História Bucket List - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Dra. Abigail "Abby" Griffin, John Murphy, Lexa, Marcus Kane, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Comedia, Crossover, Diversos, Drama, Fluffly, Lexa, Murphamy, Octaven, Romance, Song, Universo Alternativo
Exibições 189
Palavras 7.133
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, olá.
tem uma musiquinha nesse cap, se chama I'll Stand By You - The Pretenders
Boa leitura.

Capítulo 16 - Dark Paradise


- Raven? - Octavia olhou para o lugar onde a publicitária havia levado as duas. Raven tomou seu lugar ao lado da florista e sorriu quando viu que a garota estava prestes a argumentar - Eu achava que íamos a um restaurante, se você está achando que eu -

- Relaxa O, não vamos entrar no meu apartamento. Eu sei que é muito a pedir, mas confia em mim - pediu e se atreveu a pôr sua mão no meio das costas de Octavia, a florista sentiu seu corpo estremecer com o toque e apenas concordou com um balançar de cabeça -

- Só um encontro e depois vai me deixar em paz? - Octavia sabia que não queria fazer aquela pergunta, mas se viu achando necessária. Raven demorou um pouco para falar, estava tentando identificar se aquela pergunta era só mais uma implicância ou se Octavia realmente queria aquilo -

- Sim, mas eu duvido que depois desse encontro você vai me querer longe - Raven piscou quebrando o gelo e Octavia se deixou sorrir. -

A publicitária liderou o caminho e as duas entraram no prédio onde Raven morava, o momento no elevador foi silencioso, mas não constrangedor, pelo menos não para Raven, conforme os números iam subindo, a publicitária se perdeu na beleza da mulher que estava um pouco a sua frente, um sorriso apareceu em seus lábios e ela sentiu uma estranha sensação no estômago, uma ansiedade na qual ela poderia se acostumar. Quando o elevador parou Octavia olhou para a outra garota que apenas estendeu sua mão para frente pedindo para Octavia ir primeiro, elas chegaram ao terraço do prédio, havia uma pequena mesa e um rapaz alto de cabelos medianos vestido de garçom, Octavia gargalhou e voltou a olhar para Raven.

- Seu irmão parece gostar da ideia de nós duas juntas - comentou Raven sorrindo, Bellamy continuava em seu lugar em pé próximo da mesa esperando as garotas se aproximarem. Depois da última conversa com Anya, Raven não quis arriscar que a mulher aparecesse do nada no restaurante e arruinasse sua noite, então teve essa ideia e pediu ajuda ao seu futuro cunhado -

- Estou começando a achar que meu irmão está interessado em você - comentou quando ficou diante do irmão, e Raven ao seu lado -

- Eca! - disseram os dois ao mesmo tempo com a ideia de Octavia -

- Não se preocupe, eu irei servir vocês e depois vou embora daqui porque tenho um encontro também, então… se vocês puderem sentar logo e comer, eu agradeceria - pediu olhando para o relógio, ele havia fechado a loja mais cedo para poder está ali e aproveitar sua noite. -

Raven puxou a cadeira para Octavia sentar e depois seguiu para sua cadeira.
As luzes que Raven geralmente usava para enfeitar a árvore de natal estava iluminando o local e Octavia se deixava sorrir toda vez que as luzes engraçadas piscavam sobre a cabeça de Raven. Bellamy tomou seu tempo para observar sua irmã e naquele momento ela não pôde ficar mais feliz ao perceber que Octavia por mais que implicasse com Raven, ela realmente queria estar ali.
Bellamy apresentou os pratos e Octavia gargalhou ao ver os pedaços de pizza ali.

- Bell disse que era sua comida favorita - explicou Raven o motivo da escolha, ela queria que Octavia se sentisse confortável de todas as formas possíveis - Mas se você quiser eu posso pedir outra coisa, eu tenho alguns números de restaurantes e -

- Raven, para - pediu Octavia vendo o nervosismo na tão confiante publicitária - Não poderia ter escolhido algo melhor - Raven respirou aliviada e Bellamy piscou para sua futura cunhada. Ele mostrou duas garrafas de distintos vinhos e Octavia escolheu um, porém não deixou seu irmão abrir - Você pode ir Bellamy, acho que podemos seguir sozinhas agora - Raven e Bellamy imediatamente trocaram olhares não esperando aquela atitude de Octavia -

- Okay… - Bellamy colocou a garrafa de vinho no pequeno carrinho ao lado da mesa. O rapaz se inclinou para abraçar Raven que permanecia sentada - Ela gosta de você, então não perde essa chance - sussurrou deixando Octavia intrigada com aquilo. Bellamy foi para sua irmã e beijou a testa da garota - Até amanhã -

