História Brumas de Nietiria - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Hopev, Hoseok, Taehyung, Taeseok, Vhope
Exibições 101
Palavras 3.209
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Demorei bastante dessa vez... Mas foi por dois motivos bem chatos: faculdade e bloqueio. Mas, né, cá estou. Perdoem a demora e os erros. Boa leitura. ❤

Capítulo 7 - Sexto: O tal do amor.


 

Pensar sobre a vida nunca fora uma das melhores coisas do mundo para mim; sequer o fazia com frequência. O problema é que tudo aquilo que sempre achei baboseira — pensar em tudo o que eu queria e precisava — estava se fazendo cada vez mais necessário. Com o tempo, descobri que eu ao menos sabia fazer isso. Pensar sobre o presente e o futuro já me era muito difícil e cansativo; agora eu estava tendo que ter a maldita preocupação de pensar sobre meu passado. O pior de tudo é que era sobre um passado que eu sequer tinha memórias; tudo o que tinha era desmaios repentinos e um coração acelerado a cada sorriso de um guerreiro antigo que eu enxergava.

Hoseok estava me bagunçando por inteiro e o sentimento era tão forte e tão real que eu simplesmente ignorava por completo todo o desespero que sentia por não me lembrar de nada; o sentimento que jazia em meu coração compensava qualquer tipo de coisa ruim, qualquer medo, qualquer insegurança.

Eu poderia nunca me lembrar com detalhes tudo o que vivemos há mil vidas atrás, mas eu sempre me lembraria da forma como ele sorri e faz meu coração bater forte. E, céus, por mais clichê e sem sentido que isso soe, eu não me importo.

Não há nada mais incrível que sentir tantas coisas ao mesmo tempo por alguém como Jung Hoseok.

E eu sequer o conheço de verdade. Isso é se, de fato, ele existe. Eu ainda tinha lá minhas dúvidas, embora Yoongi hyung tivesse me dado detalhes sobre como ele é real e como tudo o que me dizia era verdadeiro.

Encarando o céu enquanto tomava uma xícara de leite totalmente debruçado em minha janela, me perguntei outra vez: o que diabos Yoongi havia dito para Hoseok enquanto conversavam em particular?

Após soltar aquela frase tão questionável e assustadora, Yoongi puxou Hoseok pelo braço e nos pediu licença, levando-o para meu quarto. Não olhara para ninguém, não pedira permissão a ninguém. Simplesmente saíra andando com meu guardião preso entre suas mãos. Por um segundo me senti ainda mais inseguro e assustado, e ao fitar Jimin, logo em seguida, pude ver em seus olhos que se encontrava da mesma forma.

Eles ficaram trancados em meu quarto por quase duas horas, deixando um Namjoon extremamente apreensivo e ainda mais confuso, enquanto Jimin e eu permanecíamos em silêncio e de mãos dadas.  

— Vai dar tudo certo. Yoongi sabe o que está fazendo.

Foi o que Jimin me murmurou ao me dar um sorriso calmo; tão calmo que, naquele instante, realmente me relaxou. Me permiti, por fim, deitar em seu ombro e descansar. Dormi por alguns minutos, acordando assustado ao ouvir as risadas de Hoseok e Yoongi ecoando juntas pela sala. Meu irmão ignorou toda aquela “esquisitice”, como apelidou, e logo saiu para fazer sabe-se lá o quê. Já Jimin apenas bagunçou meus cabelos e sorriu, dando-me um claro sinal de que tudo estava bem e dera certo, mesmo que não soubéssemos de fato o que era tudo aquilo e o que diabos estava certo.

Após dar um beijo casto sobre os lábios de meu amigo e um leve bagunçar em meus cabelos, Yoongi saiu do meu apartamento — sem mais nem menos, como se não me devesse explicação alguma.

Tudo acontecera tão rápido e sem fazer o menor sentido que eu ao menos havia me dado conta que, irritado, larguei todos para trás e me isolei em meu quarto. Fitar o céu escuro me acalmava; a Lua brilhava forte lá em cima, com alguns pontinhos brilhantes ao seu redor — os quais eu nunca saberia se eram planetas visíveis a olho nu ou apenas estrelinhas que já estavam mortas.

