História Busca implacável - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~mahgiu732490

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Anjo, Dois Mundos, Mistério
Exibições 9
Palavras 1.858
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Se não podes contra eles, junte-se a eles...


Fanfic / Fanfiction Busca implacável - Capítulo 7 - Se não podes contra eles, junte-se a eles...

 

Já era noite e Sophia chega no prédio da cidade abandonada. Na sala, Allan e Scott estavam sentados jogando baralho e bebendo.

 -Eai gente.

-Eae - os dois disseram em coro e ainda concentrados.

-Vão se atrasar? - Ela jogou sua mochila no chão e sentou no sofá.

- Natanael está ocupado e Lean não deu sinal de vida o dia todo.- diz Alan ajeitando o óculos- Merda!!- ele berra após perder a partida e então bebê um gole de sua cerveja.- Do que falaremos hoje?

 - Eu conheci uma amiga.- os dois olham curiosos para ela. - Ela pode me ajudar com meu pai, só que antes ela precisa da nossa ajuda.

- Ela é gata? - Diz Scott após terminar sua bebida.

-Não começa. É uma moça bonita sim, mas é muita areia para o seu caminhão seu idiota.

 - Eu não deixava- Allan olha de canto para Scott que lê dá um soco no ombro e todos riem.

- É o seguinte. Eu chamei ela para ir no Emperius hoje à noite. E quero todo mundo lá às nove da noite. Avisem o Natanael se o virem, é muito importante que ele vá. O Lean também...- ela faz uma pausa e olha para o chão.

-Vocês brigaram de novo? - Allan pergunta chateado.

-Não importa, ele é só um idiota. Apenas tentem avisa-los por mim. Eu já tenho que ir. Ela se levanta e pega sua mochila.

 - Bebe com a gente? - Scott levanta outra garrafa em brinde.

 -Bebi demais ontem, aproveitem. - Ela bate continência e eles fazem o mesmo. Não demora muito e Sophia já está parada no portão de Clarice. A hora passa e nenhum sinal de Clara. Então Sophia resolve entrar. Ela chega no quarto e ouve Sophia cantar e agradecer a um público imaginário. Sophia ri baixinho para não atrapalhar. Como percebeu que a amiga ia demorar pegou um dos vários livros que ela mantinha em sua estante e deitou na cama para ler.

- How can you see into my eyes like open doors leading you down into my core where I've become so numb? - Clarice sai do banheiro para o quarto cantando "Bring me to life" e se assusta com Sophia em seu quarto -Without a.. Meeeu Deus!! Que susto Sophi!! Mas como... como entrou aqui? - Cara de assustada e risos.

 -Oi moça!! Janela- ela aponta para a janela que estava aberta onde a cortina balançava com o vento. - Cuidado. E voz bonita por sinal- ela tenta esconder o riso atrás do livro.

- Um dia desses você me mata do coração! - Risos - Bonita nada! - Risos - Para onde iremos?

 - Emperius. Bar lá do centro.

- Ah então acertei? Peguei estas roupas coloridas. - Uma blusa estampada com cores quentes, uma calça branca e um salto vermelho - Não sei muito me arrumar para esses lugares. O que acha?

-Isso tá...- Sophia olha horrorizada- Péssimo. Eu disse bar não baile de carnaval! - Sophia se levanta e corre até o guarda roupa. -Espero que não tenha um arco íris aqui dentro.- Ela abre e tira várias roupas ao mesmo tempo.- Essas roupas aí não são suas né?

- Não, peguei da minha mãe, é que não gosto muito de peças de roupas coloridas... aí né.

 -Nunca mais pegue as roupas da sua mãe tá ouvindo? Você gosta de shorts?

- Não gosto muito. Mas tenho um jeans.

-Procura ele aí no meio. E coloque com essa camiseta preta aqui e está blusa xadrez. Pode pôr esse salto preto aqui também. Que eu quero para mim!!- ela analisava as roupas apaixonada.

- Ta bom! – Após se trocar, e isso levou uma meia hora, Clarice se vira para Sophia - Está bom assim?

-Linda! Vou sair pela janela. Te espero no carro.

-Beleza.

Sophia pula pela janela e enquanto isso Clarice vai descendo as escadas e dá de cara com seus pais. Os dois estão com cara de surpreendidos e de admiração.

 - Para onde vai a minha boneca? Filha está linda! - Diz sua mãe passando a mão em seu cabelo.

 - Realmente está linda... me lembra bem sua mãe! - Diz seu pai meio inquieto e sorrindo.

- Muito obrigada! Agora tenho que ir se não irei me atrasar. - Beija seus pais e sai pela porta olhando para trás sorrindo meio sem jeito. Clarice logo entra no carro e sorri para Sophia. No caminho Sophia diminui a velocidade.

- Tá vendo alguma coisa ali no acostamento?

 - Estou... uma sombra?

 -Não sei. Um animal talvez? Não consigo ver.

- Não, parece uma sombra de...sumiu! Elas se olham assustadas e Sophia acelera.

Quando chegam no bar o lugar estava cheio como sempre. O show ainda não havia começado. Então Sophia se dirigiu ao balcão.

-Jack! - Ela chama o barman que trabalhava naquele horário. Ele é alto, forte, com várias tatuagens pelo corpo e careca. Tinha uns 35 anos.

-O que as moças vão querer hoje?

- Eu marquei uma reunião com os garotos. Subsolo. - Ela diz levantando a sobrancelha.

- Por aqui. – Ele coloca o guardanapo sobre os ombros e abre a tampa do balcão para elas passarem. As leva até a cozinha é no final dela, abre uma porta que dá para um corredor.

- Podem ir daqui.- ele abre a porta e as observa passar, encarando Clara o tempo todo.