Clarke tinha a cabeça de Lexa sobre seu peito, as mãos da loira seguravam a namorada de forma tão suave, mas com tanta proteção que nada nem ninguém poderia tirar a publicitária dos braços de Clarke. Lexa havia adormecido há algumas horas, mas Clarke não conseguia se deixar entregar ao seu sono, uma parte era felicidade, felicidade que já não cabia mais em si, e outra parte deixava seu passado voltar, ou pelo menos parte dele. Clarke não costumava deixar aquilo lhe incomodar, mas ultimamente seus flashes de memórias cortadas estavam ficando ainda mais frequentes.

~~~FLASHBACK ON~~~

- Clarke… - Clarke estava sentada em um grande sofá, ela nunca iria se sentir confortável estando naquela posição com uma mulher querendo desenterrar seu passado e achar que iria curar todos os seus demônios - Essa é a nossa terceira sessão, e tudo o que você fez durante todo nosso tempo juntas é olhar para o nada e fingir que não estou aqui - a psicóloga da loira colocou suas anotações de lado, tirou os óculos que estavam ali apenas para deixá-la mais formal. A mulher respirou e continuou a olhar para a loira -

- Eu não vejo qual a necessidade disso - e foi a primeira vez que Clarke falou uma longa sentença - Eu já tenho dezoito anos e isso aconteceu há oito anos! Nada que você fizer aqui vai apagar o que aconteceu! - dessa vez ela levantou a voz, e a psicóloga viu que estavam tendo um progresso, ela viu a respiração de Clarke ficar necessitada e os olhos lacrimejados - Isso é uma perda de tempo - Clarke já estava longe dos pais e de todo seu passado, ela estava por si só, e por um ultimato que recebera dos pais ela se viu obrigada a atender o pedido e visitar uma psicóloga -

- Você não ver? Já se passaram oito anos e isso ainda te incomoda como se tivesse acontecido ontem - a voz calma e compreensiva fez Clarke prestar atenção - Clarke, eu não estou aqui para apagar da sua mente o que aconteceu, isso não é possível, eu estou aqui para clarear sua mente, para fazer você lembrar dos bons momentos, para fazer você entender que nada foi culpa sua -

- Esse é problema doutora, foi minha culpa e tudo o que consigo lembrar é que não houve bons momentos, minha mente não me deixa lembrar do que vivi antes, ela só me faz reviver aquele angustiante acontecimento cada vez mais, foi tudo minha culpa… - Clarke caiu no choro e sabendo que não era nada profissional, a psicóloga levantou de sua poltrona e sentou ao lado de Clarke - Foi tudo minha culpa! - repetiu entre os choros, a mulher abraçou Clarke mesmo não sendo o certo, e ela segurou a garota em seus braços -

- Não foi sua culpa, não foi sua culpa, não foi Clarke - sussurrou - Eu estou aqui para ajudar a você a lembrar que houve momentos felizes e que esses momentos é o que deve ficar com você e não a tragédia que foi uma fatalidade, não foi culpa de ninguém -

Clarke se deixou abraçar pela a mulher enquanto aos poucos parava de chorar, depois de tantos outros psicólogos passarem por Clarke e falharem, a loira sentiu algo diferente sobre aquela ali, talvez ela fosse a que iria lhe ajudar a amenizar a dor.

- Agora a primeira coisa que você vai fazer sempre e toda vez que acordar ou que se sentir mal é dizer... - a psicóloga enxugou as lágrimas de Clarke e sorriu para a garota - Isso não é minha culpa, não foi minha culpa, eu Clarke Kane não sou a culpada - Clarke por tanto tempo tentou fugir de quem ela era, e a troca do sobrenome por algum tempo deu essa ideia de fuga para a garota - Quanto mais você falar isso, mais vai se convencer disso, é um processo longo, mas vamos conseguir - a mulher sorriu e Clarke respirou fundo. Um pequeno toque fez as mulheres se soltarem, era o sinal de que aquela consulta já havia terminado. Clarke levantou e estendeu sua mão para a mulher -

- Você acha que eu posso fazer isso? - perguntou quando sentiu a mão da mulher apertar a sua -

- Eu vou fazer o que estiver ao meu alcance - prometeu. Clarke sorriu e fez seu caminho para fora da sala, a psicóloga fechou os olhos se arrependendo de ter ficado com o caso da jovem, ela deveria ter mencionado que ela estava ali apenas de passagem e que só teria mais duas sessões com Clarke e naquela cidade -

~~~FLASHBACK OFF~~~

- Isso não é minha culpa, não foi minha culpa - repetiu Clarke lembrando do seu antigo mantra que não durou muito, ela sentiu Lexa se apertar um pouco mais a garota e isso a fez sorrir. A loira beijou o topo da cabeça da namorada e fechou os olhos - Não foi minha culpa… - disse uma última vez, seu subconsciente fez Clarke adormecer com a imagem de sua namorada e ela poderia se acostumar com aquilo -

A pizza já havia acabado e ambas estavam cheias, porém nunca uma da outra, as taças de vinho continuavam cheias, elas mal tocaram no líquido, algo sobre aquela conversa estava deixando as duas esquecerem qualquer outro detalhe. Raven comentou algo sobre sua grande família e como muitas vezes Lena a fez passar vergonha, apesar de não gostar muito daquela mãe de Raven, Octavia se viu gargalhando com as situações, ela sabia que aquele encontro não seria ruim, ela só não achava que deixaria Raven notar isso.

