História Bumbleby: Quando comecei a ver-te com outros olhos? - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias RWBY
Tags Blake X Yang, Bumblebee, Bumbleby, Drama, Femmeslash, Romance, Rwby, Shoujo-ai, Yang X Blake, Yuri
Visualizações 46
Palavras 3.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, FemmeSlash, Luta, Romance e Novela, Shoujo-Ai
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E como disse, aqui estou eu novamente mais rapidamente do que de costume.
O capítulo não era pra ser grande, mas acabou se tornando, espero que adorem, pois tem pimenta heheheh
Yang virou enfermeira, vão entender na capa e no decorrer do capítulo em si, huehuehue

Bom, pretendo postar o próximo mais rápido, tenho uma ideia do que fazer, e para aqueles que perguntam "Ah cade o Kiss?!", eu respondo: Estipulei mais pra frente, lá pro cap 14 ou até antes ou depois dependendo do que eu fizer e o tanto de palavras de cada um.

Dito tudo isso, fiquem com esse grande textão que fiz, boa leitura! ♥

Capítulo 10 - Ganhando uma batalha; Perdendo resistência


Fanfic / Fanfiction Bumbleby: Quando comecei a ver-te com outros olhos? - Capítulo 10 - Ganhando uma batalha; Perdendo resistência

― Yang?! ― Dei um grande passo a frente, ameaçando ir ajudá-la.

― Não se preocupa. ― Ruby tranquilizava-me. ― Quando acertam ela em cheio, ela usa essa força pra devolver! Isso a faz especial.

E aquelas cabeleiras douradas se moviam ao que ela se reerguia do chão, direcionando seus olhos para o grande robô. As madeixas reluziam, estavam cintilantes e brilhantes, parecia queimar. Via de longe que seus olhos foram tingidos com a cor rubra; e para completar, cerrava os dentes e franzia o cenho levemente com expressão séria.

Vagamente jurava que a vi olhar de canto para mim e sorrir, o que me fez preocupar menos sobre sua condição e retribuir com um meio-sorriso discreto, mas também começar a pensar que estou ficando realmente maluca.

“Ainda bem que não morreu...” Suspirava.

Incrivelmente quando ele desferiu um grande soco, ela aparou sem problemas com suas mãos sem mover-se de lugar, mas provocar uma leve brisa momentânea pelo impacto movendo levemente suas vestes e seus fios em chamas.

Num brado e um só golpe mesclado com uma rodada de tiros, o outro braço foi demolido, desmontado com a tamanha força exercida, fazendo cada chapa, parafuso e o que fosse cair ao redor.

Tanto que uma chegou a centímetros de distância de mim.

Retomava minha expressão, todavia com as sobrancelhas levemente erguidas surpresa com o que via. Ela enfrentando Roman sozinha para mim era incrível e surpreendente, parecia nem precisar de ajuda.

Infelizmente por descuido, foi chutada sem temor com força, passando entre mim e sua irmã, mas parecia não se importar, parecia não ter sofrido dor alguma.

― Ela está bem, e vai se reerguer como uma fênix! Bumblebee! ― Ruby convocava mais uma sinergia.

Arremessei minha arma presa a uma fita longa para ela com esperanças que conseguisse agarrar e retornar. Dito e feito. Sentia uma leve pressão retraindo do outro lado, logo, puxei a faixa negra que permitia retornar meu equipamento, mas no caso ajudar a loira a ganhar impulso e voltar a lutar. Com força, puxava para o lado iniciando o giro assim como ela que auxiliava ganhando velocidade tanto atirando atrás de si quanto correndo e pulando, e numa grande empuxada que dei em direção ao inimigo, ela quase o acerta, mas de ultima hora ao nosso azar desviou com um passo para trás.

Rose e Schnee estavam ao meu lado pouco distantes. Uma delas logo dizia:

― Temos que detê-lo!

― E como você pretende fazer isso? ― Weiss questiona.

― Ice Flower!

Sabíamos bem o que seria feito. Posicionaram-se, seguidamente glifos surgiram à frente da boca do rifle da líder, intensificando os projéteis que causaria além de um impacto maior, um efeito: congelar onde colidir.

