História Bulg-Eun Sil - Akai Ito (TaeKook) - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Akai Ito, Fluffy, Jeongguk, Jungkook, Kookv, Taehyung, Taekook, Vkook, Yaoi
Visualizações 54
Palavras 4.263
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Lírica, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, meus amores!

Bom, eu não quero enrolar muito aqui nas NI pra deixar vocês lerem o tão esperado capítulo, né? Então eu vou deixar mais informações e comentários nas NF, por agora, obrigada por todo o carinho, favoritos, comentários, obrigada por tudo! Eu fico feliz que vocês estejam gostando tanto não só dessa , como também da "Save Me" e minhas OS, sério, obrigada! sz

Tatty ama vocês apesar do sumiço, ta? ashuhas <3

Boa leitura! Nos vemos nas NF ~~~

Capítulo 7 - Ele está de volta


Fanfic / Fanfiction Bulg-Eun Sil - Akai Ito (TaeKook) - Capítulo 7 - Ele está de volta

Do lado de fora daquela sala, sentados no corredor, estavam Taehyung e Dahyun. Ambos estavam ansiosos e contavam os segundos enquanto esperavam que Jeongguk terminasse sua sessão. A garota ao seu lado parecia impaciente e o Kim estava quase amarrando-a naquela cadeira antes que a mesma se levantasse dali e invadisse o escritório de Heechul. Claro, Taehyung também estava apreensivo e queria ver o Jeon o mais rápido o possível, mas estava disposto a esperar o tempo que fosse necessário. Esperou por anos, por meses. Não iria morrer por esperar mais alguns minutos. Desde o dia em que teve a sua consulta e recuperou todas as memórias de suas vidas passadas, viu tudo ao seu redor com outros olhos. Lembrava-se do quão difícil foi no início, quando ainda não sabia controlar ou lidar com aquele misto de sensações, sentimentos e lembranças. Precisou esforçar-se muito para aparentar normalidade ao Jeon e tinha noção de que o garoto o achava estranho.

Lembrava-se de como foi difícil e surreal no início. O Kim não sabia distinguir o que sentia, não sabia dizer se era real ou apenas influência de um passado sem sentido. Entretanto, como se uma voz chamasse pela sua razão, ele não duvidou de mais nada. Confiou em seu coração, seus instintos, naquela maldição ou sabe-se lá o que era aquilo e naquilo que sabia sentir pelo Jeon. Já começava a nutrir sentimentos amorosos pelo mais novo mesmo sem conhecimento de sua vida passada e depois de ouvir sobre isso, obviamente, sentiu-se ainda mais encantado com a própria história.

Por mais que não pareça para seus amigos e outras pessoas, Taehyung considerava-se alguém bastante romântico, esperançoso, carinhoso e atencioso quando se tratava daqueles que ama ou alguém que gosta. Quando descobriu e reviveu, através de sua consulta, suas diversas vidas passadas e que elas, por mais que tenham sido tristes e cruéis em alguns momentos, estavam sempre interligadas com o Jeon, sentiu-se o homem mais sortudo do planeta. Como poderia não se sentir dessa forma? Amou a mesma pessoa por séculos. Apaixonou-se repetidamente por Jeongguk durante anos e anos, sem nunca o trair, abandoná-lo ou perder-se de si. Encontrou o amor verdadeiro, até arriscaria a chamar de alma gêmea. Melhor, ousaria chama-lo de sua “Twin Flame”, ou, em uma precária tradução literal da palavra, sua “Chama Gêmea”.

Taehyung perguntava-se como o Jeon iria reagir a tudo aquilo. Claro, tinha perfeita noção de que seria uma experiência completamente chocante e que precisaria entregar-se de corpo e alma para dar suporte ao rapaz, mas estava mais do que disposto a fazer isso e nem precisaria pensar duas vezes a respeito. Lembrava-se de tudo o que Jeongguk já havia arriscado e feito por si, mesmo que em outras vidas. O Jeon sempre esteve ali por ele, não importasse o quê. Não era necessário ponderar a respeito, com certeza apoiaria e ajudaria seu amado com o que precisasse e quisesse. A única coisa que desejava, naquele momento, era que ele não sofresse. Jamais suportaria a ideia de ver, mais uma vez, o homem da sua vida ali, sofrendo, com uma expressão desgostosa ou aterrorizada, quem sabe até mesmo frustrada.

