História Brotherly Case - Capítulo 5


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Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Mary Morstan, Molly Hooper, Mycroft Holmes, Personagens Originais, Sherlock Holmes
Tags Brotherly Case, Lestrade, Mary, Molly, Moriarty, Sherlock, Sherlolly, Watson
Exibições 25
Palavras 2.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente me desculpa por favor!
Meu pendrive resolveu dar outro pau (de novo :ccc)
lição aprendida, agora estou salvando tudo na nuvem o/
Eu perdi tudo que estava escrito e pronto para atualizar,
e como fui tragada pela semana de provas não tive tempo de reescrever tudo,
demorei, mas aqui está capítulo delícia quentinho para vocês hahahahaha
Mais uma vez, desculpa! (nunca pedi nada a vocês) xD

boa leitura!

Capítulo 5 - Then Irlanda


Olivier acordou desorientada, lembrava-se de ter bebido na noite anterior, mas não ao ponto de um porre homérico – depois de um coma alcoólico nunca mais tinha bebido até passar dos limites. Apertou os olhos com força para se situar, sentia que seu corpo tinha sido colocado numa máquina de lavar no modo turbo, por meio segundo implorou para não ter terminado a noite na cama de Lestrade – nada contra o detetive inspetor, mas não queria criar esse tipo de laço com os amigos do irmão. Então entendeu porque se sentia assim... Ela tinha sido drogada e a maioria de seus pertences levados, só a deixaram com a calça e camisa.
Respire fundo, Oliver. Ordenou a si mesma.

Primeiro precisava tentar se situar e tirar o máximo de informações que conseguisse daquele lugar.
Não reconheceu o quarto em que estava, definitivamente não era Baker Street ou qualquer outro lugar que conhecia, não ouvia nenhum som e a julgar pelos cheiros que conseguiu captar no ar, podia jurar que sequer estava em Londres. Okay, talvez tivesse sido melhor terminar a noite babando no travesseiro de Lestrade pensou com certo humor.

Estava com as pernas para fora da cama, pronta para se levantar quando a porta abriu, o guarda usava uma máscara impossibilitando identificá-lo, carregava uma bandeja com comida, não se sentia em suas forças plenas, mas avançou para cima do guarda e o imobilizou com um movimento até sentir ele perder os sentidos.

Seguiu pelo único caminho possível: o corredor que levava ao quarto onde estava. Se ela seria recapturada? Provavelmente, mas ela necessitava fazer algo, saber de algo, qualquer coisa, por mais idiota que pudesse ser só não podia ficar parada.

Assim como os irmãos, Olivier era tão esperta quanto eles e também tinha o talento para a arte da dedução, nenhum parente gostava de ter os três no mesmo ambiente, alguns tios diziam que o trio tendia a deixar o clima insuportável.

Olivier sempre foi muito ligada a seus irmãos, principalmente á Sherlock, mas devido aos trabalhos que os Holmes começaram a realizar ela foi afastada do convívio com eles, mas suas habilidades não poderiam ser desperdiçadas então passou a trabalhar como agente fantasma ou como ficaria conhecida A Predadora – não importava quem, se fosse sua missão ela caçaria e encontraria a pessoa.

Lembrava-se de quando ficou sabendo sobre Irene e a vontade que teve de dar uns belos tapas nela pelo que havia feito, só parou de caçá-la quando o próprio Sherlock afirmou que ela não era mais relevante – o que não a impedia de estapear A Mulher caso um dia se esbarrassem no mundo afora. Também implorou para ajudá-los durante A Queda, Mycroft foi inflexível e disse que se ela se atrevesse a por os pés em Londres naquele momento, ele a mandaria para um presídio de segurança máxima – contrariada ficou onde estava afinal o irmão era bem capaz disso, ou pior. Com o Caso Magnussen não foi diferente, novamente teve de ficar onde estava sob a ameaça de ser acusada de usurpação e deportação para o Alaska.

Olivier quase riu de sua situação indefinida e fisicamente deplorável, tanto que Mycroft fez e agora ela estava nas mãos de sabe se lá quem. Abriu a porta no final do corredor o mais silenciosamente que pode, de costas um homem tocava uma irritante gaita de fole, sabia que apesar dos sons sua presença já tinha sido notada, ajeitou a postura enquanto o homem deixava o instrumento de lado e se virava para encará-la.

O sangue gelou em suas veias.

— Isso é impossível. – Olivier encarava sem entender a face de Moriarty. — Tenho certeza que você está morto! Quem é você?

— Desculpe. – disse após cair na gargalhada. — Não esperava menos de você, Senhorita Holmes. Olivier, não é? Ou prefere ser tratada por Marilou? Aposto que deve adorar que te chamem de A Predadora!

