História Burn it Up - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~FaaYs

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan Boys, Bangtan Sonyeondan, Bts, Burn It Up, Jikook, Shortfic
Exibições 99
Palavras 2.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


EAE GALERA.
Novamente mais um capítulo, dessa vez postado (e betado, como sempre) pela Tia Ana. <3
Espero que gostem!

PS: Peguem seus leques porque TAPESADO.
PSS: Talvez meu conceito de TAPESADO não seja o mesmo que o seu, mas ok. <3

~ Boa leitura e até as notas finais!

Capítulo 2 - Heathens


Fanfic / Fanfiction Burn it Up - Capítulo 2 - Heathens

 

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Por volta de umas seis horas da tarde, Jimin acordou ansioso. Durante a noite passada, tinha planejado fazer um passeio pela praia com Jungkook e temia ter acordado tarde demais para isso. Com certa dificuldade, abriu os olhos e olhou o horário no visor do celular.

Xingou mentalmente ao ver que estava atrasado.

O relógio já marcava seis horas da tarde. Abriu a janela para checar como estava o tempo, deparando-se com o os últimos raios solares a despontarem pelo horizonte em um misto de colorações tanto arroxeadas como alaranjadas.

Mas o que não esperava era ser surpreendido por um forte vento e o barulho da chuva, seguido de um agradável aroma terroso invadindo seu olfato, trazendo-lhe uma sensação relaxante. Jimin apreciava muito tais fenômenos.

Já que já havia acordado tarde, o atual clima era somente um dos vários poréns que o motivava a passar o resto do dia em casa, apenas aproveitando o tempo vago deitado no sofá, vendo um filme qualquer e comendo enquanto conversa com Jungkook. Às vezes Jimin achava que essa era a exata definição de paraíso.

Simplesmente aceitou a merda que fizera e o tempo "ruim", pegou uma toalha e dirigiu-se ao banheiro, afinal, não tinha tomado um banho desde que chegou. 

No caminho pode ouvir uma música num volume muito baixo vindo da sala. Meio sonolento, apenas seguiu seu caminho, com passos arrastados e preguiçosos.

Tirou a calça de pijama preta e boxer azul que vestia, ligou o chuveiro numa temperatura agradável e logo pôs-se abaixo do mesmo, deixando que a água escorresse livremente por seu corpo e que pequenas gotas acumuladas pingassem de seus cabelos ruivos.

Park sempre gostou de pensar sobre a vida enquanto tomava banho. Porém dessa vez, um aperto invadia seu coração. Cada vez que realizava tal ato, Jungkook invadia seus pensamentos a todo momento, fazendo seu coração disparar e sua vontade de terminar logo o banho crescer. Mesmo evitando não pensar no amigo, achou que seria mais fácil botar todos seus sentimentos para fora de uma vez.

Fechou o chuveiro e amarrou uma toalha na cintura, seguindo seu caminho para o quarto. Secou o corpo superficialmente, com pressa, e colocou um pijama. Sempre teve o habito de usar pijama quando não havia necessidade de sair de casa.

Quando saiu do quarto em direção a cozinha, Jimin pode ouvir o volume de uma música que ia aumentando conforme o mesmo se aproximava.

Ao finalmente alcançar seu destino – sendo o mesmo, a cozinha – deparou-se com a cena de Jungkook cozinhando e dançando ao ritmo de West Coast.

Apoiou-se no marco da porta e passou a observar a linda visão que tinha. O mais novo rebolava no ritmo da música e cantarolava baixo enquanto lavava as mãos na pia, parecia estar imerso em seu mundo e completamente absorto dos acontecimentos ao seu redor. Usava um avental por cima das roupas simples e os cabelos escuros e sedosos balançavam à medida que o mesmo remexia seu corpo. O barulho da chuva apenas melhorava as coisas.

Antes que Jungkook pudesse notar sua presença, Jimin o alertou.

- Bom dia, já terminou o show? -Falou em um tom brincalhão deixando escapar um riso soprado.

- Ah, bom “dia”. É Lana Del Rey né, não tem como não dançar. – Disse enquanto revirava os olhos. – Tem uns sanduíches prontos em cima da mesa, vai comendo lá que eu já vou também.

Jimin assentiu com a cabeça e foi em direção a mesa, onde havia um prato com quatro sanduíches de queijo, o favorito dos dois. Pegou um e sentou-se, esperando seu amigo chegar.

O mais novo tirou o avental e o guardou cuidadosamente no armário, indo para onde Jimin estava e sentando ao seu lado.

- Lembra dos nossos amigos, o Namjoon e o Jin?

- Claro, o que tem eles? – O alaranjado perguntou já de boca cheia.

- Enquanto você dormia, eles ligaram e disseram que hoje de madrugada viriam pra cá.

- Meu deus do céu... – Jimin disse enquanto batia a mão contra o rosto.

Um casal na mesma casa que eles significaria que Jimin e Jungkook teriam que dividir o quarto. Que também significava que a confusão dos dois só iria piorar. Ou talvez, resolverem-se por completo.