- Mas e sua família? Pelo o que conheci deles, não ficam tão atrás da minha - comentou deixando Octavia contar mais sobre sua vida, ela levou sua taça, a com água, aos lábios e tomou um gole apenas para molhar sua garganta -

- Minha família nem sempre foi assim, sabe? - Octavia nunca contou isso para ninguém, nem mesmo para seus antigos amores, algo em Raven era convidativo para contar algo tão importante - Os Griffin viviam pulando de cidades, quando criança eu os via pouco, mas sempre tivesse uma relação muito boa. Depois de um tempo que resolvi morar com eles… - Octavia deu de ombros e olhou para o vinho em sua taça, a tonalidade arroxeada parecia mais escura naquela noite - Eles sempre tiveram essa vibe alto astral, mas então aconteceu algo e isso abalou a todos -

- Seu último relacionamento? - perguntou Raven e Octavia imediatamente se perguntou como a publicitária sabia daquilo, mas resolveu não fazer de fato a pergunta, então negou com a cabeça -

- Não, o que aconteceu foi muito antes… Eu realmente não achei que poderíamos superar algo assim, mas um dia papai chegou para todos nós e nos abrigou a seguir em frente, fizemos terapia, e mesmo a dor estando presente conseguimos encontrar um modo de achar nosso caminho novamente, porém Clarke nunca conseguiu de fato superar, todos acham que ela já não se importa, mas eu a conheço e sei que aquela ferida nunca foi cicatrizada -

- Ai meu Deus Octavia… - em um ato de completa simpatia pelo o próximo, Raven alcançou a mão de Octavia sobre a mesa e a segurou, aquele pequeno ato fez o coração de Octavia acelerar um pouco -

- Desde então nunca voltamos a falar sobre o que aconteceu, não porque esquecemos ou não nos importamos, mas porque sabemos que se um dia voltarmos a desenterrar isso vai ser muito pior do que um dia foi, mas eu fico feliz que depois de tanto tempo finalmente estamos de certa forma bem -

- Mas o que houve de tão grave? - ela não podia segurar sua curiosidade -

Octavia hesitou um pouco e antes que Raven pudesse pedir desculpas pela a intromissão, Octavia começou a contar. A cada palavra os olhos da publicitária pareciam ficar maiores, ela ouviu e viu a dor de Octavia e ao final da curta estória, Raven levou uma mão a boca e seu primeiro instinto foi sair de sua cadeira e ir até Octavia para a segurar em um abraço, Raven jamais iria imaginar que algo assim tinha acontecido, ela jamais poderia imaginar que naquela casa onde só se transmitia boas energias já havia passado por algo assim. Octavia enxugou as lágrimas e Raven beijou a testa da florista, porém o beijo na testa não foi o bastante, Octavia segurou o rosto da garota e ainda de olhos fechados ela juntou os lábios, Raven tomou um susto com aquele ato, mas não soltou Octavia, foi um beijo simples e quase sem nenhum outro movimento, mas Raven sabia que o importante naquele momento era o significado que aquele ato tinha e ela não poderia ter pedido que fosse diferente. As duas se separaram quando algumas gotas de água tocaram seus rostos, as duas imediatamente quebraram o beijo e olharam para o céu que estava libertando alguns chuviscos, Octavia gargalhou, gargalhou alto e Raven se viu perdida naquele momento de total espontaneidade de Octavia e em toda sua vida ela jamais vira algo tão hipnotizador como aquele momento.

- Eu não planejei isso - comentou Raven sobre a chuva que de forma lenta continuava a cair. Raven puxou sua cadeira e sentou diante de Octavia, ela segurou as mãos da garota e ignorou os chuviscos - O que isso quer dizer? -

- Do que está falando? -

- Octavia eu não quero só isso, eu não quero beijos curtos em momentos de euforia, eu não quero sorrisos que escondem algo, por mais que eu queira você de todas as formas, eu quero que você queira isso também, mas que queira todo o conjunto, andar de mãos dadas, discussões por algo irrelevante, dormir abraçadas depois do melhor sexo de nossas vidas, poder dizer que somos namoradas, jantar com a família, eu quero isso e não quero com mais ninguém além de você, então seja sincera comigo e fale sobre isso O... - Octavia estava paralisada com aquelas palavras, ela certamente não esperava algo tão direto assim - Eu gosto de você e tenho quase certeza de que estou apaixonada, e se isso não for nenhum pouco recíproco eu preciso saber, porque eu não posso... - Raven fechou os olhos e Octavia estranhou tal ato - Eu não posso me machucar novamente - pediu e seus olhos se abriram, porém, mantiveram seu foco no chão -

- Raven, olha para mim - pediu e a publicitária aceitou o pedido, mas ficou calada - Eu estava errada sobre você, você é uma boa pessoa e eu gosto de estar com você, mas eu não mereço isso, você não merece estar com alguém que -

- Para, nada do que você disser depois disso vai anular o que acabei de ouvir - um sorriso apareceu na publicitária, um esperançoso - Se você gosta de mim é a única coisa que importa, eu não mereço uma chance com você? -