Novamente dava impulso à Yang para frente a fim dela finalizar de vez o batalhóide, estraçalhando com um murro só. Saltou, atirou, corria, deixava consigo um rastro de fogo por onde passava. Tamanha era sua força que logo ao encontrar-se novamente com o robô, presenteou-o com um fulminante soco flamejante que o arremessou para trás, e com o impacto no chão, desmontou-se completamente revelando seu piloto, controlador e quem estava por trás daquela grandiosa armadura.

Cambalhotava e se recompunha, ainda processava em sua mente tudo que aconteceu. Múrmuros saiam de sua boca enquanto limpava seu blazer branco, parecendo se importar mais com isso do que com nós que estávamos em uma eximia vantagem numérica e de poder, podíamos facilmente deixá-lo em más condições.

A loira precipitada, querendo botar um fim logo nisso, desferiu tiros na direção dele. Certamente aquilo mataria ou incapacitaria com demasia. Por ali, ele se machucaria enormemente e levaríamos a policia, mas não contávamos com uma coisa: uma nova pessoa entrava em cena antes de a bala chegar ao homem.

Ela foi aparada por um guarda-chuva. O projétil explodiu, criando chamas em volta, todavia sem aparentemente queimar aquele frágil objeto feito de tecido na parte superior.

Indagava-me como podia um guarda-chuva fazer uma coisa daquelas sem quebrar no processo ou inflamar. Logo, a pessoa por detrás dele se revelava uma mulher.

A mesma que vi no galpão, a de madeixas rosas e castanhas.

Ela fazia uma pose colocando seu “escudo” apoiado em seu ombro com um sorriso vencedor e subestimador moldado nos lábios, feliz que ali naquela situação, contra tiros não perderia, e possivelmente golpes diretos também, já que conseguia se defender com maestria pelo que presenciamos.

Aproximamo-nos incrédulas, e também prontas para mais uma rodada a fim de detê-los de vez.

― Damas, rainha do gelo... ― o ruivo dizia num tom de despedida.

― Ei! ― Schnee reclamava do apelido.

― Sempre um prazer. ― Colocava uma mão acima de sua testa, em pose de continência. ― Neo, se você puder...

Ela reverenciava com cortesia apresentando-se sem dizer uma palavra, afinal, parecia desnecessário já que Roman revelou seu nome ou apelido.

Barulho de arma sendo engatilhada era emitido a uma curta distância de mim, e subitamente a loira avançava contra eles com um murro direto na moça, que para nossa surpresa, tanto ela quanto o criminoso quebraram-se como vidro, como se fossem um espelho ou ilusão.

Semblance de um dos dois, certeza. Teorizava que seja dessa “Neo”, que remetia realmente a um sorvete de três cores e sabores pela sua aparência.

Cacos caiam ao chão emitindo barulhos agudos enquanto nós, desacreditadas, olhávamos para todos os lados a procura dos lacaios.

Vento cortava-se, barulho de turbinas. Uma nave?

Procurando o ruído, vimos que realmente era o veiculo que tinha em mente, e tanto o ruivo quando a mais nova cúmplice estavam nele olhando-nos com um sorriso desprezível. Ali já não podíamos mais alcançar, já que tomavam mais distância e desaparecia em meio ao céu azul-escuro.

― Então, acho que ele tem um novo capanga... ― Yang comentava com um tom levemente frustrado e de quem descobriu algo. O semblance dela esmaecia, a fazendo voltar com a cor lavanda de sua íris e suas madeixas loiras.

― Sim, e eu acho que ela fez nossos planos... ― a albina toma posse da palavra. ― Desmoronarem...

Em um momento daqueles ela havia soltado um trocadilho como Yang para aliviar o clima, fazendo referência à eles em vidro que a de olhos ametistas quebrara.

― Não. Só, não. ― Xiao Long reprovava, fazendo a Schnee fechar a cara.

― O quê? Ei, você faz isso! ― a herdeira protestava.

Dei as costas para elas dando meia volta, observando todo o estrago feito. Via os destroços que agora não passavam de peças desgastadas e amassadas, além de algumas partes estarem inteiras e uma cena de crime, roubo estava feita. Qualquer um que fosse ali e nos visse com um robô desses, podia cogitar que vandalizamos e coisa do tipo, o que é mentira.

― Tem hora e lugar para piadas.

― E aqui não é?

― Não, é que não foi boa.