Conhecia Jeongguk mais do que qualquer pessoa e tinha perfeita noção de que o garoto era muito exigente consigo mesmo e que quando se tratava de Taehyung apenas aumentava ainda mais suas próprias cargas. O mais novo ralava-se por si, sempre se esforçava e não media esforços em demonstrar isso. Cuidava e preocupava-se do Kim como ninguém, dava-lhe todo o amor e carinho do mundo, mas nunca se achava bom o suficiente. Obviamente, isto era um absurdo para si, afinal, Jeongguk era simplesmente perfeito. Entretanto, entendia o que o moreno queria dizer, pois, passava pelo mesmo. Sempre passou. Nunca achou-se suficiente, nunca sentiu que protegeu o amado como deveria. Almejava ser capaz de demonstrar-lhe todo o amor que nutria por si, mas sabia que aquilo jamais seria suficiente para fazê-lo entender do quanto o amava e ama.

Enquanto Taehyung divagava em seus próprios pensamentos e lembranças do passado, a garota ao seu lado parecia que iria ter um ataque a qualquer momento. Ela batia os pés no chão de forma desregulada –– variando entre bater rápida e aceleradamente de forma rítmica ou simplesmente chutar o chão em movimentos aleatórios. Dahyun perguntava-se mentalmente como o Kim conseguia estar com uma expressão tão calma naquele momento, afinal, se ela estava morrendo de nervos e era a melhor amiga de Jeongguk, quem dirá do namorado, não é? Mas não era esse o caso. Pelo menos, não era o que Taehyung dava a entender para a garota, que, por mais que não soubesse, ele também estava remexendo-se em ansiedade por dentro, apenas não deixava isso explícito da mesma forma que ela.

–– Como você pode estar tão calmo?! – Dahyun perguntou de forma incrédula ao que se levantava da cadeira em que estava e andava em voltas no corredor.

–– E quem disse que eu estou calmo? – O garoto arqueou uma sobrancelha e fechou os olhos. Olhar para a garota andando para lá e para cá estava deixando-o tonto.

–– Eu não vejo a hora de ele sair dali. – Ela ficou em silêncio e parou no corredor – Como você acha que ele vai reagir? – Perguntou com ansiedade.

–– Eu realmente não sei. – Taehyung abriu os olhos e suspirou – Eu não consigo imaginar, sério. É muito imprevisível.

–– Será que ele vai acreditar? – Ela sentou-se ao seu lado novamente, mas continuou a bater os pés no chão.

–– Eu espero que sim. – O Kim desencostou suas costas da cadeira e apoiou seus cotovelos nas suas pernas.

–– E se ele não acreditar? O que nós vamos fazer? – Ela afundou no seu assento.

–– Então nós vamos fazê-lo crer. – O garoto suspirou.

–– Bom, de acordo com a maldição, vocês vão acabar juntos de qualquer forma. – Ela ficou em silêncio – Não tem como ele não se apaixonar por você, não é?! – Sua voz era aflita.

–– Acho que não e, sinceramente, eu não vou duvidar do amor dele por mim. – Taehyung disse de forma calma, por mais que sentisse seu interior se virar em voltas com aquela questão. Apenas não queria pensar nisso.

–– E se algo der errado durante a sessão?! – Ela levantou-se novamente e começou a andar em círculos no corredor.

–– Não acho que isso vá acontecer. O Heechul-hyung é um profissional e sabe o que está fazendo. – Mais um suspiro saiu de seus lábios e tornou a encostar suas costas na cadeira.

–– Eu sei, você tem razão. – Ela parou de mover-se e começou a roer uma unha minimamente ao que encarava a porta do consultório – Mas e se ele não se lembrar de tudo?!

