História Bulletproof Wings - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Deathfic, Drama, Teoria
Visualizações 26
Palavras 1.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vai começar a desgraça!
Sendo bem sincera, ao reler a fic, eu achei a minha escrita bastante rasa, mas percebi que faz parte do contexto: para sete jovens como eles, qualquer coisa parece banal. Mas agora a escrita e a história começam a tomar forma. Eu comecei a leitura achando o texto ridículo, e terminei achando o máximo. Espero que também gostem.

Capítulo 11 - Por favor, devolva o meu sorriso


Fanfic / Fanfiction Bulletproof Wings - Capítulo 11 - Por favor, devolva o meu sorriso

Namjoon estava na cozinha tentando fazer alguma coisa para eles jantarem. Vez ou outra, se perdia em seus pensamentos, tentando imaginar como seriam as coisas dali em diante. Numa dessas, Suga entrou na cozinha, com fones de ouvido.
— Está fazendo o jantar?
— Sim.
— Está pegando fogo.
— Shit! — gritou Namjoon, finalmente notando que a comida estava queimando. Ele desligou o fogão rapidamente. Ele suspirou com raiva. Suga riu.
— Eu vou pedir pizza, tá?
Suga pegou o telefone e ligou para seu antigo colega de trabalho. Fez o pedido que costumavam fazer quando fugiam da rotina, enquanto Rap Monster sentava no banco perto do balcão, mantendo sua expressão de indignação. Quando Suga desligou, puxou o banco e sentou de frente pro amigo.
— Que cara é essa?
— Eu não vou conseguir, Yoongi.
— Ninguém consegue cozinhar como ele.
— Não é só isso. Eu queimei a comida.
— Você é o monstro da destruição, Namjoon. Eu não esperava menos de você. — Namjoon conseguiu sorrir. O sorriso de Yoongi desapareceu aos poucos, de forma muito sutil.  — Não podemos tentar substituí-lo. Ele é insubstituível.
— Com certeza é. Não somos mais nada. Não sem ele. É o fim do Bangtan, Yoongi.


Na manhã seguinte, Namjoon e Yoongi decidiram ir à empresa cancelar o contrato. Não acordaram J-Hope, e Jimin não quis ir. Não estava se sentindo bem. Então, apenas os mais novos os acompanharam.
Jimin resolveu guardar a handycam, ao menos por enquanto. Ao mesmo tempo, decidiu fazer uma pesquisa nas coisas de Jin, por mais elementos que o lembrassem, por mais coisas que o mantivesse ligado a eles. Encontrou vários polaroids. Um deles, especificamente, lhe trouxe um sentimento ruim. Eles estavam no píer, amontoados na caminhonete. Jin tinha tirado a foto de longe. Aquela era a foto que ele NÃO queria. Uma foto em que estavam todos juntos, mas Jin estava longe, exatamente como naquele momento. Era uma péssima lembrança.
Jimin continuou vasculhando, e encontrou um pote de remédios. Franziu o cenho. Jin tomava remédios? Perguntou a J-Hope, que já estava meio acordado, se pertenciam a ele, mas ele disse que não. Jimin jogou a composição na internet, e viu que eram usados contra a depressão.
— Ah, não… Hyung… Você tem estado tão mal assim? E nós nem notamos? Somos péssimos amigos.
Jimin devolveu o remédio ao seu lugar quando ouviu passos arrastados.
— Onde eles foram? — perguntou J-Hope, aparecendo na porta, ainda sonolento.
— Na empresa. Foram desfazer o contrato. Bangtan Sonyeondan não existe sem o Jin, Hobi.
J-Hope acenou positivamente, triste.
— Que horas eles voltam?
— Bom, são nove e meia. Faz pouco tempo que eles saíram. Imagino que não será fácil desfazer esse contrato...
— Acho que sim.
J-Hope voltou para o quarto do mais novos. Jimin pensou no que tinha acabado de dizer. Foi às coisas de Namjoon, e achou suas anotações. Ideias para o grupo, composições não realizadas. Tudo o que o Bangtan viria a ser quando debutasse. Mas ele nunca debutaria. Finalmente, foi às coisas de Suga e pegou o seu isqueiro. Levou tudo para o banheiro e deixou lá.
Foi ao quarto dos mais novos e pegou alguma roupa. J-Hope abriu os olhos.
— Onde você vai?
— Tomar um banho rápido. Volto em 15 minutos, no máximo.


