História Broken Hearts— Harry Styles - Capítulo 11


Postado
Categorias Gigi Hadid, Harry Styles, Kendall Jenner, Little Mix, One Direction, Zayn Malik
Personagens Gigi Hadid, Harry Styles, Kendall Jenner, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Perrie Edwards, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Cameron Dallas, Drama, Gigi Hadid, Harry Styles, Jade Picon, Kendall Jenner, Liam Payne, Little Mix, Louis Tomlinson, One Direction, Revelaçoes, Romance, Tristeza, Zayn Malik
Visualizações 249
Palavras 3.714
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaaaaaaaa, minhaasss frô!
Tudo bem!?
Espero que sim!
Bem, mais um cap.
N tenho muito oq dizer, só um imenso OBRIGADA! OBRIGADA à todos os favoritos e comentários, sério msm! Sei q nem tds leem, mas agradeço mesmo assim!
Acho q o cap ta grande, mas só está na visão da Jay. Acho que o 13 vai ser na visão do Harry (aí vai ficar igual em EC skkzskkdks).

Espero que gostem!

Boa leitura 💖

Capítulo 11 - Moments.


Fanfic / Fanfiction Broken Hearts— Harry Styles - Capítulo 11 - Moments.

"Eu vou achar as palavras para lhe dizer, antes que você me deixe hoje".- Moments// One Direction.


Harry está sentado em um dos bancos desconfortáveis e velhos de um lado, enquanto eu prefiro o chão gelado e provavelmente imundo do lado oposto ao dele no hospital. Meus pais e os pais de Alana estão lá dentro, tentando falar com os médicos e saber mais sobre o seu estado.

Passo à mão em meu rosto, pela milésima vez, tentando controlar o choro que parece não querer me largar. Quanto mais tarde fica, mais dor e ansiedade se junta no meu coração. Minha melhor amiga está em algum lugar desse hospital maldito e meu medo de perdê-la parece querer ocupar todo o espaço restante da sala de espera.

Choros, gritos e outros barulhos podem ser ouvidos ao longe, dificultando ainda mais a minha tarefa de tentar não ter um ataque de pânico.

Eu não devia ter saído do lado dela. Eu estraguei tudo. Ela... ela pode... morrer...

E a última coisa que fizemos foi discutir.

Sinto-me um lixo por saber que se eu estivesse lá, nada disso teria acontecido e ela estaria bem... e comigo.

Uma mão é posta em minhas costas, algo que me faria saltar de susto se eu não estivesse tão visivelmente destruída e sem reação à tudo.

Assim que tiro meu rosto de perto dos joelhos, saindo da minha posição nada confortável mas ótima pra ficar desesperada em silêncio, olho pra cima, vendo Harry a olhar pra mim.

Ele me olha profundamente, e tento decifrar o que é que se passa na cabeça do rapaz de cabelos aos caracóis.

Mais uma lágrima tenta escorrer pelo meu rosto, mas Harry a limpa antes de conseguir completar o seu destino. Então, senta-se no espaço que há  ao meu lado. Como é que ele saiu do outro lado e veio parar aqui, sem eu nem perceber seus movimentos?

Ele coloca sua cabeça em meu ombro e eu fico sem reação mais uma vez. Por que ele estava tão próximo à mim, depois de tudo? Pensei que ele não queria me ver nem pintada de ouro. Mas parece que estou enganada, pois cá estavamos, encostados um ao outro enquanto eu quase me descabelo sem notícias da minha melhor amiga. Sentados ali... no meio de todo aquele caos.

Bufo e jogo a cabeça pra trás com uma certa força, o que faz com que eu me arrependa assim que sinto o pequeno impacto do meu couro cabeludo com a parede, e também faz com que uma das crianças, que ali está junto aos seus pais, olhe para a cena "divertida" e gargalhe as custas da minha dor passageira. Harry continua intacto, enquanto eu tento não ligar pra dor emocional e agora física.

_ Desculpe-me... - diz Harry num pequeno murmúrio, o qual não teria escutado se não estivesse com a atenção em tudo o que se passa.

_ Você não teve culpa... E, mesmo assim, ajudou-me._ sorrio amarelo.

_ Sim, mas..._ ele começa e eu fico em silêncio._ Na verdade..._ respira fundo._ Fui eu que dei um pouco de bebida pra Alana._ ele diz nem sussurro. Espere aí... O QUÊ? OI?