― Yang, não é pra tanto... ― dizia a fim de acalmar a discussão, sentindo irritação em meus antebraços, indo a olhar para eles, vendo filetes de sangue e partículas brilhantes.

“Droga...” Pensei, sentindo um pouco mais de agonia olhando um pouco mais de perto.

Vidro.

Na luta em alguns pontos, estava por sentir tal coisa, mas ignorei, o que fez pinicar mais ainda e agravar.

A loira juntava-se a mim ficando ao meu lado observando as peças espatifadas no chão com uma expressão que denotava frustração ou irritação.

― Bom, pelo menos estou tentando! ― Weiss dizia, vindo a nós.

― Aff, perdemos. ― resmungava a de cabelos selvagens, balançando levemente a cabeça.

― Não perdemos, afinal, conseguimos bastante informação. ― contradizia. ― Ganhar não é só derrotar seu inimigo fisicamente, não é só em batalha. Adquirimos algo melhor, não acha?

― Hm... ― Não admitia. ― Ei, Blake, seus braços. ― Trocava de assunto, assim que passava a olhar pra mim inquieta possivelmente por cansaço, adrenalina e preocupação a me ver naquele estado.

― Eu sei, vidro... ― Ela passava a olhá-los, assim chamando a atenção das outras duas que nos acompanhavam, Weiss e Ruby.

Enxergava bem ao longe carros policiais.

― Acho melhor sairmos, as autoridades chegaram. ― anunciava disfarçando meus ferimentos. Andava um pouco a frente delas escondendo meus braços na minha frente, enquanto tentava tirar alguns cacos, que doíam profundamente e via sangue manchar aos poucos minha carne superficialmente, formando rapidamente grossas gotas que caiam ao chão.

Logo, tomamos o passo e rapidamente saímos daquela área, indo para baixo das rodovias erguidas por colunas tentando nos localizar e voltar às estradas ou zona industrial, e por fim retornar à Beacon. Conseguimos chegar a um bairro em volta de cinco minutos andando rápido, já que a paisagem alterava-se, sendo possível ver uma rua bem a nossa frente e algumas construções, comércios.

―... Porcaria. ― Com a mão direita, tentava limpar cuidadosamente, mas não estava contribuindo muito, assim, meus dedos na ponta sujavam e cortavam.

Pelo fato de ter me movimentado bastante, acabei fazendo-os cortar mais ainda minha pele, ocasionando em mais dor e dificuldade em retirá-los.

Yang olhou para mim ao que reclamei. Relaxou o cenho e desemburrou a cara, mudando para um semblante preocupado.

― Eita... Melhor tirar rápido e estancar. Me deixa ajudar. ― Ela pegava o tecido púrpuro que vinha como adorno preso por baixo de sua camisa e cinto, e com calma e delicadeza, segurava meu antebraço com uma mão, e com a ponta dos dedos da outra, retirava os cacos maiores, arrancando algumas palavras de dores da minha boca. Também retirou as faixas pretas, as colocando sobre seus ombros enquanto começava a cuidar de mim parando de andar, assim como eu.

― Não precis... Ai!

― Não tem como impedir a dor disso. ― dizia retirando mais um, me fazendo morder os lábios para conter o que parecia uma agulhada. Dele, saia um pouco mais de sangue, já que o caco era grande e havia perfurado consideravelmente. O liquido rubro em uma linha do tamanho de meu dedo indicador escorria lentamente e pesadamente, doía.

Como paramos de andar, Weiss e Ruby vinha indagar do porquê. Logo quando viram a situação que me encontrava, disse antes:

― Não é nada de mais, só me machuquei um pouco. Podem seguir em frente, vamos alcançar vocês.

― Certo... ― Ruby respondia visivelmente preocupada, já que eu aparentava estar um pouco mais ferida que todas, sangrava.

Weiss via ao longe um táxi se aproximando do ponto, e estávamos até que perto, se corrêssemos, alcançaríamos.

― Então, temos que ir sabe? ― A Schnee tornava-se impaciente. ― Vamos perder nossa volta!

― Vão à frente, a gente dá um jeito! ― a loira diz, limpando mais um filete de sangue.

― Cert ― Ruby era interrompida antes de questionar.

― Vão!

