História But I Hate it... - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias EXO, Super Junior, TVXQ (DBSK) (Tohoshinki)
Personagens Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Lee Sungmin, Max Changmin, Personagens Originais, Tao, Zhou Mi
Tags Eunah, Hetero, Romance, Siwon, Zhoumi
Exibições 18
Palavras 2.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oláááááá, enfermeira <3

Antes de mais nada, me perdoem, por favor Ç_Ç Em minha defesa tenho a dizer que eu tentei postar antes, mas a internet tava MUITO féladaputa e acabei desistindo. Daí tem as férias e já viram... Fica tudo uma zona :S Mas enfim... Cá estoy <3 Espero que gostem do capítulo e que o aceitem como desculpa Ç_Ç

BoA leitura ^^

Capítulo 32 - Subtly and gradually


Passava muito do horário do almoço quando decidiram deixar o local. Por fim, EunAh contara duas histórias às crianças e ambos almoçaram no meio delas. Ela sempre deixava o orfanato satisfeita, porque amava os sorrisos quase sem dentes daquelas crianças. A parte mais difícil era convencer DongWool a deixá-la partir. Ele sempre chorava. Em silêncio, mas chorava. Ele não fazia escândalos, não falava alto, não fazia birra. DongWool era especial, era o que ela sempre mantinha em mente quando se despedia e o via derramar silenciosas lágrimas tristonhas. Ela se agachou, ainda segurando a mãozinha do pequeno. Com a mão livre, acariciou seus cabelos, sorrindo ameno. Deixou um selar em sua testa antes de falar.

- Eu volto, Wool, não precisa chorar. Você já me viu quebrar alguma promessa que te fiz? – Ele negou. – Então não chore, ok? – Limpou as lágrimas dele. – Prometo voltar na semana que vem, trarei uma história especial pra você, mas você tem que me prometer algo em troca, você pode me prometer? – Ele acenou positivamente. – Então vamos fazer uma promessa de dedinho. – Ela ofereceu o mindinho, que foi aceito de prontidão. – Prometa que se alimentará direitinho, que dormirá bem, que brincará bastante e que obedecerá as tias. Você promete? – Ele concordou. – Então me dá um beijo de até logo. – Ela abriu os braços, sendo abraçada pelo pequeno. – Poppo. – E trocaram um selar. – Eu volto logo, Wool. – Sorriu, se levantando. – Obrigada. – Agradeceu às mulheres.

- Obrigada vocês por trazerem um pouco de vida pra essas crianças. E você, EunAh, ficamos felizes que tenha um namorado tão bondoso. – EunAh corou, mas nada disse. Siwon sorriu, reverenciando e agradecendo.

Despediram-se de todas as crianças e seguiram para fora do local. EunAh não o esperou para abrir a porta do carro, entrando assim que pôde. Colocou o cinto e o aguardou se sentar. Siwon não se demorou, colocando seu cinto também. Ficou um tempo encarando a rua, ambos em silêncio, então ele se virou para encará-la e sorriu.

- Você será uma excelente mãe. – Disse baixinho, afinal, não era necessário falar mais alto.

- E você será um pai fantástico. – Ela sorriu, devolvendo no mesmo volume. – Tenho uma curiosidade.

- Indague-me. – Ele se ajeitou no banco.

- Onde aprendeu libras?

- No colégio, quando tinha uns 15 anos. Um dos meus amigos era surdo mudo, então eu aprendi para que pudéssemos conversar.

- Eu não sabia que falava linguagem de sinais.

- Bem... Existem milhares de coisas que você não sabe sobre mim. – Ele sorriu, e quando ele sorriu, EunAh sentiu algo confortável se alojar em seu estômago. - Aquele garoto, o DongWool. – Siwon iniciou, suspirando. – Ele gosta mesmo de você.

- Eu sei. – Ela sorriu minimamente. – Desde que ele chegou ao orfanato eu tenho conversado com ele, hoje ele não se desgruda de mim, é tão fofo. – Sorriu. – Pretendo adotá-lo dentro de três anos, quando atingir a idade mínima permitida por lei.

- Seu irmão sabe disso? – Ele arqueou uma sobrancelha.

- Ainda não, não tive oportunidade de contar.

- Assim como seu apartamento. – Ele sorriu em seguida. – Percebeu que tenho escondido todos os seus segredos? Sou tipo o seu diário.

- Não delira, Choi. – Revirou os olhos. – Não é como se você fosse uma das minhas amigas.

- Posso não ser, mas ninguém no mundo te conhece como eu conheço. – Ele piscou, fazendo-a se calar.

