História Burn Desire - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Hugo Weasley, Rose Weasley, Scorpius Malfoy
Tags Alvo, Comedia, Harry Potter, Malfoy, Potter, Romance, Rose, Scorpius, Weasley
Exibições 21
Palavras 2.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - A brincadeira


 

A aula de poções sempre foi uma das minhas aulas favoritas, tanto pelo calor aconchegante de caldeirões cozinhando poções, como também por ser aplicado por uma professora calma e atenciosa. Meu pai vive comentando que isso é uma baita injustiça, que na época dele o Snape só faltava cozinhar ele. Mas meu pai é bem tentado a exagerar, minha mãe me contou que ele era um pouco rígido demais só. E não é só isso que faz a aula de poções incrível, eu sempre fico sozinha, pois o número ímpar de alunos me faz sobrar. Ah, eu amo não ter ninguém me atrapalhando, minhas poções são sempre perfeitas.

Chego na sala bem cedo como de costume, aproveito para limpar novamente meu caldeirão, um caldeirão bem limpo garante uma poção esplêndida! Separo as coisas na bancada, pego meu livro e espero os atrasados chegarem. Eles chegam gritando e fazendo um escândalo. O que mais faz barulho é Alvo. Ah, Alvo, meu queridíssimo primo encrenqueiro. Sabe o que é alguém explodir balões gigantes cheios de tinta nos corredores? É um dos passatempos favoritos de Alvo, perdi a conta de quantas vezes eu fiquei roxa, azul e vermelha por causa das suas brincadeiras estúpidas.

Por mim, eu só veria ele no Natal e diria um oi bem rápido. Na verdade, talvez ele mesmo me expulsasse, devido ao seu costume maravilhoso de sempre levar uma das namoradas para passar as festas. Alvo troca mais de namorada que eu troco de livro. E eu passo muito tempo na biblioteca. Mas ignoro sua entrada absurda na sala e me concentro na minha leitura, sobre a poção polissuco. Só estranho um pouco ele não estar junto com o Malfoy, seu companheiro de farra, mas quem se importa?

— Sentem-se logo crianças, vamos, vamos! — Pede a professora, separando alguns ingredientes em sua mesa.

Me arrumo, ansiosa para ver que poção vamos preparar hoje. Tomara que seja bem complicada!

— Professora, o Malfoy se machucou no treino de quadribol, estou sem parceiro. — Só então reparo que Alvo está que nem um bobão parado no meio da sala, meio desnorteado. É claro que aquele energúmeno não consegue preparar uma poção simples sem parceiro.

— Ah, então, então — Ela vasculha a sala de canto a canto. — Sente-se com a Srta. Weasley.

O QUÊ? COMO ASSIM? NÃO, NÃO, NÃO! Por que comigo? O que eu fiz de errado?! Por Merlin, o Alvo não! Só  que percebo que é tarde para lamentações, ele já está sentado na cadeira do meu lado. Sinto o mundo cair, isso é tão injusto. Eu não suporto Alvo. E daí que ele é meu primo? Ele é um idiota que não sabe a diferença entre uma panela e um caldeirão! Se ele ousar estragar um pouquinho  só minha poção, vou fazer picadinho de Alvo para o jantar.

— Oi priminha. — Ele me dá aquele sorriso sedutor, aquele que faz todas as garotas de Hogwarts ficarem sem fôlego. Mas não vai dar muito certo comigo. Eu estou morrendo de raiva do Malfoy também. Aquele moleque tinha que se machucar?!

— Oi. — Respondo seca e ele revira os olhos, começando a se comunicar de longe com seus amiguinhos patéticos. Ok, eu posso passar por isso, é uma aula só Rose, você aguenta esse idiota.

— Então alunos, eu quero um pouco de criatividade hoje! — Exclama a professora, em um tom muito alegre. Mas eu estou seriamente magoada com ela depois do que ela fez hoje, então espero que a alegria dela passe logo. — Vocês podem fazer a poção que quiserem, vamos lá! No final da aula eu vou verificar e avaliar suas poções.

Bom, pelo menos isso vai ser muito divertido. Nunca tivemos uma aula livre e tem tantas poções que eu sempre quis experimentar fazer e nunca tive oportunidade. O que eu posso fazer? Tem que ser simples, porque eu acho que ela não vai disponibilizar muitos ingredientes raros para a aula, mas eu posso usar o que eu guardei, de algumas outras aulas. Tem que ser de preparo rápido também, porque é pouco tempo e eu não quero...

Meus pensamento são bruscamente interrompidos por um som de poção borbulhando. Olho para baixo, é meu caldeirão cheio de uma mistura azul, aparentemente grudenta, borbulhando sem parar. O que diabos está acontecendo aqui? Ah não, Alvo. Eu parei de prestar atenção nele, meu Merlin, o que ele está fazendo?!

