História Broken Toys - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 4.211
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Seinen, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, olá! Bom dia!
(Não me perguntem o porquê de ter-vos saudado assim)
Um novo cap adicionado a esta fic. Não tive tempo para fazer um desenho para hoje, embora ache que vcs estão aliviados por isso, rs. Não liguem ao nome do Cap, honestamente, eu não sei dar nomes aos capitulos, o que é uma bela bosta. Mas fiquem com a história e espero que desfrutem.

Capítulo 3 - Teacher leave them kids alone!


(Lily On)

TRIIIIIIIIIIIM!!!!!!!!

Bochechei sonolenta. Nunca fiquei tão feliz por ouvir o toque de saída! As aulas de biologia normalmente eram uma seca, mas aquela tinha passado de todos os limites! Acho que nunca tinha dormi tão bem na minha vida.

-Podem sair, a Valentina, a Lilian, o Damond, o Hector, o Luca, a Sarah e o Taylor ficam.

-Quando a stora disse Damond, estava a referir-se a mim?- Perguntou o moreno com uma falsa duvida.

-Para de ser engraçadinho! Não há mais nenhum Damond nesta turma!- Rosnou a professora.

Ele ergueu as mãos em forma de desistência. Mas o que é que será que a prof quer? Eu sei que não tive boas notas, na verdade foram péssimas, mas fazer o quê? As aulas dão-me sono! Não é como se eu fosse precisar disto para a minha vida! Na verdade, só estou em ciências porque a outra alternativa era Linguas e eu odeio a matéria de lá. 

-Tu és mesmo pequena.

Levantei os olhos para aquele que tinha falado. O Damond estava sentado na mesa ao meu lado e fitava-me com uma certa curiosidade. Arrisquei olhar nos olhos do maior playboy da escola, segundo alguns da cidade, olhos esses que eram de um azul tão profundo que parecia que o céu continuava depois deles. Desviei o olhar rapidamente meio desconfortável devido á intensidade daquele olhar.

-Eu não sou pequena…

-Prestem atenção!- A voz da stora de biologia estalou como um chicote.

Assim que todos nós prestamos atenção nela, ele voltou a falar:

-Eu sou a vossa directora de turma, caso não saibam.- Ouvi o Damond a estalar a língua no céu da boca, impaciente.- E as notas de vocês os quatro são deploráveis!

Ela apontou para mim, para o Damond, para o Hector e para o Luca.

-Yey, somos os delinquentes da turma…- Resmungou o Damond atrás de mim.

-Luca, de sete disciplinas, cinco delas foram negativas e uma foi um cinco!

-Mas esqueceu-se de dizer que tive dezoito a matemática…- Resmungou o Luca, baixo.- E como é que espera que eu tire boa nota a uma língua que não é me é materna?!

Eu fitei-o. Ele é um pouco assustador, principalmente com aquela cicatriz… Mas é uma pessoa até que fixe. Poucas foram as vezes em que o vi metido em problemas, e era um dos poucos que dormia nas aulas assim como eu.

-Lily! Estás sempre distraída e passa as aulas a dormir! Não é de surpreender que tiraste seis negas!

Eu virei o olhar para o chão tal forma era o embaraço.

-Hector, se o senhor fizesse os trabalhos de cassa teria um futuro melhor e não estaria nos piores da turma.

 Ela voltou a sua atenção para o Damond, que sorriu como se fosse a coisa mais engraçada do mundo. A stora assassinou-o com os olhos. Se fosse eu a receber aquele olhar, metia-me num buraco e nunca mais saia de lá!

-Damond, nem sei por onde começar. Sete negas, um monte de faltas disciplinares e é melhor ficar-mos por aqui pois tenho que ir dar uma aula.

-Qual é o seu objetivo? Humilhar os piores alunos á frente dos melhores? Parabéns, está a fazer um péssimo trabalho!- Resmungou o Luca, desta vez alto.

Olhei em choque para ele, era preciso ser muito corajoso ou muito estupido para provocar a stora assim.

