História Bruises of Love - Capítulo 19


Escrita por: ~ e ~belloluiza

Postado
Categorias Chaz Somers, Christian Beadles, Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber, Kendall Jenner, Kylie Jenner, Ryan Butler
Personagens Justin Bieber, Kylie Jenner
Visualizações 122
Palavras 5.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


QUEM É VIVO SEMPRE APARECE, NÉ NON?
AAAAA como estávamos com saudades de vocês, e de cada comentário aqui, então nós VOLTAMOS!
Mais um capítulo cheinho de tiros do jeitinho que vocês gostam, podemos dizer que amamos escrever cada parte dele.
Agora titia Glau fica por aqui, só queria dizer o quanto senti falta de vocês mesmo, enfim... VOCÊS QUEREM BRUISES? ENTÃO TOMA!

Capítulo 19 - Hopeless


Fanfic / Fanfiction Bruises of Love - Capítulo 19 - Hopeless


Brooke Point Of View


— Pensei que aniversário fosse uma data especial, achei que seria um pouco mais do que fazer sexo no seu escritório. — Sorri.

— Quem disse que vai ser só aqui?

— São quase três da manhã!

— Vai dizer que está cansada?

— Sim. — Assenti rindo.

Justin não me deixou mais falar, atacou meus lábios vorazmente, me deixei levar por um tempo, agarrei sua nuca e mexi em seus cabelos, fazendo-o rir e agarrar mais minha cintura, não parando sua mão por lá. Me afasto, ele tá bem bom achando que vai ser fácil assim. Justin terá que se esforçar muito mais que isso para fazer eu dar pra ele. Saio do escritório ouvindo ele me xingar e me permito rir. Subo as escadas para chegar em meu quarto, a casa já estava silenciosa. Entro no cômodo e já me jogo na cama, caindo logo no sono.

(...)

Acordei as onze com uma ligação de Beth me desejando feliz aniversário e dizendo o quanto me amava. Algumas mensagens, nada muito extravagante. depois de fazer minhas higienes, coloquei um vestidinho e sai do quarto, desci as escadas da mansão, não estava nada animada, afinal meus pais não estão aqui.

Chego na sala de jantar e todos já estavam, tinha muito mais coisa do que o normal, até uma torta com um "feliz aniversário" escrito.

— Quase que você chega no aniversário do ano que vem. — Ryan fala, levantando e me abraça.

— Estava cansada. — Digo o abraçando.

Logo todos fizeram a mesma coisa, até Justin, o que foi esquisito pra cassete. Depois nos sentamos para o café, uma conversa animada e repentina tomou conta do cômodo, em alguns momentos eu ficava apenas ouvindo.

Quando terminamos, estava pronta para voltar pro meu quarto, mas as meninas, que dormiram aqui, não deixaram. Fomos pra sala, assistir os meninos a jogarem video game, ou melhor, assistir eles se matarem.

(...)

Tínhamos ficado ali a tarde toda, recebi algumas ligações e alguns recados. Aiden encheu meu saco, mas eu não tava afim e falei que não era um dia feliz, já que meus pais tinham falecido. Ele entendeu, mas queria me ver até o final do dia.

— Amiga. — Amie me tirou dos devaneios.

— Eu?

— Justin não tira os olhos de voce, o que tá rolando? — Ela sussurra e eu olho pra ele, que está me encarando.

— Nada, a gente ficou ontem. — Dou de ombros.

— Mas..

— Brooke. — Justin atrapalhou nossa conversa.

— O que?

— Vamos a um lugar?

— Hum...Vão pombinhos. — Chaz zoou.

— Vai se foder. — Eu e Bieber respondemos juntos.

— Pode ser. — Respondi.

— Vamos então.

— É, vão logo. — Ryan falou incentivando, o que me fez estranhar.

Nós saímos da sala e eu o segui, indo para a garagem, ainda estava com o vestidinho da manhã e nem fiz questão de mudar. Entramos em sua Ferrari e seguimos para o tal lugar.

— Achei estranho. — Puxei assunto.

— O que?

— Parecia até que vocês queriam que eu saísse de casa.— Ri nasalado.

