História Brother-in-law - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Exibições 110
Palavras 4.814
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sumida eu, hein? Haha
Fim de ano me mata gente, tenho que estudar muitoooo sempre que chega dezembro.

Capítulo 3 - Chapter Three


Fanfic / Fanfiction Brother-in-law - Capítulo 3 - Chapter Three

Acordei com os olhos pesados e pareciam grudados. Estava um caco. Essa semana eu tinha que trabalhar dois turnos, depois da semana em Bali. Mas nem foi por isso, foi pra receber, mesmo tendo que passar os próximos 4 dias na Suíça com a mamãe. Eu estava sem falar com ela direito, por ter dito a Grace que estava doente primeiro. Falava só pra ouvir se ela estava bem ou não. 
Ela esta bem melhor, graças a Deus. Saiu do hospital e já está apta a fazer o que quiser. 
Basicamente foi uma meningite bacteriana. Quase que ela morreu, mas quando comprei as passagens pra ir imediatamente ela recusou. 
Achei que ela só tivesse a mim, mas ela disse que estava de namoro com um Michael. Ele estava lá pra ela. 
 Fui pra o banho me arrastando. Morrendo de preguiça, lavei os cabelos, pra quando eu fosse viajar mais tarde eles estivessem secos. Odeio ir de cabelo molhado no frio do avião. Saí do banheiro direto pra o closet. 
Millicent e Lyla apareceram se esfregando em meus pés, mostrando que estavam com fome e queriam o café da manhã tanto quanto eu. 
Coloquei uma calça moletom preta, uggs e uma blusa de mangas branca. Hoje eu iria descuidada mesmo, não estava com disposição pra me arrumar. Só pus minhas argolas e penteei meus cabelos. 
Pus o leite de Lyla e a ração de Millicent, saindo logo em seguida. 
As gatas mesmo sendo mãe e filha eram muito diferentes. Millicent é branquinha dos olhos azuis, e Lyla era preta dos olhos verdes. Saí de casa depois de me despedir delas. Tenho Millicent desde os meus quinze anos, mas ela teve Lyla tinham algumas semanas. 
Estavam com o papai durante a mudança, mas as trouxe pra cá. 
Quando as busquei estava triste com Harry por ele ter beijado Grace na minha frente, comprei uma cama completamente acolchoada linda da Gucci pra Millicent, e uma castelo onde Lyla poderia escorregar e subir do seu jeito desajeitado de filhote.
As melhores que o dinheiro podiam comprar, apesar de nem ter uma cozinha nem um banheiro de hospedes ainda. 
Isso aconteceu terça, e ele não parou de me ligar até hoje. Mas não quero atender. 
Fui transferida e não estava com meus amigos essa semana. Estava um tédio completo. 
- Bom dia, Rosie. - Chad desejou e eu sorri. 
- Bom dia, lindo. - beijei sua bochecha e começamos o trabalho. 

******
Fui direto pra casa, morrendo de cansaço. 
Queria tomar um banho e aproveitar com Millicent e Lyla até a hora da viajem. 
Ao chegar, passei no andar da Dona Kristin, pra me certificar de que ela poderia mesmo cuidar das minhas bebês até 4 dias depois de amanhã. 
Ao chegar, me deparei com Harry no sofá. Lyla e Millicent brincavam com ele. 
Ao me ver, ele se endireitou e levantou. 
- Oi. - ele disse. 
- Tudo bem? - pus minha bolsa na mesa de jantar e as chaves do carro também. Pus as mãos na cintura. 
- Você quem me diz. Ainda ta estressada sem motivo? - ele erguei a sobrancelha. 
Abri a boca em surpresa. 
- Você beijou a Grace. Na minha frente. 
- Ela é minha noiva! O que você esperava? Que eu lhe beijasse? - ele gritou, parecendo se arrepender no instante seguinte, quando lágrimas jorraram dos meus olhos. 
Ele se aproximou suavemente, mas me afastei. 
- Você tem razão. Isso tem que terminar. - ele arregalou os olhos. 
- Deixe de falar idiotices. Você não vai me deixar. - ele me prensou contra parede com força. 
- Você mesmo acabou de falar o porque de eu ter que te deixar! Eu quero mais que diversão e você não pode me propiciar nada mais que isso. - eu disse e ele arregalou os olhos. 