-Não me provoque! Luca o seu caso é um caso á parte!- A Stora encostou-se á secretária.- O diretor mandou-me dizer que, tendo em conta a sua idade ficaria melhor mudar para um curso profissional… Não acho que tenha um bom futuro se continuar a seguir o ensino regular.

-Quem tem que se preocupar com o futuro do Luca, é ele e apenas ele.- A Sarah que até agora tinha estado de olhos baixos, levantou-os e fitou a stora intensamente.- Ele tem direito ao ensino. Não estorva ninguém! Se não fosse pela quantidade de professores burros e…

-Tento na língua!

-… preconceituosos, ele poderia tornar-se num melhor aluno. - Ela continuou num rosnido baixo como se a stora não tivesse falado.- Estou farta de vos ouvir cochichar sobre ele! É realmente irritante. O que é que interessa como ele se veste ou que tem a porra de uma cicatriz na cara? Toda a gente tem cicatrizes, ele é que teve azar e ficou com uma ali!

Olhamos todos surpresos para ela. Até o Luca que normalmente era inexpressivo não conceguia esconder a sua surpresa. Ela mantinha os olhos fixos na professora, ignorando o nosso espanto. Não é normal a Sarah tomar atitudes como esta, pelo menos nunca a vi sequer a tentar conviver com as outras pessoas. Não sei bem explicar, mas ela tinha uma aura não muito amigável, que fazia os meus instintos mais primitivos implorar para a deixar em paz e bem longe de mim.

-Owh! Eu shippo!- Falou o Damond apontando para o Luca e para a Sarah.

-Sarah, você só tem os privilégios que tem devido ás suas origens…- Recomeçou a professora.

-Nunca pedi nada!- Rosnou desta vez com mais força.- Continue. Tenho mais coisas que fazer.

 -Muito bem.- A stora fechou os olhos e apertou a cana do nariz.- O diretor está a promover um projeto de estudo. Esse projeto de estudo consiste em juntar os piores alunos com os melhores e fazer com que eles estudem juntos, para ver se eles sobem as notas.

-E porque raio é que eu participaria nisso?- Val parecia indignada.

-Porque as notas deles vão influenciar as vossas também. Isto vai ser, os valores que faltarem para os membros do grupo para terem positiva, vai ser somado e dividido por aquele que tiraram positiva, e esse valor vai ser retirado á queles com positiva.

O meu cérebro bugou, mas pela reação dos outros, fui a ánica a não perceber.

-Você só pode estar a brincar!- Reclamou a Val possessa.

-Pode ser a única maneira de fazer com que eles passem o ano. Bem e agora definam um dia e um horário para se encontrarem, quero isso decidido daqui a uma hora, por isso despachem-se.

Ela saiu da sala, e deixou-nos sozinhos. A raiva, confusão e tensão era a palpável, ninguém parecia feliz com as novas noticias.

 

(Valentina On)

Isto é cúmulo da injustiça! Porque raio é que eu tenho que estragar a minha média com eles! E perder o meu tempo precioso a ensinar pessoas que não querem ser ensinadas! Eu bufei e sentei-me em uma cadeira, não era a única que estava contrariada, os outros três também não estavam nada felizes. O Hector não parava de reclamar baixinho. O Taylor tinha uma pequena sombra nos olhos, mas falava com o Damond. Mas a Sarah dava medo, não dizia palavra, mas os olhos dela pareciam queimar de raiva.

-Vamos lá decidir o horário. Tenho mais coisas que fazer.- O Luca saltou da mesa.

-Aquela bruxa!- Rosnou o Taylor.

-Cala-te ogre!- Insultei-o.

Ele resmungou alguma coisa e foi-se sentar ao lado do Damond. Fitei o Damond que estava ao seu lado, os cabelos castanhos avermelhados estavam apanhados num rabo-de-cavalo, destacando os olhos azuis piscina. Ele deve ter percebido que estava a olhar para ele pois voltou-se para mim e piscou-me o olho. Bufei com aquilo e prestei atenção no Luca.