Porque bastou apenas uma citação da canção que cantaram que tudo parou de fazer sentido novamente. EunAh encarou sua janela, se esforçando para esconder o avermelhado de seu rosto. Siwon ligou o som, permitindo-se rir soprado quando percebeu que ela não notaria. Ele amava as bochechas coradas da jovem. Deu partida no carro e seguiu diretamente para casa. Certamente KyuHyun ficaria possesso por sumir com sua irmãzinha por tanto tempo, só que Siwon não dava a mínima. Não naquele dia, não naquele momento. Não depois de todas as experiências fantásticas que passaram.

Juntos.

E bastou esse último pensamento para que o sorriso não abandonasse mais seus lábios. EunAh, por sua vez, também sorria. Contido, obviamente. Fora um dia divertido e produtivo. Não demoraram no caminho de volta, Siwon adentrou a garagem e saiu do carro, correndo para o outro lado, a tempo de ajudá-la a desembarcar. EunAh sorriu para o rapaz, agradecendo pelo convite.

- E você ainda estava desconfiada. – Se fingiu de ofendido. Ela revirou os olhos, rindo soprado em seguida.

- Não sabia que conhecia o orfanato. Aliás, sequer imaginei que fazia esse tipo de visita. Foi sua primeira vez?

- Não. – Sorriu enquanto a acompanhava para dentro da casa. – Eu visitava frequentemente um orfanato em Seoul, quando morava lá.

- Hyung nunca o acompanhou? – Ela estava realmente curiosa.

- Ele sequer sabe disso. – Riu soprado. – Embora ele seja meu melhor amigo, existem lados meus que ele desconhece.

EunAh ponderava sobre tudo o que o rapaz falava quando adentraram juntos a cozinha. Tao, ZhouMi e KyuHyun encararam os dois. O irmão da jovem parecia irritado. Na verdade, ele emanava ira. EunAh chegou a rir soprado antes de se aproximar e abraçá-lo, deixado um selar em sua bochecha.

- Cheguei, hyung.

- Onde esteve até agora? Por acaso sabe que horas são? Por que não foi à aula? O que está escondendo de mim? – Despejou tudo de maneira afoita.

- Calma, hyung, uma de cada vez. – Ela riu.

- Onde estava? – Ele repetiu.

- No orfanato. Lembra? Aquele que visitava com appa quando criança?

- E por que não me avisou?

- Porque você sequer estava em casa quando saí. E eu te disse ontem que não sabia se iria à aula hoje, lembra-se? – Arqueou uma sobrancelha. – Eu não menti pra você, eu disse que tava pensando em faltar. Só que Siwon me convidou hoje de manhã e eu aceitei. Fazia muito tempo que não via meus pequenos. – Ela sorriu, lembrando-se das crianças. KyuHyun sorriu com ela.

- Sempre gostou muito de crianças, não? Quer ser babá?

- Não. – Sorriu. – Quero ser mãe.

- Que ótimo! E eu quero ser pai. Fomos feitos um para o outro. – Siwon comentou zombeteiro, recebendo um olhar de advertência por parte de KyuHyun.

- Você gosta de brincar com a sua vida, não, Choi Siwon? – EunAh comentou entediada. – Vai sonhando, ok? – Encarou os outros integrantes da mesa, que só conseguiam assistir a cena e trocar olhares cúmplices. – O que temos para o jantar?

- Eu fiz macarronada. – Tao sorriu abobalhadamente.

- Agora você cozinha, Tao? – EunAh se sentou à frente do rapaz.

- Na verdade não. – Riu soprado. – ZhouMi me ajudou, eu só quis tentar.

A garota sorriu, sendo servida pelo mais novo. Começaram a comer logo que todos tinham um pouco da macarronada em seus pratos. O menino foi muito elogiado enquanto mantinham a conversa animada à mesa. EunAh contou sobre o dia no orfanato, descrevendo como as crianças amaram ouvir as músicas que Siwon cantou e tocou, assim como as histórias que ela contou e as brincadeiras que fizeram. Ambos sorriam com o feito do dia. KyuHyun não conseguia deixar de se sentir feliz pela irmã, mas não conseguia deixar de encarar o amigo com desconfiança.

- Siwon, me diz uma coisa. – KyuHyun apoiou os cotovelos na mesa. – Desde quando frequenta orfanatos?

- Lembra os sábados de manhã, quando você acordava tarde e eu não estava no quarto, lá em Seoul? – Ele acenou positivamente. – Bem... Não era porque estava dormindo na casa de alguma garota e nem porque saía para me exercitar. Eu visitava um orfanato perto da faculdade. Sempre fiz isso. – Deu de ombros.