— Quem é você? – repetiu. Seu estômago revirou ao o ouvir chamá-la pelo apelido, esse homem sabia demais, não eram muitas pessoas que conheciam seus nomes do meio – Marie Louise Scott era a principal identidade falsa que usava, aquele não podia ser Moriarty, a altura não era a mesma.
— Não pude resistir, é incrível o tamanho do estrago que um rosto e uma frase podem causar. – gargalhou novamente, cada respiração daquele homem incomodava Oliver, a fazia pensar em inúmeras maneiras de torturá-lo e matá-lo, a risada não ajudava em nada com os pensamentos assassinos. Ele retirou a máscara teatralmente antes de continuar a falar. — A propósito, você e todos os outros adoradores de Sherlock Holmes me devem obrigado.

— A única coisa que posso lhe dever é uma morte lenta e dolorosa.

— Você é fantástica! De todos Holmes é a única digna, uma pena que...

— E você é absurdamente entediante, não me trouxe aqui para papinho furado e já que sabe muito de mim, seria justo eu saber sobre você não?

— Oh! Que deslize o meu! Mas não somos completamente desconhecidos, imagino que já ouviu o nome Moran.
— Braço direito de Moriarty e blá-blá-blá. – desdenhou.

— Em carne e osso. – fez uma mesura. Sua expressão até então falsamente amigável morreu dando lugar a uma maquiavélica, pela primeira vez Olivier sentiu temor do homem parado diante de si. — Apresentação feita vou poupar suas deduções e explicar logo o que pretendo, assim posso te devolver ao seu quarto. Oh! Mas que deselegância de minha parte, sente-se. Aceita um chá?

— Dispenso.

— Sabe Olivier, o problema de vocês Holmes é que adoram um quebra-cabeça, pessoas como Moriarty e eu adoram jogos. No final as coisas foram mais fáceis que pensei, quase não teve graça... Quase. Não vejo a hora de seu irmão vir atrás de você. Tudo ficou muito mais fácil quando você sugeriu uma ida ao bar.

— Como voc... – não teve tempo de terminar a frase.

— Sally. Digamos que ela teve grande utilidade no meu plano, assim como a querida Molly, mas antes de continuar devo lhe dizer meu nome verdadeiro, sou Thomas Sebastian Moran. – fez uma mesura teatralmente — Os amigos de seu irmão me conhecem por ‘Tom’. Sabe, James e eu fomos criados juntos após a morte de meus pais, apesar de não termos a ligação de sangue, éramos irmãos. Jim era fantástico como consultor criminal, até seu irmãozinho cruzar nosso caminho... Demorei muito até planejar como iria vingá-lo, não cometeria o mesmo erro, por isso usaria Molly, me aproximei dela até ficarmos noivos, mas ela decidiu terminar tudo por causa do babaca Sherlock Holmes! – fez uma careta de nojo. — Logo ouvi de minhas fontes que ele seria deportado... Eu não podia deixar isso acontecer. Sabia que se pensassem que Moriarty estava vivo Sherlock não sairia do país, ou seja, os créditos pelo vídeo e permanência de seu irmão em Londres são meus. Então ouvi o boato sobre um terceiro Holmes e descobri sobre você! Mudei meus planos, me aproximei de Sally Donavan e a oportunidade surgiu mais rápido que calculei quando se reuniram no bar... E qual a melhor maneira de me vingar se não usando a preciosa irmã Holmes e a querida Molly Hooper? A propósito, consegui implantar provas que farão parecer que Molly é minha cúmplice, isso provavelmente irá acabar com a confiança de Sherlock nela. Não é absolutamente fantástico?

— Fantástico?! – usou o melhor tom de desdém que pode. Olivier tinha ouvido tudo calada, aquele homem tinha sido esperto e agora se preocupava em como estariam às coisas em Londres. Se tivesse chance, teria partido pra cima do homem a sua frente, mas no momento sentia mais raiva de Donavan que quando a conheceu, tinha razão não ter gostado dela de cara, ela quem era a verdadeira cúmplice, podia apostar que tinha sido ela quem deixou o bilhete em seu bolso no parque. — Quando você perder será fantástico. Moriarty errou ou subestimar um Holmes e você está cometendo o mesmo erro.

— E como percebeu claramente não sou Moriarty, posso ter aprendido exatamente como atingir os Holmes...

. . . . . . .

Molly encarava Sherlock em choque, não fazia ideia e nem sabia como explicar aquilo ao detetive parado na sua frente com uma expressão acusadora.

— Anda Molly! Olivier sumiu, explicação, agora! – a voz dele estava alterada, involuntariamente ela deu um passo para trás.

— O que você quer que eu diga?

— Na verdade nada, essa mensagem e seu computador foram bem esclarecedores. Só vim aqui para poder confirmar com meus próprios olhos.

— Você não acha que eu... – o tom ríspido dele tinha magoado. Sherlock seu idiota, pensou — Você acha não é? Não faço a menor ideia de onde ela esteja, Sherlock. Antes de você chegar recebi um telefonema... – não era perita na matéria de dedução, mas começou a formular uma pequena teoria... Não, não podia estar certa. Ouviram uma batida na porta, Molly foi até lá e a abriu mecanicamente, Mycroft Holmes estava parado, apoiado em seu guarda-chuva.

