. Ele não se importava. Ele iria esperar o tempo que lhe fosse possível. Por ela, ele poderia fazer qualquer coisa.

Um suspiro exasperado, mas conformado foi o som que ele emitiu ao deixar-se imerso até a altura do peito na água da banheira.

Diana colocou um pouco de shampoo nas mãos e começou a lavar seus cabelos, em ritmo lento, fazendo um cafuné gostoso, que o fez fechar os olhos e transformar a linha fina dos lábios no meio sorriso, ainda cheio de lágrimas.

Sua mãe fazia isso quando ele era criança. E ele só queria que aquilo não acabasse nunca.

Foi então que ele ouviu o sussurro delicioso da voz dela emitir, vez após vez, por minutos que se seguiram em seu banho para lavar não o corpo, mas a dor da alma:

“Que tua fé te segure no momento da dor e do sofrimento;

Planta rosas por onde passar, mesmo machucando-se nos espinhos;

Leva amor contigo e deixa-se levar por ele;

Transforma as pedras de teu caminho em castelos;

Deixa-me te amar, deixa-se curar, deixa-se renovar”

Ela o conduziu a cama após o banho. Ele deitou a cabeça em seu colo e dormiu pensando “Eu amo essa mulher. Eu não sou um romântico, eu nunca iria agir, mas eu faria quase qualquer coisa por ela e ela sabe disso. A razão pela qual ela sabe é porque o sentimento é mútuo. Eu, Bruce, mortal, homem pequeno e quebrado. Um Odisseu velho que está voltando para casa, cheio de cicatrizes de guerra. De volta ao seu amor... de volta para ela... eu deixo o sono reclamar seu salário”.

 


Notas Finais


*Sei que o capítulo foi um tanto ‘pesado’:

Mas eu me pergunto: Já pararam para pensar como foi brutal a morte dos pais do Bruce? O fato de serem mortos em sua frente já é trágico, mas, imaginar como tudo se deu, é ainda pior. É cruel, é triste, é brutal. Então, eu tentei ser fiel à dor do Morcego. Sim, eu sou uma fã ferrenha dele e entendo essa dor, então, eu entendo seu coração quebrado.


*Crime Alley:

Originalmente uma rua gueto no centro de Gotham, Park Row ganhou sua glória depois de trinta anos. O glamour de seu auge foi mudado para a pobreza e a rua, era comumente referido como Crime Alley. Um dos primeiros moradores era Leslie Thompkins , que tinha vivido lá desde o início.


Park Row, mais tarde chamado Crime Alley, foi um marco histórico em Gotham City. A tragédia Park Row, como os jornais chamavam, era um ponto crucial na vida de Bruce Wayne . Um ladrão chamado Joe Chill assassinou Thomas e Martha Wayne na frente de seu filho de oito anos, Bruce, depois que a família tinha assistido a um filme. Chill foi preso na mesma noite do crime, depois de fugir da cena. Enquanto a polícia investigava, Leslie Thompkins cuidou do jovem Bruce e os dois continuam amigos até hoje.


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