História Burning in the cold -WinterWidow - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Personagens Originais
Tags Vingadores, Winterwidow
Exibições 75
Palavras 3.955
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoas! Como vcs estão!
Eu demorei muito dessa vez, não me matem. Tive que parar tudo, para estudar, provas e mais provas. Agora vem trabalhos e mais trabalho rsrs, mas vamos lá.
Vou respondendo os comentários durante a semana.
Esse capítulo tem de tudo um pouco, espero que gostem!

Capítulo 16 - Didn't they tell you that I was a savage?


Didn't they tell you that I was a savage?
Fuck your white horse and a carriage

POV Bucky     

Antes mesmo que eles tivessem tempo de soltar Will, Reiko chegou com um grande copo de café nas mãos e óculos escuros. Ela olhou para Will preso na cadeira, abaixando os óculos, e como James já previra, disse:    

 - Eu avisei.     

- Já sabemos disso- ele retrucou impaciente. Ela, de fato, havia alertado que deixar apenas Hanne e Will na casa era uma péssima ideia.- Será que você poderia calar a boca agora que já disse o que queria?     

- Claro que não! Vou lembrá-lo disso até o fim dos tempos. - Ela respondeu sorrindo, se jogando no sofá próximo a Will. - Eu avisei que Hanne era instável! É claro que Natasha conseguiria convencê-la a soltá-la. Nem sei se ela precisaria mesmo ser convencida, Hanne gosta de se envolver em, digamos, encrenca. Mas você, seu americano presunçoso, teimou comigo!      

- Ah, e quem deveria ter ficado? - Ele recomeçou a discussão, como se já não tivessem perdido muito tempo antes discutindo aquilo. - Eu disse que ficaria, mas você começou a dar ataque. Achou que deveria ser você? Depois de ter "esquecido" de mencionar que Ivan estava vivo? Acha mesmo que eu confiaria em você?     

- Eu já disse que não sabia! - Ela voltou a insistir. Qual era a diferença dela saber ou não sobre Ivan? Isso não mudava o fato de que tinha escondido aquilo. - E pelo que sei, Natasha estava muito bem antes de você aparecer. Foi só você aparecer para ela começar a se meter em confusão. Já pensou nisso? E não vamos esquecer que ela estava sozinha com você quando Ivan a sequestrou. E isso sem falar no passado. Parece que você é uma erva daninha na vida dela.     

- Chega- Logan gritou, assustando os dois. – Acho que vocês dois já são bem crescidinhos para essas briguinhas infantis. Todo mundo já entendeu que vocês se odeiam, agora será que vocês podem  deixar isso de lado por um tempo, pelo menos, até conseguirmos encontrar Natasha de novo?      

- Eu sei onde encontrá-la. – Reiko anunciou. Todos olharam para ela, que terminava de beber seu café. – Não sei nesse exato momento, mas posso descobrir em minutos.     

- Como? - Logan perguntou descrente.    

 - Humm... no dia que a trouxemos para cá, quando ela ainda estava desacordada, eu achei que seria uma boa ideia colocar um rastreador nela, só para emergências, sabe. – ela percebeu os olhares questionadores. – é um pequeno rastreador implantado na pele subcutânea, ela nem vai perceber. Eu uso o tempo todo quando estou seguindo algum alvo, só para não perdê-lo de vista. - Ela começou a se defender envergonhada. Falou, mudando de assunto: - E agora, quem é aquela ali?      

- Oi! Sou Jessy! –ela acenou alegremente para Reiko que revirou os olhos.      

- Ela está aqui para ajudar Natasha, ela é tipo uma bloqueadora de controle mental. - James respondeu, tentando esclarecer. Ele fez uma nota mental, lembrando-se de tomar mais cuidado com Reiko. Não queria ela espionando os passos dele.    

- Bem, não é exatamente isso o que eu faço. - Ela começou, mexendo nos cabelos um pouco nervosa. - Quer dizer, eu sou uma bloqueadora, mas não apenas mental. Eu ainda estou em treinamento, por isso não sei até onde meu poder pode chegar, mas eu já consigo bloquear os poderes de alguns outros mutantes. Ninguém muito poderoso, é claro.    

-Então, temos que torcer que a pessoa que está controlando Natasha não ser muito poderoso? - Reiko perguntou irônica. - Uau, que sorte tivemos de te encontrar.    

