História Brooklyn Baby - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~vodkagan

Postado
Categorias Guns N' Roses, Skid Row
Personagens Axl Rose, Dave "The Snake" Sabo, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Personagens Originais, Rachel Bolan, Rob Affuso, Scotti Hill, Sebastian Bach, Slash, Steven Adler
Tags 80s, Brooklyn Baby, Casal, Duff Mckagan, Guns N' Roses, Hard Rock, Love, Rachel Bolan, Rock N' Roll, Romance, Skid Row
Visualizações 36
Palavras 1.570
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!
Antes de começar, tenho que esclarecer algumas coisas:
- A May (@vodkagan) não vai mais escrever nesse site, logo ela não vai continuar nesse projeto (mas eu insisti para deixa-la como co-autora pq isso foi algo extremamente nosso, então não seria justo tirar minha mana assim)
- Eu tô morrendo de medo bicho kkkkkkk temos mais dois capítulos prontos, eu acho e dps disso vai ser só eu eu eu saca? Era mais fácil com ela me ajudando, mas eu entendo os argumentos dela. Então eu acho que consigo (quem sabe eu convença ela a betar os capítulos rsrs)
- É issooo, espero que estejam gostando até aqui.
Boa leitura!

Capítulo 11 - 010: my whole life is a dark room;


Fanfic / Fanfiction Brooklyn Baby - Capítulo 11 - 010: my whole life is a dark room;

Novembro de 1991

A monotonia nunca me incomodou tanto, mas a rotina voltou com uma tortura diferente. A pior parte era ficar sem encarar aqueles olhos castanhos adoráveis, por mais que eu sempre os evitasse pessoalmente. As revistas em que o Skid Row saía não eram o suficiente, ouvir as suas músicas no rádio não bastava – eu precisava ouvir a sua voz mais uma vez. Por mais que eu não admitisse para ninguém, eu sentia uma falta incontestável de Rachel Bolan e eu estava vivendo em uma abstinência estratosférica. Eu assistia suas entrevistas na televisão e sentia medo, porque toda vez que o via sorrir através da tela com aquele sorriso sugestivo, eu confirmava que estava perdida como nunca estive antes. Bolan fez um estrago irreparável em mim e isso é uma coisa que não sei lidar, já que eu o via em tudo que fazia, sentia seu cheiro na multidão e seus olhos pareciam estar em toda parte. Mas nunca era ele; nunca será ele. Apesar de uma parte tola de mim querer avidamente que ele me encontrasse, sei que isso nunca será possível – o meu adorável conto de fadas havia acabado, afinal. E não foi tão adorável assim.

- Alyssa?

Molly, a preocupada mãe que não sabia mais o que fazer comigo, entrou no meu quarto silenciosamente. A cena devia ser no mínimo deplorável: Even Flow tocava na rádio em cima da cabeceira e meu corpo estava coberto de folhas e livros enquanto eu repousava, parecendo estar sem vida, em cima da cama. Não conseguia nem piscar, porque a onda de flashbacks era real demais e a minha imaginação não conhecia os limites da ilusão. Eu estava na fossa (é o que dizem, não é?).

- Jane está aqui. – Ela não esperou que eu respondesse para dizer o seu objetivo de estar ali. Infelizmente, toda essa áurea negativa que me cercava me afastou da minha mãe em vários aspectos e eu simplesmente só conseguia me culpar. Na verdade, desde que tudo aconteceu, a única coisa que consigo fazer é me culpar.

- Pode trazê-la aqui por favor? – Não me mexi, mas sabia que minha voz embargada pelo cansaço emocional exalava uma certa mansidão sinistra para fora de mim.

Como um furacão que vem sem qualquer aviso prévio, Jane entra no quarto estonteante com seu novo cabelo castanho:

- Mas que porra é essa? – Seu salto fazia um barulho que soava ritmicamente pelo quarto e não demorou muito para que o amável Pearl Jam parasse de tocar no rádio.

- Hey! – Exclamei, contrariando implicitamente tal atitude. – Eu gosto dessa música.

- Foda-se. – Disse, cruzando os braços para mim.

Agora pude reparar melhor em Jane. Seu cabelo antes loiro, estava castanho – a cor original, inclusive – e ela não usava peças justas e curtas dessa vez: seu corpo estava bem emoldurado na saia longa e na camisa cheia de pequenas florzinhas. Ela parecia ter se arrumado para alguma coisa, e com certeza não era para uma festa como sempre fazia nas sexta-feiras.

- Você quer tentar me arrastar para algum lugar de novo, é isso? – Falei completamente desanimada. – Eu tenho que estudar, Jane.

É claro que eu tenho que estudar, mas é óbvio, tanto para mim quanto para ela, que não conseguia fazer nada além de me esconder em pensamentos obscuros que minha mente fabrica o tempo todo. E eu sei também que a Jane só quer o meu bem, mas não sei se em algum dia, eu vou estar cem por cento bem de novo. Droga, minha cabeça soa como um feto rabugento e apaixonado. E eu odeio isso; odeio me sentir tão vulnerável com meus próprios sentimentos.

- Não é uma festa, Alyssa.

- O que é então?

- Vamos ao Empire-Fulton Ferry State Park. – Sorriu. – Afinal, sei que você nunca foi lá.