― Até mais. ― a albina se despedia, correndo com a ajuda de glifos assim como Ruby usava seu semblance. Felizmente chegaram a tempo, conseguiram entrar.

― Até!

― Podíamos ter ido junto. ― retruquei.

― E deixar essas coisas te machucarem mais? ― Mostrava na frente de meus olhos um caco grande do tamanho de 1/3 de meu dedo ensanguentado. ― Não questione, já foi, e também não vou parar até tirar os mais perigosos.

Felizmente a líder e a herdeira chegaram a tempo, conseguiram entrar no veículo que já partia rumo ao destino que falaram.

― ... Obrigada. ― agradecia, vendo a improvisada atadura no meu antebraço esquerdo por cima dos menores cacos, que machucava, mas impedia mais sangue sair. ― Mas não precisa sacrificar por mim, eu consigo fazer isso, sabe?

― Precisa, você é minha amiga! Mas pelo menos uma parte foi, vi que você tem cacos nas pernas também, mas estão presos na calça, não vai ter tanto problema. ― Pegava cuidadosamente meu outro antebraço, repetindo os processos. ― Aqui não vou conseguir tirar completamente, além da luz não estar ajudando, posso acabar piorando sem uma pinça. Só vou tirar os maiores, pelo menos dá.

Aquela preocupação e disposição me faziam gostar mais ainda dela, tentando impedir ao máximo pensamentos e vontades sobre aqueles sentimentos. Em contrapartida, me sentia culpada por perdermos nossa oportunidade de retornar logo para a Academia, fazendo um misto de amargura e doce pelas atitudes de minha... Amiga.

― Yang, você sabe que não precisa fazer isso.

― Mas me ofereci e não vou parar, lide com isso. ― Dava um meio-sorriso descontraído.

Aquela ação fez meu coração falhar uma batida.

“Não faz isso... Droga.”

Cuidadosamente ela tirava os maiores, mais fundos e perigosos, limpando o líquido viscoso que ousava escorrer com o polegar. Quando terminou essa etapa, rasgou da manga de sua jaqueta uma generosa parte, ajeitou e logo enfaixava meu outro antebraço. Por fim, pegava as tiras pretas que uso e tentava colocar do meu jeito, tendo complicações aqui e ali.

Sorri um pouco com sua dificuldade em recolocar meus adornos, sendo algo um pouco engraçado por sua expressão que se irritava por não conseguir fazer algo tão fácil, bom, pelo menos pra mim.

― Deixa que eu faço isso, já fez muito por mim. ― E arrumava-as a meu modo, ficando do modo que costumo utilizar.

― Tão confuso. ― Ela sorria e erguia uma sobrancelha.

Um silêncio se instalou a seguir. Encaramo-nos e não soubemos o que fazer ou dizer, mas que era agonizante, não podíamos contestar.

― Mas... Obrigada. ― Quebrava o silêncio, agradecendo mais uma vez olhando para o chão, já que não conseguia fazer contato visual direito sem explodir por dentro.

― Hah, não tem de quê! Eita, pera. ― Olhava para minha mão direita, que estava por pingar um pouco de sangue de um dos dedos.

Levou para seu raio de visão delicadamente, virava. Víamos que ali na ponta de meu indicador tinha caco também e estava levemente cortado, possivelmente quando fui tentar retirar, acabei passando um deles para meu dedo.

― Posso? ― perguntava fitando meus olhos.

― Pode.

Ela então retirou rapidamente. Mais sangue saía, mas nem tanto assim, tornando aquela parte de minha mão molhada e tingida.

Sem perguntar, limpou superficialmente com seu polegar, e logo levou a ponta de meu dedo à sua boca, chupando o sangue calmamente enquanto me lançava um olhar travesso e suas bochechas coravam. Meu corpo se arrepiou totalmente, assim como me sentia bem estranha com aquela ação que fazia meu rosto aquecer, das orelhas à bochecha.

Sem saber como reagir, acabei por retirar rapidamente ele da posse dela, trazendo para mim escondendo abaixando a cabeça tendo ciência que estava absolutamente corada.

― O-Obrigada... ― e agradecia pela terceira vez.

“Mas que diabos eu estava sentindo?... Excitação?”

Logo, movemos nossas pernas e começamos a andar em direção ao ponto de táxi, que sabíamos que ali passava de meia em meia hora, informei-me por meu Scroll usando um aplicativo de localização, que dizia sobre o lugar em que nos encontrávamos.         

