História Buscarei vingança - Capítulo 31


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - Ele fugiu


Fanfic / Fanfiction Buscarei vingança - Capítulo 31 - Ele fugiu

Se passaram alguns dias.
Dias de terror. Eu e minha mãe ficávamos em uma sala escura, úmida,  cheio de bixos nojentos e entulhos. Comida e água? De vez em quando.
Eles batiam e nos cortava covardemente.
Banho? A última vez, eu estava no Motel.
Dormir? Se conseguíamos,  era em uma cadeira, amarradas fortemente.
Não conversávamos, eu e minha mãe vivíamos com trocas olhares e lágrimas.
 E basicamente, vivíamos drogadas, não sei como não tivemos uma overdose.
Minha mãe pegou uma gripe esses dias e eu ultimamente só vivo vomitando.

...

- Acorda.

Era o Augustus.
Ele tirou a corda de minha boca.

Eu: O que é?

Augustus: Sei que você acha que eu não presto, mas...

Eu: Eu acho? Eu tenho certeza.

Augustus: Você acha que sua mãe se curou da gripe como?

Eu: Milagre.

Augustus: Toma esse remédio de enjôo  rápido, o Mike está vindo.

Eu tomei.
Ele colocou a corda na minha boca de novo.

Mike entrou na sala.

Mike: Achei que o dia da água não fosse hoje.

Augustus: Mas é.

Mike tirou a corda da minha boca.
E Augustus tirou a corda da boca da minha mãe e deu água a ela.

Mike: Você não parece está tão abatida.

Eu: O que você quer em?  Se vai matar, mata logo.

Mike: A morte seria muito fácil. Mas saiba que com seu pai fizemos algo pior.

Mãe: Nojento.

Ouvimos um barulho.

Mike se assustou.

Mike: Augustus, tem mais alguém aqui.

Augustus: Eu não sei.

Mike e Augustus saíram do quarto e nos deixaram sozinhas. Eles esqueceram de colocar a corda em nossas bocas.

Eu: Eu te amo.

Mãe: Também te amo filha. Mas agora não é a hora da nossa despedida.

Eu: Eu não sei mais o que fazer.

Mãe: Tem uma lata de milho no meio desse lixo todo.

Eu: O que eu vou fazer com isso?

Mãe: Nunca presta atenção no que eu falo. A tampa da lata, essa é daquelas que corta.

Eu: Essas cordas são bem grossas.

Mãe: Só faz o que eu mando.

Ouvimos o barulho e ficamos quietas.

Mike: Era só um gato, não vai ser dessa vez.

Eu: Eu só não entendo o porque daquela cena toda.

Mike: O jogo fica mais interessante.

Mãe: Isso é um jogo?

Mike: Vingança é uma palavra bem forte né.

Eu: Fingir ser meu amigo, fingir que gosta de mim, me salvar de um sequestro, qual é a necessidade disso?

Mike: Te salvar foi idéia do Augustus.

Augustus: Ganharia sua confiança.

Eu: Por isso não queria que eu falasse da tatuagem.

Mike: Ele é burro, não tem poder sobre mulher.

Mãe: E você tem né?

Augustus riu.

Mike deu um tapa na cara de minha mãe.

Mike: Olha como você fala comigo sua vadia.

Eu: Porco.

Mike pegou a corda e amarrou bem forte na minha boca.
Augustus amarrou a corda na boca de minha mãe.

Eles saíram e nos deixaram sozinha.

Eu e minha mãe nos entendíamos com olhares e movimentos minúsculos.

Eu esperei alguma horas até que tudo ficasse em silêncio. Eles saiam para comer, assim imaginávamos.

Eu cair em meio ao lixo, me debatia rigorosamente para que folgasse a corda e foi o que aconteceu. A corda folgou um pouco e eu consegui pegar a tampa da lata de milho.

Eu tentei cortar a corda bem rápido. Ratos corriam de um lado para outro.

- Aí.

Eu tinha me cortado.

Continuei tentando cortar a corda  e depois de uns minutos, consegui.

Tirei a corda de minhas mãos.
Desamarrei a da boca e a do pé.

Fiz o mesmo com minha mãe.

Nos abraçamos.

Conseguimos.

Eu: E agora?

Mãe: Temos que sair daqui.

Eu e ela abrimos a porta bem devagar.

A porta fez um barulho.

Eu: Droga.

Mãe: Cala a boca.

Eu: Ok.

Corremos na ponta dos pés até um corredor que tinha vários quartos.

Mãe: Vamos entrar em um  desses.

Eu puxei ela e entramos em um.

Eu: Temos que pensar no que vamos fazer.

Lembrei dos ensinamentos nas aulas com o Augustus.

Mãe: Vamos ficar debaixo da cama.

Eu: Melhor que nada.

Ficamos debaixo da cama.

Ouvimos um barulho.

Augustus: Eu procuro nos quartos e você  procura lá em baixo.

Mike: Ta.

Mike foi para um lado e o Augustus entrou no quarto em que estávamos.
Eu falei bem baixo.

Eu: Eles já sabem que fugimos.