— Nada haver. Quero realmente te mostrar um lugar.

Estávamos certamente localizados em 1038 Canadá PI, BC V6C OB9. Fairmont Pacific Rim, um dos hoteis mais caros de Vancouver.

— O que estamos fazendo aqui? — Pergunto a Bieber, quando o vejo pegando a reta da entrada do hotel.

— É o lugar.

Olhei em volta, saindo do carro. Estava atenta para tudo. Entramos no hotel juntos, Justin me guiava pela cintura para dentro, as pessoas nos olhavam, ele estava bem vestido, calça, blusa branca e um casaco camuflado, eu estava de vestido, sorte que era da Gucci, estávamos de frente para a recepcionista.

— Boa tarde. — Ela diz nos olhando.

— Boa. — Respondo.

— A suíte presidencial já alugada. — Justin diz, retirando o óculos.

— Nome? — Ela o encara.

— Sr. e Sra. Bieber. — Ele diz e eu seguro o riso.

— Identidade. — Ela pede e Justin pega a carteira e retira duas identidades a entregando, a mulher morena olha os documentos e nos olha novamente. — Aproveitem a estádia. — Entrega a Justin os papeis e o cartão. Voltamos a andar, adentrando o elavador, Bieber digita a senha que estava no cartão.

— Senhora Bieber? — Ironizo.

— Faz parte. — Ele ri.

— Documentos falsos? — Puxo as identidades de sua mão, fazendo-o rir mais ainda. A minha estava com o nome de Brooke Shea Bieber, a dele estava normal.

— Muito fácil.

— Eu nunca vou ter seu sobrenome.

— Que azar!

— Wright é melhor. — Implico. O elevador se abre e eu já saio no quarto, Justin sai logo atrás, me puxando pela cintura e beijando meu pescoço. Sorrio.

— Tá quieta. — Comenta.

— Eu sou quieta. — Rio.

— Até parece. — Ele continua me abraçando pelas costas, sinto as mangas do meu vestido descerem, sorrio maliciosa, ele tá realmente achando que vai ser fácil.

— Eu sou sim. — Me afasto dele e o olho. — Você que é agitado demais.

— Meu estilo agitado ajeita o seu jeito quieto. — Sorrio de canto.

Bieber me puxa para um beijo, me rendo e nossas línguas se entrelaçam assim como minha mão em seus cabelos. As mãos de Justin não param até achar a barra do meu vestido, seguro suas mãos e recebo uma mordida em meus lábios.

— Existe preliminares, sabia?

— Desde quando você liga pra isso? — As sombrancelhas dele se arqueiam.

— Agora eu ligo. — O empurro até ele cair sentado. — Fica aí!

Vou até o banheiro, que merda eu vou inventar pra ele se esforçar pra transar? Tenho que admitir que seria ótimo já estar transando, mas o Justin tem que entender que não é na hora que ele ta afim e sim a que eu quero. Saio do banheiro ligando o som e boto ‘Body Party’ no celular quando conecto a ele, é óbvio que Justin não ficaria sentado como eu tinha dito, estava enchendo o copo de whisky já sem camisa, admirei suas costas tatuada até sua nuca, aproveito que ele não virou e caminho de encontro com seu corpo, passando as mãos em suas costas e caminho calmamente com elas pelo seu corpo, chegando em seus gomos do abdômen, mordo os lábios, aproximando-os de sua nuca e a beijo. Ele segura minhas mãos, levando até suas entradas.

— Devagar. — Sussurro em seu ouvido e vejo seus pelos se ouriçarem, sorrio vitoriosa.

— O que você quer, hein?

— Eu quero mais. — declaro.

Justin se vira pra mim, o encaro e espero ele falar, mas ele não o faz, só me olha, creio eu que pensando uma maneira de me dar o que eu quero. Seguro sua mão e o puxo de volta a poltrona, fazendo o sentar.

— Não vou prender suas mãos, mas tem condições. — Ele ri.

— Quais são?

— Você não pode me tocar.

— Impossível.

— Se fizer isso, ficará sem sexo.

— Tá brincando, né? — O encaro séria.

— Tô com cara de quem tá brincando? — Ele nega.