Estavam tão intensos que mergulhei neles com tudo, do mesmo jeito que retribui quando ele mergulhou em minha boca com sua lingua quente e macia. 
Quando ele foi puxando minha camisa, o empurrei pra longe, completamente ofegante. 
- Se meu pai descobre isso, Harry? Tudo do seu lado é uma delícia, é ótimo. Eu amo estar com você. Tanto que nem me dou conta do quanto é errado até sair de perto de você.  
Ele ficou onde estava, passando a mão pelo cabelo com fúria. Limpei as lágrimas. 
- Eu sei que é errado. Mas não consigo, ta legal?! Não consigo passar um segundo do meu dia sem pensar em você. - ele massageou as têmporas.
- A gente supera. O que não dá é ficar fazendo algo errado pra sempre. - ele assentiu. 
- Podemos ser amigos. - ele disse e eu assenti, sabendo que nunca conseguiria ser amiga dele. 
- É hora de você ir, eu acho... - ele me abraçou sem jeito e saiu porta a fora. 
Cai no sofá, exausta. 
Como algo tão bonito e intenso podia acabar com um "podemos ser amigos" ridículo como aquele? 
Meu coração apertou e eu comecei a chorar. Fui indo tomar banho e olhei de relance pra cozinha. Estava acesa e parecia diferente. 
Ao chegar lá, fiquei estupefata. Estava toda mobiliada com tudo de tecnologia de ponta. Fui correndo ao banheiro social, e estava todo pronto, exatamente do jeito que eu só contei pra Harry. 
Deitei em posição fetal na minha cama, chorando como uma bebê. Ele tinha feito tudo pra mim, e eu simplesmente o mandei embora. Com um pedido idiota pra sermos amigos. Que ridículo. 
A porta bateu com uma altura que achei que fossem derrubar. 
- Não estou bem, desculpem. - eu pedi, com um grito choroso. 
- Abre. - Harry gritou e eu corri até a porta, quando abri, nem dei tempo dele raciocinar. 
Pulei nele, envolvendo as pernas em sua barriga, num beijo completamente intenso. 
Ele fechou a porta com o pé e ouvi a tranca ser fechada. Suas mãos apertavam minha bunda enquanto me levava pra o quarto. 
Me jogou na cama e tirou minha roupa com pressa, mas não o culpava pela pressa. Eu também estava sedenta por ele. Tirei sua roupa, e sem preliminar alguma, ele meteu em mim com força. 
Gritei, levantando o quadril em direção a seu pau. Ele metia com uma rapidez que achei que fosse enlouquecer. 
Gozei com um grito alto, e ele gozou logo em seguida. Dentro de mim, como em todas as outras vezes. 
Ele começou a beijar meus mamilos e eu o deixei fazer o que quisesse. 
- Não quero ficar longe de você, Rosalie. Não quero. - ele me beijou. 
- Também não quero. - eu sorri, sabendo que não conseguiria ficar separada dele.  
- Você é linda. - ele me olhava intensamente. 
- Você também. - ele sorriu, me pondo no colo e levando ao banheiro. 
Tomamos banho juntos e eu pus a roupa do voo. Me olhei no espelho. 
O que estava acontecendo comigo? Quem era Rosalie Florence? Papai costumava dizer que eu era a garota mais decida que ele conhecia. 
Hoje era só Harry se afastar que eu me sentia perdida. Eu nunca fui assim. 
Ele é minha droga, a qual estou completamente viciada. Não podia ser assim. 
Sai do closet e ele estava vestindo a roupa. 
- Pensei em sairmos pra jantar... - ele começou, mas ao ver que eu já estava vestida, parou. - Vai onde? 
- Vou ver a mamãe, em Glasgow. 
- Porque você não me disse nada? - ele franziu as sobrancelhas. 
- Eu estava triste, mas isso não vem ao caso. Topo o jantar. - ele sorriu. - Mas é pra conversarmos civilizadamente e com estribeiras. Sem briga e reconciliação. - ele massageou as têmporas fazendo que sim.  
- As damas na frente. 
Ele me ajudou a levar minha mala até seu carro, e fomos num silencio meio que confortável, mas estranho. 
Acho que sabíamos que aquilo era o fim, mas não queríamos deixar estranho, o que acabava deixando tudo mais estranho ainda. 
Paramos em um restaurante bem bonito por fora. Fomos juntos até uma mesa bem escondida. Ele queria uma no meio do salão, mas fiz questão da descrição. 