–– Dahyun. – Taehyung fechou os olhos e massageou as têmporas – Acalme-se, ok? Vai dar tudo certo.

–– Eu não vou conseguir me acalmar até que o nosso velho, e ainda assim novo, Jeongguk esteja aqui! – Declarou de forma ansiosa e sentou-se novamente ao seu lado.

–– Se você não ficar parada nessa cadeira, eu juro que... – Taehyung interrompeu sua ameaça quando a porta do consultório finalmente foi aberta.

Ambos se tornaram estáticos em seus lugares e encararam Heechul, que apenas olhava-os com certo divertimento pela cena. Enquanto o Kim o olhava de forma paciente e buscava desvendar suas feições para compreender como havia sido a sessão com Jeongguk, Dahyun apenas remoía-se por dentro e esforçava-se para não avançar no homem à sua frente e exigir por todos os mínimos detalhes de como tudo correu e se estava tudo certo com seu melhor amigo.

–– Eu sei que devem estar ansiosos para... – O mais velho começou a dizer, mas foi interrompido pela voz aflita de Dahyun.

–– Heechul-oppa, olhe, desculpe, mas será que podemos ver o Jeongguk, tipo, agora? Eu juro que vou ter uma parada cardíaca e você será totalmente responsável por isso se não sair da minha frente nesse exato momento ou desembuchar. – Ela disse em um único fôlego ao que encarava o homem de forma intimidante.

Taehyung bufou frustrado e apertou o ombro da garota de forma leve, logo levantando-se da cadeira e sendo prontamente acompanhado pela mesma. Colocou-se em frente a Heechul e fez um gesto com as mãos, indicando que o mesmo deveria prosseguir com o que desejava dizer. O mais velho, por sua vez, pigarreou e fez o que o Kim havia sugerido de forma muda.

–– Bom, antes de mais nada, ele está bem, ok? – Ele ficou calado por uns segundos – Bom, ele não está tão bem assim mentalmente, mas vocês sabem como é, não é? Já estiveram no papel dele. – Um sorriso cresceu em seus lábios – A história de vocês é fascinante. Eu adorei ver tudo pelo ponto de vista dele e posso garanti-lo – Virou-se para Taehyung – Ele te ama muito. Importa-se mais contigo do que consigo mesmo, assim como você é por ele. É algo realmente bonito de se ver. – Voltou a observar ambos e prosseguiu – Ele deve estar esgotado mentalmente, mas está acordado. Ele está meio em choque, na verdade. Ainda está tentando absorver tudo o que reviveu e eu deixei-o tomando uma água enquanto vinha aqui falar com vocês. – Ele tomou uma expressão mais séria – Não o bombardeiem com perguntas ou explicações, entendido? Deixem isso para amanhã, por hoje, ele precisa descansar e tentar raciocinar tudo o que aconteceu em tão pouco tempo, afinal, ele tinha uma vida em formação antes de hoje.

–– Espero que cumpra com esse requisito, Dahyun. Não faça nada que prejudique ele, entendido? – Taehyung olhou de forma dura e determinada para a garota, que apenas assentiu com a cabeça de modo frustrado.

–– Certo, podemos vê-lo agora? – Ela perguntou e começou a adentar o local sem nem esperar uma resposta.

–– Não que eu precise responder agora, não é? – Heechul disse de forma divertida e moveu-se para fechar a porta do cômodo – Entrem, vou dar privacidade a vocês. Vou tomar um ar e volto logo.

–– Obrigado. Muito obrigado. – Taehyung agradeceu com um sorriso sincero e seguiu Dahyun para dentro do consultório ao que ouvia a porta fechar-se atrás de si.

O Kim finalmente começou a sentir todo aquele turbilhão de sentimentos que vinha sentindo desde que chegaram ali, mas, dessa vez, com o dobro de intensidade, se é que aquilo era possível. Estava nervoso, ansioso, com medo, esperançoso, aliviado, tudo isso e mais um pouco. Almejava mais do que tudo por aquele momento e tinha expectativas de como Jeongguk iria reagir. Suas mãos suavam e seu coração batia acelerado no peito, como se fosse parar a qualquer momento. Seu lábio já havia sido constantemente castigado por seus dentes, mordendo-o de forma aflita em busca de controlar o nervosismo que sentia. Sua respiração não conseguia seguir um ritmo normal e seus pés pareciam mover-se ligeiramente de forma automática. Queria encontrar-se com o Jeon e enchê-lo com todos os beijos, mimos e carinhos que se conteve em dar enquanto o mesmo se manteve alheio a tudo.