Já acostumado com as reações de Park, o mais novo apenas começou a comer seu lanche. O maior problema no momento não é a visita dos dois, mas o que fazer durante o tempo livre que tinham, já que com a chuva não seria possível ir à praia.

Ambos pensam sobre o que fazer no fim da tarde, um filme talvez? Não seria ruim.

- Tá afim de ver um filme enquanto eles não chegam? - Perguntou o mais novo.

- Pode ser, que tal uma comédia? Sei lá, algum de terror? Tipo Sinister? Vou pegar na minha mochila.

Dito isso, Park foi em direção ao seu quarto pegar o que precisava.

Chegou na sala já jogando o cobertor na cara do mais novo e colocando o filme para rodar. Sentou-se ao lado de Jungkook e cobriu as pernas de ambos. Enquanto o filme começava acabaram por acidentalmente fazer um longo contato visual, olhando no fundo dos olhos um do outro, sem dizer uma única palavra.

Pela primeira vez em muitos anos o silêncio foi desconfortável.

 

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Jungkook P.O.V

 

Eu sinto como se fosse explodir.

Agradeço por estar escurecendo, fazendo com que minhas bochechas rubras não estejam visíveis. Decido ignorar meu receio e abraço Jimin de lado enquanto escoro minha cabeça em seu ombro e tento fingir que estou concentrado no filme.

Consigo sentir o olhar dele me queimando, fazendo-me virar minha cabeça em sua direção, dando de cara com seu olhar penetrante e intenso. Um calafrio percorre meu corpo e acho que ele sabe o que fez comigo, já que o apertei um pouco mais.

Eu juro que teria agarrado ele agora mesmo, se não tivesse meu queixo sendo levantado por seus dedos e meu rosto a poucos centímetros de distância do seu. Depois de alguns segundos apenas me encarando, Jimin aproximou mais ainda seu rosto do meu – se é que era algo possível – e fechou seus olhos.

E então, em um lento movimento, o mais velho colou nossos lábios em um casto selar. Seus lábios macios e carnudos moviam-se sem pressa alguma, tornando o simples ato em algo carinhoso e cheio de sentimento. Sua respiração quente resvalava por minha pele, fazendo com que meus pelos se eriçassem por completo.

Após alguns segundos, separamos nossas bocas vagarosamente de modo que nossos olhares se fixassem uns aos outros. Suas orbes enegrecidas miravam-me com um brilho intenso e profundo, indicando não somente seu desejo, mas também, algo a mais.

Voltando meu olhar à sua boca, pude perceber que seus lábios já se encontravam levemente avermelhados, consequentemente, extremamente atrativos.

Sem conseguir esperar mais um segundo, agarrei o alaranjado pela gola do pijama, puxando-o de modo bruto e necessitado, voltando a colar nossas bocas. Dessa vez, Jimin tomou a iniciativa de aprofundar nosso beijo, sugando e maltratando meus lábios com seus dentes.

Em um certo ponto, pude sentir sua língua quente e úmida pressionando meu lábio inferior em busca de passagem, que foi prontamente cedida por mim. Assim que seu músculo adentrou minha boca, senti como se correntes elétricas percorressem meu corpo, fazendo-me apertar sua blusa por entre meus dedos enquanto ofegava.

Nossas línguas entrelaçavam-se em uma sincronia surreal, enroscando-se em um perfeito ritmo. Em meio ao calor do momento, passei meus braços entorno de seu pescoço, afundando minha mão direita em seus fios ruivos, não demorando em ter minhas pernas puxadas para cada lado de seu corpo, fazendo-me sentar sobre seu colo.

Senti suas pequenas mãos apertarem minhas fartas coxas, puxando-me o máximo que conseguia; o calor de nossos corpos e nossas respirações ofegantes haviam-se misturado de tal forma que tudo parecia unificado, fazendo-me beirar a insanidade.

O alaranjado percorreu seus dedos por minhas costas de um modo torturantemente suave, fazendo-me arquear as costas involuntariamente a medida que sentia arrepios percorrerem minha coluna.

Isso parecia tão errado, não por ele ser um homem mas sim por ser meu melhor amigo. Park Jimin é a pessoa com quem eu passei 15 anos da minha vida e agora nós estamos nos beijando no sofá de sua casa de praia. De qualquer jeito, eu não consigo raciocinar, seus lábios são como o limite da galáxia, ou melhor, eles são como o universo inteiro. Já seu beijo não me faz apenas ver estrelas, é como se fosse uma constelação inteira.

Jimin abraçou minha cintura de forma que nossos peitorais ficassem colados, aprofundando nosso contato enquanto eu aplicava sutis carícias em seus fios alaranjados, sentindo os pelinhos de sua nuca arrepiarem a cada toque meu.

Queria poder sentir seu doce gosto eternamente. Queria que houvesse um modo de parar no tempo para viver ali, seguro em seus braços.

Porém, comecei a sentir meus pulmões doerem, indicando a falta de ar recorrente de nosso ósculo necessitado, que fora interrompido por mínimos segundos cheios de mordidas em ambos os lábios. Tempo tão curto, porém, que se fazia tão desnecessariamente necessário.