_ Você o quê?_ ele levanta a cabeça e encara o chão, fazendo com que eu fique mais ansiosa ainda._ Ai, meu Deus... Mas... Espere... Você não sabia, sabia?_ ele nega._ Então, não se culpe, por favor. Também, aposto que foi ela quem pediu._ tento controlar-me para não gritar com Harry. Até que eu ia fazê-lo, no entanto, veio em minha mente que a culpada sou eu._ A culpa é toda minha..._ suspiro, deixando duas lágrimas rolarem.

_ Não, não, o que é isso? A culpa não é sua._ ele se aproxima para me tocar, mas eu me esquivo - dando pra entender que não quero conversa.

_ É melhor você ir embora... Já me ajudou muito. Muito obrigada..._ murmuro.

Olho pro lado e então me desespero ainda mais. É muita coisa... eu... eu não consigo. Levanto-me e vejo meu irmão adentrando a sala de espera. Ao olhá-lo, volto a chorar. Ele me encara e faz uma expressão que diz: "sinto muito". Balanço a cabeça,  afirmando, e saio correndo em sua direção, abraçando-o com toda força que tenho e permitindo meu choro forte acontecer.

Ele afaga os meus cabelos e aperta meu corpo, transmitindo-me um pouco de paz e conforto.

[...]

Estou aqui no quarto de Alana, sentanda numa poltrona de frente para ela.

Os médicos disseram que ela não tem mais condições de continuar. Seu fígado foi totalmente destruído por um pouco de álcool, e não tem como viver sem ele. Os pais dela perguntaram se não tinham como fazer um transplante, mas não acharam um órgão compatível com o organismo.

Sinto-me tão abalada e sem vida... Eu que provoquei isso... Eu que desejei que ela morresse... Eu que a matei.

Se eu contar aos pais dela o que aconteceu para a gente ter ficado brigada, eles vão me matar com certeza! Além de quererem me internar num hospício por causa dos meus cortes - e meu pai concordará, certeza.

Tudo o que eu gostaria era poder voltar no tempo e desfazer tudo o que falei para ela. Cada palavra, cada sílaba dita que cortou o seu coração e sua alma. Fui egoísta de mais. Não me coloquei no lugar dela, para ver se, o que eu iria dizer, poderia machucá-la. Apenas disse, sem pensar duas vezes. E ela escutou e sofreu calada, gritando e extravasando tudo em sua mente.

Mas, agora, é tarde demais... Ela está no hospital, em coma, por minha culpa.

_ J..._ arregalo os olhos em direção de Alana.

_ Oh, meu Deus._ solto algumas lágrimas e levanto-me, indo em sua cama. Ela me olha com um olhar de peixe morto; sua boca está bem clara e seca; e sua pele meio pálida._ Acalme-se, eu vou chamar o Doutor._ falo e saio da sala, procurando pelo Dr. Frederick. Assim que o acho, penso para que ele venha ver Alana - que acabara de acordar.

_ Bom dia, Srtª._ ele diz para Alana, assim que entramos na sala. Ela dá um sorrisinho, fazendo meu coração desandar._ Como se sente?_ pergunta.

_ B-bem._ balbucia.

MEU DEUS, LEVE-ME NO LUGAR DELA!

_ Ótimo, vou pedir para que uma enfermeira venha aqui lhe dar uma água... Qualquer coisa, é só apertar esse botão..._ levanta um controle branco, mostrando qual botão._ que eu venho correndo, okay?_ ela afirma que sim._ Certo, tenho que ir agora. Bom descanso._ ele acaricia a testa dela e deseja um bom dia para mim, saindo do quarto em seguida.

_ J-Jay..._ chama meu nome. Hesito em ir, minha vergonha e culpa são imemsas, mas caminho lentamente até ela._ Meus... Pais..._ fala num fio de voz.

_ Eles... Eles foram assinar uns papéis._ evito falar muito._ Assinar a Entrada.

_ Hum..._ tira seus olhos de mim e fita algum ponto do quarto._ Eu vou morrer?_ pergunta bem baixinho, deixando sua voz embargar no final. Meus olhos começam a arder novamente e meu corpo amolece.

_ A-ah... Errr..._ gaguejo.