-Segunda não dá, o Damond tem violino e a Lily tem… artes, certo? Então e terça?- Começou ele.

-Eu estou sempre livre.- Hector

-Eu também.- Falou baixo a Sarah

-Quarta?- Continuou.

-Nada contra.- Murmurei.

Os restantes mantiveram-se calados. Continuamos a discutir durante a meia hora seguinte. O Damond tinha começado a irritar o Luca, que permanecia calmo e sereno enquanto fazia o novo horário. 

-Está tudo decidido?- Perguntou a Sarah.- Acho que nos devíamos dividir em grupos. Somos os sete, temos que nos equilibrar em dificuldades, eu sou boa a quase tudo, modéstia á parte, mas não me entendo com matemática.

-Tenho o mesmo problema.- Respondeu o Taylor.- Embora também tenha dificuldade em filosofia.

-Isso com cábulas resolve-se.- Comentou o Damond.

-Grupos… Fico com a Lily.- Respondi o mais rápido que podia.

-O Luca fica com a Sarah, porque eu shippo!- O Damond saltou da mesa para o chão e olhou para o Hector que se encolheu.- O Taylor fica comigo e com o Hector.

-Ai mãe.- Estremeceu o baixinho.

           

(Hector On)

Tentava a todo o custo caminhar de cabeça baixa mantendo uma distancia segura da mesa do Andy. Aquilo que ele me fizera de manhã ainda estava muito vivido e uma prova de que aquilo realmente tinha acontecido era o facto de estar a usar o uniforme de educação fisíca. 

Ouvi-o a rir alto enquanto via algo no telemovel. Provavelmente o meu video. Mesmo assim continuei a andar sorrateiro, pode ser que ele não notasse a minha presença! Já perdi conta as vezes que ele me tinha humilhado no refeitório.

-Hector!- Exclamou o Damond com um sorriso

Eu saltei com o susto e depois fui obrigado a equilibrar o meu tabuleiro de novo. De onde raio é que ele apareceu? Do ar?!

-Tens lugar onde sentar?- Perguntou o Damond.

-N-Não.- Gaguejei a medo.

-Boa!- Ele agarrou no meu tabuleiro com uma das mãos e empurrou-me com a outra pelo refeitório que estava apinhado.

-Ali!- Ele apontou para uma mesa no perto da janela onde já estavam sentados a Lilian, o Taylor e a Sarah

Ele virou-se e voltou a misturar-se com a multidão. Fui timidamente até á mesa onde a Lilian me cumprimentou.

-Oi, Hector!

-O-Olá.

Sentei-me no lugar ao lado de Sarah, ela olhava pela janela, completamente alheada ao que se passava.

Comecei a comer em silêncio. A Lilian e o Taylor discutiam sobre algo que eu não estava por dentro. Baixei os olhos e não ousei levantá-los. Era estranho ter companhia para almoçar, normalmente ficava sozinho numa das mesas lá ao fundo ou ficava com o Taylor  e com o Damond embora não fosse muito amigo do ultimo. Ele é um gigante! Virei a atenção para o prato e comecei a comer aquela mistela horrorosa, reparando que a Sarah tinha deixado a dela de parte. Pouco tempo depois, o Damond voltou com o Luca pelo braço.

-Porra, foste difícil de convencer!- Rosnou ele.

-Eu estava tão bem sentado na árvore.- Ele puxou o braço.

-Mas que caralhos é que tu estavas a fazer em cima de uma árvore?!

Ele encolheu os ombros e sentou-se. Olhei em volta, não estávamos todos faltava alguém…

-A Valentina?- Preguntei

-Deve estar a comer o idiota a que chama de namorado ou uma merda desse género.- Rosnou o Taylor

-Taylor!- a Lilian bateu-lhe de leve no braço.

-O quê! É verdade!

-A falares dessa maneira até parece que estás com ciúmes!- Ironizou o Damond.

-Isso nunca vai acontecer!