Saio de perto dele e troco a música para 'Rocket' da Beyoncé, sabendo que ele ficará louco, recebi uma dica. Eu nunca tinha feito isso pra ninguém. Começo tirando meu vestido, agradecendo a mim mesma por ter vestido lingerie preta, dou play na música e vejo Bieber mudar de postura, se firmando na cadeira, quase me fazendo rir. Passo minhas mãos por todo meu corpo, um pouco mais devagar nas curvas, solto meus cabelos e danço conforme a música sensualmente. Justin molha os lábios com sua bebida. Me aproximo dele e boto meus dedos em seu copo, os molhando, jogo o líquido entre meus seios, lambendo-os depois, tiro o copo de sua mão e rebolo em seu colo, iniciando um ‘lap dance’, me viro de frente e vejo suas pupilas dilatadas, ponho minhas pernas em cima dos braços da poltrona, minha bunda ‘cai’ por cima do membro de Justin, arranho todo seu abdômen até seu pescoço enquanto o encaro, ele acompanha meus movimentos, tiro minhas mãos do seu corpo e levo até o fecho do meu sutiã, o retiro, jogando para trás de mim, me movimento em seu colo, sentindo seu volume crescer. Entreabro os meus lábios, canto junto com a música, que são gemidos e gritos da Beyoncé que se misturam com os meus, rebolo de um lado para o outro no colo de Justin, suas mãos seguram firmes o braço da cadeira, ele quer me tocar. A música acaba, iniciando ‘dance for you’, passo minha língua em meu ombro, ele está duro feito pedra, Bieber urra baixo quando eu quico em seu membro, me levanto tirando sua calça e brinco com o elástico de sua cueca, eu já estou molhada e com muita vontade de foder, então sem brincadeiras tiro sua cueca e volto a posição que estava, a única coisa que nos separava era minha calcinha, rebolo em seu membro nu, seguro um gemido, mas Justin não.

— Caralho Brooke.

— Faço tudo isso pra você andar no meu caminho.

Eu suava, ele também, seu pau estava petrificado e mesmo assim eu rebolava, deixando Justin incontrolável, ele estava quase gozando, o estimulei a fazer.

— Eu preciso sair agora.

Não deixei que ele fizesse, continuei o estimulando, ele goza em minha bunda, enquanto pressionava meu corpo contra o seu, meu corpo clamava por ele, estava uma cachoeira sedenta e ele percebeu. Me pôs de pé e tentou tirar minha calcinha, mas não deixei.

— Qual é? Eu preciso desesperadamente comer você!

Solto suas mãos, deixando que tirasse minha calcinha, eu preciso dele assim como ele precisa de mim. Nesse momento.

— Tira tudo de mim, Daddy. — Susurro com a voz sexy, dando a entender que não era só a pequena peça íntima.

Eu estava nua, Bieber não perde tempo, me leva até a cama, sinto o macio em minhas costas, ele está sedento. Não procura se quer uma camisinha, só abre minhas pernas e chega no momento que eu mais esperei do fim de tarde, sua face quando ele penetra em mim, suor escorrendo, olhos nos meus, boca entreaberta, assim como a minha, e o rosto vermelho, ele é maravilhoso, nesse momento ele podia me tirar qualquer coisa. Gemo intensamente seu nome junto aquele vai e vem gostoso de pele na pele. Ele sai de mim, mas logo me põem por cima dele, ajeito-o em minha entrada e sinto cada centímetro seu enquanto me “sento”. Ele geme. Eu gemo. 

Fecho os olhos e sinto Justin segurar minha cintura e com a outra mão me puxar para baixo pela bunda, depois levo um tapa, digitais e marcas em minhas nádegas, abro os olhos e encontro um par de íris douradas na minha frente, ele entra e saí forte, se movimenta rapidamente, eu choramingo de prazer, era incrível.

— Você gosta do meu sexo? — Ele pergunta completamente rouco enquanto começa a se movimentar lentamente, tento rebolar mais rápido, já estava quase. Mas ele segura meu quadril, eu estava paralisada.

— S-sim. — Assinto, gemo quando sinto outro tapa que ele me dá.