Duas batidas na porta foram o suficiente para me tirar de um devaneio repentino, fazendo com que eu deixasse de pensar, por pelo menos alguns segundos, sobre todo aquele dia estranho. Com cautela, Namjoon adentrou meu quarto e caminhou em minha direção, sabendo que eu não falaria nada; meu olhar em sua direção fora mais que o suficiente para que se esgueirasse rapidamente e me abraçasse por trás.

— Você não está bem. — Afirmou, beijando-me o topo da cabeça. — Eu não sei o que está acontecendo, TaeTae. Mas você pode contar comigo, eu prometo não contar nada para a mamãe.

E aquilo fora o suficiente para que um suspiro me escapasse fortemente. Joguei a cabeça para trás, devagar, e apoiei no ombro de Namjoon, encarando-o de baixo.

— Acontece que eu também não sei o que está acontecendo — murmurei. — Sabe, Namjoonie, tudo isso é muito esquisito. Sabe o Hoseok? Ele veio do século IV.

— O que? — Namjoon perguntou franzindo a testa e encarando-me de volta. — Ele é tipo um viajante no tempo, daqueles que encontramos em filmes?

Ri de sua comparação e voltei a fitar o céu, logo respondendo de maneira calma:

— Ele é minha alma gêmea, hyung.

Como eu já esperava, a risada de Namjoon preencheu todo o quarto e, por um segundo, eu só pude acompanhá-lo naquela crise de riso. No entanto, ao me dar conta, eu já estava de frente para o meu irmão, abraçando-o com toda minha força enquanto lágrimas idiotas escapavam de meus olhos. Pude sentir o corpo de Namjoon enrijecer entre meus braços e um suspiro lhe escapar, denunciando a confusão que meu irmão exalava.

— O que isso quer dizer, Taehyung? — perguntou, baixinho. — Pare de chorar e me conte.

— Eu não sei, hyung — funguei, apertando-o mais. — Eu só sei que… Porra, Namjoon, eu só sei que sinto umas coisas muito intensas por causa daquele cara e, acredite se quiser, ele veio da porcaria do século IV. Eu não sei como isso é possível, mas eu sei que, caramba! — parei de falar, limpando as lágrimas e respirando fundo. Encarei meu irmão e voltei a falar, mais calmo: — Eu sei que isso é real, hyung. E tudo o que eu mais queria é que não fosse; eu não sei o que fazer. Isso não é absurdo? Você também é uma encarnação, ou sei lá o quê!

— Você está andando muito com o Yoongi, isso não é possível — Namjoon sussurrou enquanto acariciava meus cabelos. — Você está precisando descansar, Taetae.

— Hyung… Acredite… — suspirei. — Eu sabia que isso soaria bizarro demais quando contasse pra alguém além de Jimin e Yoongi.

— Ok, vamos supor que tudo isso é verdade… — Namjoon segurou meu rosto entre as mãos. — Como ele veio parar aqui?

— Através de um portal bem louco que foi aberto por um ancião de Nietiria — respondi prontamente, encarando-o nos olhos.

— Niteriria? E o que é isso?

— É o reino de onde ele veio, hyung.

— Nietiria era o reino mais tranquilo e bonito do mundo — uma nova voz se fez presente no quarto, fazendo com que eu e Namjoon virássemos em direção à porta. — Nós sempre vivemos em paz, uns ajudando os outros, servindo à guerras de reinos vizinhos e aliados, protegendo nossas famílias e aqueles que não tinham proteção — Hoseok riu baixinho. — Até o filho bastardo do Rei aparecer e nos perturbar, nos tirando a paz e o sono. O reino entrou em guerra outra vez. Chegamos a um ponto em que precisávamos nos proteger de nós mesmos. Nietiria costumava ser um lugar de paz e amor… Ah, o amor… Vocês precisavam ver a quantidade de amor que exalava naquele reino… Quero dizer, eu acredito que vocês só não se lembram — deu de ombros. — Yoongi me explicou hoje. Vocês estão mais avançados do que nós; não tem como se lembrarem de tudo. Principalmente Namjoon; sua alma está aqui a procura de perdão.

— Perdão? — Namjoon perguntou, completamente confuso.

Me permiti sorrir abertamente e continuei encarando Hoseok, que agora estava encostado no batente da porta de braços cruzados, nos encarando de lado. Os cabelos longos caiam levemente em volta de seu rosto, moldando-o tão perfeitamente que me perdi ali; aquele homem parecia um anjo. O mais belo de todos.