— Alvo, que porcaria é essa?! — Exclamo irritada e olho para o seu rosto. Ele exibe um sorriso terrível. Meu Merlin! O líquido azul e borbulhante, eu sei o que é. Eu tenho que neutralizar, não, não! Eu empurro ele com força para fora da bancada e fico satisfeita em ver ele cair no chão, não era meu objetivo, mas já que aconteceu fico feliz.

— Sua louca! — Grita ele e isso atrai a atenção dos demais alunos. A professora começa vir em nossa direção, mas eu ainda não achei como neutralizar, ela não pode vir. Socorro, Merlin me ajuda. Como eu odeio o Alvo, ser estúpido, arrogante, idiota...

— O que está acontecendo aqui crianças?! — Exclama ela, inclinando-se para dar uma olhada no caldeirão.

Tarde demais. O próximo som que eu escuto é um grito desesperado e o som da explosão. O líquido azul, que não passava de uma mistura explosiva, explode para todos os lados, deixando a sala toda azul. Os amiguinhos do Alvo dão risadas altas, o Alvo também. Enquanto isso observo a professora, que está simplesmente parecendo um avatar. O rosto inteiro dela está azul e pinga quantidades enormes da gosma. Como se não bastasse isso, o cheiro é terrível.

Mas é claro que Alvo tinha que estragar tudo! Aquele inútil, ele não podia se comportar uma vez só? Tomara que pegue um mês de detenção! Não, que ele seja expulso do time de quadribol! Ou melhor, expulso do planeta Terra! Quero distância dele, a maior possível. Tento ajudar a professora, mas novamente, é tarde demais. Ela escorrega na gosma e cai no chão. Eu e mais uma garota loira que eu não lembro o nome, ajudamos a professora a se levantar.

Ela limpa um pouco o rosto com um lenço que a garota entrega para ela. Hora da punição do Alvo. Pelo menos, uma punição ruim professora, ele merece. Estragou o que seria a melhor aula do ano. Eu também vou mandar uma carta para minha tia, tomara que ela acabe com ele na primeira oportunidade! E uma carta para a vovó também, porque assim ele fica sem torta no Natal e ele ama a torta dela, mas ele merece...

— Weasley! Potter! — Grita a professora, me assustando de repente. Como assim Weasley? — Os dois vão para a detenção! Vão limpar cada um dos troféus da escola! Na sexta-feira!

— Não! Professora foi o Alvo, foi tudo culpa dele! — Tento argumentar desesperada, ela não pode me culpar. Ela sabe que eu sou uma aluna exemplar e jamais faria isso. Eu não vou levar a culpa pelo que o idiota do Alvo fez. — Não, por favor professora.

— Na sexta-feira? Eu tenho coisas melhores para fazer. — Diz Alvo com um sorriso irônico, de quem consegue tudo o que quer.

— Sem reclamações Srta. Weasley. E problema seu Sr. Potter, é melhor que cancele seus planos. — Ela se vira  e Alvo faz careta, mas, ainda assim, sorri cúmplice para seus amigos, comemorando a façanha. E eu? Quem liga para a pobre injustiçada que eu sou? Absolutamente ninguém, então eu permaneço em silêncio, ardendo em raiva. — Turma dispensada.

Todos começam a se mover para a porta, comemorando o feito. Em poucos minutos, todo mundo em Hogwarts vai achar que eu preguei uma peça junto com esse imbecil. Que ótimo. Espero que ninguém da minha família resolva dar uma de passarinho verde e contar isso para minha mãe, ela me mataria.

— Antes que eu me esqueça, — Diz a professora quando me vê caminhando para porta. — menos 50 pontos para a Grifinória.

Ótimo, agora sim está tudo perfeito.

...

Eu tenho que aguentar um monte de risinhos e fofocas por toda a escola. É altamente irônico que a aluna exemplar, com um histórico impecável e filha da sabe-tudo mais conhecida de Hogwarts pegue uma detenção. E pegue uma detenção por ter ajudado seu primo bagunceiro, o qual ela sempre reprovou em suas travessuras. Para as patricinhas do sexto ano então, um prato cheio para me desmoralizar.

Eu tento me concentrar nas aulas, mas fica cada vez mais difícil. Eu já sou uma das pessoas mais odiadas em Hogwarts, ninguém gosta dos certinhos. Sempre fui excluída por conta disso, mas eu nunca liguei. No entanto, os comentários de hoje me incomodam bastante. Me sinto como se tivesse decepcionada a mim mesma, mesmo sem ter feito nada. E a associação com Alvo também é bem irritante.

Quando estou da minha terceira aula, vejo Alvo e seus amiguinhos causando no corredor. Talvez seja a hora ideal para assustar Alvo e fazer um grande número de pessoas ver que eu realmente sou inocente.

— Qual o seu problema?! — Grito na frente de pelo menos, uns cinquenta alunos. Como sempre, ele está rodeado de um bando de garotos e com o braço ao redor da cintura de alguma garota qualquer. Já vi que se livrou da última. Menos mal, ela foi uma das piores peguetes dele. Grudenta e vivia correndo por toda a escola atrás dele. Foca, Rose, Foca.