Fizemos os pedidos, e meu suco de limão e sua dose de uísque chegaram rápido. 
Bebi um gole antes de falar. 
- Você, hm, sabe que não podemos mais fazer isso, né? - eu disse, e ele apoiou o cotovelo na mesa, apoiando o queixo na mão. 
- Sei. Mas também sei que não consigo ficar longe de você, apesar de querer. E por mais que tente, não da pra resolver o que sentimos numa conversa civilizada e adulta num restaurante. - ele transbordava sarcasmo. Não nos conhecíamos a muito tempo, mas eu sabia que aquilo era porque estava puto. 
- Harry, precisamos parar. - bebi um gole enfurecido. 
- Não precisamos, não. 
- Já pensou em como o papai vai se sentir se descobrir? Grace vai me odiar, vai ser um inferno pra mim. E vai acabar seu noivado. - ele pareceu pensar. 
- Rosalie, se meu noivado não ja estivesse acabado, eu não estaria completamente louco por você. - ele declarou, fazendo meu coração das cambalhotas. - Você não precisa se preocupar com seu pai e Grace, não precisa vê-los. Já mora só. 
- Você só está pensando em você. Amo meu pai demais, não suportaria que ele me odiasse. E apesar da relação complicada, Grace continua sendo minha irmã. - eu funguei, olhando pra cima pra conter as lágrimas. 
- Eu realmente não sei, Rosalie... Só não quero ficar longe de você. 
- Acaba com a Grace então. - sugeri sem pensar. Ele escondeu o rosto com as mãos por alguns segundos, passando a mão pelos cabelos em seguida. 
- Não posso. - ele disse e eu murchei. 
- Não pode? - nem seu porque estava tão decepcionada. - Isso já resolve toda a situação. - limpei as lágrimas silenciosas que escorriam. 
- Responde? - parecia confuso. 
- É. - calei-me ao ver a comida chegar. Ele também se calou e comemos em silencio. 
Ele pagou, e o caminho até o aeroporto foi silencioso demais. Queria que ele falasse qualquer coisa. Chegamos. 
Ele desceu, pegou minha mala e fomos juntos até meu portão de embarque.
O beijei suavemente. 
Tentei passar todo meu amor ali, porque esse deveria ser o último.
Ele pôs a mão no limite entre as costas e a bunda, e a outra adentrou minhas madeixas, deixando o beijo mais intenso. 
- Se você não pode deixa-la, é porque não gosta de mim o suficiente pra isso continuar acontecendo. Por isso não vai acontecer mais. - saí com minha mala. Era só isso que eu tinha a declarar. 

******
Não fazia ideia de como havia dormido o voo até Glasgow inteiro. Acho que estava completamente esgotada. 
Desci e peguei a mala, quando saí, mamãe me esperava sozinha. 
Ela abriu os braços, e eu corri que nem uma bebê, ela me confortava demais. 
Afundei no abraço dela, que me apertou. 
- Meu amor, que saudade. - mamãe disse, beijando minha testa. 
- Que saudade. - repeti, beijando sua bochecha. 
- Você ta linda, Rosie. - ela passou a mão pelos meus cabelos. 
- Uma coisa, porque contou pra Grace? 
- Achei que a menina fosse ver como algo pra se aproximar. Mas só tenho você mesmo, filhota. - ela disse e eu assenti. 
Entramos no carro e fomos falando as novidades no caminho do apartamento dela. 
Não contei de Harry. Seria definitivamente uma decepção pra ela. E eu não queria isso, nem pra ela nem pro papai. 
Ela contou que estava de namoro com um ricaço, dono de algumas fábricas de cerveja Heineken. Disse que ele é bastante gentil e que tinha dado dinheiro pra comprar vestidos dos bailes e das festas pra mim, pra ela e pra Grace. Mas como Grace não estava, podíamos gastar com roupas de marcas caras. 
O apartamento de mamãe estava completamente novo. Os moveis com aparência de serem caros e muito novos. 
- Esse meu padrasto anda arrasando, hein? - brinquei enquanto passava o dedo pela nova mesa de jantar. 
- Ele quer vir morar aqui e casar. Casar, Rosie. - ela arregalou os olhos enquanto ria. Sempre fazia isso quando nervosa. 
- Ele querer casar não é algo ruim, mãe! É maravilhoso que ele queira casar, na verdade. - me lembrei que eu e Harry nunca teríamos esse privilegio. 