— O coito é bom, não é? — Ele se movimenta um pouco mais rápido, eu só consigo gemer e assentir com a cabeça. — Responde. — Exige e outro tapa é deixado em minha bunda, o que aumenta mais meu tesão.

— Sim! — Grito.— Com força, eu aguento.

— Vou fazera você pulsar.

Meus dedos não conseguiam sair de perto do corpo dele, era inevitável. Arranho algumas partes, rebolando a todo momento. Justin sai de novo de dentro de mim, arrasta minhas pernas e me põem de quatro, segurando-me. Sinto umas pinceladas em meu clitóris e logo depois entra com tudo, sem aviso prévio. Só se ouvia gemidos, nossos corpos se chocando e a cama em movimento. Ele estava me deixando doida, mas eu o queria mesmo assim. Estávamos embriagados de tesão. Meu corpo não tinha reclamações a fazer, eu já tinha me declarado a melhor vadia do mundo mesmo.

— É melhor fazer toda merda que falou. — Ele diz, socando em mim mais fundo.

Me abaixo mais, deixando minha bunda mais empinada. Sinto Justin se curvar sobre mim e morder minhas costas. Gemo mais alto, ele tampa minha boca, parece que a cada movimento fica melhor. Foda-se que role a noite inteira, nós não nos cansamos, isso me deixa pegando fogo. Tava vindo, eu pude sentir as pernas fraguejando, minhas paredes se estreitando e as veias dele engrossando. Ele estava transferindo todos seus pecados pra mim, brincando com meu interior. Chegou, meu líquido escorreu, melando Justin e se juntando com o dele que escorria em minhas coxas, ele me abraça enquanto eu grito por ar para respirar, estava inundada. Senti ele sair de mim e pra completar chupou até a última gota do meu sexo molhado. Eu caio esgotada na cama, ao lado dele, não dá pra não amar o nosso jeito de foder.

— Mesmo que eu tenha sido uma garota má, você não precisava de tudo isso. — Falo e ele ri.

— Precisava te castigar pela maneira que me fez te desejar.

— Faz parte. — dou de ombros.

Depois disso tudo, o quarto estava calmo. Estou ainda deitada ao lado de Justin, que está quieto. Bieber acende um cigarro, o tragando e depois solta a fumaça, ele fica sexy quando faz isso.

— Me dá um?

— Fumando? — Ele se levanta, pegando o maço no criado mudo.

— Tá mais pra pensando. — O conserto. Ele me dá e acendo no dele, Justin volta a se deitar, mas agora pra baixo, eu continuo pra cima de maneira que meus pés fiquem ao lado de seu rosto e os dele ao lado do meu.

— Que foi? — Ele puxa assunto — Quer falar?

— Não sei, é complicado.

— Falar às vezes melhora.

— É o porquê de eu ser assim.

— Assim?

— Não mudar por nada e nem por ninguém.

— Eu mudaria por quem valesse a pena. — Ele comenta, me surpreendendo.

— Logo você, sério?

— Sim, seria possível.

— Uau. — Rimos.

— Enfim, diz seu problema.

— Eu tive ou tenho alguns problemas que uns relacionamentos me causaram. Digamos que às vezes minha mente não faz o trabalho dela certo. Eu sei lá, a questão em si é que não existe esperança pra ninguém que entre na minha vida. Não existem esperanças em mudanças minhas. É estranho. Pois minhas mudanças de comportamento são constantes, acho que deu pra perceber. Algumas vezes elas são inconstantes. Eu tenho fases, crio atmosferas em cada uma delas. Passei uma fase com vocês quando nos conhecemos, era durona e escondia quaisquer resquícios de tristeza ou depressão, essas coisas... Agora, um mês depois eu já estou em outra fase, que é surpreendente até pra mim, estou sensível. Esses relacionamentos me destruíram muito. Eu crio universos em minha mente. A cada segundo alguém percebe uma mudança em mim, não tão afetadas e profundas, ninguém sabe e nem nunca contei, mas vivi um relacionamento abusivo, e foi ai que toda minha mente começou a ser afetada. — Ele se levanta. — Do meu modo de ver as coisas até o modo que me relaciono. Ele, é vamos chamar de ‘ele’, não quero falar o nome, já é difícil contar isso. Ele sempre queria me inferiorizar, ele têm o complexo de Midas – Justin estava quieto só escutando. Eu gostava do jeito que ele prestava atenção em minhas palavras. — É uma coisa da mitologia, esse Midas achava que tudo o que ele tocava viraria ouro, ou seja, a pessoa que tem o complexo de Midas tende a achar que todas as coisas que faz e todas as pessoas que se relaciona vão “prosperar”. Esse cara sempre achou que tudo o que ele faria iria dar certo e que minhas coisas, as coisas que eu almejava, não necessariamente iam dar. Nesse caso eu teria que segui-lo ou fazer o que ele quisesse, confiar no que ele achava certo, só assim as coisas dariam certo. Só que isso nunca deu certo comigo.

