História Broken Wings - a Maldição da Raposa - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Escolar, Fantasia, Hibridos, Lobisomen, Luta, Magia, Maldição, Poderes, Profecia, Raposa De Nove Caudas, Sobrenatural, Vampiros
Visualizações 5
Palavras 1.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Power, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Traidor


Estávamos seguindo rumo a nossa missão, já afastados da cidade. Conseguia ouvir os cochichos deles logo atrás, dizendo que estavam cansados ou com medo. Mas eu não dei bola.

—Leona! Sei que você está com raiva e quer vingar o Max, mas nós precisamos descansar um pouco! Estamos andando há três horas. —Disse Ray.

Parei de andar, ficando ereta e fitando apenas o nada à minha frente.

—Eu não quero ser rude, mas Ray tem razão. —Disse Garnet.

Pedi silencio deles e continuei olhando a densa névoa.

—Espera aí! Ela só disse que concordava, qual o seu problema. —Interrompi Ray antes que ela pudesse terminar a frase.

—Fiquem quietos!  Ouviram isso? —Falei, puxando a atenção de todos.

Dava para ouvir sussurros ao longe clamando por ajuda. Vozes de almas que se perderam nessa névoa árdua. Talvez almas de antigos guerreiros que travaram uma luta neste solo. Senti meus pelos se arrepiarem um por um, mas não recuei. Dei o primeiro passo e continuei a andar pela névoa.

—Sei onde estamos. Estamos perto das ruínas. —Comecei a correr em linha reta, esperando que eles me seguissem. Ouvia os passos pesados no cascalho bruto. O barulho ecoava minha mente, um atrás do outro.

Após uns quinze minutos de caminhada, chegamos ao vilarejo que eu vira em meu sonho. Tudo estava igual. As mesmas portas de madeira bruta estavam fechadas e aparentemente trancadas. As árvores pararam de se balançar, mas ainda havia vento. De repente as luzes ciânicas começaram a surgir, uma após a outra.

—É por alí! —Apontei em direção reta e continuei liderando a equipe indo na frente.

—Esse lugar me dá calafrios. —Disse Garnet.

—Por que diz isso? —Perguntou Scott.

—Parece um lugar assombrado por aqueles que nunca descansaram. —Continuou ela.

—Talvez tenha algo que os prenda aqui. Algo que se apegaram durante a vida. —Respondeu em seguida.

—Ou talvez algo não deixe-os partir. —Ralph se intrometeu.

—Quietos! —Pedi novamente silêncio.

De repente o vento carregava um som áspero e forte, como se houvessem lobos no local. As árvores voltaram a se mexer e a névoa foi se abrindo diante de nós, revelando-nos o mesmo castelo de meu sonho.

Segui até o castelo e subi as longas escadas, chegando próximo da porta o suficiente para ela abrir. Então virei-me para trás, olhando-os acovardados.

—Vocês não irão vir?

—Sinto uma energia maligna aí dentro Leo. —Disse Ray, agarrada no braço de meu irmão.

—Qual é! Pra que ter medo agora? Nós somos o impossível dos humanos, isso não deve ser nada. —Respondeu Scott, encorajando-os e subindo as escadas do meu lado.

Garnet o seguiu e parou um pouco depois no meu lado. Logo Ralph e Ray entraram, sabiam que não poderiam ficar enrolando por muito tempo, porque vidas estavam em jogo.

Após termos entrado no castelo vazio, as luzes se acenderam da mesma forma. Primeiro foi na cozinha, depois em outra sala.

—Que cheiro de frango! —Disse Ralph enquanto abria um sorriso largo no rosto.

—Realmente, parece gostoso só pelo odor. —Afirmou Ray.

—Podem ir na frente, preciso checar outra coisa. Depois acompanho vocês. —Sorri, enquanto me dirigia a outra sala que me intrigava. Não havia passado lá durante meu sonho. 