Logan resmungou irritado. James apenas balançou a cabeça.    

-Ah, bem. Não estou muito certa da pessoa que está controlando a amiga de vocês. - Jessy continuou, ignorando o desdém de Reiko, ou nem o percebendo. -Quer dizer, pelo o que Logan me falou, já tem muitos dias! Isso é algo inédito! E um pouco difícil de acreditar.    

-Então, o que você acha? - Will perguntou subitamente atento ao assunto. Bucky olhou para ele, e viu que ele só estava tentando deixar a garota mais a vontade.    

-Acho que o controle é só parcialmente responsável por isso, se é que existe o controle. - Sentindo os olhos em cima dela, começou a explicar:- Não estou dizendo que isso é mentira, mas talvez apenas alguém tenha infundido na cabeça de...anh...Natasha, que ela esteja sobre alguma espécie de controle. Bem, independente disso, acho que a pessoa que está fazendo isso, pode ter usado de alguma carência ou trauma que tenha ou esteja vivendo, para conseguir mantê-la sob controle assim.    

-Algum trauma? - James perguntou pensativo. - Algo como, descobrir que seu pai adotivo está vivo, após anos achando que ele morreu, serviria? - E descobrir, que além de tudo, que ele era um pervertido? - James pensou, mas manteve as palavras para ele.   

-Sim, talvez- Ela respondeu. - O importante nessa questão é que Natasha deve estar sustentando esse controle, mais do que o controle em si. Ela deve estar muito abalada e por isso, inconscientemente, prefere deixar outra pessoa no controle. Mas isso, é claro, é só o que eu acho.    

...    

Reiko olhou no rastreador e exclamou surpresa:     

- Ok, Logan você viu a lista, não é? Você lembra os nomes que faltavam? - Logan lembrava-se de alguns, apesar da maioria ser desconhecida para ele, e citou-os para Reiko. – Dimitri. Isso explica muita coisa.      

Ela mostrou o endereço para ele. Will entrou com um saco de gelo na cabeça, perguntando como as coisas andavam.     

– Natasha tá na sede do reino encantado da máfia russa.     

– Humm. – Ele disse após pensar. – Isso não é nada bom para eles.     

James estava taciturno desde a discussão com Reiko, as palavras dela sobre ele sempre meter Natasha em encrenca haviam-no abalado. Ela está tão errada – pensou amargo – e ao mesmo tempo, tão certa.     

- Vamos ficar aqui parados ou vamos atrás dela? – Will perguntou.   

- Acho que você quis dizer delas. Não esqueça que sua namorada também está metida nisso. – Reiko respondeu, olhando-o. – Não sei. Certamente, Natasha não está nos seus melhores dias e Hanne é uma bomba relógio. Não que eu ache que Hanne fosse nos atacar com intenção de ferir, ela obviamente não machucou Will, mas ela é uma tempestade de verão. Você nunca tem certeza do que vem por aí.     

Logan considerou.     

– Acho melhor, observá-las antes de agir. Eu e Jessy vamos até lá, e depois a trazemos de volta.   

Reiko levantou os olhos da tela para ele.     

- Você está nos dispensando? Me dispensando? Quem você pensa que é?      

- Alguém que raciocina, diferente de você. – ele respondeu rude, abrindo a geladeira e pegando uma cerveja. – Estou de saco cheio das briguinhas de vocês. Estão muito envolvidos emocionalmente, isso nunca acaba bem. Vai por mim, tenho experiência nisso. Além do que, Natasha não está muito feliz com você, não é? – as bochechas dela coraram. – Garota, você tá fora do jogo e sabe disso.    

Já imaginando o que viria, Bucky levantou-se e foi até onde Reiko estava, olhando para a localização de Natasha na tela. Enquanto os dois discutiam, Natasha se moveu do ponto onde estava, parando em outro. Ele memorizou as coordenadas e nome das ruas.  

-Acho que já podemos encerrar essa discussão. - Ouviu Logan decretar. - Vou me preparar para ir encontrá-la com Jessy, e mantenho contato, me atualizando caso ela suma. Soldado...    