— Você é teimosa demais pra isso. — Me deixo rir dele.

— Hoje, eu ainda vivo muito desse relacionamento, em tudo, ele mexeu muito com todo meu mundo e eu o vejo presente até hoje, as vezes acho umas cartas que ele me mandava nos meus jeans velhos, ou achava né, já que minhas roupas queimaram.

— Isso é muito sério.

— Eu sei.

— Então era mentira que você não conhecia “nada” da vida?

— Era.

— Entendi, continua.

— O pós relacionamento é pior, eu sou uma mulher “empoderada” e o cara é/era machista opressor. Eu era viciada e vidrada nele. Isso foi antes e ficou pior depois que minha mãe morreu, é o motivo pelo qual meu pai me prendeu em casa, mesmo não adiantando.

— Foi por esse cara?

— Foi, meu pai viu que ele iria fazer da minha cabeça um verdadeiro inferno e eu seria a culpa disso. — Suspiro. — Então com toda sua razão, falou que foi porquê uma pessoa da gangue inimiga tinha matado a minha mãe, ele estava realmente com medo de me perder, já que o tal cara era do narcotráfico do Brasil e que uma hora ou outra um de nos iríamos ser afetados e com toda certeza seria eu. Mas eu sempre me posicionava e tomava a frente, isso incomodava ele, muito até, ele se sentia sem poder, por eu colocar todo o meu sob a mesa. É como eu e você, de certa forma você foi criado pra se sentir superior e isso é/foi um conflito gritante e explicito pra mim, já que eu nunca aceitei que homem nenhum tentasse me rebaixar. Ninguém aproveitou o paraíso escondido que existe dentro de mim.

— Você de certa forma é uma garota nova pra mim, uma novidade, já que eu conheci muitas mulheres, mas nenhuma tal como você.

— De certa forma sim.

— Mas e o relacionamento com Aiden? — Semicerro os olhos. — O que? Eu puxei sua ficha.

— Fachada, porém foi bem depois que eu já estava com o outro.

— Não pra ele né? — Assenti.

— Me envolvi com o Aiden, já tinha quase 2 anos com ele.

— Ah, ta.

— Meu pai me prendeu, ta, eu fugi, não de fuga pra vê-lo, me escondi, não tomei mais a frente de nada. Por isso eu não tinha amigos quando nos conhecemos, eu coloquei uma armadura em mim, pra me esconder, eu me relacionava mau com todos. Era insegura, viajava para lugares distantes pra me afastar de tudo e todos desse lugar. Eu me entreguei muito pra ele e depois não consegui me entregar pra mais ninguém, não só em relacionamentos amorosos, eu não conseguia me entregar pra mais nada e sabia que a culpa era minha, eu entendia que nunca mais iria conseguir entregar o que as pessoas queriam ou esperavam, ou seja, só iria decepciona-las. A insegurança gritava do passado, o que me fez sentir pior. Eu me preocupava, ficava com medo se alguém iria conseguir se aproximar de mim de novo sem notar minha mudança de comportamento e sabendo a pessoa difícil que eu era, por isso me escondia.

— Você sofre de distúrbio bipolar. — Ele afirmou meio sugestivo, não conseguia encará-lo e afirmar.

— Sugestivo?

— Afirmativo, com grau de certeza.