Aos poucos, fomos diminuindo o ritmo até que nossas carícias limitassem-se a singelos e carinhosos selares em nossos lábios inchados e avermelhados, mantendo um contato visual tão intenso que sentia minhas bochechas enrubescidas arderem. Sem conseguir mais manter contato visual com o alaranjado, desviei meu olhar do seu enquanto encaixava meus rosto no vão de seu pescoço, descendo minhas mãos até seu peito e circundando seu tórax em um forte abraço.

- ...Jungkook? – Ouvi o ruivo sussurrar em meio sua respiração descompassada, não tão diferente da minha. Estremeci com sua entonação rouca e arrastada, afundando ainda mais o rosto contra sua pele.

- Hmm? – Murmurei praticamente inaudível, já que o som saíra abafado por conta de minha posição.

-Você não acha que deveríamos conversar sobre o que aconteceu? You know, isso não foi somente... um beijo qualquer. – Suspirei em somente cogitar a hipótese de que Jimin estivesse arrependido de tal ato, imaginando a possível discussão que poderia se seguir.

- Você... se arrepende? – Perguntei visivelmente receoso.

- Não! Claro que não. – O alaranjado apressou-se em justificar-se, afastando-se minimamente para que nossos olhares voltassem a se conectar. – E você?

- N-não, nunca me senti tão seguro como agora. – Admiti por fim passeando meu olhar pelos retratos presos a parede, fugindo de seu penetrante olhar e deixando um riso soprado escapar.

- Então olha pra mim. – O mesmo ordenou em um tom sério, levando seus dedos até meu queixo enquanto virava meu rosto delicadamente em sua direção.

- Não há como me arrepender de algo que eu ansiei por tantos anos, mesmo sabendo das consequências que isso poderia trazer para nossa amizade. – Sussurrei enquanto perdia-me em seus olhos.

- Sei que, depois desse momento, será difícil esconder minha reciprocidade. – O mesmo afirmou dando um pequeno sorriso. – Confesso que passei incontáveis noites em claro tentando achar uma resposta para tudo isso. Ao fim, cheguei à conclusão de nada disso que temos mudaria se tentássemos alguma coisa a mais; no final das contas, sempre nos demos bem em quase tudo. Ninguém nos conhece tão bem quanto conhecemos um ao outro. Desde o momento em que lhe avistei, Jeon Jungkook, eu me apaixonei por cada mínimo detalhe seu. Cada fibra de meu ser sempre clamara por ti, e agora que sei ser recíproco, a última coisa que irei fazer será guardar tais sentimentos para mim. Prometo fazer de tudo para que nossas vidas sejam perfeitas.

Senti meus olhos marejarem minimamente, fazendo-me abaixar a cabeça.

- Não fala essas coisas, você sabe que eu nunca sei como reagir. - Dei um leve soco em seu peito e me ajeitei no sofá, deitando-me sobre o mesmo e escorando a cabeça em sobre as pernas do mais velho. Logo, recebi um cafuné enquanto escutava sua melodiosa risada ressoar pela sala, misturando-se com o som da chuva. - Mesmo assim, você não sabe o quanto eu amei ouvir isso de você... – Sussurrei enquanto sentia meus olhos pesarem.

 

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Acordei com a doce voz de Jimin chamando-me enquanto o mesmo passava uma de suas mãos por minhas costas. Sentei-me sem pressa alguma enquanto bocejava e coçava os olhos.

- Kookie, tá tarde, vamos pra cama. Se dormir no sofá você vai ficar com dor nas costas. – O mais velho alertou-me enquanto sorria, passando seu polegar por minhas bochechas levemente coradas em um simples e delicado ato de carinho.

- A gente não devia esperar o Jin e o Namjoon? – Perguntei-lhe ainda em um tom sonolento.

- Nah, eles têm a chave daqui, lembra? Além disso eu to morrendo de sono, sem contar que está um ótimo clima pra dormir. – Limitei-me a confirmar em um lento aceno de cabeça enquanto levantada, acompanhado pelo mesmo.

Desliguei a TV, peguei o cobertor e segui Jimin até o meu quarto. Pra variar, nós já estávamos de pijama mesmo, então o mais baixo simplesmente deitou na cama e levantou o cobertor convidando-me a deitar com ele.

Obviamente eu fui. Não sou louco de negar seu abraço quentinho e acolhedor. Dei um sorriso bobo e pulei para logo ser rapidamente envolvido por seus braços, que me apertavam enquanto eu sentia seu cheiro entorpecente.

Após poucos minutos, pude notar a respiração do alaranjado desacelerar, indicando que o mesmo havia caído no sono. Já sentindo novamente minhas pálpebras pesarem, sussurrei em um fio de voz antes de adormecer em seus braços.

 

-Você é minha religião, Park Jimin.

 

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Notas Finais


Então foi isso!
Espero que tenham curtido o capítulo! Logo mais traremos mais, aguardem. <3

Até breve,
~ Beijos da Tia Ana e da lors


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