- Eu não mereço uma com você, você não entende Raven - Octavia levantou e a esse ponto a fraca chuva parecia querer ir embora - Eu sou uma bagunça, acredite, você não vai querer alguém assim - Raven levantou e voltou a segurar o rosto de Octavia com suas duas mãos, ela tinha um sorriso enquanto olhava para a florista -

- Você Octavia, é exatamente quem eu quero, e essa bagunça não é nada comparado a beleza que eu vejo em você, e não falo só da beleza física, mas da beleza que meus olhos não são capazes de ver, mas meu coração é capaz de sentir - 

- Não fala isso... -

- Não, eu vou falar todos os dias e todas as horas se for preciso, eu vou mostrar a você o quanto você é importante, não precisamos colocar um rótulo nisso agora, eu só preciso saber que vamos nos dar uma chance e se depois se sentir à vontade para me chamar de namorada eu não vou reclamar - Octavia gargalhou fraco e Raven soltou o rosto da florista, ela esperou por uma resposta e pela a demora chegou a pensar que não ganharia uma -

- Uma chance... - Raven imediatamente abraçou Octavia e a rodopiou pelo o terraço sentindo a imensa alegria da reciprocidade -

- Lexa! Você enlouqueceu! - Clarke gritou, não porque queria provar seu ponto, mas pela a gritaria ao seu redor. - VOCÊ NÃO VAI FAZER ISSO! - disse ainda mais alto -

As duas haviam chegado a Pamplona, uma cidade da Espanha, elas levaram menos de duas horas de Paris para Pamplona, cidade conhecida pelo o seu festival que dividia opiniões sobre as ações feitas ali. Como sempre Lexa só falou qual seria o próximo item da lista quando chegaram no local, e há quase meia hora Clarke estava tendo um ataque tentando convencer Lexa de não fazer o maldito item.

- Clarke, não vai acontecer nada - explicou olhando em volta, em alguns minutos o festival iria dar início e ela estava analisando tudo a sua volta. Haviam pessoas cantando, vestidas a caráter para a situação e tudo o que ela tentava procurar era um lugar para fugir quando necessário –

- COMO NÃO VAI ACONTECER NADA, LEXA? - Clarke acabou chamando atenção de alguns próximos a elas, alguns olharam com irritação, outros acharam que a loira estava incomodando a outra jovem - Você está tentando se matar, é isso?! -

- Nunca achei que você fosse a dramática da relação - comentou com um sorriso, os olhos verdes estavam protegidos, com óculos escuros, do sol de Pamplona. Já estava próximo do meio dia e no lugar da fome, era a adrenalina que estava percorrendo o corpo da publicitária -

- Dramática? Eu? - Clarke estava perdendo a paciência porque no final sabia que não importava seu esforço, Lexa iria seguir com aquele item - Você tem ideia que pessoas realmente morrem fazendo isso, não é? Não sei como diabos ainda é permitido esse tipo de coisa! - 

- Eu não vou morrer -

- Claro que não, porque eu não vou deixar você fazer isso e ponto final! - a ordem de Clarke era firme e tão autoritária quanto a de um ditador. Lexa tirou os óculos escuros e olhou fixamente nos olhos desprotegidos de Clarke -

- Eu não sei como funcionou seus últimos relacionamentos Clarke, mas comigo é diferente, ninguém tem o direito de me dar ordem, de me dizer o que eu vou ou não fazer, o fato de eu amar você não te dar esse direito - então o comentário de Lexa foi mais firme ainda e anulou o de Clarke. A loira grunhiu em frustração e pôs as mãos nos quadris -

- Você é impossível Lexa! - a irritação ainda estava na loira e Lexa se aproximou apenas para roubar um selinho, mas nem isso tirou a irritação e preocupação de Clarke. A empresária passou suas mãos ao redor da cintura da publicitária e deixou um longo suspiro sair - Eu não quero dar ordem em você, eu só estou preocupada, isso é diferente -

- Não se pr-

- Você sabe que me pedir para não me preocupar não adianta de nada, não é? - ela nem ao menos deixou Lexa terminar a frase, ela sabia o que viria - Isso é completamente diferente de todos os outros itens da lista, não sei como sua mãe permitiu esse item - Lexa gargalhou, mas Clarke continuou com a feição séria - Por favor Lexa, não faz isso… É perigoso demais, e não sei o que faria se você se machucar de alguma forma -

- Vai ficar tudo bem - Lexa tirou o cabelo grudado na testa de Clarke e o pôs atrás da orelha da garota - Você pode me esperar no -

- Você realmente acha que eu vou deixar você fazer isso sozinha? Se você vai, eu vou também - Lexa se soltou da loira e negou de imediato - O quê? -

- Você enlouqueceu? Você não vai fazer isso Clarke, eu não vou permitir, você vai se machucar - Clarke franziu a testa se perguntando se era algum tipo de brincadeira da garota - O que? Estou falando sério! -

- Então quando é o contrário você se incomoda? “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” não vai colocar comigo Alexandria, eu vo -