Ouvia os passos pesados e cansados deles andando em direção oposta. Pude ouvir a mesma porta se fechar um pouco depois de forma leve. Estava tudo escuro, mal conseguia enxergar minhas mãos. Resolvi então acender uma tocha ali perto e carregá-la comigo. Era o corredor mais sinistro que eu havia encontrado em minha vida. As cortinas marfim das janelas estavam todas rasgadas. O tapete no chão encardido com algo que parece sangue e cinzas. O ar cheirava a uma mistura de pólvora e algum tipo de ser que estava em processo de putrefação. Haviam mais treze portas, afastadas umas das outras. Decidi entrar em todas elas para checar o que acontecera naquele local.

Ao entrar na primeira porta, consegui avistar uma cama rasgada com penas para fora dela. O chão estava negro, algo queimara ali. Entrei mais um pouco para ver o que encontrava. Havia pergaminhos nas paredes e algo que parece um mapa. Estava difícil de ler pela claridade, mas não parecia ser o meu idioma. O mapa marcava cinco locais, os cinco locais que foram atacados por Killians. Do outro lado havia uma faca cravada na parede com um rosto nele. Não dava para ver o rosto pois estava rasgado, mas me parecia familiar.

Sai do quarto um pouco depois, aquilo não me ajudou em nada. Exceto que, talvez seja o quarto de um antigo Killian que havia habitado ali.

Continuei andando rumo a frente, a procura de algo que me satisfaça, uma resposta.

Não deu muito tempo, pude ouvir um grito agudo ao longe, era Garnet. Virei-me e corri em direção a porta para sair do corredor, mas a porta se fechara em meu rosto impedindo minha saída. Forcei meu membro inferior, fazendo-o colidir com a estrutura de madeira que se encontrava ali, percebendo que a mesma voara. Sem pensar duas vezes, voltei a correr em direção aonde o grupo se encontrava anteriormente. 

—Ralph?! Ray?! Garnet?! —Estavam todos caídos no chão, como se estivessem inconscientes. Andei cuidadosamente ao lado deles e me abaixei para tocá-los, sentir suas pulsações. Graças estavam normais.

Senti um movimento brusco logo atrás, virei-me para ver o que era mas enxerguei apenas um vulto. 

—Você foi esperta não comendo o bolo. Mas agora a pergunta é: Como sabia que não deveria ter comido? Isso significa que há um traidor entre nós.

—O único traidor aqui é você! Scott! —Movi-me com precisão, virando na hora em que o mesmo se preparava a me atacar. Scott segurava um cálice dourado, deveria estar planejando me acertar com aquilo.

—Pena que vocês não irão sobreviver para ver nosso grande triunfo. —O mesmo sorriu sarcástico.

—Isso é o que veremos. Nós iremos acabar com a essa raça imunda! —Respondi em prontidão.

—Chega de papo. —Uma voz feminina surgiu entre nós.

Não deu muito tempo, acabei levando um golpe forte na cabeça, o que me fez perder a consciência rapidamente. Estava tudo escuro, escuro e frio.

* * *

Abri meus olhos lentamente. Senti um peso horrendo em minha cabeça como se ela estivesse com toneladas de concreto acima, impedindo o movimento.

Comecei a raciocinar sobre o que acontecia um tempo depois de abrir meus olhos. Eu estava presa pelas mãos, cintura e pernas na parede. Parecia uma espécie de calabouço. O quarto era iluminado por tochas e estava bastante sujo.

—Então a princesa acordou! —A mesma voz feminina de antes havia se manifestado.

Tentei mover minha cabeça para obter uma visão concreta do que acontecia ao meu redor mas tinha algo nela que me prendia e machucava. Aparentemente uma tiara com pontas interiores que estavam penetrando minha cabeça. Gemi com  dor ao forçar o movimento. Então a voz riu de novo.

—Intrigada por não saber quem sou? —Tudo que pude ouvir eram passos. —Lembre-se de uma coisa apenas. Eu sou aquela que mergulhará este mundo em escuridão e sofrimento.

—Eu... Caçar... Você... —Tentei falar, mas estava fraca demais. Céus! Será que alguém pode me salvar?!