— Dá pra perceber?

— Pelo incrível que pareça, não.

— Eu tomo remédios, meu comportamento não muda a cada segundo, agora existem fases, eu mudo de acordo com que as coisas mudam ao meu redor.

— É por causa desse relacionamento?

— Sim, todos esses problemas foram por conta desse momento que eu vivi.

— Já dizia minha mãe, não confie na lua, ela tem fases. — Ele diz, me fazendo rir.

— Estou em constante mudança, posso mudar do dia pra noite. Isso engloba todo esse novo mundo que eu vivo. Não que me mudar seja fácil, só eu consigo. O momento final foi difícil. 9 meses depois que meu pai me “trancou”, nós ainda nos víamos, por meio de viagens ou vontade mesmo.

— Só pra eu entender, isso foi antes ou depois que sua mãe morreu?

— Começou três meses antes dela morrer e acabou no começo de 2015, meu relacionamento com Aiden foi devido aos problemas, em 2014, foram as primeiras fases do remédio, já que meu pai procurou por ajuda nos primeiros surtos em janeiro de 2013 . Só pra você entender, minha mãe morreu em junho de 2012, eu comecei com ele em março. A doença foi se manifestar no começo do ano seguinte, tempo que o relacionamento ficou mais abusivo possível. E a primeira fase que tive foi me ver sem ninguém e acabei com duas pessoas abusivas: ele e Aiden. Foi a época que o relacionamento estava frio e realmente não existia mais amor, se é que existiu. Foram muitas mentiras, mas o estranho de tudo, era a maneira que eu ia e vinha no relacionamento, a forma que a gente se afastava e corria atrás um do outro, assim novamente como eu e você.

— Pra suprir sua necessidade de amigos? Falava com quem?

— Com tudo, até com as paredes.

— E os treinos?

—Foram pra me distrair.

— Teve algum surto atual?

— Sim, atualmente estou no episódio de mania.

— Que? — Podia ver um ponto de interrogação na testa de Justin.

— Vou explicar — Rio. — Eu sofro transtorno bipolar Tipo I, é um sub-tipo de transtorno bipolar. É tipo por períodos de temperamento alterado, que podem ser maníacos, depressivos ou mistos, mas fácil pra entender, alternados entre mania e depressão. Estes humores intensos dão muitas vezes origem a problemas como os que eu tive, como o medo do cotidiano, arruinar relacionamentos pessoais e tal. Pessoas com transtorno bipolar Tipo I podem passar por estados emocionais intensos, que ocorrem em períodos distintos, chamados “episódios”. Um estado emocional excessivamente feliz ou excitado é o episódio maníaco e é um aumento de energia e atividades. Podem incluir uma exagerada auto-estima, conversar pra caralho e tendência para comportamentos impulsivos e destemidos, como gastar muito. Também podem ocorrer episódios mistos, onde tanto a mania como a depressão acontecem no mesmo dia, levando a pessoa a oscilar rapidamente entre os dois estados, que é o que as pessoas que não conhecem a doença, acham que acontece todos os dias.

— Caralho. Esse cara é um filho da puta.

— Eu acho que não consigo descrever tudo que deu de errado nesse relacionamento, é uma questão difícil, eu sempre achei que ele podia me corrigir e acabar com a bipolaridade, que se ele mudasse, haveriam mudanças positivas em mim e no meu comportamento, só que não era eu, era a minha cabeça em uma das mudanças de minuto que acreditava nisso, por eu estar apaixonada. Quando me recuperei desse relacionamento e entendi que era melhor sozinha, percebi que ninguém, nenhum filho da puta saberia do que eu era capaz e que se brincasse comigo, ai iria entender as coisas.

— E o relacionamento, o que aconteceu?