- Não me chama de Alexandria - ordenou cruzando os braços, Clarke girou os olhos com aquela cena de briga que estavam tendo –

- Ou nós duas fazemos isso ou as duas desistem, mas sempre juntas, no momento em que você me pediu para ser sua namorada você assinou por isso. Então? O que vai ser? - perguntou vendo Lexa ainda parecer uma garotinha mimada que acabara de ser contrariada -

- Estou começando a me arrepender disso - resmungou e Clarke girou os olhos - Para de girar os olhos para mim, me irrita - Clarke gargalhou e puxou a garota pela a mão trazendo-a para mais perto de seu corpo -

- Você realmente se arrepende de me querer como namorada? - perguntou sabendo qual a resposta, mas ela queria ouvir da garota - Alexandria? -

- Quando você me chama assim tenho minhas dúvidas - respondeu dando de ombros e Clarke a beijou, e então ela já não ouvia o sotaque espanhol dos que estavam ao redor ali, ela só conseguia ouvir seu próprio coração batendo forte contra sua caixa torácica. Elas se separaram com os gritos de animação ao redor - Sabe, eu nunca poderia me arrepender de ter você ao meu lado - sussurrou olhando para a namorada, Clarke sorriu fraco, uma simples curva nos lábios e o brilho no olhar -

- Agora sim voltamos a concordar nas coisas - a loira beijou a testa de Lexa e sua mão permaneceu ao redor da cintura da publicitária enquanto elas ouviam a instruções que eram ditas para aquele grande grupo de pessoas. Clarke olhou para o seu lado e apertou um pouco a cintura da namorada, chamando sua atenção - Você me ama? -

- Eu te amo - retrucou - Você? – perguntou arqueando uma sobrancelha -

- Sempre -

- Não Clarke, você tem que dizer as palavras - brincou Lexa fazendo a loira gargalhar um pouco alto demais -

- Eu te amo Alexandria - Clarke recebeu um soco no braço e logo depois um selinho, então voltaram a ouvir as instruções - Ai meu Deus… - Clarke suspirou quando o homem terminou de falar, ela tinha a sensação de que algo sairia errado naquilo -

- Clarke você não precisa fazer isso - respondeu sentindo-se nervosa e ansiosa, as pessoas ao redor começavam a gritar em animação e a se prepararem -

- AI NAO… - Clarke gritou ao ouvir o estouro - CORRE LEXA, CORRE! - os olhos de Lexa cresceram e ela correu sabendo que sua vida literalmente dependia disso, Clarke seguiu atrás da garota -

As garotas e uma grande multidão correram com tudo o que tinha de touros furiosos que corriam em buscar de chifrar qualquer um que cruzasse seu caminho.
Clarke sentia suas pernas tocando suas nádegas de tão rápido que estava tentando correr, ela conseguia ver Lexa na frente, mas ela não se atrevia a olhar para trás e ver o quão perto os animais estavam, em sua mente ela pedia a todos os deuses que as livrassem daquela morte, ela pulou sobre um rapaz caído no chão e por mais que quisesse ajudá-lo ela não poderia arriscar sua vida, então ela correu, correu tentando alcançar Lexa.

CLARKE… NÃO

Clarke ouviu o grito conhecido em sua mente e então seus passos diminuíram e ela sabia que não poderia fazer aquilo, mas suas pernas passaram a correr com menos velocidade.

CLARKE

Clarke sentiu alguém empurrá-la e isso a fez perder o equilíbrio e cair, a garota imediatamente olhou para trás e a poeira começava a mostrar a forma dos touros furiosos, ela então sentiu duas mãos a ajudarem a levantar e incentiva-la a voltar a correr, Clarke viu o desespero de Lexa e isso a fez voltar a correr mais rápido novamente, porém dessa vez Lexa não soltou por um momento a mão da namorada, a publicitária abria caminho entre as pessoas e ela sabia que aquela corrida poderia durar por muito tempo, então elas as tirou do caminho, as duas entraram a esquerda em um estreito beco daquelas ruas, as duas ofegantes e cansadas, as pernas de Clarke ainda tremiam e o calor que Lexa estava sentindo era quase infernal, o suor em suas testas mostraram que aquela curta corrida de mais ou menos dez minutos foi o suficiente para cumprirem o item da lista e nunca mais voltarem a fazer aquilo.

- Desculpa, eu não queria atrapalhar seu - Lexa calou Clarke com um beijo, ela pressionou Clarke contra a parede do beco, seu coração estava descompassado e não pela a corrida, mas por ter presenciado aquela cena de Clarke caída ao chão -

- Desculpa por ter feito você fazer isso… - pediu sinceramente, a culpa começando a se instalar em si - Ai meu Deus! - gritou Lexa ao ver o braço de Clarke sangrando - Clarke você se machucou! - o sangue no cotovelo descia, mas não parecia nada sério -