— Você é… Era o filho bastardo do Rei, Namjoon — Hoseok respondeu, sorrindo de forma triste. — Em sua outra vida, ou seja lá como vocês chamam aqui… Você era uma pessoa má, perversa, um assassino sem freio; diz a lenda que você matou seu próprio irmão. Quero dizer, para mim isso foi exatamente o que aconteceu. Eu vi diante de meus próprios olhos. Mas… Para vocês, por algum motivo, isto não passa de uma mera lenda. Eu até queria que fosse, para falar a verdade. Você me tirou o que eu tinha de mais precioso…

— Do que diabos ele está falando? — Namjoon perguntou, bagunçando os cabelos.

— Você logo vai entender… — respondi, sem tirar os olhos de Hoseok. — Pode me deixar sozinho com ele por um momento, Namjoon?

Meu irmão não perdeu tempo me respondendo, apenas suspirou e me deixou um beijo na testa. Assim que Namjoon saiu do quarto, voltei a fitar a janela, sentindo a brisa fraca bater contra meu rosto.

— Sabe, Hoseok, eu passei o dia um tanto quanto irritado — comecei, fechando os olhos. — Eu ando bem confuso, para ser sincero. Veja bem, você está aqui há tão pouco tempo e já causou uma bagunça das grandes… Não que eu me importe, para falar a verdade. O seu beijo compensa tudo — ri, sem jeito. — Está vendo como você me deixa? — o encarei por cima do ombro. — Eu falo as coisas sem pensar; e o pior de tudo é que não me arrependo. E ei! Vem cá, fica mais perto de mim. Vamos olhar as estrelas juntos.

Hoseok sorriu fracamente, mas de uma forma tão bonita que me senti quase na obrigação de continuar encarando-o durante o curto percurso até minha janela.

— Você sempre gostou muito de olhar as estrelas, realmente — comentou, sorrindo. — Elas foram minha única companhia enquanto estive longe de você.

Ao escutar aquilo, não evitei sorrir; eu havia gostado daquelas palavras e da forma que Hoseok dissera — um tanto acuado, baixinho, encarando as próprias mãos, mas ainda assim com um sorriso bonito na boca.

— Talvez elas fossem eu, não é mesmo? — sorri de forma tranquila, fitando-o e instigando-o a fazer o mesmo, até que nossos olhos se encontrassem da forma mais clichê possível. — Me desculpe por ser um idiota com você quase sempre. Eu só não entendo nada disso.

Hoseok gargalhou e jogou um punhado de cabelo para trás, colocando-o atrás das orelhas em seguida.

— Estou acostumado com você sendo um idiota — rebateu, sorrindo abertamente. — Mas eu realmente não me importo com isso, Taehyung. Eu gosto de você exatamente como você é. Porque, acredite, não importa em qual vida você está, com quem está, com que cabelo ou roupa está; você é só você o tempo inteiro e é isso que importa. Você é capaz de me arrancar suspiros com as menores coisas que faz. Você me deixa tonto e com o coração deliciosamente acelerado com as menores coisas que faz; como agora, só me encarando com esse sorriso sutil na boca. Eu sinto vontade de beijá-lo, abraçá-lo e protegê-lo a todo instante.

— Você pode me beijar, abraçar e proteger o quanto quiser — respondi de maneira automática e quase num sussurro.

Meu coração martelava meu peito de maneira desenfreada, fazendo com que eu me sentisse tonto e levemente perdido; quase como se estivesse caindo em mais um déjavu ou como se, de fato, vivendo um. Minhas mãos suavam como se eu fosse um pré-adolescente prestes a dar o primeiro beijo e minhas pernas estavam tão bambas que poderia desabar a qualquer instante.

Hoseok me deixava daquela forma. Sua intensidade era quase palpável, a verdade por trás de suas palavras, a sinceridade em seu olhar, a forma que sorria a cada segundo que falava de mim ou me encarava; o homem à minha frente era um anjo, o ser mais perfeito e casto que o Universo poderia receber.  

