História Broken Wonderland - Capítulo 1


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Categorias Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)
Exibições 2
Palavras 816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aproveitem, qualquer erro ou sugestão, por favor comentar.
Espero que gostem. Foi postada tambem no Nyah!Fanfiction. Imagem da capa adquirida pelo google.

Capítulo 1 - A Porta do Começo


Os pês pálidos e gélidos tocavam levemente o chão sujo de cerâmica quadriculada, em uma dança guiada por uma melodia melancólica e cruel. O vestido claro balançava e pingava pintado com as mesmas cores que o falso céu ensolarado, que cobria o teto rachado e coberto de goteiras em um mundo quebrado e opaco como os fragmentos de uma realidade uma vez colorida.

    O cabelo loiro apagado balançava juntamente com o vestido, pingando em um rimo constantemente lento e enlouquecedor. A musica tocada pela pequena vitrola largada em um canto aumentou seu ritmo juntamente com a pequena menina, que sobrenatural dançava como uma em relação a musica cada vez mais rápida.

    Uma porta revelou-se minúscula, saindo dela um esplendido hibrido uma mistura de homem e coelho, grande demais para poder passar por essa. Era possível ver, reluzentes, as pequenas foices que o adornavam. Musica e menina pararam maravilhados com o magnifico ser a sua frente.

   A menina movimentou os lábios, porem sua fala, sem que esta o percebesse, saiu da vitrola fragmentada e repetida como um disco riscado:

-Ó, senhor coelho, sinto muito, sabe dizer onde estamos? Eu o segui ate aqui, porem não sei onde estamos poderia me dizer, por favor?

  O hibrido que a garota chamaria agora de coelho branco (por sua aparência no mais alvíssimo branco), a ignorou limitando-se a tirar um relógio de seu colete, e suspirar quase como resignado um triste “assim não terei tempo de fazer o jantar, tenho que me apreçar”.

  Ao guardar o relógio, uma pequena mesa de três pernas apareceu, ao lado da encharcada menina, que olhou como se uma mesa aparecer no ar fosse normal, e no instante seguinte o dito Coelho Branco voltou a desaparecer por detrás da pequena porta. A garota tentou atravessar a porta e espantou-se ao descobrir que esta se encontrava trancada.

 Com um suspiro de sua vitrola sentou-se na base da estranha mesa de três pernas e ao olhar para cima percebeu que uma chave simplesmente aparecera. Era minúscula, e como tudo naquele pedaço de mundo em que se encontrava, estava degastada e velha apenas um resquício de sua antiga beleza.

Sem conter o entusiasmo a garota engatinhou para poder chegar à porta (e ainda assim teve de se curvar) inserindo a chave na quebradiça porta. Ao gira-la um barulho de moeda se ouviu e assustada a garota se virou. Uma pequena caixa aparecera era uma bela peça, a única coisa naquele lugar que reluzia no auge de sua gloria.

Decidida a seguir o coelho o mais rápido possível ela ignorou a pequena caixa e empurrou com a pontinha do dedo a porta, que se abriu revelando um mundo inesperado e, como logo a menina percebeu inacessível para ela naquele tamanho. Ela voltou-se, dando novamente o trabalho para a vitrola suspirar. Novamente ela notou a caixinha, e levantou-se empurrando o cabelo molhado para trás e voltando a prendê-lo com a faixa preta.

Ela ergueu a caixa e percebeu pela primeira vez que a caixa tinha um pequeno buraco fazendo-a semelhante a um cofre, e em voz alta murmurou, ou melhor, a vitrola murmurou:

-Pra que serve essa caixa?

Respondendo a sua pergunta um pequeno papel apareceu: bem vindo ao País das Maravilhas para entrar, por favor, deposite uma moeda.

A garota apena encarou o bilhete e ardente de curiosidade tirou uma moeda reluzente que trazia pendurada em seu pescoço, torceu para aquela antiguidade funcionar.

O mundo girou em um vórtice de cores apagadas, e a garota viu a porta se abrir de relance arrastando tudo para dentro. Ela caiu na margem de um lago negro e pela primeira vez que entrou naquele mundo sujo e quebrado o pavor subiu fechando a garganta em um nó que impedia a respiração, mesmo longe do lago ela sentia como se afogasse.

Um homem alto de cabelos cinza escuros, Rato, afastou-se, incomodado a olhando como se a censurasse por arrasta-lo porta adentro e ainda ter a ousadia de incomoda-lo com seu pavor. A menina esqueceu-se do pavor por um momento, sentia-se indignada. Ela não o fizera de proposito como saberia que a porta sugaria tudo na sala quando a abrisse?

Por falar nisso, ela não o vira lá para começo de conversa. Já sobre o pavor que sentira ela não sabia, voltou-se receosa para o lago, nunca sentira medo de água ou lagos, pelo contrario adorava ir nadar e passear de barco com a irmã.

Impaciente Rato espalmou as mãos:

-Não tenho o dia todo- disse- Vais cruzar o lago ou não?

-Mas cruzar o lago como?- perguntou a pequena movida pela curiosidade- Não vejo barcos!

Rato suspirou descontente por isso odiava novatos, engolindo a raiva explicou:

-Pagaste a passagem, não é? Agora basta chamar o barqueiro-Com isso aproximou-se do lago cuidando cuidado para não molhar seus lustrosos sapatos com a água que mais lembrava piche, e uma única vez gritou um único nome: “Caronte!”.



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