- Eu o amo, sabe. Mas acho que casar não é o certo pra mim agora. 
- Acho que você devia casar, mãe. Tem que tentar de novo alguma hora. - ela pareceu ponderar. 
- Bem, ele só falou isso casualmente, não foi um pedido... - ela murchou, mas tentou disfarçar. Então a safada queria casar. Dei risada.
- Mãe, você quer casar! - exclamei enquanto ria. 
- Ta bom, Rosalie Florence. Vamos embora comprar as roupas, porque hoje tem uma festa na casa dos Malik. 
- Dos Malik? Aqui em Glasgow? 
- Você não sabia que eles tem casa por aqui? - eu neguei. 
- Não, eu sabia. O Zayn me contou. Mas não achei que usavam a casa com frequência. 
- Não usam, mas na época de bailes, todos competem pra ver os melhores. Mas agora é só uma prévia do baile deles.
- Mãe, posso descansar antes de irmos comprar roupas? - pedi e ela assentiu. 
- Claro. Vou indo e você vai depois. Agora vai ter que escolher tudo logo. - ela disse e eu assenti. 
Fomos até a porta e quando ela saiu eu tranquei. 
Fui pra o quarto que eu tinha aqui, fiquei só de calcinha e a última coisa que me lembro de ter pensado foi em Harry ali naquela cama comigo. 

******
- Rosie, você fica perfeita em todos que prova, não da pra decidir! - mamãe reclamava enquanto eu tentava escolher o único vestido que faltava. Tinha um preto cheio de pedrarias e um vermelho liso, mas que me deixava absolutamente linda. 
O de pedrarias era lindo por si só, mas o vermelho precisava de uma beleza de corpo e rosto pra valoriza-lo. E eu me senti absurdamente linda no vermelho. Usaria no 1º baile dos ricaços que a mamãe andava agora. E os outros dois também são lindíssimos. 
- Vou levar o vermelho. - entreguei a vendedora, que fez uma careta mas logo disfarçou. Acho que porque o vermelho era o mais barato. 
- Filha, ótima escolha. - mamãe disse e eu sorri satisfeita. 
Pagamos todos os vestidos que eu havia comprado, e fomos indo pra o salão. 
Tínhamos comprado todos os sapatos que precisaríamos, e alguns que não precisaríamos também. Todos os vestidos, e agora mamãe queria mudar o corte. Entrei no embalo e tomei coragem de cortar as minhas madeixas que ja passavam do início da bunda e já estavam quase na metade. 
Ao chegar no salão, o homem cortou o cabelo de mamãe rapidamente, definindo ainda mais seu corte Chanel clássico. 
Quando chegou minha vez, estava bastante corajosa. 
- Pode fazer igual ao da mamãe. - ele arregalou os olhos. 
- O quê? De jeito nenhum. O seu cabelo está maravilhoso, menina! - ele exclamou surpreso por eu querer cortar. - Vou dar movimento e cortar só as pontinhas, e ele vai ficar no início da sua bunda. Ele te valoriza demais, e se você cortar muito, vai se arrepender. 
Ponderei sobre o que ele disse e assenti. Eu ia ficar muito diferente de cabelos curtos, acho. 
No final, gostei do resultado. Deu volume aos fios lisos, que antes não tinham. 
Ele deu escova só porque eu pedi, mas o cabeleireiro disse não era necessário. 
Saímos do salão satisfeitas e fomos até um salão de estética pra mamãe fazer depilação. 
- Não vai, Rosie? - mamãe arqueou uma sobrancelha. 
- Não, mãe. Fiz depilação a laser, esqueceu? - ela assentiu, como se eu tivesse acabado de lembra-la. - Vou fazer uma coisa enquanto você se depila, ta? - ela assentiu, entrando no salão. 
Fui até uma farmácia e fiz meu 6º furo na orelha, que estava querendo fazer, mas não tinha tempo. 
Comprei também uma escova de dentes, porque claro que eu tinha esquecido a minha. Agora essa eu deixaria aqui. 
Quando voltei, mamãe fazia o buço e eu aproveitei e fiz também. A sobrancelha estava bem. 
Fomos pra casa e nos trocamos pra festa. 
Me maquiei de um jeito simples, ja que o vestido era meio chamativo. Esfumei o olho em tons de preto e prata, puxei um delineado fino e pequeno, caprichei nos cílios, e pus um batom nude. 