-Nunca digas nunca.- Replicou a Lily

O Damond e o Taylor trocaram um olhar cúmplice. Estranhei aquilo e também empurrei a minha mistela para longe. Preferia passar fome a comer aquilo!

-Ele é um convencido de merda.- Comentou o Damond, afastando o tabuleiro com a comida da sua frente.

-Como se tu fosses diferente.- Resmungou a Sarah.

A conversa entre o Taylor e a Lily cessou. Deus! Ela não perde tempo! Está a começar a fazer inimigos com uma velocidade estonteante! Se ela está a tentar se relacionar connosco está a ir por um mau caminho!

-Olha lá, tu tens alguma coisa contra mim?- Resmungou o Damond.

-Eu? Eu tenho várias coisas contra ti! Disses que os outros são convencidos, mas tu és o maior de eles todo!- Rosnou

-Mas eu tenho motivos! Afinal... eu sou superior a todos eles!

 Ela levantou os olhos e fitou o Damond com raiva. Afastei-me ligeiramente om medo de que aquilo pudesse dar errado.

-Calma, não queremos lutas, já nos chega o Taylor e a Val.- Pediu a Lily prevendo o mesmo que eu.

A Sarah suspirou e levantou-se deixando todos da mesa a olhar para ela.

-Tch, antissocial.- Resmungou o Damond.

 O Luca levantou-se de seguida e seguiu-a.

-Nossa que fofo, vai atrás dela e tudo!- Ironizou o Damond

O Luca ergueu o dedo do meio. Ele continuou assim até sair do refeitório, sendo olhado por algumas pessoas curiosas. Não faço ideia do que se está a passar, mas também não me interessa. Dês que não me chateiem, está tudo bem para mim.

 

(Sarah On)

Tinha saído do refeitório, para me acalmar ou iria perder o controle. Sentei-me num banco que estava ao sol, tirei o livro que estava a ler e retomei a leitura que tinha sido interrompida pelo Damond e pela sua euforia fora do normal. Não é que eu o odeie, é só que há certas coisas que me tiram do sério, com por exemplo o cheiro da arrogância e do tabaco…

-O que fazes?

Quase que dei um salto com aquilo. Olhei para o dono na voz ainda com o coração a bater descompassadamente devido ao susto. Como é que ele se aproximou sem que eu percebesse? O cheiro até que tenho desculpa já que ele contra o vento, mas e os passos?! Ele não é nenhum bailarino para não fazer barulho a andar!

-Calma que eu vim em paz! Não me fuziles!- Ele levantou as mão em rendição.

Eu inspirei o ar, inspirando o que conseguia do seu cheiro característico. Era algo estranho, estranhamente bom. Algo doce sem ser enjoativo, algo que fazia com que eu tivesse vontade de me roçar nele e pedir por carinhos… pelo menos era isso que o meu lado felino dizia. O humano apenas desconfiava daquela aproximação subita. Não era tão subita assim, já que somos colegas de turma e já nos tinhamos falado algumas vezes.

-Não tens nada mais interessante para fazer do que ficar aqui a olhar para mim?!- Preguntei vendo que ele se tinha sentado ao meu lado.

A minha voz saiu numa mistura de um rosnido e de um murmúrio.

-Nem por isso.- A sua voz era inexpreciva, mas notei um pequeno brilho de diversão no seu olhar.

-Quer dizer que não tens nada mais interessante que ficar aqui, plantado, a olhar para mim?- Agora a minha voz demonstrava descrença.

-Nadinha!- Respondeu, desta vez com um tom de brincadeira.

-Porra, tens uma vida mais desinteressante que a minha!- Isso também não é difícil, não é toda a gente que tem uma cauda!

-De facto, a minha vida não interessa a ninguém.- Falou meio abatido.

Senti a cheiro dele a mudar para tristeza e mágoa. O meu coração apertou na mesma hora. O cheiro dissipou-se tão rápido quanto apareceu e sem que nada o previsse, ele subiu á árvore. Mas ele é parvo ou quê?!

