História Burning Heart - Capítulo 3


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Exército, Justin Bieber, Romance, Soldado
Visualizações 155
Palavras 1.831
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


- Essa fic envolve politica, como vocês já perceberam. Gostaria de deixar claro que as ideologias que aparecerem aqui não são necessariamente o que eu penso, não são minhas ideologias. Estou apenas representando os pensamentos de soldados americanos.
- O enrendo da fanfic pode dar a entender que eu sou a favor da Guerra ao Terror/Iraque e como já disse, não significa que apoio o que acontece na estória. Não vou ficar explicando aqui o que acho porque não tem precisão pra isso, mas se tem alguém que não concordar com qualquer coisa e quiser conversar comigo estarei de ouvidos abertos para isso. E se quiserem saber minhas opiniões sobre esse assunto podem perguntar nos comentários que eu respondo ou então me mandar mensagem.

Capítulo 3 - Honor


Fanfic / Fanfiction Burning Heart - Capítulo 3 - Honor

Esfrego minhas mãos uma na outra sabendo que em menos de uma hora estaremos pousando na nossa base em Israel. O Iraque sempre foi uma zona de conflito, portando não há como os Estados Unidos manter uma base militar nesse país. Pousaríamos em Israel, atravessaríamos a Jordânia em helicópteros que nos deixariam na fronteira do Iraque e depois seguiríamos de humvees e tanques, os quais já devem estar a nossa espera. Durante as dezenove horas de voo eu refleti sobre o quanto eu gosto de estar no exército e sobre o quanto eu quero acabar com todos os terroristas existentes para que minha irmã e todas as outras pessoas possam viver em paz em seus países, sem ter medo de sair na rua e ver uma bomba explodir ou ver seus entes queridos serem mortos em tiroteios. Esses filhos da puta não tem o direito de invadir países e assassinar pessoas, eu vou honrar cada nome daqueles que morreram para o terrorismo. Eu vou destruir cada célula terrorista existente e não permitiremos novos insurgentes.

O piloto avisa para apertamos os cintos que já pousaríamos na base. Agarro meu cinto tentando conter a ansiedade, mal posso ver a hora em que estaremos chegando em Bagdá. Sinto o avião balançar indicando que já estávamos em solo Israelense. Desato meu cinto e espero o grande Boeing C-17 parar. O piloto avisa para sairmos de forma organizada, pego minha mochila e sigo os soldados para fora do avião. O grande escalão do exército americano já esperava por nós, me organizo na frente dos soldados para escutar melhor as instruções que nos seriam passadas.

— Soldados — levo a minha mão até minha testa batendo continência para os homens em minha frente — Como vocês já sabem, irão de helicóptero até a fronteira Jordânia-Iraque, os seus veículos já foram enviados e os esperam para irem até Bagdá. Outros helicópteros distribuirão mantimentos para vocês enquanto estiverem em zona de conflito, atentem-se para que esses pacotes não caiam nas mãos da ISIS. Mantenham-se atentos, o caminho até a capital está sob controle da ISIS, vocês entrarão em conflitos. As demais tropas devem ajudar a Primeira Tropa chegar até Bagdá. Não se acomodem nos dormitórios, vocês partirão amanhã após o café. Suas armas já estão no arsenal, armem-se e nos vemos amanhã — passo as alças da minha mochila por meus braços e sigo na direção contrária dos demais soldados que iam em direção aos dormitórios.

— O grande costume de ir sempre para o arsenal primeiro — Ryan bate em meu ombro rindo fraco.

— Gosto de estar armado por aqui — digo e cumprimento o soldado que fazia a segurança do arsenal. Ando pelos corredores cheios de armas e vou até os fuzis. Pego a M4 e Ryan faz o mesmo. Quando estávamos de saída da base ficamos apenas com a M4, depois nós pegamos as outras armas. Só ficamos totalmente armados quando passamos muito tempo nas bases. O soldado confere as armas e anota no caderno de registro, ele me entrega a caneta e assino meu nome. Saímos do arsenal para ir para os dormitórios que já estavam tomados pelas conversas dos soldados, diferente de alguns dias atrás os militares já pareciam animados para acabar com terroristas. Deixo minha mochila em cima do baú que fica em frente à cama. Sento-me vendo que Ryan sentou-se em frente a mim.

— Você me ama, não é? — digo.

— É o meu melhor amigo, cara — ri de leve — É um longo caminho.