Desde que me conheço por gente, sempre quis ir naquele parque, mas nunca tinha ido por motivos de que meus pais sempre estavam ocupados com outras coisas e eu nunca tive... O momento certo, sabe? Mas, agora, aquilo soou tão certo quanto o fato do Sol aparecer todas as manhãs e, sem dizer qualquer coisa, eu consigo me arrumar e sair com a Jane, como há muito tempo não fazia.

Apesar de não conter nenhuma alegria dentro de minha alma há meses, talvez aquele momento fosse o mais próximo que eu realmente tive uma vontade de levantar da cama e fazer outra coisa que não fosse ficar olhando para o rosto do Bolan numa capa de revista ou nas suas entrevistas para a MTV. Eu as escondia embaixo do meu colchão, por mais que minha mãe e Jane as tivessem encontrado quase dois meses atrás, elas continuavam lá como se nada tivesse acontecido, apenas para me lembrar o quão ridícula eu soava nesse momento.  

- É o Rachel ou o Duff?  - Ela finalmente pergunta enquanto degusta de mais um teco da sua casquinha de sorvete.

- Rachel.

Eu não quis mentir, porque se eu tivesse mentido, eu só estaria me enchendo de coisas ruins novamente. E a tarde está quente e linda demais para que eu estrague com coisas mundanas e idiotas. Claro que pronunciar seu nome não foi tão fácil, mas eu tinha que, pelo menos, tentar pôr para fora todo aquele terror enclausurado dentro de mim nos últimos meses. Além do mais, já era doloroso demais olhar para o seu rosto.

Se eu procurasse algo sobre o Duff, a culpa dentro de mim iria aumentar e seria mais difícil para me recuperar. Como se já não estivesse sendo difícil o suficiente. Nos dois primeiros meses eu até era capaz de procurar saber algo sobre. Sam me ligava toda semana para saber o meu estado e tudo que eu sabia fazer era perguntar sobre o loiro punk. Ela sempre me dizia que ele estava bem, se recuperando, mas eu podia dizer pelo tom de sua voz que era mentira. Chegou uma hora que não conseguia mais atender as suas ligações e elas eventualmente pararam. A última vez que fiquei sabendo algo sobre ela ou sobre a banda foi que Izzy Stradlin tinha saído. Eu esperava que os dois estivessem bem com isso.

- É, eu já sabia. – Soou convincente. – E o que você vai fazer?

- Ele está ocupado com a banda, Jane. – Rio nervosamente. – Não há nada que possa ser feito.

- Ele não vai ficar ocupado para sempre! – Contrariou.

- Sim, mas por que diabos ele viria atrás de mim, Jane?

Então ela se calou. Claro que a resposta era o silêncio, não tinha como ser outra coisa. Respirei fundo, sentindo um peso incômodo no estômago e jogo o resto do meu sorvete dentro do lixo.

- Vamos embora.

- Hey, me desculpe, eu só...

- Vamos embora, Jane.

A tarde parecia ter mudado drasticamente e toda aquela dor voltou a se instalar no meu peito pior do que antes. Se eu mal conseguia lembrar de sua existência sem me sentir a pior pessoa do mundo todo, será que algum dia eu conseguiria me recuperar? A minha cabeça dizia que um dia tudo iria passar, assim como a minha mãe cada vez que me encontrava chorando silenciosamente para não preocupá-la mais ainda a ponto de ligar para o meu pai e tirá-lo de seu trabalho. Já o meu coração dizia algo completamente diferente. Eu gostaria que ele estivesse errado. Eu também gostaria de parar de agir como uma completa idiota, mas isso parecia impossível.

Não esperei que Jane me seguisse, eu precisava ficar sozinha mais uma vez, como todas as outras vezes desde que ele foi embora de Nova York para se concentrar na sua banda. Desde que ele decidiu que talvez eu não fosse boa o suficiente para me encaixar nessa bagunça toda que o seu mundo era. Minha vontade era de gritar até que o ar se acabasse em meus pulmões o quanto eu sentia a sua falta para a cidade inteira ouvir. Talvez desse jeito a saudade diminuísse. Abri a porta do apartamento num estrondo, ouvindo o suspiro de Molly ao me ver passando que nem um furacão pelo corredor até o meu quarto.

- Aly, abra a porta. - Jane murmurou através da porta de madeira. - Por favor. Me desculpe, eu só estou preocupada com você.

Eu desejava que ninguém estivesse preocupado comigo de nenhuma maneira. Eu só queria ficar sozinha e se concentrar na minha dor e na saudade enorme que sentia de Rachel. Ignorei todas as outras tentativas de minha amiga para que eu abrisse a porta, ligando o rádio quase que no último volume. Não ligava mais para os vizinhos ou se eles iam reclamar sobre isso, precisava ficar no meu mundo pessoal o mais rápido possível. In A Darkened Room começou a tocar. Era a última música que o Skid Row tinha acabado de lançar do álbum Slave To The Grind e eu já sabia a letra toda desde que decidi ouvir o álbum pela primeira vez, alguns dias depois que a turnê com o Guns N’ Roses continuou.

Existia uma grande ironia por trás de tudo aquilo, principalmente pela minha falta de coragem de ir atrás dele, mas eu queria mais que tudo que Rachel viesse atrás de mim. Um grande medo se instalava toda vez que eu pensava que nunca mais seria capaz de vê-lo. Um medo que se tornava realidade cada vez que eu tomava um rumo diferente do seu.

 


Notas Finais


O que acharam? Sei que ela tá toda na bad e tals, mas mudaremos isso, guys!
Beijos,
Little Vicky <3


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