— Percebi que éramos estranhos um pro outro, nunca fomos amores ou amantes, sempre fomos meros estranhos, eu tentei manter meus controles. Eu sentia falta de ser o centro das atenções, eu fazia de tudo para a atenção ser eu, ninguém poderia mudar isso na minha cabeça, íamos a umas festas, eu me esforçava real pra isso. Via todo mundo em volta de mim, mas ainda assim estava sozinha e fui me enchendo desse cara, eu era só fogo, estava acesa o tempo todo. Tudo o que tinha poderia se virar contra mim a qualquer momento, o que desencadeou mais ódio. Ai veio a pior fase, autoaceitação da doença, os demônios chegavam a brilhar querendo cria mais alguma personalidade pra mim. Eu era o verdadeiro demônio, era a tal princesa virando uma vadia má, que ninguém reconhecia mais. Meu pai apelidou essa personalidade, como ele fazia com todas, mas essa era especial, era conhecida como demônia e ele sabia que iria dar merda. Assim como meu ex, ela sabia que nosso relacionamento abusivo chegaria ao final por conta dessa fase, o demônio em mim se acendeu o mais forte possível.

— E o que aconteceu?

— Eu o matei. — Paro de falar e sorrio, me lembrando.

— Que? É sério?

— É, ele me levou a ruína e eu o levei a morte. — Só foi falar nessa doença, ela já está se manifestando, fazendo com que eu ria e fique tensa ao mesmo tempo. — Eu ainda estou sem esperanças, eu tento melhorar, eu estou em restauração, eu sei o quanto é doloroso, eu não me afeto com os outros, tento ser a pessoa forte que eu era. Eu tento ter esperanças, mesmo sem te-las.

Entramos na mansão e a não ser pelas luzes do jardim acesas, tudo estava um breu. Isso é tão esquisito, já que sempre está tudo aceso e atento a qualquer movimento estranho, hoje está tudo tão quieto. Será que aconteceu algo? Saio do carro e encaro Justin, ele está com uma expressão confusa um tanto quanto eu, já que não sabemos o porquê de estar tudo tão silencioso e escuro.

— Vamos entrar pela cozinha, se tiver acontecido algo é melhor chegarmos de surpresa. — Justin indaga e eu concordo. Ele sai andando na frente, cavalheirismo zero. O sigo quieta e encaro meu relógio de pulso, já são quase meia noite. Nós perdemos muito tempo naquele hotel.

Entramos na cozinha e acendemos as luzes que também estavam apagadas. Sem empregados, sem seguranças e sem os meninos. Caminhamos até o hall da casa em passos lentos e silenciosos, tomando cuidado a qualquer coisa suspeita. Assim que Justin acende as luzes, eu tomo um baita susto com tudo o que vejo em minha frente.

SURPRESA! — Todos gritam juntos.

— Puta merda. — Falo assustada ao mesmo tempo que gritam. Levo minha mão até o peito e respiro fundo. Que merda de susto. — Não acredito que fizeram isso, porra eu tomei um susto. — Digo fingindo estar brava e todos riem. — Você sabia disso? — Pergunto ao loiro do meu lado que tinha um sorriso divertido nos lábios, ele concorda com a cabeça e eu dou um leve soco em seu braço e sorrio.

Todos estavam naquela sala, todas as pessoas que importam pra mim. Confesso que fiquei realmente surpresa e eu não acredito que até meus avós estão aqui. Meu Deus. Eu não esperava mesmo por isso, nunca recebi uma festa surpresa antes e agora mesmo não estando com meus pais, mesmo eu sabendo que parte de mim ainda está faltando aqui, eu estou feliz. Pela primeira vez no dia eu realmente fiquei feliz, por saber que mesmo com tudo que passei, mesmo depois de tudo, mesmo sendo quem eu sou, tem pessoas que se importam comigo e pessoas que estão aqui por mim.

— AH, o que achou dessa festa? Adivinha quem pensou nisso? Claro que fui eu mesma né! — Amie já vem correndo em minha direção e me abraça enquanto tagarela sem parar.

— Obrigada. Eu amo você. — digo ainda agarrada em seu pescoço. — Obrigada de verdade.

— Ei, eu também te amo muito. Sabe disso. — Dá um beijo em minha bochecha e sorri enquanto nos distanciamos.

— Gata!!! Achou mesmo que não iríamos mais comemorar hoje né? Feliz aniversário, de novo. — Carter diz rindo e também me abraça. Retribuo e dou um beijo em sua bochecha.