-Tu és louco?!- Perguntei alarmada

Levantei-me mandando a bolça que estava no meu colo para o chão. Se ele cai dessa altura pode magoar-se! 

"Mas dês de quando é que te preocupas com os outros, mana?" A sua voz infantil ressuou na minha cabeça. Ignorei-a e voltei a prestar atenção ao Luca.

-Eu não sou louco, a minha…

 -… realidade é que é diferente da tua.- Ele encarou-me confuso.- Eu conheço a sensação, Cheshire.

-Ganhei uma alcunha?

-Talvez.- Voltei a sentar-me no banco.- Espero que saibas como sair daí!

-Porquê? Estás preocupada?

- Nem por isso, não quero é ter que te ajudar a sair daí.

-Grrnhau para ti também.

Ele acabou de miar? Revirei os olhos com aquilo e voltei a olhar para o livro, embora não conseguisse ler o que lá estava escrito. A minha atenção era constantemente desviada para o cheiro dele e para os risos infantis dela na minha cabeça. Agora era uma boa altura para ela ir dormir!

 -Que estás a ler?- Perguntou numa tentativa de fazer conversa.

Suspirei e levantei a capa. Eu não ia conseguir ler nada mesmo.

-Harry Potter.- Ele quase caiu da árvore.- Oh meu Deus, eu amo essa saga!

Uma pequena conversa desenrolou-se em volta do livro, falamos sobre pequenas curiosidades e como ele já tinha lido os livros todos mais de oito vezes. No meio dessa conversa dei por mim a analisa-lo incoscientemente.

O seu cabelo negro e rebelde contrastava com a pele clara quase branca, com uma cicatriz na bochecha um pouco mais escura. O seu pote físico passava despercebido, já que ele andava sempre de preto e com aquele casaco enorme, mas por de baixo de tanta roupa deveria de ter alguma coisa, já que ele dava uma tareia em quer que se metesse com ele.

 “Ele é bonito” Ronronou ela.

 “E tu és louca” Resmunguei para ela.

"Cheche!" Exclamou ela rindo.

Grunhi mentalmente para que ela se calasse. Só então olhei para os seus olhos prateados, destacados com o delineador, e reparei que ele também me tirava as medidas. Baixei os olhos um pouco embaraçada.

-Obrigado por me teres defendido.- Falou ele puxando o cabelo para trás.

-Não é preciso agradeceres.

-É sim. Ninguém enfrentaria a Stora de Biologia por mim.

- Não é como se ela fosse um dragão de duas cabeças! Limitei-me a dizer oque penso. Defender-te foi apenas um pequeno bonús.

A campainha tocou. Fechei os olhos e tentei habituar-me á ideia de ter que voltar para as aulas.

-Vamos lá…- O Luca saiu da arvore com um mortal.

 -Exibicionista.- Critiquei baixo.

Ele virou-se um pouco e sorriu antes de tomar rumo para a próxima aula.

 

(Taylor On)

Mais uns passos e já estava á porta do estúdio, entrei lá dentro e levei logo com uma onda de calor, obrigando-me a tirar o cachecol e a desapertar o casaco.

-Sr. Roosevelt!- Revirei os olhos á secretária, que tentava ir para a cama com todos os modelos daquela agência.- Já estão todos á sua espera!

Corri até á zona dos camarotes, onde fui recebido por duas maquiadoras que me sentaram numa das cadeiras e começaram a fazer o trabalho delas. Depois de já estar devidamente maquiado e vestido, fui para o local onde tiraria as fotos. A King já estava lá com o cabelo entrançado e com um olhar de superioridade.

-E eu a achar que a esta hora estarias a chorar a tua separação.- Murmurou ela com um sorriso divertido.

Ignorei-a e prestei atenção ao pessoal da equipa de iluminação que montava as luzes e aos fotógrafos que tratavam das camaras.

-Tay fofo!- A voz irritantemente conhecida soou atrás de mim.

Suprimi a imensa vontade de revirar os olhos quando a rapariga mulata me abraçou com todas as forças.