-Já sei, Logan, eu também não vou me meter dessa vez. - Ele respondeu rapidamente. Reiko o encarou surpresa por ele desistir sem uma briga. Logan também o olhava desconfiado. - Só quero que Natasha esteja segura. Se você acha que pode cuidar disso, Logan, confio em você. - Ele respondeu, tentando soar o mais sincero possível. - Além disso, temos outra coisa importante com que nos preocuparmos. Encontrar Ivan. Estive pensando, se ele está se mantendo em antigas bases da KGB, não deve ser tão difícil assim encontrá-lo. Conheço lugares e pessoas, vou checar por aí. Vejo se descubro alguma coisa.   

-Certo, soldado. - Logan falou, ainda desconfiado. - boa sorte, e não faça nenhuma besteira.    

...    

Antes que Logan pudesse sair, James roubou uma moto e foi até onde Natasha estava ou tinha estado. Nem mesmo, Reiko teve tempo de interrogá-lo.    

Chegou ao local, vendo que tudo estava fechado, menos uma lanchonete. Surpreso, lembrou-se de que era domingo. Foi andando em direção a lanchonete, parando subitamente, ao ver os cabelos de fogo de Natasha. Ela e Hanne estavam acabando de comer. Sentado do lado de Hanne, havia um homem. Ele chegou a pensar que poderia ser algum agente de Ivan, até perceber o semblante de medo do cara. Ótimo, elas tinham sequestrado alguém. Para quê?    

Escondeu-se ao ver elas levantando para irem embora. Pensou rapidamente no que faria. Interceptá-las agora não parecia uma boa ideia. Não era só com Reiko que Natasha não andava feliz, e ainda tinha Hanne e o homem. Ele faria a mesma coisa que Logan pensara, seguiria elas por enquanto.    

Ele não imaginava que dia louco teria pela frente.    

POV Natasha    

Ela sentia-se feliz e vibrante. Ter Hanne com ela, fora a melhor ideia que Natasha teve em dias. Ela a divertia, quase a fazendo esquecer-se de todos os problemas em que tinha se metido. Talvez, Ivan nem ficasse tão bravo com ela por causa disso. Quando ele conhecesse Hanne, talvez... Conhecesse Hanne? Natasha parou um momento assustada. De onde saíra essa ideia? Ela só poderia estar enlouquecendo.    

-Ora, docinho, coma um pouco. Você precisará de energia. - A voz aveludada de Hanne cortou seus pensamentos. Ela estava tentando fazer o mafioso comer. - Nós estamos sendo boazinhas com você. Você não quer me deixar zangada, quer?     

Ainda assustado, ele tentou comer um pouco. Hanne se virou sorrindo para Natasha.    

-Então, o que faremos agora?    

-Esperar a noite chegar, para pegarmos Dimitri no clube. Podemos descansar um pouco.    

Hanne pareceu decepcionada. Ela não queria descansar. Natasha a observou enquanto ela sugava pelo canudo o milk-shake que havia pedido.    

-Faltam muitos nomes na sua lista? - Ela perguntou, quando terminou. Natasha balançou a cabeça negando. - Por que então nós não terminamos com isso hoje mesmo?    

-Humm – Natasha ficou em silêncio pensando. Hanne a havia pego de surpresa nessa. - Eu não tive tempo ainda de pesquisar sobre eles...    

-E daí? - Natasha alarmou-se, ela era um pouco paranóica com seu trabalho. Ter pelo menos um mínimo de conhecimento sobre seus alvos era quase como um mantra que ela seguia fielmente. Gostava de estar no controle. - Nat, imagine como seria bem mais interessante assim. Nada de planejamento, isso é entediante.    

-Nem sempre as coisas saem como queremos quando planejamos, imagine então, a loucura que seria fazer isso desse jeito, Hanne.    

-Sim, é isso mesmo! Mesmo quando planejamos tudo pode acabar mudando em um segundo. Então, por que perder tempo com isso? - Natasha ponderou. Se fizesse isso da maneira como Hanne queria, sairia da sua zona de conforto. Ao mesmo tempo em que era um pouco assustador, também era excitante. Remexeu no resto de café que havia pedido, pensando nos prós e contra. Realmente, seria bom finalizar esse trabalho o mais rápido possível. Agora ela estava mais animada pela presença vibrante e um pouco maníaca da loira, mas com os dias passando a probabilidade de ela voltar ao seu estado de torpor, quase deprimida, era grande. Além disso, Ivan já devia estar cuspindo fogo pela demora dela, causada pelo tempo que ela passara presa. Ele a puniria duramente por isso, tinha certeza. Talvez, até mesmo quisesse fazer mais experimentos nela, estremeceu só de pensar nisso. Até ela tinha um limite sobre o que poderia suportar.    