 - Obrigada. Elas seguem até a porta que fica no final do corredor e descem dois lances de escada. Era uma sala grande com homens jogando sinuca e bebendo. As mesmas garçonetes estavam entregues no colo daqueles homens. Clara parou no pé da escada, intimidada pelos olhares.

-Vem Clara- Sophia a puxou pelo braço até atravessar a sala. Outro corredor, várias portas com diferentes cômodos, quartos, jogos e escritórios. No corredor, alguns homens fumavam e riam de algum crime que cometeram.

- Estou assustada.- Clara sussurra sobre o ombro de Sophia.

-Chegamos! - Ela abre a porta e Clara fica parada um tempo antes de Sophia a empurrar para dentro. Era um dos escritórios. Uma mesa grande de madeira com seis cadeiras ficava a frente da porta, dois sofás e uma mesa de centro ficavam ao fundo. O lugar parecia nunca ter sido limpo desde que fora inaugurado. Allan estava sentado com os pés sobre a mesa e Scott fazia truques com as cartas sentado em um dos sofás.

- Clara esses são Scott e Allan.

-Prazer.- Clara disse se intimidando ainda mais com os olhares dos dois, eles pareciam despir sua alma e estavam assustados.

- Ela é...- Allan apontou sem entender.

- Do clã, a mais nova deles- Sophia colocou as mãos sobre o ombro de clara tentando acalma-la.

 -Você é maluca- Scott estava chocado. Ele se levantou e foi na direção das garotas. - Bem que você disse que ela é bonita.- ele sorriu e beijou a mão de Clarice.

- SCOTT! - Allan gritou se levantando.

-Calma gente. Ela não morde - Sophia ria. Então um barulho na porta e Natanael entra e logo fecha a porta atrás de si. Quando olha para frente, e se depara com clara ali parada, ele fica sem reação. A encarando, e olhando para todos sem entender. Ele engole seco, e ameaça algumas palavras antes de dize-las.

- O que ela está fazendo aqui?

 - A Sophia pirou cara.- sentado na mesa, Scott diz olhando de canto para ele e voltando o olhar para suas cartas.

- O que ela está fazendo aqui Sophia? - Natanael grita confuso.

- Ela vai me ajudar com meu pai.- Sophia diz em tom calmo.

- Lean tem razão, você não era assim. Qual o seu problema? -Natanael abre a porta.

-Espera aí- Sophia grita e ele para de costas para ela na porta. - Entra e me escuta. Você sabe o quanto isso é importante para mim.

Natanael resmunga, volta para dentro e bate a porta. Se dirige lentamente até Sophia, controlando a respiração. Ele para a sua frente e fecha os olhos respirando fundo antes de dizer:

- Você sabe que esses desgraçados mataram os meus pais. E até hoje procuro justiça, nunca me aliar a eles. Eu tenho ódio.- ele faz uma pausa e encara clara e seus olhos se inundam de uma escuridão horrível.- ÓDIO, de vocês todos. Meus pais eram inocentes e eu vi eles morrerem na minha frente. Por causa de um desgraçado, que quer a porcaria da paz.

- Eu não tenho culpa de nada.- Clarice diz se irritando com o rapaz.

- Cale a boca!! Você é um deles, tem tanta culpa quanto.

-Natanael, dá pra você sentar e escutar as garotas? - Allan diz dando um soco na mesa que fez Scott derrubar as cartas. Natanael encarou Clarice por mais um tempo até se sentar no sofá, evitando olha-la. Clarice se senta e Sophia fica de pé na ponta da mesa. Allan acenou com a cabeça para que ela começasse e Scott finalmente prestou atenção. Natanael continuou a olhar para a mesa de centro como se não ligasse.

-Alguém sabe do Lean? - Sophia perguntou preocupada.

- Eu tentei falar com ele, mas o telefone estava na caixa postal. - Natanael disse levantando os olhos para Sophia.

- Ok. -Ela fez uma pausa- Eu encontrei Clarice na rua, por acaso.- as duas sorriram- ela é muito nova com esse negócio de poderes e está dando muita bandeira por aí. E ela é diferente deles, podem ficar tranquilos. - Ela olhou para todos na sala. Principalmente Natanael que continuava a olhar a mesa.- achei que nós pudéssemos ajudá-la a controlar esses poderes e acredito que o mais apito para isso é você Natanael.

 Ele se ajeitou no sofá e fitou Clarisse com um sorriso sarcástico.

-Eu? Treinar ela? - Ele olhou para Sophia e riu um pouco alto.

 - Você mesmo. Que eu saiba você já investigou o suficiente, não é? - Sophia disse o desafiando.

- Você só pode estar maluca de achar que vou ajudar essa coisa.- ele balançou a cabeça, olhou para o lado e riu.

-A gente vai precisar dela! – Ela fez uma pausa - Eu estava com o Lean na noite passada. E alguém do clã ligou para ele o ameaçando. Eu estava muito nervosa e o deixei lá. E alguém ouviu falar dele? NÃO!!! - Ela bufou e deu algumas voltas sobre o quarto. Todos ficaram apreensivos e quietos.- Ela vai me ajudar, ajudar o Lean e nós temos que ajuda-la. Se não for por mim, que seja por ele. - Natanael olhou para todos, que estavam o encarando ansiosos pela resposta. Passou a mão sobre o rosto e depois as apoiou sobre as pernas e disse:

-Ele só deve ter se embriagado e tá por aí.

- Vai ajudar a gatinha aqui ou não? -  Scott disse sorrindo e piscando para Clarice.

-Pelo Lean.- Natanael encarou Clarice por um longo tempo até se perder em seus pensamentos enquanto olhava para o teto. Todos ficaram em completo silencio, exceto Scott que hora ou outra inventava uma piada para distrair ou saia e voltava com mais bebidas.



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