- Não foi nada, eu caí de mal jeito e essa rua não é exatamente feita para cair - brincou nem ao menos sentindo a dor no cotovelo, talvez o calor imenso e a adrenalina inibiram sua dor - Está tudo bem Lexa, foi só um corte, eu posso fazer um curativo no hotel - Clarke viu que o olhar preocupado de Lexa ainda permanecia e ela segurou a mão da namorada - Ei, está tudo bem - Lexa soltou a mão da loira e imediatamente a abraçou, ela a segurou tão forte que Clarke teve dificuldade de respirar -

- Eu olhei para trás e você não estava mais ali, e então eu parei e depois lá estava você deitada no chão enquanto os touros se aproximavam eu corri e achei que não iria conseguir ajudar você Clarke - Lexa apressava suas palavras e sua voz embargada mostrava o quanto aquilo a afetou, Clarke quebrou o abraço apenas para ver que a garota estava chorando -

- Ei Lexa, está tudo bem okay? Eu estou bem, estamos bem, estamos seguras - alertou e Lexa apenas concordou freneticamente com a cabeça, sabendo que estava dando uma de louca -

- Eu só tenho medo de perder você de novo… - disse o seu mais profundo medo, Clarke deu um selinho na namorada e voltou a abraçá-la – 


- Eu estou aqui, sempre vou estar… não duvide disso meu amor - afirmou enquanto afagava os cabelos da garota - Acho que já chega de adrenalina por hoje, vamos voltar para o hotel - pediu e Lexa apenas concordou, Clarke entrelaçou seus dedos e voltaram para rua, não havia mais nenhum sinal de touros ou corridas, eles já estavam longe e elas puderam sair dali e voltar para o hotel -

- Bom dia! - o sorriso de Raven estava contagiando a todos na agência, enquanto andava até sua sala ela falava com todos com um sorriso gigante. A mulher entrou em sua sala e foi logo para sua mesa -

 

- Raven, bom dia - disse a jovem entrando na sala e cumprimentando sua colega de trabalho - Está de bom humor, ótimo - respondeu ao ver o sorriso da mulher -

- Ótimo humor, nunca estive com esse humor antes, é um lindo dia, não acha um lindo dia? - depois de todo o momento no terraço, Raven andou com Octavia até o apartamento da garota que ficava a poucos metros do seu, elas se despediram com um beijo e um “até amanhã”, elas não eram oficialmente namoradas, mas concordaram que iriam se conhecer melhor, e Raven se contentou com isso - 

- Desculpa, mas eu acho que minha notícia vai acabar com seu humor - Raven negou não acreditando que algo poderia fazer isso. A outra mulher se aproximou e sentou diante de Raven, ela entregou uma pasta com os papéis e Raven não se importou de abrir - Anya demitiu toda sua equipe Raven, redatores, revisores, designers -

- O que? Por que ela fez isso?! -

- Bom, ela pediu que eles refizessem a campanha até o final do dia e eles não conseguiram entregar a tempo, então ela simplesmente os demitiu - informou a assistente de recursos humanos, a pasta que entregara a Raven era com a ficha dos recém demitidos -

- Ela não pode fazer isso, pode? Eles são de minha responsabilidade -

- Anya está acima de você no nível hierárquico, então ela pode fazer isso sim. Eu sinto muito ter que dar essa notícia, mas eu preferi fazer isso pessoalmente do que mandar um simples e-mail informando tudo -

- Obrigada Lily - agradeceu e observou a mulher sair de sua sala. Raven respirou fundo exatas cinco vezes, ela sabia que Anya iria encontrar uma forma de fazer sua vida um inferno -

Raven levantou e pegou a pasta, no seu caminho até a sala de Anya ela foi pensando em Octavia para que a acalmasse. A secretária de Anya comunicou que Raven estava ali e no mesmo momento a diretora ordenou que a garota entrasse.
Raven abriu a porta e viu um sorriso cínico no rosto da bela mulher, ela se manteve séria e se aproximou ainda mais.

- Não teve uma boa noite Rae? O que aconteceu? A florista não correspondeu às expectativas? - Anya gargalhou com seu próprio comentário e tudo o que Raven queria era esbofetear a mulher -

- Você demitiu minha equipe Anya? -

- Você chama aquilo de equipe? Eu chamo de atraso de trabalho, eles foram uns incompetentes e os demiti porque tenho certeza que encontrarei pessoas melhores para o trabalho, inclusive… - Anya abriu sua gaveta e tirou uma pasta com alguns currículos - Já até tenho algumas sugestões -

- Você quer que eu me demita? Você quer tornar minha vida um inferno aqui para que eu me demita, é isso? - perguntou jogando a pasta sobre a mesa de Anya - Eu estou cheia de campanhas para finalizar, como vou fazer isso se você demitiu minha equipe?! Os prazos vão ser adiados e você sabe muito bem que os clientes odeiam quando isso acontece! -

- Eu só quero que você faça um ótimo trabalho, e não se preocupe, aqui na agência temos outros designers, redatores e tudo o que você precisar. Eu só estou ajudando você a seguir em frente com pessoas melhores do que você já tem - Raven tinha certeza de que Anya não estava falando da sua equipe e sim de Octavia. A publicitária se aproximou ainda mais e colocou suas mãos sobre a mesa, seu olhar fixou em Anya e a diretora sentiu um arrepio em todo seu corpo -