_ Tudo bem... Já está mais do que na hora._ sorri para mim na tentativa de me acalmar, mas fico com a consciência mais pesada ainda.

_ Sinto muito..._ choramingo, torcendo a cara devido ao choro.

_ Não chore, não quero que chore por minha causa._ diz - sempre com a voz fraca._ Não gosto de vê-la assim.

_ É tudo culpa minha. Perdoe-me pelo o que eu te falei, perdoe-me por ser uma idiota ignorante, perdoe-me por tudo, por favor!_ desespero-me, segurando sua mão. Ela me olha com um sorriso no rosto. Não sei como que ainda existe um sorriso nela, apesar de tudo.

_ Não se culpe, irmã. É para...

_ Mas se eu não tivesse lhe dito aquilo, você poderia estar bem longe de uma cama de hospital!_ corto-a.

_ Não, Jay, não. Já estava marcado para mim... Deus sabe a hora certa... E a hora é agora; não neste exato momento, mas agora._  ri dela mesma.

_ Não diga isso, por favor..._ choramingo.

_ Xiiii... Deite-se aqui ao meu lado._ ela pede e eu faço o que me pediu.

Alana se move um pouco. Com todo o cuidado do mundo, ajeito-me ao seu lado - encostando minha cabeça em seu ombro. Sinto sua mão deslizar por meu cabelo, fazendo um carinho calmo e gostoso. Relaxo-me e entrego-me a um pouco da calmaria que é estar ao seu lado.

_ Você é um anjo, sabia?_ quebra o silêncio, depois de uns cinco minutos, depois de eu ter parado de chorar. Franzo a testa e levanto minha cabeça para olhá-la.

_ Como assim?_ pergunto, estranhando o que ela disse.

_ Descobri faz pouco tempo..._ começa e eu volto com minha cabeça em seu ombro._... Os anjos possuem marcas nos pulsos... Eles se cortam porque não aguentam a vida na terra e, de alguma maneira, querem voltar para o paraíso._ sinto um aperto ao ouvir isso._ Assim... Existem exceções... Há anjos que se cortam para tirarem todo o peso ruim carregado no corpo, que é o seu caso._ envergonho-me._ Mas, tudo bem, não precisa sentir vergonha, pois agora eu sei a verdade._ diz e dá um beijo em minha cabeça._ Eu só não quero que você seja o primeiro tipo de anjo, este é o que mais sofre, mas o que mais tem coragem._ faz uma pausa._ Promete que não vai ser esse anjo?

_ Eu prometo, Alana, eu prometo!_ não hesito em dizer.

_ Fico feliz com isso. Não quero te ver tão cedo lá comigo, quero que você viva!_ aperta-me e eu sorri triste, rindo de leve.

_ Você foi a melhor pessoa que entrou em minha vida e eu serei eternamente grata à isso._ falo, pegando sua mão e acariciando-a.

_ Você também... Não sei o que eu faria sem você... Eu era uma criança infeliz com uma doença sem cura, até que conheci você na escolhinha... Foi a única a falar comigo._ sorrio ao lembrar de como nos conhecemos.

_ Pois é. Mas você não era infeliz, vivia sorrindo para todo mundo, apesar de tudo._ digo.

_ O sorriso não condiz com meu interior, Jade._ identifico-me com isso.

_ É..._ murmuro, sorrindo torto.

_ Licença._ uma enfermeira  jovem entra com uma bandeja em mão no quarto e vem até nós. Levanto-me da cama e deixo as duas à sós, dizendo que vou ao banheiro.

Ando pelo corredor do hospital e avisto tio Rick sentado num banco - com a cabeça enterrada entre as mãos -, e bem em frente está tia Rebeca assinando alguma coisa no balcão. Sinto um peso terrível nas costas.

Preciso contar à eles.

Aproximo-me deles e fico parada entre ambos. Eles me olham, sorrindo tristemente. E, então, ela vem até mim e leva-me até um bamco ao lado dele. Sentamo-nos e eles me perguntam se Alana acordou - respondo que sim e eles suspiram. Respiro profundamente e começo a falar, primeiro; começando a pedir desculpas por tudo. Não chego a falar detalhes, mas conto o que precisam saber. Eles não entendem nada, mas, assim que chego ao ponto, suas feições de perdidos mudam completamente para surpresos.