Pegou a lista, mostrando-a por Hanne, sorrindo. Ah, se ela soubesse antes que ter a loira por perto, fosse a deixar mais confiante. Quase se esquecia de que estava aumentando rapidamente sua conta em vermelho, e que em algum momento isso voltaria-se contra ela. Mas isso era uma preocupação que ela teria que lidar no futuro. No presente, a ideia de Hanne penetrava em sua mente, florescendo como flores no início da primavera.    

-Quer saber? - Ela disse levantando-se.- Acho essa ideia excelente. Vamos logo. Temos muito trabalho a fazer, e não podemos esquecer que temos um encontro com Dimitri mais tarde.    

....    

E elas fizeram. Rápido e prático. E bem sangrento. Era quase como se tivesse voltado aos velhos tempos de KGB. Não, nem na KGB, ela havia caçado tantos inimigos assim em um único dia. Quando finalmente riscou o último nome da lista, tirando o de Dimitri, sentiu-se mais leve. Hoje terminaria seu trabalho e depois, Ivan a encontraria. Tentou não pensar no que ele iria exigir dela depois disso, mas não queria pensar nisso agora. Agora, tinha que encontrar Dimitri.    

Pararam em um motel, apenas para tomarem um banho e trocarem de roupa. Hanne havia invadido uma loja, num bairro abandonado pela lei, roubando algumas roupas. Natasha torceu o nariz quando viu as roupas. Parece que ainda passaria o resto do dia vestida como uma prostituta barata. Que seja, ao menos combinava com o tipo de mulheres que um club de strippers deveria abrigar e receber.     

Limpou a arma, enquanto Hanne tomava banho, mantendo um olho em  seu pequeno prisioneiro. Ela o libertaria após terminar com Dimitri. Ninguém nunca poderia dizer que ela não cumpria os acordos que firmava. Às vezes, ela apenas dava um jeito de contorná-los.    

Estava empenhada em sua tarefa, deixando sua arma da maneira como gostava. Separou também uma katana. Hanne a havia ajudado muito nas últimas horas, mas Dimitri seria só dela. Além de já detestá-lo mesmo sem conhecer, sentia que era ela e apenas ela que deveria terminar esse ciclo.    

...    

Deram várias voltas pela cidade, antes de finalmente encontrarem o clube. Sr Máfia estava nervoso e quase gaguejava ao indicar para elas o caminho.    

Quando enfim chegaram, Natasha sentiu uma pontada de desprezo pelo lugar. Ora, por favor, o maldito Dimitri não poderia ter escolhido ao menos um lugar melhorzinho para suas perversões? Ele tinha mesmo de escolher o pior e mais decrépito clube de stripers da cidade. Balançou a cabeça. Homens no fim não eram todos iguais?    

Entraram, e estranhamente nenhum dos outros, pararam muito tempo para olhá-las. Estavam muitos entretidos pela dança desajeitada de uma mulher que  já havia passado dos seus melhores dias.   

Hanne levou o homem para o bar, enquanto Natasha observou os clientes, procurando Dimitri. Não deveria ser difícil encontrá-lo, já que ele decerto tinha uma aparência incomum. Pelas fotos, pôde observar a grande quantidade de tatuagens que quase cobriam o corpo inteiro, certamente um homem de aparência incomum. Observou a sua volta, mas só via motoqueiros, que como as strippers já haviam passado da flor da idade, alguns pobres sujeitos que pareciam quase perdidos, e outros que só estavam ali para rir de forma desdenhosa das não tão atrativas garotas. Foi até o balcão, aproximando de uma morena tatuada que  servia as bebidas silenciosamente.  

- Sei quem é você – A morena disse olhando para Natasha. – O que quer aqui?   

- Uma vodca e uma informação. Quanto isso poderia custar?   

- Depende de qual? – Natasha virou o copo de vodca que a morena serviu.  

-Está mais para quem. - A outra levantou uma sobrancelha curiosa. - Dimitri Berboródov.   

– Bem, finalmente. Estava demorando para alguém aparecer para eliminar esse saco de merda escroto. – a morena abaixou a cabeça, falando baixinho.- Ele está nos fundos, em uma das cabines, recebendo um lap-dance de umas das meninas. Penúltima cabine do lado esquerdo. Faça o que quiser com ele, mas o dinheiro dele fica.   