—Claro! Claro! Assim que der um jeito de se curar, libertar e passar por todos os selos e os guardas quem sabe. —A pessoa portadora da voz finalmente se revelara para mim. Uma menina de mais ou menos nove anos de idade com dois rabos de cavalo posicionados bilateralmente em sua cabeça com a cor de fogo reluzente. Seus olhos brilhavam branco, sem pupila ou íris, apenas um branco vazio. Vestia roupas elegantes como um casaco que lhe ia até os joelhos e uma saia curtinha plissada. Parecia boneca de filme de terror. —Não pensa não amor, vai se cansar. —A mesma brincava comigo. —Não tenho tempo para perder aqui com você, tenho um mundo para dominar. Divirta-se na solidão desse quarto imundo. Aposto que fará amizade cedinho com as baratas e as larvas! —Saiu rindo da cela, apagando uma tocha e fechando a porta.

Minha visão foi ficando negra aos poucos novamente. Já não enxergava mais nada. Foi então que resolvi me entregar ao subconsciente, vai que pelo menos lá eu tenha alguma ideia boa de como escapar daqui.

* * *

Já se passaram horas desde que acabei parando aqui e nada aconteceu. Nenhum sinal de Ralph ou de meus amigos. Não consegui mover um centímetro de diferença do anterior. Meus pensamentos se voltaram a pura negatividade e besteiras, como se a vida fosse um desenho animado. Quem sabe quando eu iria escapar dali? Talvez em meses ou anos. Talvez quando eu voltasse ao mundo ele estivesse todo destruído, sem esperanças. Talvez eu nunca saia daqui. Todos estes pensamentos me levavam a loucura. Eu só queria alguém que pudesse quebrar essa porta e me libertar deste inferno, um herói ou heroína. Sonhar com contos de fadas não levam a lugar algum. Só posso contar comigo mesma: com minha força de vontade e com meus punhos.

Comecei a mexer as mãos de forma brusca, tentando arrancar aquelas algemas da parede. Meu pulso ardia profundamente como se mil navalhas mergulhadas em ácido passassem a lâmina velozmente em forma de pedido de rendição.

Era o que eu queria, me render, mas não podia. Não posso, as pessoas dependem de mim e da minha grande capacidade de fazer besteiras e aceitar uma responsabilidade enorme que está pesando nas minhas costas! Se ao menos eu fosse mais preguiçosa e recusasse essas missões estúpidas! Eu estaria em casa lendo o último livro do Harry Potter. Os humanos conseguem criar coisas inimaginavelmente incríveis e absurdas, seria uma pena perder tudo isso para abafar o ego de criaturas tão nojentas.

Estava quase se completando a quarta hora. Mas que petulância esses demônios me prenderem aqui! Eles não sabem com quem estão lidando! Irei caçá-los um por um assim que eu me libertar. Se eu me libertar.

* * *

É o fim. Minha barriga começou a roncar e a luz do dia entrava de súbito no quarto empoeirado, dando uma vida a ele. Já estava criando alternativas de vida diferentes pelas minhas longas meditações. Já estava até pensando em adotar uma aranha de estimação. Ela iria se chamar Meg.

—Olá?! Leona! Ralph! Ray! Podem me ouvir?! —A voz de Fiona ecoava ao longe.

Era tudo que eu precisava agora. Ouvir a voz enjoada da Fiona em minha mente. Se meu cérebro quer me pregar peças, que não seja com uma alucinação assim. Caramba! Estou faminta!

—Garnet?! —Ouvi a voz daquela ruiva que sentou com a Fiona na aula. Estou com muita saudades de casa.

—Acho que eles não estão aqui Fiona. —Disse Scarlet.

—Eles têm que estar aqui! Não há outra teoria.

Ouvi um estrondo. BAM! A porta da cela a minha frente caiu levantando muita poeira. Comecei a tossir bastante pelo excesso pó que voava. Então a silhueta de Fiona se concretizou a minha frente, se aproximando velozmente de meu corpo.

—Fique parada! Iremos soltar você! —Disse Fiona, tocando em minhas algemas.

—Tá... De brincadeira... Né? —Olhei-a com escárnio, ela só podia estar brincando comigo. Mesmo se eu quisesse não iria a lugar algum.

—FIONA! CUIDADO!! —Scarlet gritou.

Tudo ficou preto, novamente.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...