— Ei brooklyn!!! Mais maravilhoso que eu, só essa sua festa surpresa. — Ryan fala alto enquanto vinha em minha direção. Rio de seu estado e com certeza já está com uns álcool's na ideia.

— Já disse o quanto amo sua modéstia? — Ironizo e agarro seu pescoço lhe dando um abraço apertado que é retribuído.

— Tu merece boneca!

— Obrigada.

Respiro fundo e me solto de seus braços. Logo todos vieram me cumprimentar e eu estava animada com a presença de todos. Meus avós, até mesmo Beth estava aqui. Ela e meus avós conversavam no sofá, animadamente. Meus amigos estavam na área da piscina, e eu estava indo para essa direção até que Ryan passa por mim e puxa meu braço na direção contrária. Vamos pra um cômodo isolado, e eu nem sei o que é isso, parece mais uma sala, não sei ao certo.

— O que houve? — Pergunto quando ele para em minha frente.

— Sei que já passou da meia noite e já não é mais seu aniversário, mas tenho um presente pra você. — Ele diz e tira uma caixa de veludo preta de seu bolso.

— Sabe que não era necessário.

— Eu sei, senhorita "tenho tudo". Mas eu quis. É algo significativo. — Fala e eu assinto. Ele abre a caixa em suas mãos me dando a visão de um colar dourado, aparentemente de ouro, com um pingente pequeno de asas. Era simples, mas tão lindo. — Essas asas significam sua liberdade, eu não sei o porquê mas eu sinto uma conexão muito forte com você, de alguma forma eu sinto como se você estivesse se libertando de algo a partir de agora. Aprendi poucas coisas com minha mãe, mas o pouco de que me lembro é que ela me dizia que em todo aniversário nós fechamos um ciclo em nossas vidas e começamos outro, e eu acredito muito nisso, não sei exatamente como eram seus antigos aniversários, como você se sentia ou sei lá, mas eu quero que você esteja livre agora, livre pra ser você mesma e não o que os outros esperam de você, livre para fazer suas próprias escolhas e mesmo que sejam erradas, que você aprenda com elas. Eu sei lá, mas eu senti necessidade de te dizer essa pá de coisas clichês e... Foda-se, eu gosto de você pra caralho e irei te proteger. É isso, e para de chorar. — Quando terminou de dizer todas essas coisas, só então pude perceber que algumas lágrimas escorriam por meu rosto. Eu não sabia o que dizer agora, então só o abracei e agradeci. Agradeci por ser essa pessoa incrível, por estar aqui por mim e me proteger.

E agora, não sei o porquê, meus pensamentos foram para o vídeo que meu pai tinha feito pra mim antes de morrer, aquele que assisti no dia de seu testamento. Em uma parte ele dizia que Deus tinha falado a ele que enviaria um anjo para cuidar de mim, e isso pode ser um tanto quanto contraditório, mas, eu sinto que é ele. Ele é o meu anjo.


Notas Finais


Ah!!! E aí? O que acharam?
Gente, titia Malu tá muito feliz de ter voltado a escrever! É o capítulo mais lindo que já escrevi, me identifiquei MUITO com a história real!!! Não sei porque, mas enquanto escrevia me senti tão bem de compartilhar uma doença tão comum no nosso meio, a gente vai entrar muito nesse assunto durante os próximos capítulos e assim vai dar pra vocês identificarem mais pessoas que possam estar precisando de ajuda. Cês perceberam que os dois estão se aproximando muito? Ah tô amando!!! Gente, vou passar a visão na mo ral, ouçam o novo CD da Halsey, Hopeless Fountain Kingdom, a maioria das ideias que tive foi ouvindo esse cd MARAVIGOLD!!! Se ouvirem, comentem das musicas que gostaram!
Continuem comentando e compartilhando a história, nos ficamos tão felizes de ver o amor de vocês com essa nossa história!!!

Até o próximo capítulo! Amamos vocês!

PS: TITIA GLAU PAROU DE ASSISTIR MOZÃO SHAWN MENDES NO RIR SÓ PRA VIR POSTAR ESSE CAP PRA VOCÊS, SE CONSIDEREM BEM IMPORTANTES! amo vocês hahahah


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