- Se você sabe quem eu sou, deveria saber que não estou interessada no dinheiro dele. - Natasha retrucou.  

-Ótimo. Considere a bebida cortesia da casa. - A garçonete gritou enquanto ela se afastava. 

Natasha deixou Hanne cuidando do outro homem, e entrou no corredor que a levaria até seu alvo. Pegou uma das pistolas que tinha, enquanto esquadrinhava o local. Seguiu até a cabide indicada pela bartender.   

Ao invés de portas, as cabines tinham cortinas de pedrarias na porta. Então foi fácil vê-lo esparramado em um sofá, enquanto uma loira de medidas avantajadas seminua rebolava no colo dele. Natasha segurou na cortina abrindo-a e entrando. Sorriu, esse seria o assassinato mais fácil dos últimos dias.  

Dimitri a viu entrando e abriu um sorriso malicioso, olhando-a de cima a baixo. Nem mesmo a arma na mão de Natasha tirou aquele sorrisinho safado de seu rosto. A stripper olhou para trás, querendo saber para quem ele estava olhando, e deu um pulo, saindo do colo dele ao ver Natasha. Ela levantou a arma e deu um tiro direto no peito dele. Depois deu mais dois, por garantia. Antes de sair, viu a mulher avançando sobre ele, pegando todos os itens de valor que ele tinha. Garota esperta. 

Voltou para o clube feliz e satisfeita. Finalmente, tinha acabado. Então, lembrou-se que agora teria que voltar para Ivan e estremeceu.   

Hanne a chamou, estava dançando junto a outras garotas. Pelo visto, já tinha dispensado o Sr máfia. Natasha sorriu se aproximando.   

- Venha--  a loira a puxou, querendo incluí-la em seu grupo.   

- Preciso ir, Hanne. Ivan está esperando por mim.    

- Deixa disso Nat. Ele já esperou até agora. O que são mais algumas horinhas? Além disso, temos que comemorar já que você chegou ao fim de sua lista. Por favor...   

Natasha ia rebater, mas preferiu ceder. Hanne tinha razão, Ivan podia esperar um pouco mais. Achou que depois que terminasse sua tarefa, ia automaticamente se sentir obrigada a ir até Ivan. Em vez disso, preferia evitar o máximo possível encontrá-lo novamente. Isso a intrigou. Será que o controle de Ivan sobre ela finalmente começava a ceder?   

Que se dane, um pouco de diversão não faria mal a ninguém. Não mais. Por enquanto.  

...  

Ela já estava começando a cansar, desejando voltar ao hotel para dormir um pouco. Quando ia chamar Hanne, a loira a cutucou, fazendo que ela olhasse para a porta do club. James entrava no clube, indo em direção onde ela estava. Seu corpo inteiro esquentou, tanto de saudade quanto de raiva.  

Ela se afastou do grupo, dando alguns passos incertos para trás, tentando fugir dele. Ele percebeu e aumentou o passo, para não deixá-la escapar.   

Percebeu que tinha entrado novamente no corredor onde os clientes "vips" ficavam. Ele finalmente a alcançou, olhando-a diretamente nos olhos, enquanto chegava mais perto. Quando ele estava perto o suficiente dela, o empurrou para trás.   

- O que você quer? – perguntou tentando ganhar tempo para se afastar mais dele. Ele tentou tocá-la. – Nem pense nisso. Saía de perto de mim.    

- Pare com isso Natasha! Não é você! – - ele respondeu magoado, se afastando.  

-Talvez seja. Por que a irritação? Não gosta de mim assim? – Ela aproximou seu rosto do ouvido dele e sussurrou - Achei que gostasse de garotas más.  Talvez você esteja sentindo falta das algemas. Isso excita você?   

Ela foi empurrada com força. Furioso, James a empurrou para dentro da primeira cabine.   

Ela deu uma gargalhada ao vê-lo tão irritado. Estava odiando e amando aquela situação. Isso o deixou ainda mais furioso. Ele a surpreendeu prendendo-a contra a parede, segurando seus braços com força para cima.   

- Então, você não trouxe as algemas e acha que vai conseguir me deter apenas com as mãos. Improviso. Gostei disso. Pena que não adiantará.- ela continuou provocando.   