— Nós vamos superar.

— Temos que atravessar praticamente o Iraque inteiro e estando sob ataque da ISIS.

— Nós sabíamos ao que estávamos nos submetendo quando decidimos fazer carreira.

— É só que... é assustador. Ir para a guerra e não ter nem ideia se você voltará para casa vivo.

— Ryan, se você não está preparado é melhor pedir dispensa.

— Eu não sei como você consegue ser tão frio prestes a ir para a guerra.

— Se você quer voltar vivo é melhor que seja frio. Esteja focado, nós precisamos de cada um aqui. Não podemos nos distrair. Uma distração e pisamos em uma mina e todos os soldados morrem explodidos. E eu te garanto que você não quer ter que ir bater em uma porta informar uma esposa e seus filhos que ela perdeu seu marido. Isso aqui é muito maior do que eu, do que você. Isso aqui é uma nação inteira. Pessoas dependem de nós. Não somente nosso povo, temos que proteger aqueles muçulmanos que não tem nada a ver com o terrorismo também. Eu não posso fazer isso sozinho. O Read Eagles, nós somos uma equipe. Nós dependemos de todos aqui.

— Você sempre sabe o que dizer. Não é à toa que tem a insignia de capitão e é comandante de um grupo da CIA — balanço a cabeça negando de leve.

— Isso não é tão importante. Não é o suficiente.

— Você estava lá, não é? Nos ataques de Nova Iorque.

— Sim — digo lembrando-me daquela tarde — Com minha irmã.

— Como ela está?

— Ela ainda está impressionada com a situação, foi chocante para ela. Nós vimos a porra da Estátua da Liberdade cair. Nós tínhamos acabado de voltar da Ilha, ela tinha me pedido para irmos para a Times Square, ela iria ver um tiroteio. Não é comum para uma criança ver isso. Acho que meus pais devem levá-la para um psicólogo, para ter certeza de que ela não teve algum dano mental depois do que ela presenciou.

— Eu espero que não. Como você acha que eles colocaram as bombas na Estátua? Digo, a Ilha tem uma super segurança.

— Não tenho a mínima ideia. Quando eu estava lá eu cheguei a ver um tumulto, acho que pode estar relacionado com o ataque, aquele lugar estava lotado, mais do que o normal. Não vou ficar pensando muito em como eles chegaram até ali, não é o meu trabalho. Preciso estar focado em outras coisas a partir de agora — ele assente — Vou descansar, cara. Temos um longo dia amanhã.

Tiro minhas botas e meu casaco acomodando-me na cama, fecho os olhos já me imaginando em combate. Em pouco tempo caio no sono.

 

Olho as horas em meu relógio vendo que faltavam 20 minutos para o toque de despertador, levanto-me e pego minhas coisas na mochila deixando o resto já arrumado. Vou até os chuveiros e escolho o último da fileira. Tomo um banho rápido e visto somente minha calça e a camisa branca. Vou para o pátio segurando o casaco da farda e vejo que alguns soldados já se levantavam.

— Capitão Bieber — ouço um soldado me chamar e me viro — O General Smith te espera na tenda — sigo o rapaz até a tenda e vejo o General sentado. Cumprimento-o formalmente e ele aponta uma cadeira para eu me sentar.

— Você já foi informado de que o Red Eagles se juntará as outras tropas, correto?

— Sim.

— Eu quero uma atualização da situação a cada dois dias, Bieber. Você terá um rádio especial para isso. Você precisa estar sempre com o rádio, é possível que a CIA traga uma missão para vocês — ele me entrega o rádio e me explica o que é necessário — Agora vá se alimentar, vocês sairão em algumas horas.

— Obrigado, senhor — digo virando-me para sair da tenda.

— Bieber.

— Sim?

— Mantenha os seus 60 homens vivos — diz sério.

— Eu vou.

 

Tomo meu café em silêncio assim como outros soldados que estavam ali. Termino minha bandeja e saio do refeitório com a M4 pendurada em meu ombro. Pego minhas chapas de identificação no bolso e as penduro em meu pescoço. Visto o casaco arrumando-o do jeito padrão. Sinto um tapa em meu pescoço, viro-me vendo Roger sorrindo.

— E aí, Bieber? — rio e damos um aperto de mão.

— Sargento.

— Quando é que você vai me indicar para esse seu esquadrão? — brinca.