- Você me traiu Anya, você fez isso mais de uma vez e eu sempre te perdoei e deixei você entrar na minha vida, mas depois da última vez você foi longe demais! Eu não quero você na minha vida, eu não quero você perto de mim ou de Octavia, você arruinou minha vida demais para eu deixar você chegar tão próximo de mim novamente. - Anya apenas ouvia as palavras de Raven que pareciam mais facas cortando sua pele - Quer saber? Eu me demito - Raven disse por fim e Anya levantou imediatamente de sua cadeira -

- Raven! Você não vai fazer isso! - ordenou como se fosse a dona da garota - Você não pode fazer isso! -

- Já passamos dessa fase de você me dar ordens e eu obedecer, até o final do dia eu estou saindo - e com isso Raven marchou para fora da sala de Anya, seu coração pulsando tão forte e tão rápido que ela estava sentindo falta de ar, ela sempre iria sentir esse nervosismo quando se tratava de Anya -

- Isso não vai ficar assim… - promete Anya ainda olhando para o fim da sala onde já não tinha mais ninguém ali -

Clarke estava sentada na cama enquanto assistia um filme qualquer na televisão, seu braço ainda incomodava por conta do pequeno acidente de mais cedo, sua atenção foi para a porta do quarto quando Lexa apareceu com uma bandeja cheia de utensílios para fazer um simples curativo, Clarke gargalhou com o exagero e Lexa se aproximou ainda mais.

- Lexa, isso é bobagem, foi só um corte - explicou dando um pouco mais de espaço para Lexa sentar ao seu lado -

- Eu sei, e sei também que não é esse corte que está doendo em você… - a publicitária colocou a bandeja sobre a cama e tocou o braço de Clarke olhando como estava o corte, era simples e superficial - Sabe, acho que eu herdei esse lado observador e sensível da minha mãe, ela sabia dizer exatamente quando algo estava incomodando alguém e sabia ajudar no que precisasse - Lexa pegou o algodão e limpou novamente o corte, Clarke apenas observava a garota cuidar de seu braço - Eu realmente quero te ajudar Clarke, e só para você saber eu acabei de colocar isso no topo da minha lista, você está me ajudando de tantas formas que eu me sinto uma inútil por não poder fazer o mesmo por você - Clarke imediatamente parou as mãos de Lexa e isso fez a publicitária olhar para ela -

- Acredite, você é a única que conseguiu me ajudar depois de muito tempo, me perdoa se eu pareço resistente ao meu passado, mas é que… -

- Você não está preparada, eu entendo - Lexa realmente entendia, ela terminou de fazer o curativo e deu um beijo no ombro da loira. - Seja lá o que você está passando ou o que passou, eu tenho certeza absoluta de uma coisa, não foi sua culpa Clarke - para Lexa, Clarke era boa demais para ser culpada de algo. A loira suspirou e depositou um beijo na têmpora da namorada - Amo você Clarke, não importa qual bagagem você esteja carregando - Clarke sentiu um aperto no peito e o choro se prender em sua garganta, céus! Ela amava tanto aquela garota –

- Você pode me fazer um favor? - perguntou e Lexa apenas concordou - Você pode me contar como era quando nos conhecemos? Eu lembro do episódio do Rocco, mas nada além disso -

Lexa achava um tanto quanto estranho como a mente de Clarke trabalhava, mas ela não iria questionar, ela iria fazer o que pudesse para ajudá-la. Lexa deitou seu corpo na cama e trouxe Clarke para descansar a cabeça em seu peito, enquanto Clarke ouvia as batidas do coração da namorada Lexa brincava com os dourados dos cabelos de Clarke.

- Você adorava dias de chuva, New Jersey sempre tinha dias chuvosos e você sempre ia até a minha casa me chamar para brincar na chuva - Lexa sorriu com a lembrança, ela jamais poderia esquecer aqueles dias - Eu sempre saia escondida das minhas mães porque elas não gostavam disso, minha mãe Gabrielle principalmente, ela sempre dizia que eu iria pegar um resfriado -

- Desculpa por isso -

- Não se desculpe, eu gostava. Você era minha melhor amiga, e todos os dias eu acordava pedindo aos céus que chovesse, porque eu sabia que você iria ficar feliz com isso -

- Você era incrível desde sempre então - observou pedindo sua mente para liberar essas lembranças de sua infância -

- Você que era, quando minha mãe ficava fora por algum tempo por conta de algo no trabalho, você sempre fazia palhaçadas e imitava meus personagens favoritos dos desenhos animados só para tirar a tristeza que eu sentia pela a falta da minha mãe. - Clarke ficou calada e apenas esperou a garota falar mais alguma coisa - Nós dividíamos o Rocco, ele era nosso filho - Lexa gargalhou e Clarke fechou os olhos com aquele som agradável que Lexa emitia - Por mais que eu não entendesse o que era amor naquela época, eu sentia -

Lexa deixou suas mãos deslizarem até as costas da loira e fazer um caminho por ali.