Após caminhar um pouco pelo consultório nem tão extenso assim de Heechul, encontraram Jeongguk sentado no mesmo sofá terapêutico em que o processo era feito. O coração de Taehyung acelerou ainda mais e sua respiração travou. Os olhos do Jeon estavam fixos no chão e não piscavam, o garoto claramente não estava com sua mente ali. Ele parecia divagar sobre diversos assuntos e estava mais perdido do que nunca em seus próprios pensamentos, provavelmente nas memórias que reviveu. Completamente alheio a tudo o que acontecia a sua volta, nem mesmo reparou quando Taehyung e Dahyun posicionaram-se na sua frente e o encararam. Após alguns minutos daquela forma, o Kim decidiu despertá-lo daquele transe que parecia não ter fim e tocou seu ombro de forma receosa, mas ainda gentil. Jeongguk deu um pequeno pulo, provavelmente não esperava por aquilo.

Assim que os olhos do Jeon se focaram no Kim, ele pareceu entrar em um transe novamente. A presença de Dahyun no cômodo tornava-se completamente irrelevante naquele momento. Seus olhos focavam-se no rosto do garoto a sua frente, parecendo encantado, surpreso, incrédulo, tudo junto. Era impossível saber o que se passava na sua cabeça e como ele estava sentindo-se –– além de chocado, é claro. Aquelas duas pedras escuras e brilhantes que o Kim tanto amava passavam de forma lenta de intensa por todo o seu rosto, como se Jeongguk buscasse absorver cada mínimo detalhe de si. Normalmente, sentir-se-ia tímido, nervoso ou envergonhado com aquilo, mas depois de reviver sua vida, Taehyung já estava mais do que acostumado com aquilo, afinal, seu “antigo” Jeon também tinha esse costume de observá-lo com atenção durante longos minutos –– talvez até horas se lhe fosse permitido.

O Kim notou a boca do garoto abrir-se lentamente e som nenhum ser proferido. Ele parecia indeciso sobre o que dizer, mas quando finalmente falou, Taehyung poderia apostar que até mesmo a sua voz soou de maneira totalmente diferente do garoto que era antes de ter conhecimento e noção da verdade e suas vidas passadas. Apesar disso, sentiu um calor no peito e todo o seu nervosismo anterior pareceu esvair-se quando a voz melodiosa de Jeongguk chegou-lhe aos ouvidos e a primeira palavra dita por ele fora seu nome.

–– Taehyung? – O mais novo perguntou de forma receosa, contida, ansiosa e surpresa. Um misto de sensações era sentido naquela simples fala.

O Kim e Dahyun sorriram abertamente.

–– Olá, Jeongguk. – Respondeu.

Não foi necessário dizer mais nada. Sua voz era tudo o que o garoto precisava para levantar-se de onde estava e avançar velozmente sobre o mais velho, apertando-o em um abraço que transbordava todos os sentimentos que o Jeon sentia naquele momento. Toda a saudade que sentia do Kim, por mais que houvesse visto o garoto antes de entrar no consultório, estava sendo demonstrada ali, naquele gesto carinhoso e reconfortante para ambos. Jeongguk sentia-se um tolo e um cego, afinal, como não havia reconhecido o seu amado? Como fora tão ignorante e tão estúpido? Era algo que simplesmente não entrava em sua cabeça, por mais que tivesse noção de que era algo tecnicamente impossível de ser reconhecido, aquilo lhe martelava a mente. Enquanto isso, o Kim perguntava-se como havia sido tão lerdo para não ter insistido naquilo há mais tempo, mas não se demorou muito a pensar nisso, afinal, estava finalmente com seu amor em seus braços e essa era a única coisa que lhe importava no momento.