Abaixo minha cabeça, chorando em silêncio. Sinto corpos quentes envolverem o meu, o que me faz desmoronar de uma vez. Eles me consolam, mesmo eu não aceitando seus gestos - não sou digna disso.

"Não é sua culpa, querida. Está tudo bem." Ouço-a dizer isso. Sorrio meramente, soltando-me seu abraço. Eles se levantam e dizem que vão ver Alana. Afirmo com a cabeça e murmuro um "desculpe-me" uma última vez, antes de eles saírem daqui.

Fico sentada no banco, olhando para o nada, pensando em tudo.

Pouco tempo depois, tio Rick me chama e diz que Alana quer que eu fique com ela o resto do dia. Entendo o que ele quis dizer com isso, então afirmo e vou para quarto - no caminho passando pela tia, que está em prantos.

Entro no quarto e vejo Lana posta um pouco mais ereta. Está cada vez mais pálida, o que me deixa com uma dor aguda.

_ Que bom que voltou... Quero que fique comigo até... Você sabe..._ diz e eu assinto, segurando-me para não chorar de novo._ Tranque a porta, por favor... Não quero que ninguém atrapalhe nossa tarde._ sorri meiga e eu retribuo. Tranco a porta e ando até a cama, deitando-me ao seu lado como da primeira vez._ Sabe... Minha mãe me lembrou de uma coisa que aconteceu comigo e com você._ comenta.

_ Sério? O quê?_ pergunto, mexendo nos fios loiros que estão ao meu alcance.

_ Aquele dia em que fomos no zoológico e seguramos uma cobra gigante._ sorrio ao lembrar._ Aí apareceu uma arara de sei lá aonde e arrancou o botão do boné do cara._ começa a rir e eu também, lembrando-me como se fosse ontem.

_ E você quase mijou nas calças de tanto rir... Até que ela voou em sua direção._ falo, rindo.

_ Então, eu corri e foi a sua vez de quase se borrar toda... Mas...

_ Mas a arara voou atrás de mim também._ completo.

_ Bons tempos._ diz.

_ É, bons tempos..._ concordo.

_ Faria qualquer coisa para voltar naquela época... Tudo aparentava ser mais fácil..._ suspira.

_ Na verdade, nunca foi fácil, nós que éramos despreocupadas._ retruco.

_ Tem razão... E agora tem muita preocupação...

_ Infelizmente.

_ Mas, sabe, mesmo que fosse minimamente, eu me preocupava com a minha estabilidade... E era você quem me ajudava a sair dos vãos escuros de minha mente perturbada._ fala._ Você sempre chorou a minha dor, confortou-me quando eu mais precisava e... Sempre esteve ao meu lado.

_ Você também, Lana._ digo.

_ Sim, mas você era mais... Sempre me ajudava quando um garoto me decepcionava ou quando alguém, simplesmente, arrancava o meu doce._ rimos com seu último comentário.

_ Pensando bem agora, era engraçado ver você chorando por uma bala._ rio.

_ Ei, não ria!_ dá um empurrãozinho, fazendo-me rir mais um pouco.

_ Como não rir? Você ficava igual um pimentão de tanto que chorava.

_ Aaaah, falou a que fica normal quando chora._ diz, estabanada.

Ficamos sem dizer nada, apenas rindo. O quarto é preenchido com o "maravilhoso" som de nossas risadas.

_ Jade..._ murmura, e pela sua voz estar séria, fico nervosa.

_ Sim?_ respondo para ela dar continuidade.

_ Você jamais vai me esquecer, não é?_ pergunta-me e fico indignada com sua pergunta.

_ Mas é claro que não vou te esquecer! Que pergunta!_ exclamo.

_ Oh... É que... Esse era um dos meus desejos... Ser lembrada.

_ Como assim "era"?_ pergunto.

_ Não tem mais como eu realizá-lo... Ninguém vai se lembrar de mim, exceto minha família._ diz. Não sei o que dizer... Estou tão... Tão mal._ Mas, acho que já é o suficiente.

_ Você é lendária, Lana... Será lembrada, com certeza._ digo.

_ Sabia que eu te amo muito, Jay?_ pergunta e eu sorrio, revirando os olhos.

_ Idem._ falo e ela bufa. Sei que se irrita quando digo "idem".

