História BTS My Pocket Demon - Taehyung - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, V
Tags Bangtan, Boys, Bts, Demon, Demônio, Jimin, Romance, Tae, Taehyung
Exibições 65
Palavras 1.665
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá queridos! Aqui está mais um capítulo, espero que gostem! Por favor não deixem de comentar. ❤️

Capítulo 6 - Answer: I Want You


Fanfic / Fanfiction BTS My Pocket Demon - Taehyung - Capítulo 6 - Answer: I Want You

TAEHYUNG POV
Logo após o colégio acompanhei Yuna para a casa. Eu tinha aquela sensação de que Yoongi não queria terminar as coisas por ali. Ele tinha essa mania de afastar as pessoas da gente, assustando-as. Achava que ao fazer isso estava protegendo os humanos, e a nós mesmos. E eu temia o quão longe ele podia chegar para manter esse conceito de que éramos perigosos. Yuna não tinha culpa. Não tinha nem um pingo disso... E eu ainda não tinha certeza que ela estar lá naquela noite foi sorte... Ou azar.
Ela era inocente no melhor sentido da palavra, ao contrário de mim. Um demônio na pele de um garoto... A perfeita personificação do Lobo na fábula O Lobo na Pele de Cordeiro. Ou ao menos foi o que me fizeram acreditar. Talvez por isso estava decidido a não deixar que nada machucasse aquela menina. Não deixar seu brilho se apagar.
Eu vou protegê-la.
Ou assim era o que eu pensava. Eu não sabia, não tinha como saber, que na verdade quem a estava puxando para a sombra, era eu.
Seus cabelos eram um pouco grande demais, e muitas vezes naquela sala de aula eu conseguia sentir seu cheiro adocicado. Floral. Ela era única. A mania que ela tinha de morder a ponta do lápis, suas mãos moles que constantemente derrubavam coisas no chão, a forma lenta e pausada dela piscar... E eu conseguia sentir algo diferente, não no sentido sentimental, mas no sentido literal. Ela era diferente dos humanos. Familiar.
Devido a todas essas coisas, eu estava decidido a isso. Quando a deixei em casa segui o cheiro de Yoongi. Era fácil sentir quando éramos tão parecidos. Eu o encontrei deitado sobre um campo de flores no meio da praça. Engraçado, nunca pensei que Yoongi tinha esse lado “florescendo”. Ele ficou ali, observando as pessoas, brincando com cachorros, fazendo coisas que realmente não pareciam ser do seu feitio.
Depois ele foi brincar com algumas crianças. Ele realmente estava estranho, fazendo coisas que não combinavam com sua personalidade. Mas eu sabia que ele não era uma má pessoa. É só que... Compaixão não era lá a sua qualidade mais marcante.
Me dei por vencido depois dessa, agindo estranho ou não, talvez ele realmente não pretendesse ir atrás de Yuna. Parei em uma padaria próxima à praça, comprei algumas comidas para levar para casa, e estava no meio do caminho, colocando a coxinha de frango na boca, quando ouvi aquele grito.
Embora nunca o tivesse ouvido antes, eu o reconhecia. E muito bem. Era Yuna. Seu grito estava cheio de medo, e isso despertou pânico dentro de mim. Uma coisa que até então eu nunca havia sentido antes. Era semelhante ao medo, que ao contrário do que estava sentindo agora, já era corriqueiro em mim. Esse sentimento envolvia muito mais do que o medo em si. Estremeci, era como se perdesse o controle de meu corpo, antes mesmo de pensar em seguir o som, meu corpo já estava correndo em sua direção. Eu tinha medo de perder algo que acabei de encontrar. Talvez fosse o que chamavam de preocupação.
Larguei tudo no chão na pressa e corri em sua direção. A raiva começou a tomar conta do meu corpo, se alguma coisa acontecesse a ela... Apenas em pensar sobre isso eu sentia que ia perdendo a consciência, tomado pelo monstro dentro de mim.
Yoongi estava bem ali, prendendo-a na parede. Isso me irritou de muitas formas, e eu fiquei mais furioso. Então ele a virou e fez a maior idiotice de sua vida. Apontou suas garras para o pescoço dela. Yuna fechou seus olhos, eu conseguia sentir seu medo emanando devagar e intenso conforme ela prendia a respiração.
E dentro de mim, o demônio começou a tomar meu corpo. Minha visão ficou turva, minhas mãos trêmulas... Meu cabelo castanho que eu tanto gostava, era coberto com um loiro branco. Mas eu não queria me controlar. Yoongi estava ameaçando a única coisa que eu decidira proteger, e devia pagar por isso. Mesmo que fosse meu irmão. Quando ela ergueu o braço para tentar se soltar de Yoongi, eu vi uma marca vermelha em seu pulso. Ele a machucou... Realmente... Ela...
- Tae, por favor! – Essa voz soou em algum canto da minha mente, antes que eu pudesse perder completamente o controle, e me tirou de meus pensamentos sombrios. – Você não é cruel, Tae. Esse não é você. Não deixa esse demônio dominar o seu corpo!
Era a voz de Yuna. E aos poucos a imagem de seu rosto foi se formando em minha mente, já que eu não enxergava mais. Mas por alguma razão, quando ela dizia isso, eu sentia algo familiar. Algo parecido já havia acontecido antes, eu só não sabia o que, ou quando. Essa dúvida foi suficiente, o demônio dentro de mim se acalmou. Respirei fundo, meus olhos fixos em Yuna. Tinha tanto sobre ela que me deixava curioso... Por que pela primeira vez eu queria proteger uma humana?