–– Me desculpe, me desculpe, me desculpe, me desculpe... – Jeongguk sussurrava apenas para que Taehyung ouvisse repetidamente, ainda sem largar-lhe do aperto daquele abraço.

–– Te desculpar pelo o que, meu am... – O Kim interrompeu-se. Não sabia se seria corretor trata-lo por aquele apelido carinhoso, afinal, ainda era tudo muito “novo” para o Jeon, não queria assustá-lo.

–– Por tudo. – O abraço foi intensificado e Taehyung sentiu suas costas estalarem – Tudo o que acontecera no passado e no presente. Perdoe-me, te imploro.

–– Sabe, Jeongguk, há umas semanas atrás era você quem estava zoando comigo por falar como um velho... – O Kim riu baixinho.

–– Eu não acredito que és tu quem está aqui. – O mais novo comentou em um sussurro, ignorando completamente a fala do garoto. Apenas queria focar-se em abraça-lo e matar aquela saudade que parecia não ter fim.

–– Sou eu. Eu estou bem aqui, com você. Eu prometo nunca sair do seu lado. – Taehyung murmurou e lhe afagou as costas em um carinho singelo.

–– Eu sei. Eu acredito em ti. Tu nunca quebraste nenhuma promessa. – Jeongguk disse com a voz falha e o mais velho afastou-se um pouco para ver o seu rosto, notando os olhos marejados do seu amado. Sentiu o desespero bater em seu peito com aquela cena.

–– Ei, ei, por que está chorando, hum? – O Kim perguntou ao garoto de modo suave ao que enxugava suas lágrimas e acariciava sua bochecha.

–– Eu amo-te tanto, tanto, tanto. – Jeongguk murmurou e o coração de Taehyung pareceu pular uma batida.

–– Eu também te amo muito, você nem imagina o quanto. – O mais velho murmurou e sorriu terno para o garoto.

–– Posso beijar-te? – O Jeon perguntou ao fitar seus lábios.

O Kim não conseguiu evitar uma risada fraca e divertida com aquele pedido, afinal, antigamente, era normal perguntar-se tal coisa antes de fazer algo que a pessoa talvez não desejasse, embora tal hábito tenha-se perdido com o tempo. Não poderia culpar Jeongguk, de qualquer forma. Apesar de lembrar-se de tudo o que passou, sua mente ainda estava reajustando-se a tudo e era de se esperar que o garoto agisse como nos tempos antigos, assim como era em suas vidas anteriores.

–– Por favor. – Taehyung respondeu e não foi preciso esperar nenhum milésimo sequer para sentir os lábios do mais novo contra os seus.

O Kim sentia-se perdido, completamente desnorteado com a sensação tão única, mas ao mesmo tempo familiar e nostálgica dos lábios de seu amado. Sempre gostou muito dos beijos do Jeon, assim como o mais novo sempre adorou beijá-lo. Completavam-se de todas as formas possíveis e ambas as bocas em um encaixe perfeito era a prova disso. Tudo no Jeon parecia cativar ainda mais, se é que era possível, o mais velho. Seu cheiro agradável de flores, seus lábios com gosto de morango e sua língua carinhosa, gentil e ainda assim sagaz e astuta. Suas mãos grandes e fortes, mas com toques gentis e suaves. Seu corpo quente e acolhedor, seus cabelos macios e sedosos. Sua pele macia e Jeongguk por inteiro. Era completamente apaixonado pelo mais novo e jamais arrepender-se-ia disso. Já havia se doado por completo ao Jeon diversas vezes, não só de corpo e coração, mas também de alma. Não haviam palavras suficientes no mundo, batimentos suficientes em seu peito, vidas e anos na Terra, capazes de descrever todo o amor que Taehyung sentia e nutria cada vez mais por Jeongguk. Era uma das coisas que jamais poderia ser descrita, apenas sentida.