— Será que podemos conversar em Baker Street? – Mycroft perguntou ainda parado na porta.

Não esperou responderem, saiu voltando por onde tinha vindo, não olhou para trás para saber se estavam vindo. Algum tempo depois Sherlock entrou no carro em que o irmão aguardava, menos de cinco minutos depois Molly também entrou no carro. Com o clima tenso ninguém disse nada durante o trajeto, Sherlock foi o primeiro a dizer algo assim que subiram ao 221B.

— Por que tivemos que vir aqui, Mycroft?

— Molly estava sendo vigiada.

— O quê? – a legista sentiu uma descarga de adrenalina nada agradável em suas pernas. — Mycroft eu juro que não tenho nada a ver com o desaparecimento de Olivier, juro. – sentia seus olhos começarem a marejar. — Nem sabia que ela estava desparecida até Sherlock entrar como um furacão em meu apartamento... Pouco antes estranhei minha caixa de e-mails lotada sendo que tinha sido esvaziada, depois recebi uma ligação de Tom...

— Admito que foi bem maquiavélico da parte do autor querer coloca-la em maus lençóis, Molly. – o Holmes mais velho comentou a encarando. — Sei que você não tem nada a ver com o sequestro de Olivier.

— Não é o que seu irmão pensa. – disse em tom ácido, Sherlock revirou os olhos.

— Não trabalhei o suficiente no caso, mas posso afirmar que seu ex-noivo Thomas Hawkings está envolvido nisso. Até agora a única coisa útil que consegui é seu nome verdadeiro, Thomas Sebastian Moran, braço direito de Moriarty, Moran. Posso conseguir o resto de informações sobre a vida dele rapidamente, mas já que você o conhecia melhor que todos, tem alguma ideia do lugar para onde ele levaria Olivier? – Mycroft perguntou enquanto digitava em seu celular.

— Finalmente Tom se mostrou um psicopata! Até que demorou.

— Bom... – Molly só conseguiu pensar em um lugar, ignorou o comentário de Sherlock e prosseguiu com o raciocínio. — Irlanda.  Se o que ele me disse sobre sua família for verdade, eles têm casas lá. Quando éramos noivos ele insistia para nos casarmos na casa de campo da família dele, passei um feriado em uma dessas.

— Por isso ele assinava as mensagens como ‘M’, não era Moriarty, era Moran... É oficial Molly, você só atrai psicopatas, praticamente um imã. – o detetive comentou se levantando. Um rubor se espalhou pelas bochechas da legista, claramente o comentário incluía além de Tom, Moriarty e ele próprio.

— Ontem um jato particular partiu de Londres para Irlanda, como não fez questão de esconder seu rasto, ele está contando que iremos atrás dele. Faça suas malas Sherlock. – o mais velho ordenou ao irmão.

— Eu vou junto.

— Não. – disseram os dois Holmes ao mesmo tempo.

— Se Tom pensa que pode tentar fazer parecer que sou sua cúmplice, está redondamente enganado. Se quiserem me impedir Mycroft terá que me trancar em um presídio de segurança máxima. – Quando se separaram lembrava-se de Tom dizer que um dia ela se arrependeria, pensou que seria por se decepcionar ao ter os sentimentos rejeitados e pisados, nunca imaginou que ele pensaria em se vingar, ou pior, que fosse um dos homens de Moriarty. — E de qualquer maneira, quando me ligou ele disse que nos veríamos em breve, então logo deve vir atrás de mim ou esperar que eu vá junto, não irei esperar sentada se existe a chance de eu dar um soco na cara de Tom.

— Não é seguro. – Sherlock afirmou tentando convencê-la a não ir.

Molly respirou fundo e fez algo que nem Mycroft e nem Sherlock esperava. A legista pegou a arma do detetive que estava em cima de uma pilha de livros e atirou três vezes contra a parede nas linhas da cainha sorridente pintada ali, aliviando um pouco da raiva que estava por Sherlock duvidar de sua lealdade e pior, pensar na possibilidade dela trair a confiança dele.

— Não é seguro. – Sherlock repetiu encarando o irmão tentando buscar ajuda para fazer Molly mudar de ideia.

Mycroft sabia o quanto Molly devia querer socar a cara do ex por tê-la feito se passar por traidora na frente do irmão, pelo menos ele em nenhum momento duvidou da lealdade dela. Se Molly queria ir que fosse, ela podia até gostar de seu irmão, mas no momento devia querer socar ele também. Sentimentos definitivamente não eram seu departamento, apenas deu de ombros sorrindo cinicamente e ganhando em troca um olhar mortal de Sherlock.

— Posso me defender. Caso tenham se esquecido, eu sei sobre balística. Além do mais eu não estou pedindo a permissão de nenhum dos dois. – cruzou os braços e encarou os Holmes. — Agora que já resolvemos isso, podemos ir para Irlanda?


Notas Finais


Sei que disse ali em cima que nunca pedi nada a vocês, mas quero opiniões sobre o capítulo!
beijos :3


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