Jimin decidiu não tirar a roupa. Entrou na banheira do jeito que estava, de shorts e regata branca, e abriu a torneira o máximo que conseguiu. Banhou-se por muito tempo, mas não estava interessado em ficar limpo. A banheira era apenas o seu refúgio naquele momento em que ele precisava ficar só.
Depois de algum tempo, ele esticou-se e pegou, do lado de fora, um dos papéis de Namjoon e o isqueiro de Suga. Leu aquela letra. Se chamava “We are Bulletproof”. Jimin negou com a cabeça. Eles não eram à prova de balas. Tinham se achado muito importantes, talvez até superiores; achavam que nada poderia destruir o momento mais bonito que começava para eles naquele momento. Mas descobriram, da pior forma, que aquele lindo castelo poderia desabar com um simples sopro, um sopro que levou Jin embora como o vento leva as folhas do outono.
Aquelas coisas escritas ali pareciam extremamente equivocadas para Jimin. Aquilo não era o que eles eram. Então, ele acendeu o isqueiro e queimou, não só porque era a lembrança de um momento feliz que tinha acabado definitivamente, mas porque era a ideia errada e era algo especialmente pequeno. Havia muito mais do que aquilo.
Enquanto o papel se desfazia nas chamas na mão de Jimin, pequenas cinzas caiam na água, mas eram insignificantes. Jimin deixou cair no chão do banheiro seu pequeno incêndio, e pegou o polaroid. Aquela cena parecia mais errada do que a ideia de que eram à prova de balas. Jin tinha tirado a foto de longe, e naquele momento ele havia se distanciado de uma maneira irrecuperável. O fogo destruiu aos poucos o resistente material de que era feita aquela foto. Uma placa carregada de tinta, que se sensibilizou com a luz do sol e mostrou a Jimin o que eles eram naquele momento: apenas seis garotos, que não podiam nem ao menos se divertir. Nunca voltariam a ser o que haviam sido ao lado de seu sétimo elemento.
Jimin deixou o polaroid cair junto ao papel. Causou mais alguns pequenos incêndios, pequenas coisas que mereciam ser destruídas pelo simples fato de não fazerem sentido sem Jin. Ah, Jin… Por que ele havia feito aquilo? Assim começou. Essa simples pergunta deu início ao incêndio existencial de Park Jimin, cuja mente começou a se torturar com as mais variadas ideias a respeito dos últimos acontecimentos. Uma automutilação que Jimin não poderia mais parar, porque era como fogo, mas um fogo imaterial que aquela água material onde se banhava não poderia apagar.
“Ah, Jin Hyung… eu deveria ter notado. Deveria ter dado mais atenção aos seus pequenos problemas. Tudo parecia ter se resolvido, mas seu eu prestasse mais atenção eu teria visto com clareza que nada estava bem pra você. Aqueles remédios… Como conseguiu manter isso escondido de nós por tanto tempo? Ah, se eu soubesse… Poderia ter ficado ao seu lado. Poderia ter ficado atento aos seus sinais. E ontem você estava tão estranho… Eu DEVERIA ter notado. Era tão nítido, tão nítido que você estava quebrado, mas eu fui tolo o suficiente para não notar. Se eu conhecesse seus problemas, hyung, poderia ter te parado. Poderia ter insistido, mas eu sou um idiota! Um completo idiota, que poderia ter feito tanto por você, hyung, mas não fez nada! NADA!”.
Naquele ponto dos pensamentos de Jimin, ele já chorava em completo desespero. A água fria cobria-lhe o corpo, encharcava-lhe o cabelo e as roupas, mas ele não se importava. Começou a perceber que era aquilo que Jin havia vivido, porém muito pior. Sufocado, sem nenhum contato com o ar. Jimin mergulhou na banheira, tentando chegar ao estágio de Jin, mas seus reflexos nunca o deixavam ficar submerso por tempo suficiente. Ele sempre levantava e protestava. Mas o frio o estava fazendo falhar.
“Hyung”, pensou ele, pois não conseguia mais falar. “Quero ficar com você, hyung”.
Ele tentou mais vezes,https://spiritfanfics.com/notificacoes e não conseguiu. A banheira já transbordava após algumas tentativas. De repente, Jimin pareceu voltar à lucidez.
“Pare, Jimin”... pensou ele, confuso. “Era isso o que Jin iria querer? Você quer mesmo deixar seus amigos como ele fez?”. Jimin não conseguia pensar muito bem mas, de alguma maneira, se deu conta de que aquela era a decisão errada. Estava tremendo, e notou que o frio não estava lhe fazendo bem. Se fosse um pouco antes, ele não ligaria; tinha tido vontade de partir. Mas Jin não desejaria; nem nenhum dos meninos. Ele não podia decepcioná-los por egoísmo.
“Eu preciso sair da água” pensou Jimin, ainda confuso por causa do frio. Tentou se mover, mas suas mãos estavam paralisadas, ele não as sentia mais. Os braços demoravam a obedecer seus comandos. Sua respiração estava rápida.
Com muita, muita dificuldade, Jimin conseguiu pular sobre a banheira e caiu nos incêndios já apagados pelo transbordamento. Ele arquejou baixo pela queda, mas sua voz não tinha força. Ele mesmo não tinha mais força alguma. Esticou a mão e conseguiu pegar a toalha. Teve dificuldade em agarrá-la. Com extrema lentidão, enrolou-se como pôde. O corpo tremia com mais violência. A mão estava levemente azulada, e a água transbordava como uma cachoeira.
— Hoseok — quase nada de sua voz saiu, mas ele conseguiu ver a fumaça formada em frente à sua boca. Ele tentou chamar de novo, mas não conseguiu mais pronunciar. Sua respiração tornou-se lenta. Ele pensou em tentar mais uma vez chamar… Quem? Quem ele estava chamando? Tudo ficou muito lento, até mesmo seus tremores. Os arrepios cessaram. Ele sentiu tudo falhando.
Não sabia mais o seu nome. Não sabia o que estava fazendo ali, só sentia muito, muito frio, e a certeza de que estava indo encontrar alguém. Ao se dar conta disso, ele teria sorrido, se pudesse.


Notas Finais


Eu tenho esse defeitinho... Não sei escrever histórias que são boas do começo ao fim, elas crescem. Não acho que o começo seja ruim, mas perto disso aqui é bem inferior.
Por favor, deixe um comentário <3


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