História 'Brotheragem', entre outras coisas de amigos - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Haikyuu!!
Personagens Bokuto Koutarou, Tetsurou Kuroo
Tags Bokuto, Brother, Haikyuu, Kuroo, Nekoma, Tetsurou
Visualizações 67
Palavras 850
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nota: Eu vi a frase do título em uma tirinha de Haikyuu, depois fui procurar de novo e achei isso: www.youtube.com/watch?v=UZvXA1hNQbc

Ah, leiam até o final! Tem uma cena extra perdida XD

Capítulo 4 - Oya? Oya oya. Oya oya oya!


Bokuto remexeu-se incomodado na cama, resmungando alguma coisa ininteligível durante o sono. Piscou lentamente, ainda sem entender o que o fizera acordar, até sentir algo vibrar debaixo de si. Mais precisamente embaixo do seu travesseiro.

 

– Alô… – as palavras saíram arrastadas enquanto ele esfregava os olhos, tentando espantar o sono, mas suas pálpebras insistiam em fechar.

 

– Bokuto! S.O.S! Mayday! Mayday! – Koutarou precisou afastar o celular do ouvido para não ficar surdo com os gritos de Tetsurou. Aproveitou a distância para olhar as horas, bufando irritado.

 

– O que houve? – conseguiu questionar quando os gritos diminuíram, voltando a se jogar contra os travesseiros, puxando a coberta sobre si e se encolhendo no colchão. Ali estava tão quentinho. Por que aquele louco estava tão desesperado àquela hora?

 

– Eu preciso de uma mãozinha! – Kuroo pediu em tom esganiçado, talvez numa tentativa de baixar o tom de voz, mas sem conseguir diminuir a histeria no processo.

 

– Ahm? Mãozinha? A essa hora? – questionou incrédulo, os olhos quase se fechando, trazendo junto um bocejo longo – Tetsu… não é nem meio-dia ainda. Não tá meio cedo pra isso?

 

– Não! Eu preciso agora! Já! Neste exato instante!

 

Bokuto quase conseguia imaginar o amigo batendo o pé e apontando em sua direção, para depois apontar para o lugar ao seu lado, como se estivesse chamando-o. E ele, é claro, iria em seu socorro. É pra isso que servem os amigos, não é?

 

– Ok, ok… chego aí em quarenta minutos.

 

– Rápido! Por favor!

 

Bokuto riu enquanto encerrava a ligação, finalmente saindo da cama. Precisava de um lanche bem reforçado se queria aguentar o amigo. Ele conhecia Kuroo muito bem para saber do que o capitão da Nekoma era capaz em determinadas ocasiões.

 

* * *

 

– Estou aqui para salvá-la, minha donzela em perigo! – Koutarou anunciou quando a porta foi aberta, fazendo sua melhor pose de príncipe no cavalo branco, uma mão pousada no peito enquanto a outra era estendida à frente, para que sua princesa a segurasse – Seu príncipe encantado ouviu suas preces e veio socorrê-la!

 

– Achei que não chegaria nunca! – Tetsurou puxou-o pela frente da camisa até que seus corpos estivessem bem próximos, a outra mão indo até seu pulso, segurando-o com firmeza.

 

Bokuto moveu a mão em direção à frente do corpo, mas o capitão da Nekoma parou seu movimento, recebendo um olhar indagador.

 

E então ali estava, aquele sorriso enorme e sacana que só Tetsurou sabia mostrar, junto com o olhar afiado de felino. Bokuto engoliu em seco, sabendo que havia sido capturado nas garras do bichano, sem chances de escapar ileso.

 

* * *

 

Bokuto tinha a respiração descompassada e suor escorria por sua face, descendo por seu pescoço, ombros e tórax nu. Suas mãos e braços doíam pelo esforço, mas ele não podia parar, não naquele ponto. Já era a terceira vez que ele e Kuroo faziam aquilo, só naquele dia e praticamente sem descanso. Ergueu o olhar, encarando o amigo fixamente, esperando que ele entendesse seu pedido desespero. Precisava parar, pelo menos um pouco para respirar e tomar água, e o amigo parecia tão ou mais esgotado que ele. Contudo, Tetsurou conseguia manter aquele sorriso sacana pregado naquela cara de pau.

 

– Vamos lá, bro… você não vai parar agora, vai? – Tetsurou mal conseguiu proferir aquelas palavras, a risada entrecortada mostrando que seria bem possível ele desistir antes, mas era orgulhoso demais para assumir.

 

– Claro que não… eu aguento mais uma, se quiser! – não, ele não aguentava. Nenhum dos dois, na verdade.

 

Koutarou suspirou fundo, movendo o corpo à frente, arrancando um gemido dolorido de Kuroo, que foi pego desprevenido, mas logo se recompôs, conseguindo acompanhá-lo.

 

Antes que pegasse novamente o ritmo, sentiu uma presença atrás de si, obrigando-o a se virar, um sorriso amarelo surgindo em seus lábios.

 

– Kou-chan, fico tão feliz que tenha vindo ajudar! Não sei o que o Tetsu e eu faríamos sozinhos!

 

Bokuto quase soltou o móvel que carregava, pronto para fazer uma pose de invencível, mas lembrou que se fizesse isso iriam se machucar feio. Então apenas acenou agradecido pelo elogio, o sorriso aumentando mais ainda.

 

– Pode contar comigo, tia! Sempre que precisarem de ajuda, é só chamar!

 

Tetsurou escondeu o rosto, tentando abafar a gargalhada. Ele sabia que Bokuto só estava ali porque foi praticamente obrigado e chantageado a participar. Sua mãe inventou que queria mudar os móveis de lugar e como só estavam os dois em casa, precisavam de mais alguém com força para ajudar. Se fosse qualquer outra coisa, talvez tivesse chamado Kenma, mas aquilo precisava de músculos e não cérebro.

 

– Quando colocarem esse no lugar, desçam para a cozinha, eu assei uns biscoitos pra vocês.

 

E assim a senhora se afastou, dando a Kuroo a liberdade de rir escandalosamente, arrancando um olhar carrancudo de Bokuto, que não gostou nada de fazer parte daquela artimanha do gatuno.

 

– Você me paga, ouviu?

 

– Ah, é? Não foi você quem disse agora a pouco que aguentava mais uma? – e Kuroo teria saído correndo se soubesse que Bokuto estava com as mãos livres para pegá-lo, porque o seu olhar dizia com todas as letras que ele queria pegá-lo pelo pescoço e esganar.


Notas Finais


CENA PERDIDA:

– Estou aqui para salvá-la, minha donzela em perigo! – Koutarou anunciou quando a porta foi aberta, fazendo sua melhor pose de príncipe no cavalo branco, uma mão pousada no peito enquanto a outra era estendida à frente, para que sua princesa a segurasse – Seu príncipe encantado ouviu suas preces e veio socorrê-la!

– Kou-chan!!! Ela queria me obrigar a fazer tudo sozinho! – Kuroo se jogou contra o amigo, abraçando-o pela cintura e encarando pedinte. E também por ser uma forma bem eficaz de evitar que o capitão da Fukurodani fugisse.

– Ela? Ela quem? Eu pensei que você queria…

E então ali estava, aquele sorriso enorme e sacana que só Tetsurou sabia mostrar, junto com o olhar afiado de felino. Bokuto engoliu em seco, sabendo que havia sido capturado nas garras do bichano, sem chances de escapar ileso.

* * *

Continua... >D


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...