Pus os acessórios e desci. 
Mamãe me esperava sentada no sofá de mãos dadas com um homem. 
Era mais cheinho que meu pai, mas os traços definidos e másculos do rosto, em junção com olhos tão claros que pareciam a agua das Bahamas, o deixavam bonito e charmoso. O cabelo preto liso num corte atual também o fazia ganhar créditos. 
- Nossa, Rosalie. Você é ainda mais bonita do que sua mãe disse. - ele tinha um sorriso amigável. 
- Obrigada! Você deve ser o Michael. - ele sorriu assentindo. - Prazer. - ele ia apertar a minha mão, mas eu o abracei. 

******
Zayn e Gemma estavam lá, em seu grupo de amigos. Me separei de mamãe e Michael e fui até la. 
- Não creio! - Gemma levantou me abraçando. - Que linda! E esse vestido? - ela bateu na minha perna. 
- Ta linda mesmo, Grace. - Zayn disse, me abraçando. 
- Quanto tempo, Rosie. - a voz grave de Borhan soou e eu olhei pra frente. 
Com um terno impecável, o empresário abusivamente bem sucedido pra idade, tinha um olhar sedutor pra mim. 
Da última vez que nos vimos, ele queria ficar comigo, mas não quis. Nem sei porque não quis, na verdade. O cara era lindo e transbordava luxuria. 
- Oi, Borhan. - cumprimentei-o com um abraço. 
Claro que Gemma e Zayn fizeram esqueminha pra eu ficar perto de Borhan, e apesar de não tirar Harry da cabeça, ele é uma ótima distração. 
Saímos andando pela festa enquanto falávamos sobre tudo.  
Borhan apertou minha cintura com força, me puxando pra perto. Fui de bom grado. 
Ele sentou no sofá e me fez sentar em seu colo. Queria mesmo que achassem que estávamos juntos. 
Passamos um bom tempo conversando com todos, dos mais velhos aos mais novos. Borhan tinha um carisma impressionante, e eu também. Todos pareciam nos adorar. Perdi as contas de quantas senhoras nos disseram que éramos um casal maravilhoso. 
- Nem acredito que estão namorando. - uma das meninas que estava lá reclamava e eu ouvia tudo. Borhan beliscou minha perna de leve pra eu reparar e eu sorri pra ele. 
- Pior que não da pra dizer que ele é bonito demais pra ela, porque ela é linda. - a outra disse e eu escondi o riso com uma mão na boca. 
- Era pra ele namorar comigo. - uma outra disse. 
- Olha a roupa dela, aposto que ele quem comprou. - a primeira que tinha falado voltou a falar. - Ela deve estar sem calcinha, usando uma venda enorme dessa. 
- Ai Lauren, você ta reclamando só porque queria pernas bonitas como as dela. - dessa eu dei risada. 
Borhan virou meu rosto e me beijou sem aviso prévio. Me senti tremer toda. Ele beijava bem demais. Pôs sua mão na minha pele desnuda devido a grande fenda presente em meu vestido. 
- Borhan e Rosalie. - Yaser tentava parecer com raiva, mas a satisfação presente em seu tom de voz não dava pra ser disfarçada. - Isso é inapropriado de se fazer no meio de todos. - ele falou alto. Se aproximou bastante. - Mas tem outros lugares onde podem fazer isso. - ele falou tão baixo que aposto que ninguém mais ouviu. 
Me levantei e Borhan logo em seguida, estendendo a mão pra mim. 
- Sei o lugar perfeito. - ele sussurrou em meu ouvido e eu dei uma risadinha quando ele pôs a mão quase na minha bunda. 
O deixei me guiar até um jardim lindo. Tinha uma namoradeira muito fofa, onde ele sentou e me encaixou em seu colo. 
O beijei avidamente. Precisava descontar meu amor por Harry de alguma forma, e essa seria me dando a outro homem. Não completamente, mas parcialmente. 
Sua mão passou a fazer um bom uso da fenda enorme em meu vestido. 
Ele acariciava a area desnuda com os dedos e apertando as vezes. 
- Eu realmente vivi pra ver isso. - a voz grave e melódica que eu mais amava ouvir saiu amarga e fria. 
Me separei de Borhan na mesma hora. Ele apertou minha cintura, levantando comigo. 