O guardião de Nietiria, sendo real ou não, fazia com que eu perdesse o ar, os sentidos e focasse somente nele; e eu não me arrependia de me render tão fácil, de ceder, de senti-lo de todas as formas. Meu coração gritava de todas as maneiras possíveis que eu jamais me arrependeria de mergulhar naqueles olhos amendoados; eu jamais me arrependeria de voltar ao passado, de pensar sobre ele.

Nos olhos de Jung Hoseok eu conseguia enxergar perfeitamente que, sim, eu havia sido dele no passado, estava sendo naquele momento e continuaria sendo no futuro; mesmo que se passassem duzentas mil vidas. Minha alma gêmea estava diante de meus olhos e tudo o que me restava era aceitar, acolhê-la e amá-la como deveria ser. Eu não me importava mais se eu era um príncipe do século IV ou um mero universitário do XXI.

Por mais surreal que parecesse, meu interior gritava que eu o amava. De alguma forma muito estranha, louca e intensa; eu o amava. O amava com todas as forças. E o amor repentino nunca me soara tão belo, puro e sincero. Eu o queria como nunca; eu precisava sentir seus lábios, seus toques, seu cheiro, tudo o que ele pudesse me dar.

— Então eu vou te beijar agora — Hoseok sussurrou tão próximo que sequer me dei conta; tampouco me importava.

Deixei que meus olhos se fechassem e esperei por seus lábios sobre os meus, o que não demorou muito. De maneira automática, um suspiro me escapou e minhas mãos foram em direção à sua nuca, afobadas. Puxamo-nos um contra o corpo do outro ao mesmo tempo, colando-nos ao máximo enquanto nossas línguas se tocavam de forma intensa, beirando ao desespero. O beijo estava forte e bagunçado, mas não nos importávamos; queríamos mais a cada toque, a cada movimento.

Eu só conseguia focar nas sensações magníficas que Hoseok me causava, puxando-me cada vez mais contra ele. O frio em minha barriga era tão intenso que, por um segundo, pensei ter pulado da minha janela; a sensação de queda livre quando o tinha tão próximo era sempre intensa e surreal demais, o que me fazia querer cada vez mais daquilo. E eu não iria me privar de tê-lo, de fato.

Senti-me ir de encontro à parede após alguns instantes e o ósculo fora quebrado, deixando que um estalo alto ecoasse pelo quarto. Quando me dei conta, Hoseok beijava meu pescoço de forma lenta e carinhosa, mordiscando minha pele levemente ao mesmo tempo em que me apertava a cintura. Meus suspiros estavam incontroláveis e eu sequer sabia o que fazer — simplesmente me deixava levar, tentando retribuir as carícias enquanto quase me permitia ir de encontro ao chão. Tê-lo daquela maneira era quase como estar no céu, no paraíso — mesmo que isto fosse o maior dos clichês.

No fundo, embora sentisse medo, eu sabia que Hoseok era tudo o que eu precisava; o amor da minha vida, eu arriscaria dizer. E eu não me importaria se fosse necessário ir até um reino perdido e irreal para tê-lo por toda a eternidade. Nietiria existindo ou não, eu queria aqueles lábios contra os meus para sempre.

— Você é tão lindo… — Hoseok murmurou enquanto subia lentamente em direção ao meu rosto, beijando-me a bochecha. — É extremamente encantador a forma que fica quando te toco; tão entregue, tão leve e trêmulo… A forma como se excita tão fácil... É a coisa mais linda que já vi…

— Não diga essas coisas, Hoseok — pedi baixinho, tentando desviar de seus lábios para que, talvez assim, pudesse tentar esconder minhas bochechas coradas e o acelerar em meu coração; que martelava contra o dele de qualquer forma.

— Você é lindo — disse outra vez, segurando meu rosto entre ambas as mãos. — Quando fica sem jeito, quando fica irritado, quando me retribui em todos esses sentimentos sem ao menos saber o que significa, quando sorri, quando xinga, quando grita, quando age desta forma… Você é tão maravilhoso que eu sequer sei como te descrever, garoto.

Ainda envergonhado, virei-me de costas para Hoseok, voltando para a janela em apenas dois passos. Me mantive ali, encarando o céu e com os lábios latejando, como se Hoseok ainda estivesse me beijando. O sorriso foi inevitável naquele momento; principalmente que, no instante seguinte, Hoseok me abraçara pela cintura enquanto apoiava o queixo em meu ombro. Seus cabelos longos voaram com o vento gostoso que cortara o ambiente, fazendo cócegas em meu pescoço ao passearem pela região.