- Tira as suas mãos de cima dela, Yoongi. – Eu disse, tentando manter a calma.
Mas parte de mim, em minha parte humana mesmo, queria voar no pescoço dele e arrancá-lo do corpo. Ele recolheu suas garras, o que me aliviou, mas ainda estava agarrando-a, e isso eu não gostava nem um pouco.
- Tá tudo bem, Tae, ele não vai me machucar. – Disse Yuna, respirando fundo. Ela parecia aliviada.
Garota boba, a questão já não era mais essa. O que estava me irritando agora era a forma com que ele a segurava!
- Yoongi, solta agora! – Ameacei. 
Mas ele pareceu divertido. Aqueles braços que a prendiam agora estavam me provocando enquanto ele a abraçava, e eu não me controlei, voei para cima dele e a puxei de seus braços na força. Mas ele estava rindo.
- Ah, eu finalmente descobri um ponto fraco no meu querido irmãozinho. – Ele disse, satisfeito. – Cuidado, irmão, eu posso ficar tentado a roubá-la. 
E então ele piscou para Yuna, que se escondia atrás de mim e agarrava minha blusa com suas mãos minúsculas. Eu escondi seu rosto atrás de mim para que ele não a visse mais. Estava furioso, e me controlando para não deixar o demônio tomar conta. O que me mantinha são eram as mãos dela, tão delicadas, que me tocavam indiretamente pelos panos do casaco.
- Você não pode tê-la. – Respondi.
- Ah, não? Você quer apostar? – Ele perguntou.
- Yuna não é um objeto para você pegar assim.
- Mas ela sabe que não vou machucá-la. – Retrucou. – Nunca pretendi, de qualquer forma.
Isso me irritou. Bastante, na verdade. Quando ele disse isso me lembrei do machucado no pulso dela. Aquela marca vermelha, que ficou depois dele tê-la segurado com muita força, obviamente.
- Você já a machucou. E se encostar em um fio de cabelo dela outra vez eu não vou me controlar, Yoongi.
Ele me fitou, sério. Yuna estava trêmula, eu sentia isso quando ela se segurava tão firmemente em mim, e eu abaixei minha mão para trás, até alcançar a dela, entrelaçando nossos dedos. Foi uma questão de segundos para que ela se acalmasse, e o mesmo efeito se recaiu sobre mim. 
- Você também não pode ficar com ela. – Ele disse.
Mas eu não tinha a intenção de responder. Segurei sua mão com força, e em poucos instantes a levei dali correndo. Yoongi veio atrás, dizendo que não tinha acabado de falar, gritando que tinha algo importante para dizer, mas na verdade eu não estava nem aí pra ele. Corri com Yuna tentando acompanhar seus passos até que percebi que estávamos em velocidade humana. Yoongi não teria problemas para nos alcançar assim. Parei por um segundo e a ergui no colo. 
- Acredite, vai ser mais rápido. – Eu disse. E comecei a correr na minha velocidade. Quase três vezes mais rápido.
Por mais que eu odiasse admitir, eu não era o mais rápido da família. Yoongi era. Por isso decidi ser esperto e me escondi com Yuna em um beco escuro e bem estreito. Ela reclamou que as paredes eram sujas, mas tivemos que ficar ali por falta de opções. O problema é que ficamos próximos até demais, e tínhamos que continuar. Eu conseguia ouvir seu coração batendo rápido e eu mesmo não sabia o quanto de auto controle eu ainda tinha perto dela.
- Ele não vai...? 
Yuna tentou dizer algo, mas logo a interrompi, fazendo “shh”, e apontando o dedo em meus lábios. Respondi em um sussurro.
- Não diga nada, está bem?
Ela esperou. Olhou ao redor, e começou com algum tipo de tique com os dedos. Eu sabia que ela estava nervosa, mas caramba. Estava pior ainda para mim, naquela situação! Yoongi ainda não tinha passado. Eu estava começando a desconfiar de que ou ele estava nos procurando em algum outro lugar, ou simplesmente desistiu.
- Ele não pode sentir nosso cheiro? – Ela perguntou agora em um sussurro.
- Não se preocupe, pensei nisso antes. Estamos bem escondidos. – Respondi baixinho. – Entre um restaurante chinês e um motel. 
Deixei que ela tirasse suas próprias conclusões a partir daí, e Yuna apenas pareceu ficar ainda mais vermelha. Eu desviei o olhar, comecei a olhar para a rua. Será que já era seguro sairmos? Não que Yoongi estivesse agressivo, mas eu não queria encará-lo, assim como Yuna também não. Era inconveniente, e me incomodava quando ele a olhava, ou a usava para me provocar.
Yuna olhava agora para o botão do uniforme que eu ainda usava. Acho que ela tentava não olhar em meus olhos, e isso começou a me incomodar também. Não sei por que, mas queria que ela me olhasse.
- Ele não tem como nos encontrar, não precisa ficar com medo. – Eu disse, baixinho.
E ela olhou, finalmente. Mas seus olhos estavam brilhando. Não de uma forma ruim, apenas... Era lindo. Não percebi o que estava fazendo, apenas dei por mim quando meus lábios foram atraídos pelos dela.
E então já era tarde demais para voltar atrás. 



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