- Droga Natasha. Pare com isso! Eu sei o que esta fazendo. Isso agora não é o controle, não é? É só você usando isso como desculpa para me afastar. -Ele quase parecia triste. - É assim que você vivido? Boicotando a si mesma? Tentando ferrar com todo relacionamento que você tem?   

 - Foi você que me prendeu daquela forma! Você conhece meu passado. Sabia o quanto aquilo doeria, e mesmo assim, fez! Não me venha com essa agora.  

– Não fui eu, e você sabe disso. Foi Logan que quis te prender e ele também conhece seu histórico. E mesmo assim, você escolheu culpar só a mim!  Quando é que você vai parar com essa merda?   

- Porque eu pararia?  

A pergunta fez ele calar a boca dele por alguns segundos.  

- Porque... Eu amo você e não perder você de novo. - Ele respondeu olhando diretamente nos olhos dela. - Não importa o quanto você se esforce para me afastar.  

- Ama? - Ela perguntou sem acreditar. - Dá um tempo, James. Você acabou de "acordar" e lembrar do passado. Você só está se prendendo a mim, porque fui a última pessoa que você se envolveu, antes de te prenderem naqueles tubos de novo. Você tentou me matar três vezes. - Ele arqueou a sobrancelha surpreso. -Eu tinha esquecido de contar aquela última vez que você tentou me estrangular. - Ela disse baixinho. - Se você me amasse mesmo, teria se lembrado de mim antes.  

- Droga! Como você acha que eu me sinto sabendo de tudo o que eu fiz com você? - Ele foi aumentando o tom de voz.- Nunca vou me perdoar por não ter lembrado de você, mas também infelizmente não posso mudar o passado. Mas isso não muda o fato de que eu amo você.  

Ela o puxou pela camisa e o beijou com fúria. Ele correspondeu no mesmo tom. Pôs a mão no cabelo dele puxando fortemente, quase arrancando. Ele a imprensou na parede, fazendo com que ela batesse as costas com força. Sentiu dor, o que atiçou ainda mais o desejo.  

Bucky desceu os beijos para o seu pescoço, arrancando suspiros e gemidos da ruiva. Excitado, arrancou o vestido que ela usava, puxando-o com força, quase rasgando. Ela abriu as calças dele em igual desespero, abaixando junto a cueca.   

Desceu as mãos, tocando-a por cima da calcinha, sentido a umidade que já tinha entre as pernas dela. Puxou a calcinha para o lado, penetrando-a com o dedo. O dedo entrava e saía com facilidade de tão molhada que ela estava. James tirou o sutiã que ela usava, e apertou com força seu seio direito, colocando uma perna entre as delas, roçando na intimidade dela. Abaixou a cabeça , chupando o bico, e depois fazendo o mesmo no outro. Tirou a calcinha que ela usava. 

Abaixou o braço de metal, levantando com ele uma das pernas dela, deixando-a aberta para receber seu membro. A penetrou com força, mantendo a perna dela na altura de sua cintura.Ela gemeu alto. Como ela sentira falta daquilo! Ele voltou a beijá-la, enquanto metia com força, quase a fazendo perder o equilíbrio. Aumentou as estocadas, até sentir ela gozando. Ele gozou quase ao mesmo tempo que ela.  

Ela respirava rápido, e sem dar tempo para ela pensar, James saiu de dentro dela, e a empurrou até o sofá que havia na cabine. Ela caiu de bruços, ficando de quatro, e sentiu ele a montando, abrindo as pernas dela, até uma delas cair, ficando solta ao lado do sofá, mas sem encostar no chão. Ele a penetrou de novo, dessa vez por trás, encostando seu peito nas costas dela.   

- Me diga que você não gosta disso, que não sentiu falta disso, que eu juro que a deixarei em paz. – ele disse enquanto aumentava as estocadas, gemendo tão alto quanto ela.   

– Não posso dizer isso, merda. – ele sorriu. - Eu amo... isso.  

Eles ouviram um barulho, e assustados de terem sidos pegos no flagra, tentaram se recompor.  

- Meus olhos estão queimando! - ouviram a voz de Logan. - Eu jamais me recuperarei disso. Mas que merda. Jessy feche os olhos e faça o que viemos fazer. Rápido.  

Natasha chegou ainda a ver brevemente a garota, antes que uma forte dor de cabeça surgisse e ela desmaiasse. 



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