— Desculpe, cara. Estamos sem vagas — faço um gesto com as mãos — Estou indo para o arsenal e você?

— Vou comer, cara. Te vejo por aí — balanço a cabeça e sigo em direção ao arsenal.

— Capitão — outro sargento me cumprimenta. Entro no arsenal que já havia soldados se armando. Pego algumas granadas ajeitando-as no cinto da farda, no mesmo cinto coloco duas algemas. Apertos o coldre em minhas coxas e neles guardo duas pistolas. Ao lado da pistola encaixo uma mini-lanterna. Pego o colete a prova de balas e visto, em seus bolsos coloco alguns pentes de munição. Antes de sair do local, faço a checagem. Vejo que alguns homens da minha tropa já se juntavam no pátio, vou até eles que batem continência para mim.

— Preparados?

— Sempre.

— Para ser sincero, queria que fôssemos Red Eagles agora.

— Nós ainda somos — digo — Só não estamos em missão para a CIA. Não precisem se preocupar, logo aparecerá alguma coisa. Só não fiquem pensando nisso, nosso foco agora é outro.

— É tentar sobreviver até chegarmos em Bagdá. Eles estão nos mandando para a morte.

— Pensei que fossem mais seguros de si — sorrio.

— Desculpa se você é o único aqui que gosta de encarar a morte.

— Eu só faço meu trabalho que me pede diariamente que eu enfrente a morte — um dos sargentos revira os olhos.

— Parem de reclamar, pelo menos temos um bom comandante — diz o mesmo. Sorrio para mim mesmo, era bom saber que aqueles homens confiavam suas vidas a mim, mas ao mesmo tempo era estressante. Checo o relógio em meu pulso.

— Terminem de se preparar. Voamos em 30 minutos.

 

Subo no helicóptero cargueiro com minha mochila em mãos, sento-me no último e começo a fazer a contagem dos homens que iam entrando. Ao final, todos os 60 homens da minha tropa já estavam ali sentando-se apertados uns aos outros.  O voo duraria em torno de uma hora e meia.

 

Coloco o capacete e ajusto sua fivela, pego o rádio que está no meu colete a prova de balas na altura do meu coração. Ajusto a frequência e aperto o botão.

— Negev 01 aqui é Red Eagles 035, câmbio.

— Red Eagles, aqui é Negev, câmbio.

— Acabamos de pousar na Jordânia, estamos nos preparando para seguir caminho até Bagdá. Câmbio.

— Entendido, desligando — guardo o rádio de volta no colete. Coloco meus óculos escuros e ajusto headset em meu ouvido. Pego minha mochila com os equipamentos e a coloco nas costas. Todos os nossos equipamentos pesavam 60 quilos e até mais, por isso nosso treinamento era intenso, para aguentarmos todo esse peso andando no calor e no frio extremos.  Saio do helicóptero e piso na areia, sinto todo o calor e aridez do Oriente Médio em cima de mim. Os tanques e humvees já estavam parados ali, outro helicóptero pousou ali levantando areia e agradeci por estar com os óculos de sol. Os soldados da minha tropa foram se acomodando nos veículos, a maioria iria andando mesmo.

— Olhos e ouvidos bem atentos. A partir de agora estamos em solo inimigo — digo para todos. Seguro o fuzil com as duas mãos e me viro para olhar o nosso caminho a percorrer  — Vamos matar esses filhos da puta e trazer honra de volta para nossa casa.


Notas Finais


- Essa fic envolve politica, como vocês já perceberam. Gostaria de deixar claro que as ideologias que aparecerem aqui não são necessariamente o que eu penso, não são minhas ideologias. Estou apenas representando os pensamentos de soldados americanos.
- O enrendo da fanfic pode dar a entender que eu sou a favor da Guerra ao Terror/Iraque e como já disse, não significa que apoio o que acontece na estória. Não vou ficar explicando aqui o que acho porque não tem precisão pra isso, mas se tem alguém que não concordar com qualquer coisa e quiser conversar comigo estarei de ouvidos abertos para isso. E se quiserem saber minhas opiniões sobre esse assunto podem perguntar nos comentários que eu respondo ou então me mandar mensagem.
Obrigada pela atenção.
Comentem o que estão achando da fic, sei que está um pouco morna mas é necessário apresentar toda uma história antes de introduzir a nossa outra protagonista.
Beijos bbs <3


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