- Seu pai costumava pegar o violão e fazer um show para nós, você cantava com ele como se fosse uma pequena rockstar, você tinha uma voz linda desde criança, eu sempre achei que você um dia se tornaria uma cantora -

- Canta para mim - pediu e Lexa parou seus dedos de se movimentaram nas costas da loira - Por favor… - suplicou sem sair de sua posição, ela poderia ficar ouvindo o coração de Lexa pela a eternidade. Ela sentiu quando a publicitária respirou fundo -

Oh, Why you look so sad?
Tears are in your eyes
Come on and come to me now

A primeira música que veio à mente de Lexa foi I'll Stand By You, do The Pretenders. Sua voz não era tão linda quanto a de Clarke, mas a loira achava tão confortável com a voz de Lexa e sua proximidade que nada poderia ser mais bonito do que aquilo.

Don't be ashamed to cry
Let me see you through
Cause I've seen the dark side too.

A voz de Lexa era acompanhando pela a volta de seu carinho nos cabelos de Clarke, ela queria que a empresária entendesse que a letra também significava algo, que era importante, que Clarke era importante. 

When the night falls on you
You don't know what to do
Nothing you confess
could make me love you less
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you

Lexa sabia que aquela queda de Clarke não havia sido apenas um tropeço, Clarke não seria descuidada assim, algo a tirou do foco da situação e a publicitária apostava que era os demônios dos pensamentos da loira, ela só queria poder espantá-los. 
Clarke fechou os olhos tentando impedir que as lágrimas caíssem, mas foi inevitável.

So,
If your mad, get mad
Don't hold it all inside
Come on and talk to me now

Lexa continuava a canção de olhos fechados, sua voz baixa só para Clarke ouvir.

But hey, what you've got to hide
I get angry too
But I'm a lot like you
When you're standing at the crossroads
Don't know which path to choose
Let me come along
Cause even if your wrong...
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
Take me in into your darkest hour
And I'll never desert you
I'll stand by you

Clarke já molhava a blusa de Lexa com suas lágrimas e por um momento Lexa hesitou antes de voltar a cantar, ela queria terminar a canção para Clarke.

And when,
When the night falls on you baby
Your feeling all alone
Walking on your own
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you

I'll stand by you

Take me in into your darkest hour
And I'll never desert you

I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I`ll stand by you

A última frase Lexa cantou com mais ênfase mostrando que ela realmente estaria ali por Clarke. A loira levantou sua cabeça do peito de Lexa e a publicitária ficou sentada diante de Clarke, ela enxugou as lágrimas da loira e segurou seu rosto, Lexa beijou os rastro que as lágrimas havia deixado na face da namorada e depois seus lábios.

- Está tudo bem se você chorar, você pode chorar Clarke, não tenha vergonha disso… Eu sempre estarei aqui para enxugá-las para você - Clarke suspirou e continuou a olhar para a namorada -

- É tudo minha culpa! É tudo minha culpa! - Clarke começou a repetir isso várias e várias vezes, sua voz tremia assim como suas mãos. Lexa imediatamente a abraçou e a segurou firme - É minha culpa Lexa, eu poderia ter feito algo eu p -

- Shiu... - pediu ainda segurando a namorada - Não é sua culpa Clarke, não foi sua culpa - aquelas palavras de alguma forma fizeram Clarke prender o choro e fechar os olhos - 

- Por favor, nunca me deixe - implorou tão baixo que achou que Lexa não havia escutado, a publicitária continuou segurando a namorada, ela sabia que Clarke precisava daquilo -

- Eu nunca poderia fazer isso - exclamou de forma segura. Clarke foi aos poucos soltando a namorada, seus olhos se encontraram e Lexa voltou a enxugar as lágrimas de Clarke e beijou os lábios da loira. Ela não sabia o que havia acontecido, mas não importava o que fosse ela nunca poderia deixar Clarke Griffin e Lexa esperava que a loira tivesse consciência disso -

...

STORYBROOKE

Rumpelstiltskin olhava para seu círculo de cristal com um sorriso que escondia seus planos mais sombrios, ele observava duas garotas que estavam um pouco distantes de Storybrooke e que um dia passara por ali. O homem passou sua mão pela a bola e a imagem simplesmente sumiu, ele deixou seu sorriso se alargar gostando do que vira ali.

- Não demore muito querida - pediu como se a garota estivesse ali, ele voltou para a bola de cristal e novamente a imagem de Lexa com Clarke apareceu - Se você e essa garota puderam quebrar a maldição de Regina, poderão fazer muito mais por mim... - desde que Cora contara que um simples beijo entre Clarke e Lexa quebrou uma maldição ele teve certeza de que elas poderiam ajudá-lo, e ele sabia que uma hora ou outra as garotas voltariam a Storybrooke - Aproveitem esse paraíso sombrio, porque em breve ficará ainda mais escuro - seu sorriso orgulhoso mostrava que aquele ser já tinha todo um plano preparado, estava esperando apenas conclui-lo -


Notas Finais


Em poucos caps essa estória da Clarke vai se desenrolar, ah e a fic ta quase chegando na reta final.
Bjors


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