_ Você e seu idem, argh!

_ Okay... Eu também te amo, Alana._ ergo minha cabeça para olhá-la.

_ Melhorou._ sorri e eu também. Estico meu pescoço para dar um beijo perto de sua bochecha.

Continuamos a conversar por um longo tempo, mais eu do que ela, pois seu corpo foi ficando cada vez mais lento e fraco. Então, resolvi brincar de "Apertaria ou não o botão", ficando mais fácil para nos falarmos.

Em certo momento, uns médicos bateram na porta, pedindo passagem, e Alana me pediu que os mandassem ir embora - ela não queria ver mais ninguém na sua frente.

Então, ficamos nós duas no quarto trancado e escuro, apenas aproveitando e lembrando dos bons momentos que tivemos. Eu contei inúmeras histórias que aconteceram comigo durante minha estadia em Londres, e Alana escutou a tudo - mesmo com os olhos fechados, afirmava com a cabeça.

Eu já sabia que ela estava se segurando para não ir, então, segurei sua mão e acariciei a mesma, dizendo:

"Vá em paz, Lana, está tudo bem."

Ela escutou, pois um sorrisinho se formou em sua boca quase branca. Então, ela sussurrou:

"Até logo."

Afirmei, sentindo as lágrimas rolarem por meus olhos. No entanto, continuei a contar histórias e histórias. Até que Lana me disse para buscar um copo d'água, dizendo apenas "água". Então levantei-me e fui pegar sua água, mas, após eu destrancar a porta, ouvi o apito do aparelho. Senti-me morrer um pouco, mas nenhuma lágrima saiu.

Tomada pelo trauma, sai do quarto, vendo médicos e enfermeiros entrando desesperadamente lá.

Assim que cheguei no meio do corredor, vi o tio e a tia vindo em minha direção. Apenas os olhei e em seguida cai no chão, sentindo meu corpo ficando sem consciência alguma.

[...]

Minha noção volta de uma vez, fazendo-me erguer meu tronco rapidamente, causando uma dor de cabeça horrível. Levo minhas mãos até o local e massageio, no intuito de amenizar.

Assim que a dor para, olho em volta. Bem... Estou num quarto de hospital e isso não é bom. Ponho meus pés no chão e fico de pé, mas, quando vou dar um passo, acabo caindo no chão como se minhas pernas estivessem dormentes.

_ Ai, cacete._ praguejo, sentindo uma mínima dor em meus joelhos e braços. Olho meus braços e gelo quando vejo que não estou com meu casaco, mas sim com uma camisola de hospital.

Meu Deus, alguém viu meus cortes e marcas... Não só os cortes em meus braços, como também os das coxas... Ai, Deus! E se falaram para meu pai?! Estarei perdida!

_ Ai, céus._ ouço alguém dizer, em seguida vem em minha direção - ajudando-me a levantar._ Você está bem?_ franzo o cenho quando percebo que é Perrie.

_ Ah... O que faz aqui?_ pergunto, meio atordoada.

_ Bem..._ ela vai me ajudando a andar até uma poltrona._ eu tinha vindo visitar Alana, mas... _ ai, Senhor! Alana!_ Disseram que ela não podia mais receber visitas, porém me avisaram que você estava aqui.

_ O-onde está Alana?_ pergunto, começando a entrar em pânico.

Cadê ela?! Era para eu ter ficado com ela!

_ Ela já foi sepultada, Jay... Essa tarde..._ não, não, não!

_ Como... Como assim?! Ela estava acordada agorinha! Onde ela está?!_ exalto-me, puxando meus cabelos e olhando para tudo desesperadamente.

_ Acalme-se, Jay. Vou chamar alguém!_ balanço a cabeça que não, tampando meus ouvidos e indo para frente e para trás. Ela sai do quarto, deixando-me sozinha.

Como que ela morreu do nada?! Eu estava no quarto com ela! Como que, de uma hora para a outra, ela morreu?! Não dá de entender, não dá! E por que não me levaram para o velório, por quê?!

_ Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh!_ grito o mais alto que posso, sentindo a pressão em minha cabeça, junto com a quentura.

_ Aqui, aqui!_ alguém chega do meu lado e injeta algo em meu braço, fazendo-me apagar.

...

Acabei de chegar no túmulo da Alana, ainda há flores e cartas por toda parte dele. Nem acredito que ela está enterrada fazem três dias...