— Nós costumávamos ficar assim na beira do abismo — Hoseok sussurrou contra minha orelha. — Você dizia gostar da sensação de perigo, o sentimento de aventura… Seu sonho era servir às guerras ao meu lado. Mas no final… No final seu pai sempre colocava em sua cabeça que a realeza não deveria seguir até o campo de batalha. Seu pai era a favor da igualdade entre todos no reino, desde que não envolvesse você correndo riscos de morte.

— Por isso ele… Te culpou quando… Você sabe… — murmurei um tanto sem jeito, sabendo que Hoseok entenderia minha dúvida. Não que eu quisesse estragar o clima que havíamos criado; estávamos nos conhecendo melhor, relembrando memórias importantes. Eu precisava de informações, precisava entender o que era tudo aquilo, afinal.

— Ele não me culpou — respondeu. — Eu me culpei. Para falar a verdade, assumi minha responsabilidade. Era meu trabalho, acima de qualquer coisa, proteger você. O problema foi eu me apaixonar. Mas, me diga, Taehyung: como não se apaixonar por você? Você é encantador desta forma desde… Desde sei lá! Desde o século I…

— Você é mesmo um bobo… — respondi, rindo baixinho. — Mas…  Me diz uma coisa — pedi, ignorando os tremores que sentia a cada carícia que ele me deixava na cintura. — Yoongi… O que Yoongi te disse, de verdade? Ele mandou você se aproximar mais, não foi?

— Yoongi… — Hoseok riu, apertando-me mais contra seu corpo. — Eu me aproximei mais por que quis, Taehyung. Mas Yoongi me explicou o porquê de toda essa necessidade que temos de ficar sempre tão próximos… Nós precisamos um do outro, mesmo que ainda não tenhamos ideia do que realmente é tudo isso. E o que ele me disse… Bem, ele só me disse que é especialista no meu reino.

— Vocês conversaram duas horas só sobre isso? — perguntei, encarando-o sobre o ombro.

— Você contou quanto tempo conversamos?

Revirei os olhos com a pergunta como resposta e ignorei sua risada tão próxima. Apenas relaxei, permitindo-me, de uma vez, apreciar o céu estrelado enquanto Hoseok me apertava e acariciava. Não havia nada mais confortável e aconchegante do que aquilo; tê-lo perto, colado em meu corpo, respirando calmamente contra meu pescoço e sorrindo sempre que eu virava para encará-lo um pouquinho — não conseguia ficar sem fitar aquele rosto tão bonito e bem moldado.

Hoseok era a obra de arte mais incrível do Universo; um monumento histórico tão real e palpável que eu não conseguia encontrar palavras para descrevê-lo. Talvez Yoongi estivesse certo todo aquele tempo em que tentara me convencer a estudar seus mitos e lendas: Nietiria era um reino encantador repleto de pessoas igualmente encantadoras — o homem que me abraçava era a prova real disso.

Talvez eu devesse mesmo me render àquela história; talvez eu devesse me jogar de cabeça naquele suposto amor; talvez eu devesse simplesmente aceitar meu destino há tanto tempo traçado; talvez eu devesse somente sentir; talvez eu devesse apenas aceitar ser feliz de uma vez por todas, mesmo que isso levasse algum tempo ou que eu tivesse que simplesmente atravessar um portal mágico.

Talvez eu devesse aceitar o amor em sua mais pura e simples forma…

Jung Hoseok.

 

 

 


Notas Finais


O capítulo não saiu bem como eu esperava, mas... Bem, pra quem recém saiu de um bloqueio acho que está aceitável. Estamos caminhando com vhope, finalmente. Ansiosos? Logo aparecerão mais personagens e tudo fica ainda mais maneiro e intenso; virão algumas cenas de aventura e eu espero não me sair tão mal!
Então, viram que vai ter Bangtan de novo em SP? Estarei lá nos dois dias, com toda certeza. Quem quiser me procurar, é só aparecer na fila bem cedo, estarei por lá com uma camisa da J-Hope Brasil, a fanbase, pra todo mundo me achar.
Beijos, até o próximo! ❤


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