- Feliz pela novidade, mano? - Borhan deu risada. 
- Que novidade? Que você e a minha mulher estão namorando? - ele gritou. 
- Fale baixo, pelo amor de Deus. - supliquei. - Sua mulher deve estar lá dentro. 
- Essa aqui é minha, Harry. - Borhan sabia como provoca-lo. Nem sabia o que estava fazendo, mas mesmo sem saber, a rivalidade entre os dois permanecia. Deu um tapa estalado na minha bunda. 
Isso foi o ápice. Harry avançou nele como um animal. Socou o rosto de Borhan, que cambaleou. Gritei alto. Borhan revidou com alguns socos, mas Harry logo o derrubou, socando sem parar.
- Harry! Harry! Para! - eu gritava, mas Harry o batia repetidamente. 
- Minha mulher, seu filho da puta doente. - Harry falava com tanta brutalidade que achei que ele fosse matar Borhan. 
Borhan sangrava muito embaixo na sobrancelha, e não tentava mais resistir. 
Me joguei em cima de Harry e ele caiu pra o lado comigo em cima. 
- Você ta louco? - gritei. - O que foi isso? - ele puxou meu pescoço pra perto, mas resisti. 
- Ele disse que você é mulher dele. Você é minha. - seus olhos estavam vermelhos. Saí de cima dele e fui pra cima de Borhan. 
- Como você quer que eu seja mulher de alguém que é capaz de fazer isso, Harry? - perguntei. 
- Eu te amo. - ele disse num delírio.
- Mas você não pode. Não pode me amar. - disse apenas. 
- Eu não devo significar nada mesmo pra você. - seus olhos perderam o brilho e ele levantou e saiu.
- Borhan. Borhan. - nada dele responder. - Por favor, Borhan. Acorda. - eu o chamava como uma doida. Ele acordou e eu sorri. 
- Viu o que fiz com ele? - eu ri limpando as lágrimas. 
- Vi sim. Meu Deus, Borhan. Me desculpe. 
- Não foi sua culpa. - ele disse enquanto eu o ajudava a levantar. 
- Borhan? - Yaser exclamou em surpresa quando me viu o ajudando a andar. 
- A Rosie vai cuidar de mim. Calma. - ele pediu e eu sorri. Yaser me olhou exasperado.  
- Porque o Harry fez isso? - Yaser perguntou. - Ele saiu sem falar nada. 
- Não sei, tio. - eu e Borhan subimos por uma escada e Yaser voltou pra festa, transtornado. 
Ele me levou até um quarto e pegou um kit de primeiros socorros. 
Peguei e fiz um curativo, limpando os machucados. 
Ele foi tomar banho e peguei meu celular. Liguei pra o Harry. 
- Onde você ta? - perguntei.
- Não te interessa. Vai cuidar do seu namorado. 
- Harry, por favor. 
O telefone foi desligado na minha cara, e meu único reflexo foi chorar, chorar muito. 
Chegou uma mensagem, mas minha vista estava embaçada pelas lágrimas. 
- Não chora, Rosie. - Borhan chegou com uma calça moletom e meias. O curativo na parte embaixo da sobrancelha, hematomas e edemas por toda a face.
- Foi tudo culpa minha, Borhan. - eu limpei minhas lágrimas. 
- Não, quem pediu pra você fazer isso fui eu. Depois quero uma explicação. Agora acho que você deveria ir atrás dele. - ele opinou e eu olhei meu celular. 
Tinha uma mensagem com a localização dele. Estava numa praça. 
Me despedi de Borhan com um abraço e saí em disparada me despedindo só da minha mãe, porque precisava avisar que não dormiria em casa. Pedi a chave do carro de Harry, e me deram. 
Ele estava sentado no chão. Estacionei e corri até ele. 
- Meu Deus, Harry. - os nós dos seus dedos sangravam. 
Os olhos estavam muito vermelhos, mas pelo menos não estava todo marcado como o Borhan. 
Era estranho vê-lo assim. Parecia um neandertal, não meu Harry. 
- O que você quer comigo, Rosalie? - ele perguntou. 
- Eu quero que você fique bem. - disse e pus ele no banco da frente. - Me conta onde você ta hospedado. 
- No apartamento da sua mãe. - ele disse e eu arregalei os olhos. 
- Grace está aqui? 