― A piada da Weiss não teve graça. ― ela comentava.

― Ela pelo menos tentou. ― Arqueei uma sobrancelha, suspirando e recompondo meu humor, não deixava transparecer meu rosto ruborizado que lentamente retornava ao normal.

― Ah, mas fala sério... Foi ruim.

― Nem tanto.

E novamente ficamos em silêncio, o que claramente nos incomodava. Ela preferiu dizer algo para quebrar aquele sentimento ruim no ar, o que estranhei pela abordagem e novo assunto que introduziu.

― Gata, você é Ágata?

Não compreendi o que quis dizer, já que sabe que meu nome não é esse.

― Responde sim. ― cochichou com cara de quem iria aprontar enquanto caminhávamos.

― Sim. ― Arregalei os olhos e não evitei deixar um sorriso escapar, já sabia o que estava por vir.

― Sim, por quê? Porque você é a gata. ― E fez uma cara engraçada, juntamente apontando seus indicadores para mim.

― Ai meu Deus... ― Balancei a cabeça, não contendo uma leve risada.

― Eu sou demais, fala sério. ― a loira se vangloriava.

― Sério. ― Começamos a rir. ― Você pediu pra eu falar, falei.

Yang tem poder de mudar o clima de sério para descontraído, essa é uma das coisas que mais admiro nela.

Inocentemente acabo por olhá-la de canto. Estava sorrindo de um jeito tão belo e casto que adoraria passar o dia todo vendo. Nossos olhos se encontraram, e parecia que não conseguia responder, travei, disfarcei direcionando minha visão para frente.

Meu coração pulsava e falhava cada vez que ocorria isso, estava ficando cada vez mais vulnerável a essas ações e sentimentos.

― Bom, parece que aconteceu uma... Gatástrofe.

― Ah não Yaannnggg! ― Dei um soco leve no ombro dela, me contento para rir, mas perdi miseravelmente. ― Mas agora é sério, você não aceitou o trocadilho da Weiss por que estava frustrada por não ter colocado o Torchwick na cadeia de vez ou pelo menos derrotá-lo?

― ...

― Acertei, não foi? ― A encarei.

― Talvez... ― Desviava o olhar pro lado oposto ao que a via.

― Acertei. ― Suspirava e cruzava os braços. ― Notei que a senhorita é bem impulsiva, isso pode ser problema pra você uma hora. Aquele avanço que deu pra cima do Roman sozinha foi perig ― Fui interrompida com uma ação dela, que me desconcertou totalmente.

― Hm... Impulsiva? ― Aproximava-se, me encarando bem de perto.

Sentia sua respiração próxima de meus lábios, meu corpo se ouriçou por completo, assim como sentia meu rosto novamente ferver.

Sentia-me muito frágil naquela situação, mal sabia reagir e o que dizer, apenas sentia meu coração pulsar mais fortemente, sendo a única coisa que ouvia além da brisa momentânea que vagava por ali e alguns carros passarem.

Estranhamente parecia ser tomada por um desejo enorme de tocar seus lábios, segurá-la, abraçar e nunca mais largar, estar sempre a seu lado. Seus olhos profundos de íris cor violácea pareciam me analisar, além de hipnotizar e causar efeitos, pensamentos e vontades em mim que só as divindades sabem.

E pra piorar, ela deixou um beijo rápido na ponta de meu nariz, e sorriu travessamente se afastando, apoiando sua cabeça em suas mãos na  nuca.

Desviei bruscamente minha cabeça para baixo, fiquei a fitar o chão sentindo meu rosto ferver ainda mais, novamente avermelhando completamente. Meu coração tropeçava, minha respiração entrecortava e pesavam, aqueles poderes dela sobre mim estavam intensificando, e eu preocupando mais ainda negando qualquer sentimento poderoso que pudesse ser.

“Mas o que diabos está acontecendo comigo?”

― Você não sabe nada sobre mim. ― ela dizia calmamente. ― Tem muito do que me conhecer, senhorita gata. Bem, acho que está certa, sou impulsiva.

― Você não me conhece quando sou provocada. ― dizia baixinho.

“Yang, você está me provocando demais e fazendo-me sentir coisas que não deveria.”