O beijo durou por longos segundos, talvez minutos. O Kim nem mesmo notou o tempo passando, apenas focando-se no seu amado, como se tudo ao seu redor fosse insignificante. Apenas separou-se dos lábios rosados –– e agora vermelhos e inchados –– do mais novo quando a voz de Dahyun fez-se presente no cômodo, embora ele nem mesmo lembrasse mais da presença da garota ali. Afastou-se com selares repetitivos na boca alheia, como se afastar-se fosse algo impossível. Não queriam parar tão cedo e nem por ali, mas sabiam que teriam mais tempo para isso noutra altura e de modo mais apropriado. Quando findaram o longo beijo, encararam-se com os olhos brilhando em amor, tal como nos velhos tempos. Ou vidas, não sabiam muito bem como nomear aquilo.

–– Finalmente! Já estava pensando que iam se comer na minha frente e tudo o que eu menos quero é um pornô ao vivo com meus dois melhores amigos, não é? – A garota disse de forma divertida.

–– Dahyun! – Jeongguk exclamou animado e caminhou em direção a mesma, envolvendo-a em um abraço tão apertado quanto o que havia dado em Taehyung, mas que durou poucos segundos, logo voltando a posicionar-se ao lado de seu amado.

–– Ei, qual é? Você cumprimentou o Tae por bem mais tempo que isso, não é justo! – Ela fingiu estar emburrada com um bico adorável em seus lábios, o que fez todos rirem.

Subitamente, Jeongguk pareceu lembrar-se de algo e cessou seu riso, encarando Dahyun com os olhos arregalados. Confusos com sua reação, ambos apenas o observaram de forma curiosa e confusa. O Jeon rapidamente aproximou-se novamente da garota e abraçou-a de forma apertada, soltando-a em seguida e abaixando sua cabeça de modo que tapasse seus olhos com a franja de seu cabelo e colocando suas mãos juntas na frente de seu corpo, ficando quase curvado completamente para Dahyun. Ambos olhavam para o mais novo com confusão estampada em seus rostos, apenas esperando pelo o que o garoto tentava fazer.

–– Jeongguk, o que você está faz... – A garota tentou perguntar, mas o Jeon a interrompeu.

–– Mil perdões, Dahyun! – Ele falou de forma firme e suplicante – Sinto muito, mas encontro-me totalmente apaixonado por Kim Taehyung e por isso devemos encerrar nosso relacionamento por aqui.

A fala do mais novo levou os dois à sua frente a entreolharem-se e caírem na gargalhada com a sua fofura.

–– Pode deixar, eu vou ficar perfeitamente bem. O Tae é todo seu! – Ela disse ao que limpava uma lágrima do canto de seus olhos devido aos risos de momentos atrás.

–– Prometo que serei e fá-lo-ei feliz! – Jeongguk disse com um sorriso de orelha a orelha ao endireitar-se novamente.

–– Ai, credo, eu me sinto de volta no século dezoito com você falando desse jeito. – Ela disse com uma careta.

–– Deixa ele, ele vai se acostumar de novo. – O Kim sorriu e olhou terno para o mais novo.

Jeongguk parecia querer dizer algo, mas Heechul entrou na sala naquele momento e começou a falar com os três sobre tudo o que havia feito, explicou que entregaria a gravação do momento inteiro para o Jeon e assim o mesmo poderia ver mais tarde o que ele havia dito e como havia se comportado durante suas regressões, entre várias outras explicações e comentários feitos pelo mais velho. Após mais alguns minutos na sua sala, finalmente todos estavam liberados para sair dali e seguir com suas vidas, o que os deixava muito animados e agitados.

–– Já que nós vamos a pé, eu vou acompanhar vocês até metade do caminho. Depois eu vou tomar o meu rumo e seguir para casa, mas vocês me contam tudo mais tarde. – Dahyun avisou quando saíram do local e começaram a andar na rua.

–– Certo. – Taehyung virou-se para Jeongguk – Você precisa descansar por hoje, tudo bem? Eu sei que devem ter várias perguntas aí na sua cabeça e eu prometo que vamos responder tudo o que pudermos, mas você precisa descansar primeiro, ok?