Mãe: Aquela porta maldita.

Eu: Shhh, o Augustus está entrando.

Augustus começou a andar. Abriu o guarda roupa, mecheu no móveis.
Eu e minha mãe nos olhamos e fizemos um sinal. Íamos lutar.

Eu sai debaixo da cama.

Augustus: Vocês não podem fugir. Ele vai matar vocês.

Mãe: Deixa o outro comigo.

Ela saiu e foi atrás do Mike.

Eu e Augustus estavamos andando em círculo.

Eu: Nunca entendi o porque de você ter matado meu pai.

Augustus: Quem matou foi o Mike. Eu soube depois.

Eu: Me sequestrar também foi idéia dele?

Augustus: No começo eu não me importava com você Juliet. Mas depois, depois...

Eu: Isso é se importar?

Eu mostrei umas feridas que tinha no corpo.

Augustus: Mike é louco.

Eu: E porque você não me ajuda?

Augustus: Ele é meu irmão. E-eu não posso. Eu vou ser preso Juliet. Confia em mim.

Eu: Confiança é algo difícil, quer encontremos a pessoa certa para confiar… ou confiemos na pessoa certa para fazer o errado. Mas entregar seu coração é o mais arriscado de todos. No final, a única pessoa que podemos confiar de verdade é em nós mesmos.

Eu dei um soco na cara dele.

Augustus: Eu não quero te machucar.

Dei outro soco.
Ele veio pra cima de mim e me deu um soco também.
Ele ia dar outro mais eu dei uma esquiva.

Augustus: Boa.

Eu: Você não foi meu único professor.

Ele riu.

Dei um cruzado e depois um direto.
Ele caiu.

Augustus: Me traiu Juliet, você me traiu.

Eu: Se você estiver falando do Romeu, seria muito bom eu ter feito isso.

Ele ia tentar se levantar, eu pisei nele e tirei a arma do seu bolso e apontei pra ele.

Augustus: Me mata. Você disse uma vez que queria buscaria vingança por seu pai. Eu compactuei com a morte dele. Vai, ME MATA.

Eu: O seu único problema foi ter achado que minha vingança seria a morte. Isso é muito pouco e bom para você. É o mínimo. 

Augustus: ME MATA.

Eu dei um tiro de raspão na perna dele. De forma em que não prejudicasse muito.

Eu: Foi como eu disse, matar é pouco pro que você vai ter que passar na cadeia.

Eu estava com ódio e demonstrava isso pelo olhar.

Augustus:  Meu único amor nascido do meu único ódio!  Conhecido por acaso e tarde demais! Como esse monstro, o amor, brinca comigo. Apaixonar-me pelo inimigo.

Ele chorava.

Eu: Citar Shakespeare não vai me fazer te perdoar.

Augustus: Eu te amo.

Eu não me importava. Isso poderia soar frio, mas não dava a mínima importância para que o Augustus dizia.
Aquelas lágrimas eram falsas.
As conversas eram falsas.
A proteção era falsa.
Tudo era falso.
Eu estava rodeada por mentiras.

Eu: Adeus.

Augustus: Por favor, não vá.

Eu sair pela porta.
Lágrimas caiam sobre meu rosto.
Não por causa do Augustus, mas pelos momentos bons que vivemos juntos.
Mas tudo era falso.

Eu estava procurando minha mãe, quando vi ela caída no chão. Ela estava sangrando.

- MÃE.

Eu gritei desesperada.

Mike: Se eu dizer que ela também está morta, o que você faria?

Nessa hora eu estava morrendo de ódio. Eu queria ver ele morto.
Não bastava meu pai, agora minha mãe?

Ele apontou a arma para mim.

Mike: O Augustus me disse que você queria vingança de teu, acho que agora você quer de dois.

Eu: Na verdade, tia Maria também conta.

Mike: A empregadinha. Mas não vai ser dessa vez que você vai conseguir.

Eu: Será?

Pensei: "Alvo. Tente sair de ser meu alvo." Romeu me ensinou.

Eu levantei o braço de Mike e coloque em volta do meu pescoço e derrubei ele.
Ele deu um tiro, mas desviei.

Eu tirei a arma da mão dele e apontei para ele caído no chão.

Mike: VAI. SE VINGA JULIET, SE VINGA.

Eu: Se eu não vingar a minha dor, ela vai continuar aqui, me matando dia após dia. Então, não vamos chamar de vingança, digamos que eu estou apenas me LIBERTANDO.

Ele riu. Uma risada de psicopata e fria.

Mike: Liberdade? Quer se livrar da culpa de matar alguém. Saiba que ela nunca vai sair de você, esse peso vai ficar para sempre grudado em você.

Eu: Culpa? Pergunte o Augustus se ele acha que eu me sinto culpada. Ops! Acho que você não vai conseguir.

Mike: O que você fez com ele sua vadia?

Ouvimos barulhos. Vários homens invadiram a sala.

Homem: Parados.

Eu me virei. Era Sheldon.

Eu me virei para Mike e ele já não estava mais.

Eu gritei.

- ELE FUGIU.

Sheldon: Vão atrás dele.



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