Depois do ataque que tive, deram-me uma dose de calmante - o que me fez acordar no outro dia. Assim que acordei, o Doutor disse que eu havia desmaiado após ouvir as maquinas da Alana apitarem, deixando-me em coma por dois dias. Fiquei em choque, ainda estou, tanto é que não falei uma só palavra desde que acordei... Não consigo dizer nada, as palavras não me parecem importantes e necessárias.

Meu pai veio falar comigo e explicou o porquê de não terem me esperado para o enterro. 1: porque o hospital não podia guardar o corpo. 2: porque ele não queria que eu a visse sendo sepultada. Quis matá-lo, na mesma hora, mas não fiz e nem falei nada - apenas o olhei sem mostrar reação alguma.

Ele também me disse que Alana seria levada de volta para sua cidade Natal, se não fosse ao pedido da mesma para que fosse enterrada aqui em Londres. Senti um aperto ao ouvir isso, ela sabia que iria morrer... E isso é horrível! Mas doeu mais ainda saber que ela queria ser enterrada aqui para ficar perto de mim...

Se antes eu pensava que meu coração estava partido, agora tenho plena certeza de que está destroçado. Se antes eu achava que estava ruim, agora está pior.

Não sei se foi o efeito dos remédios, mas juro que vi vultos no meu quarto - no hospital. E não qualquer tipo de vulto, um vulto bem grande e escuro. Mas, aposto que se eu falar, ninguém vai acreditar em mim, então é melhor guardar para mim. Não estou falando mesmo.

Levanto-me do pequeno banquinho que tem aqui e ando até uma árvore, que fica perto da lápide. Escoro-me no tronco e vou escorrendo até chegar ao chão. Olho em volta, vendo umas três pessoas visitando seus parentes ou sei lá o que delas.

_ Oi..._ ergo meu olhar para o dono da voz, mas ignoro, voltando a olhar para frente.

_ E-eu sinto muito, Jade... Sinto muito, mesmo._ Harry fala mais uma vez, mas não dou bola._ Sei como é difícil aguentar uma perda... Acredite, eu sei..._ ele diz, sentando-se ao meu lado. Continuo imóvel._ Uma vez, eu estava indo levar flores para meu avô, que estava internado por causa do câncer de pulmão, no hospital... Quando chegei lá... Minha mãe me abraçou e disse que sentia muito..._ meu olhos querem começar a lacrimejar, mas seguro._ não entendi no começo, pois eu tinha uns nove ou dez anos. Achava que ela estava aliviada ou algo do tipo._ ri dele mesmo._ Mas aí vi meu avô sendo levado para fora do quarto... Fiquei traumatizado... Acho que uma semana ou mais sem falar com ninguém... Nunca vou me esquecer disso, vai ficar cravado em mim..._ sinto seu olhar em mim, mas não me mexo._ Sabe, você vai conseguir passar por isso, você é forte e...

_ O meu único consolo, no momento, é a solidão profunda e escura... Uma solidão mortal._ falo, olhando para o horizonte. Primeira vez que falo desde que acordei.

_ Às vezes, o apoio e o conforto que você precisa, vêm de onde você menos espera._ diz ele ao meu lado.

Viro-me para olhá-lo, acabando por me perder em sua imensidão esverdeada.

Uma coisa estranha passa em mim, como uma energia, deixando-me assustada. Meu estômago dá voltas e meu coração acelera. Levanto-me de uma vez, matendo-me calma para não demonstrar nenhuma reação.

_ Não preciso de apoio nenhum... Muito menos o seu._ digo e saio andando rápido de volta para casa.

[...]

Chego em casa e abro a porta, passando pela mesma e trancando. Paro meus passos assim que vejo meu pai, Edward e uma mulher, que nunca vi em toda a minha vida, parados na frente da escada, como se estivessem me esperando.

_ Filha, que bom que chegou. Precisamos conversar... Sobre isso._ ela estica o braço e abre a mão, mostrando minha lâmina que não uso há dias.


Notas Finais


Toda vez que tiver um cap inspirado em musica, cou colocar o nome do cap em inglês, fechô? Blz!
Espero que tenham gostado (e se emocionado heheheheh).

Até o próximo capítulo!

Zarry's kisses💙


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...