–– Está bem, apenas peço que me digam algo antes. – O Jeon olhou com expectativa para ambos e ao receber o olhar de confirmação dos dois, prosseguiu – O que aconteceu com a Tzuyu?

O silêncio foi imediato. Ninguém parecia ousar responder aquela pergunta, por mais simples que ela fosse. Era uma dúvida completamente normal naquela situação, claro, mas não haviam palavras para responder ao Jeon. Após alguns minutos de silêncio, Taehyung decidiu por contar a verdade para o moreno.

–– Nós não sabemos. Na verdade, ainda não temos a certeza. – Ele ficou em silêncio por alguns segundos antes de prosseguir – É complicado de explicar agora, é bem confuso também, mas prometo te falar melhor sobre isso amanhã.

–– Muito bem, obrigado. – Jeongguk sorriu grato e seguiram seu caminho.

O percurso foi feito com conversas descontraídas e aleatórias, apenas comentando sobre bons momentos que ambos tiveram em vidas passadas e em como o mundo estava tão diferente do que era antes. Ficaram tristonhos ao chegarem em tal ponto da rua e terem de despedir-se de Dahyun, mas logo o fizeram e seguiram seu caminho. Haviam tantas coisas que o mais velho gostaria de dizer, tantos locais que pretendia levar o mais novo em busca de relembrarem-se dos velhos tempos, mas sabia que deveria esperar e deixar o Jeon recuperar-se primeiro, então apenas rumou para a casa de ambos.

Depois de alguns minutos, finalmente chegaram na casa de Jeongguk. A mãe do mesmo não estava em casa e como Taehyung não queria deixar o mais novo sozinho, mandou uma mensagem de texto para o seu pai avisando que ficaria por ali. Seguiu para o quarto do Jeon e demoraram uns minutos ali, apenas observando a feição deslumbrada e curiosa de Jeongguk com seu próprio cômodo e os objetos que haviam ali. Apesar de ter lembranças do ano em que viviam no presente, maioria de suas memórias eram em anos antigos, então focar-se na tecnologia que havia nos dias de hoje era a última coisa que ocupava o pensamento do mais novo. Quando finalmente deixou de lado a curiosidade que sentia em explorar o seu próprio quarto, Jeongguk rumou até o seu guarda-roupa e buscou um pijama confortável que havia ali. Ainda não era de noite, na verdade, eram apenas seis e vinte da noite, mas o Jeon precisava descansar bastante e não podia negar que realmente estava sentindo-se cansado mentalmente, por mais que estivesse em perfeitas condições fisicamente.

Depois de um bom banho e estar devidamente deitado em sua cama, Taehyung buscou deitar-se ao seu lado e permitiu-se ficar ali, apenas fazendo um cafuné carinhoso e suave nos cabelos macios de Jeongguk. Depois disso, não demorou muito para o moreno dormir e o Kim sorriu bobo com isso, afinal, seu “antigo” Jeon também dormia facilmente assim que o mais velho começava a mexer em seu cabelo. Ficou longos minutos daquela forma, até que descansou sua mão no peito alheio, exatamente em cima do coração de Jeongguk. A forma como o seu coração batia ritmicamente e seu peito subia e descia lentamente com sua respiração, acalmava e embalava Taehyung como uma verdadeira canção de ninar. Gostava de sentir o seu amado ali, ao seu lado. Apenas o bater do seu coração já agradava e deixava o mais velho feliz.

–– É muito bom ter você comigo mais uma vez, meu amor.

O Kim disse em um sussurro praticamente inaudível, deixando um selar carinhoso na testa alheia antes de acomodar-se no travesseiro com a cabeça colada à do moreno, entregando-se lentamente ao sono com o simples respirar e os batimentos cardíacos de seu amado. Dormir ao lado de Jeongguk sempre foi uma das melhoras coisas para Taehyung. Sentia-se protegido e repleto de amor e carinho na presença do mesmo. Tinha certeza de que os braços do moreno eram o melhor lugar do mundo e não os trocaria por nada.

Não houveram pesadelos ou lembranças antigas para nenhum dos dois naquela noite, apenas os sorrisos discretos em seus lábios e as memórias felizes em forma de sonho.