-Emma! Para quê essa euforia toda? Vimo-nos no outro dia!- Falei enquanto tentava fazer com que ela me largasse.

-Eu fiquei a saber que rompeste com a Ashley… eu lamento muito, se quiseres podes passar lá por minha casa e afogar as mágoas.

Aquela imagem voltou á minha mente fazendo-me sentir ânsia de vómito. MAS PORQUE RAIO É QUE “TODAS” AS RAPARIGAS QUE SE APROCIMAM DE MIM QUEREM O MEU CORPO NÚ? Vão chatear o Damond!  

-Já tenho coisas combinadas.- Resmunguei afastando-a de mim.

-A sério? Com quem?

-Com o Georege.- R.R Martin, estou á dois meses para acabar de ler o primeiro livro das Crónicas de gelo e fogo.

Ela parecia querer continuar a insistir, mas os fotógrafos disseram que a seção ia começar oque a obrigou a desistir  

-Tay fofo?- Riu a King do meu lado.

-Tu cala-te!- Rosnei.

 

(Luca On)

-Acorda Lobo!- Rosnou alguém do meu lado.- Estás mais inútil que o costume!

-Já disse que para ti, é senhor lobo mau.- Rosnei entre dentes para o loiro oxigenado, mas eu tinha que lhe dar algum crédito, afinal não me conseguia concentrar em nada, só na expressão dos olhos dourados da Sarah.

A discussão acabou ali, não só porque o Salvador nos mandou um olhar assassino, mas também devido ao grito esganiçado que cortou o ar fazendo todos os meus pelos se arrepiarem, junto com batuque de mais um dedo cortado.

-Eu nem sei oque é que estamos aqui a fazer…- Sussurrou o loiro.

-É.- Tive que concordar com ele.

Ele segurava o rifle com mais força que o necessário, uma demonstração clara do seu desconforto, eu não estava numa posição diferente, apertando também a bainha da Katana, de forma mais discreta que ele eu espero.

Mais um grito, mais um dedo cortado, mais uma careta que eu tive que reprimir.

-Mas quantos dedos é que ele tem?!- Resmunguei um pouco alto de mais fazendo o Salvador lançar-nos outro olhar de ódio.

O Salvador, intitulado de o Coruja, tinha á volta dos seus quarenta anos, altura mediana, com músculos que repuxavam a camisola de gola, cabelos pretos pintalgados de branco, olhos ónix e com uma expressão constante de enjoado.

Ele era Besta da Família Santos, enquanto eu e o Cédric, o loiro oxigenado, não passávamos de Assassinos. Só recebíamos ordens do Chefe, do subchefe ou dele, estando assim abaixo dele na hierarquia. E o pior de tudo, ele parecia odiar-nos, usando cada oportunidade para nos punir. Isso só aumentava o meu ódio por ele e o medo do Cédric.

- Ninguém se atreve a criar uma gangue no meu território!-Rosnou o Dom, ainda com o alicate na mão.

O homem moribundo aos seus pés afirmou freneticamente com a cabeça, mas isso não pareceu comover o Dom. Ele virou-lhe as costas e limpou as mãos com um pano dado pelo Salvador.

-Lupo, acaba com ele, e tu Cédric, ajuda-o a livrar-se do corpo. Não quero a policia metida nisso!

Ambos respondemos um “Sim, senhor” murmurado. Assim que todos saíram tivemos uma visão total do homem oque fez com que o loiro começasse a fazer barulhos de vómito.

-Lá fora!- Gritei para o loiro que correu para fora do porão/ sala de tortura/ local que cheirava a morte para caralho.

Aproximei-me do… sei lá oque lhe chamar, ele implorou-me com o olhar enquanto as lágrimas lhe escorriam lhe pelo rosto todo ferido. Desembainhei a espada e encostei a ponta no local exato do coração. Ele tentou se afastar do toque do aço, mas amarrado como estava, não teve grande sucesso.

E então, sem nenhum tipo de compaixão ou hesitação, acabei com a vida daquele homem, cujo único pecado tinha sido pertencer a uma gangue demasiado audaciosa.