- Não. Ela não pode vir e pediu pra eu representa-la. - ele disse e eu soltei um suspiro enquanto dirigia. - Como eu precisaria vir pra resolver umas coisas com um fornecedor meu, fiz uma das vontades idiotas dela.
- Tudo bem. - sibilei e voltei minha atenção a pista. 
Não queria conversar com ele. Queria gritar e o xingar por ter feito aquilo com o Borhan sem motivo. E ele disse que me ama. 
Meu coração dava cambalhotas, mas eu sabia que isso não iria muito longe. Harry não deixaria Grace, e eu precisava continuar minha vida. Não podia me prender alguém que não poderia ter. 
Eu o amo tanto, que nem sei explicar. E não o amo por um motivo especifico, mas como um todo. 
O amo com todos os defeitos e qualidades. 
O amo com toda a raiva que é compensada com carinho.
 
Mas ele não podia me amar assim. Lógico que eu queria ser retribuída, mas isso só vai trazer sofrimento. Tanto a mim, quanto a ele, quanto a Grace e todo o resto da família. O ódio que ela sentiria por mim se eu tirasse Harry dela, dilaceraria o coração do meu pai. Ele teria que escolher. 
Sei que ele me ama muito, que sou sua bonequinha, mas Grace é sua pilastra. Sua ancora. Onde ele pode se apoiar. 
Grace quem está sempre com ele. E além de tudo, ela quem é a vítima, não eu. 
Mamãe me escolheria, mas me mudar pra Glasgow estava fora de questão. E se eu ficasse papai tentaria a todo custo fazer Grace falar comigo de novo. Seria um inferno pra todos ao redor. 
Estacionei o carro na vaga extra de mamãe, já que acho que ela vai dormir com Michael. 
Subi com Harry e ele queria deitar. 
- Por favor, toma um banho. - ele relutou mas acabou aceitando. 
Quando ele entrou, percebi que sua mala estava no meu quarto. 
Peguei uma cueca, e um short de moletom que ele gosta. Pus em cima do vaso sanitário junto com uma toalha. Voltei pra o quarto na minha penteadeira e peguei meu demaquilante. Tirei os sapatos, as jóias e prendi o cabelo. Voltando ao banheiro, Harry já estava tirando o shampoo dos cabelos. 
Tirei a maquiagem, e ele saiu do banho. 
- Fica sentado na cama, me espera. - pedi e ele assentiu, saindo do banheiro. 
Tomei um banho super rápido, e sai de toalha. Peguei um pijama de malha leve e pus sem calcinha e sutiã, apesar de saber que malha marcava muito. 
Peguei o kit de primeiros socorros da mamãe e higienizei os cortes dos nós dos dedos dele. 
- Caralho, Rosalie. - ele gemeu quando passei álcool.  
- Desculpe, é pra não infeccionar. 
Enfaixei seus dedos e o deixei deitar. 
Apaguei a luz e liguei o abajur. Quando deitei, percebi que era melhor ter ligado a televisão. Ia ficar aquele silencio que me deixa tentada a fazer perguntas. 
Estava virada de costas pra ele, mas virei de frente. Ele me observava. 
- Porque você fez aquilo com o Borhan? 
- Nem eu sei mais. - ele massageou as têmporas. - Vi vocês se beijando e fiquei louco. 
- Mas com Nate você não fez aquilo. - eu falei. 
- Nate foi um casinho de verão que você nunca mais vai ver. Borhan é da família. É do circulo de amigos. E depois que eu contei da discussão, Gemma disse que arranjaria vocês dois. - ele disse.
- Ciúme, Styles? - não resisti a fazer uma brincadeirinha. 
- Ciúme demais. - ele concordou, pra minha surpresa. - Porque arregalou os olhos? - ele perguntou, sentando com as pernas pra fora da cama, de costas pra mim. - A essa altura achei que soubesse que eu sou louco por você.  
Ele admitindo aquelas coisas em voz alta estava me deixando febril. 
Fui andando de joelhos até ele sentei de joelhos atrás dele. Pus as mãos em seus ombros. Alisava do início do pescoço ao final dos ombros. 
- Podemos só dormir? - pedi e ele assentiu. 
Me abraçou com força, e me aconcheguei em seu peito, dormindo rapidamente. 


Notas Finais


Espero que gostem amorecos!!!!!
Roupa festa: https://www.polyvore.com/sem_ttulo/set?id=211846419


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