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui!

Bom, gente, o que eu posso dizer? Eu sei que é chato, eu juro que eu sei, mas é uma questão de inspiração pra escrever e postar, sabe? Tipo, a história já tá toda formulada na minha cabeça e tal, se não estivesse eu nem teria começado a postar o primeiro capítulo, obviamente, entretanto, eu tenho esses bloqueios, sabe? Tipo, enquanto eu tô sem inspiração pra escrever a história, não adianta forçar, sabe? Por mais que eu quisesse trazer capítulo antes, se eu me forçasse a escrever iria sair apenas coisa ruim, sabe? Pelo menos inspirada eu escrevo coisinha menos feia. ashuash
Então, me desculpem, eu realmente sei como é chato, afinal, eu também leio e acompanho , né? Me desuculpem mesmo, mas eu não posso prometer datas pra vocês.

ENTRETANTO, eu não estive parada durante esse bloqueio. Minha cabeça funciona assim: enquanto eu tô com bloqueio pra uma , ela tá trabalhando em outras ideias e plots maravilhosos! Inclusive, eu posso garantir pra vocês que já tenhos duas long-fics com plot pronto, só falta eu digitar! Eu não vou postar elas antes de eu ter digitado e concluído tudo, entretanto. Eu não quero deixar vocês nessa longa espera, sabe? Então eu prefiro postar apenas quando a fic estiver completa. Apenas Akai Ito vai ser dessa forma porque enfim, eu já comecei a postar, mas todas as outras fics que eu vier a publicar serão postadas apenas quando eu já tiver digitado tudo até o último capítulo, ok? Dessa forma eu consigo postar um capítulo por dia e todo mundo fica feliz sz talvez isso demore um pouco, eu não sei, mas posso garantir que haverão fics novas e com capítulos todo o dia por aqui no futuro! E isso sem contar com as minhas várias short-fics, hein? Tenho uma que tá na reta final, inclusive. Não sei quando vai estar pronta pra postar, mas assim que estiver concluída eu vou disparar com os posts. Só posso dizer uma coisa: é ABO e o Tae é o Alfa. ashuash pra quem ficou surpresa em "Save Me" com o JK alfa, temos essa outra short-fic que estou fazendo com o JK ômega, ok? <3

Bom, agora finalmente falando sobre o capítulo, o que vocês acharam? Eu achei meio seco, sabe? Tipo, não houveram grandes revelações nem nada que prosseguisse a história aqui, foi apenas as emoções do Tae e a entrada do "novo" JK com as memórias do passado, entretanto, mesmo sem ter "nada" aqui, foi um daqueles capítulos de transição necessários, entendem? Prometo mais revelações e outros acontecimentos interessantes no próximo capítulo! Eu planejava tirar todas as dúvidas sobre tudo nesse, mas achei que não fazia muito sentido, afinal, regressão é algo que esgota a pessoa, sabe? Então o JK não estaria nas melhores condições pra tanta pergunta e tiração de dúvida, mas eu prometo que tudo isso vai ser esclarecido direitinho no próximo! <3

Comentem, por favor, leitores fantasmas também, eu não mordo! Eu adoro ler os comentários de vocês, sabiam?! Faz o meu dia bem mais feliz e eu fico sorrindo sozinha, feito idiota. Eu gosto muito de todos eles, especialmente de críticas construtivas! Eu preciso da opinião de vocês pra saber o que vocês estão achando, como eu posso melhorar, o que eu deveria mudar, entendem? Então comentem a vontade! Eu não quero ler nenhum comentário dizendo "desculpa falar demais" ou "não quero te fazer ler muita coisa com um comentário grande", nem venham com essa! Podem escrever 500 mil palavras se quiserem, eu vou ler tudo! Adoro muito. <3 não tenham vergonha em comentar, hein?

Beijos, beijos, beijos, beijos! Tatty ama vocês e desculpem o meu pequeno sumiço novamente! <3

Meu twitter: https://twitter.com/tattyrodrigs

Seus lindos <3


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