E para retribuir, levava uma de minhas mãos delicadamente até seu queixo, não a deixando virar para minha direção e ficar a olhar o horizonte. Dei-lhe um beijo lento e cheio de ternura na bochecha, como se nessa ação, declarasse e admitisse tudo o que sentia; continha-me para não ser perto dos lábios e acabar numa situação mais embaraçosa ainda.

― Não brinque se não sabe jogar. ― sussurrava em seu ouvido, voltando logo a minha postura, com o rosto sem dúvidas, ruborizado.

“Fui muito ousada. Meu deus, eu preciso, eu necessito ter um freio.”

Tinha a audácia e curiosidade em saber como ela reagiu. Seu rosto se tornava um vermelho um pouco mais forte que o meu, mas conseguia disfarçar bem pouco o virando para o lado oposto.

― Vamos logo, as meninas estão nos esperando. ― Ela checava o Scroll. ― Iremos aguardar ou podemos ir caminhando?

― Podemos ir a pé, vai demorar cerca vinte minutos se formos rápidas e pegarmos atalhos.

Apressamos o passo, eu principalmente, estava praticamente fugindo dela me recompondo da recaída que tive com aquele beijo surpresa.

― Não ande tão rápido! ― ela reclamava.

― Se não acelerarmos, pode ser que cheguemos lá mais tarde do que trinta minutos. ― Dava uma pequena pausa, aguardando-a juntar-se a mim novamente.

Mordi meu lábio inferior ao olhar de relance para ela com o intuito de saber sua distância, acabei por lembrar do que ocorreu e querer tanto fazer o que ansiava, que era demasiado provocativo e intimo. Quando ela estava a uma curta distância enquanto passávamos por um beco, preferi olhar para frente e pensar em outra coisa, além de caminhar no mesmo ritmo que estava antes, entretanto, aquilo só delatava ainda mais meu nervosismo e ansiedade tomando conta de meu coração ficando em ignição.

Chegamos até mais cedo do que estipulei, já que no caminho, conseguimos por fim entrar num táxi. Ao todo, sete minutos andando e cinco de transporte.

Ficamos em silêncio todo o trajeto. Ela estava jogando em seu Scroll, enquanto eu admirava a paisagem pelo vidro devaneando em meus pensamentos que lutei para não ser sobre ela, e sim o que está sendo arquitetado por Roman que agora está com a White Fang.

Pelo menos funcionava depois de tantos combates mentais tentando ganhar controle, me fazia matutar e tentar achar coerência em todos os passos dele.

Ganhamos uma batalha, mas perdia minha resistência pouco a pouco, entregava-me a esses sentimentos proibidos cada vez mais...

~[...]~

Cada vez mais o anseio de se entregar a estes sentimentos desconhecidos aumenta na alma de Blake. Como uma pessoa que já teve sua cota de desventuras sentimentais, a fauna muito provavelmente já deve ter uma certa noção do que tal instinto deve ser, e também deve ser por isso que ela está os temendo tanto. Seria possível para ela conceber um amor vindo de alguém tão próxima de si? É um dilema muito complicado, visto que a cada segundo que passa sob os efeitos dessa ansiedade, a compostura da jovem Belladonna vai se desfazendo pouco a pouco. As chamas de Yang a consome cada vez mais, e só os deuses sabem a conclusão deste dilema...


Notas Finais


"Se você deseja jogar comigo é melhor ter certeza de que conhece o jogo." Aquela referência à Ahri de LOL.
E uma curiosidade, a primeira vez que vi a Blake, logo pensei: Mano, ela é muito parecida com a Ahri. E ai eu já teorizava e sabia que ela era faunus kkkkkkkkk

Srta. Napolitano, Sr. Ruivo, cacos de vidro, Yang médica, sentimentos intensified, quase kiss, o que mais vem ai? Ah, eu não sei, veremos.

Créditos ao MikeCrossCG por esse texto final. Ele está no capítulo 7.
Obrigada por acompanhar mais um capítulo! Não se esqueça de comentar teorias ou sugerir algumas falas e momentos, aceito de bom coração. Nos vemos na próxima! (E possivelmente vai demorar, quero refazer os capítulos iniciais e dar uma ajeitada em tudo, mudar capa e tals, posso vir a postar no Amino até.)


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