O brilho do terror nos seus olhos desapareceu lentamente, ao mesmo tempo enque eu tirava a espada e a limpava nas suas roupas. Aquele homem, com vinte e poucos anos de história, talvez com uma centena de motivos para fazer aquilo que fez, talvez com amigos ou algum tipo de família que se preocupasse com ele deixou de existir…

-Já acabaste?- Preguntou o loiro atrás de mim, despertando-me do ciclo vicioso em que eu me meti.

-Sí.- Comecei enquanto passava por ele.- Diz para alguém limpar isto e leva o corpo para um lugar onde os chefes da gangue entendam a mensagem, mas sem que a policia desconfie de nada, vamos ter o Salvador á perna que eles descobrirem algo.

-Tu não és meu superior!- Rosnou ele.

Em qualquer outra altura eu teria começado uma luta com ele por causa disso… mas agora, só queria ficar sozinho.

-Certo! Então faz oque tu quiseres, o meu trabalho já está feito.

Saí da cave, sem preocupar com a moto, afinal o Cédric iria precisar dela. Andei pelas ruas meio sem destino, sentindo o olhar de algumas pessoas sobre mim, afinal, não é todos os dias que se vê alguém com uma Katana ás costas. Para evitar esses mesmos olhares subi para o terraço de um prédio usando as escadas de emergência.

Subi para o telhado e deitei-me de costas. Fechei os olhos, tentando espantar a imagem não só daquele homem, mas como as de todos o que já o antecederam e, por alguma arte macumbeira que eu desconheço, consegui! Em vez de os ver, vi os olhos dourados flamejantes da morena.

Interessante, isso nunca me tinha acontecido, claro que eu já a “segui”... Seguir é uma palavra muito forte! Eu apenas a encontrei algumas vezes enquanto eu estava sem nada para fazer e fui pelo mesmo caminho que ela, ao ponto de eu saber que mora, numa casa no meio da floresta, que ela costuma correr, que biblioteca ela frequenta e que vai três vezes por semana vai ao hospital… nada de mais! Mas nunca nenhuma outra pessoa me tinha tirado tanto de orbita.

-Eh… melhor tratar disso antes que eu me distraia num momento sensível…- Espero bem que esta atração não evolua para mais nada...

-Então porque é que não paras de pensar no fogo que eles tinham?- Perguntei em voz alta

-Eu não estou a pensar nisso …- A minha voz foi esmorecendo no fim da frase.- E estou a falar sozinho…

 

(Damond On)

Olhei para o relógio do telemóvel, que marcava oito e meia. Fazia uma hora que a Ashley me tinha ligado, dizendo que queria falar comigo. Claro que eu estava meia hora atrasado, mas não me interessa.  

-Damond?

Avistei um cacho de cabelos vermelhos. Dei um sorriso torto, capaz de fazer derreter qualquer uma. Ela não seria diferente.

-Ashley.

A ruiva falsa saltou para o meu pescoço num abraço apertado, e eu respondi no automático. Ficamos assim um tempo, até que ela se decidiu afastar.

-Então sobre oque querias falar?

Ela prendeu o seu olhar no meu.

-Aqui não, falamos em minha casa.

Alguma coisa escureceu os olhos dela momentaneamente. Luxuria, talvez? Ela agarrou-me na mão e puxou-me na direção de sua casa. Falar, pois sim, claro.


Notas Finais


Ok, ok. Mais um cap de apresentação. Gente o meu pc anda com uns problemas estranhos, então sou capaz de n poder postar mais desenhos por um tempo. Espero que isto se resolva o mais rapido possivel. Mas espero que tenham gostado, se sim favoritem. Gente por favor comentem. Eu preciso de comentários. Ajudem-me a melhorar. Já agora, não tenho o direito de vos pedir isto, mas não desistam da fic agora. Ela pode estar meio parada mas sou eu que não sei fazer inicios mesmo, logo ela aquece.
Bey-bey, desculpem pelo testamento e até Domingo.


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