Ele dá um monte de risadas com os amigos e se desvencilha da garota, que me lança um olhar de "é meu, nem olha". Como se um dia na minha vida eu fosse querer o bagaço que o Alvo é. Não que ele não seja bonito, porque para ser sincera, Alvo é lindo. O problema é a personalidade imatura, bastante infantil dele. E o cérebro do tamanho de uma ervilha, isso certamente também é um problema. Além do fato óbvio de sermos primos e isso ser absolutamente inadequado.

— Que foi? — Ele diz em um tom despreocupado, como se nada tivesse acontecido. Um dia, a manchete do Profeta Diário vai ser "Garota surta e mata primo em Hogwarts", eu sei que vai.

— O que foi? O que foi é que eu tenho um primo sem um pingo de juízo! Eu não fiz nada e peguei uma detenção. — Sei que estou começando a atrair ainda mais a atenção das pessoas, pelo fato de ficar tão vermelha quanto o meu cabelo. Posso sentir meu rosto esquentar, fervendo, atingindo mais de mil graus.

— Calma ruiva, assim você vai pegar fogo. — Ele me dá um sorriso de pegador. Por um segundo me perco no que tenho que dizer e fazer, mas minha confusão é bem breve. — Foi só uma brincadeira, foi engraçado.

— Engraçado? — Fico exasperada com a ousadia dele. — Engraçado vai ser eu te transformar em um sapo Alvo! Engraçado vai ser eu contar para sua mãe como o filhinho dela anda passando dos limites e passando o rodo nas garotinhas de Hogwarts! Você é a pessoa mais estúpida que Hogwarts teve a infelicidade de abrigar!

A expressão brincalhona logo some. Haha, quem está rindo agora Alvo?

— Da próxima vez que você quiser bancar o idiota, faça isso bem longe de mim!

E com isso eu deixo a turminha de idiotas bem quietinha, enquanto Alvo está pelo menos um tom mais pálido e sem reação. Eu não espero uma resposta sarcástica, eu simplesmente me afasto, ainda furiosa.

...

— A professora mandou entregar para você Weasley. — Disse uma garota baixinha e de longos cabelos castanhos. Ela me entregou um pedaço de pergaminho. As condições da minha detenção.

​A detenção começará às 19h00m.​ A Srta. e o Sr. Potter limparão e polirão os troféus da escola. A detenção terminará às 22h00m.

— O que é isso? — Annie arranca o pergaminho da minha mão, sem ao menos pedir licença. Annie é mais uma dessas selvagens existentes em Hogwarts. Odeia frequentar as aulas, nunca passou mais de cinco minutos na biblioteca e compete de igual para igual com Alvo na lista de alunos mais bagunceiros. A diferença, é que essa selvagem é minha melhor amiga. — Ah, detenção. Rose, nunca fiquei tão orgulhosa de você. Sua primeira detenção.

— Vai para o inferno. — Murmuro, tentando me concentrar no meu livro. Eu só quero esquecer que eu peguei uma detenção, que Alvo é meu primo e que eu ainda tenho que terminar dois rolos de pergaminhos para quinta-feira.

— Ui, nervosinha. — Ela diz, mas não insiste nos comentários. Ela desaba na cadeira ao meu lado, fazendo um barulho desnecessário na biblioteca. — Lugarzinho cheio de pó. E chato, tão chato Rose!

São esses os momentos que eu realmente me impressiono com a nossa amizade. Somos diferentes de todas as maneiras possíveis. Ainda assim, nossa amizade é perfeita. E veio do nada. Ela simplesmente um dia chegou e começou a conversar comigo, coisa que quase ninguém fazia. E desde então, somos melhores amigas.

— Estão comentando seu show no corredor. — Ela suspira alto e eu reviro os olhos. Dane-se os comentários, a cara de medo do Alvo valeu por tudo. — Rose não seja assim, é uma detenção, não o fim do mundo.

Continuo em silêncio. A raiva me consome às vezes. Não é o fim do mundo, mas é tão estressante quanto. Continuo com os olhos no livro, tão focada que os meus olhos chegam a doer. No entanto, eu não absorvo nada do que leio.

— Rose, eu sei que você vai se isolar de tudo agora, mas pensa no que você disse. — Ela vai se afastando, mas muda de ideia e volta. — Disseram que ele ficou magoado. Pensa nisso.

E ela deixa a biblioteca, me abandonando no silêncio novamente. Como eu poderia magoar Alvo? Ele se acha tão superior, tão inabalável, tão acima de mim. Alvo nunca parou nem um único segundo para pensar em mim. Esse boato é apenas isso, um boato.

Não vejo a hora da detenção chegar. Quanto mais rápido isso acontecer, mais rápido tudo isso vai passar.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...