- Você nunca me disse essas coisas...

- Porque você nunca me perguntou. – Ele sorriu, levantando-se. – Preciso de um banho, estou cheio de tinta guache e papinha na roupa. Até meu cabelo deve estar colorido. – Riu. – Obrigado pela janta, com licença e boa noite.

Sem mais uma palavra, ele virou as costas e se retirou. EunAh entendeu que ele estava chateado. Amava seu irmão, mas KyuHyun pegava pesado às vezes. Suspirou baixinho, terminando de comer e se retirando também. Subiu diretamente para o seu quarto. Banhou-se preguiçosamente, retirando toda a bagunça que ajudara as crianças a fazerem. Depois de se sentir limpa, deixou o cômodo e se vestiu com seu costumeiro pijama. Sentou-se em sua mesa de estudos e ligou o notebook.

Havia cinco e-mails apenas. Duas respostas positivas, uma negativa e duas propostas. Os leu e respondeu pacientemente, aceitando apenas um dos trabalhos novos. Desligou o eletrônico em seguida e permaneceu sentada ali, encarando a parede à sua frente. Ponderou sobre o dia de maneira calma. Gostava de pensar sozinha, sem cobranças, sem amarrações. Pensava sobre como Siwon era bom, como ele era gentil e engraçado. Sem dúvidas, as crianças gostavam dele, e ela gostava disso. Pegou-se sorrindo enquanto cantarolava baixinho a música que não abandonava sua mente.

Suspirou pesado, apoiando a cabeça no encosto da poltrona, rodando-a algumas vezes. Sabia que o irmão gostava do amigo, afinal, Siwon era seu melhor amigo, mas se preocupava com a relação entre eles. Desde quando o irmão ficara tão irritadiço e tão cruel com alguém que dizia gostar tanto? Sentia-se mal por Siwon. Sentia-se culpada pelo que ele passava por sua culpa, porque ela sabia que a culpa era dela. Suspirou novamente, se levantando e seguindo para a porta de seu quarto.

Ainda ouvia vozes no andar de baixo, uma delas sendo a de KyuHyun, então ela seguiu rapidamente até o quarto de Siwon, batendo à porta. Ele não tardou em abri-la, não parecia ter adormecido, embora usasse apenas uma calça de moletom. Ela nunca se incomodou com o fato do rapaz andar sem camisa pela casa vez ou outra, mas não conseguiu não corar quando o viu no cômodo trajado daquele modo. Ele vestiu uma camiseta leve, apenas para não deixá-la tão desconfortável em sua presença.

- Aconteceu alguma coisa? – Ele sussurrava, estavam próximos, não precisava falar mais alto.

Aliás, naquele momento, ambos tomaram conhecimento do quão próximo estavam. Ela encostara-se à porta do rapaz, com as mãos para trás, enquanto ele estava a pouco menos de 10 centímetros de si. EunAh ficou nervosa, mas não deixá-lo-ia notar.

- Vim me certificar de que não está se acabando em lágrimas. – Comentou, e tentou parecer irônica, falhando miseravelmente. Seu sussurro parecia desesperado e preocupado. Siwon sorriu levemente.

- Não, eu estou bem.

- Desculpe. – Disse por fim. – Pelos comentários ácidos do meu irmão, por ele estar te tratando mal. Sabe... Você é o melhor amigo dele, mas eu sou a irmãzinha que ele tanto ama e protege. Acho que ele é incapaz de considerar a amizade agora, ele pensa que... Eu acho que ele acredita que nós... Sabe? – Corou novamente, e ele se aproximou, acariciando o rosto dela. EunAh fechou os olhos instintivamente, abrindo-os em seguida, ao sentir a respiração dele resvalar sua face. Ela arregalou os olhos, alarmada.

- Não vou fazer nada que não queira. – Garantiu num sorriso. – Mas, por favor, continua o seu relato. Ele acredita que nós...?

- Eu acho que o hyung acredita que estamos escondendo algo dele. – Abaixou ainda mais o volume. As vozes eram quase sopros, e os hálitos arrepiavam as peles. – A-acho que ele está pensando que nós estamos... Juntos. – Corou, abaixando a cabeça instintivamente.

Ela odiava ser tão fraca e tão tímida perto dele, aquilo poderia confundi-lo e fazê-lo acreditar em coisas que ela não acreditava. Mas como poderia se convencer a não corar quando estava tão suscetível e tão ciente de cada movimento dele? Como negar que o toque gentil da mão dele não a desconcertava? Principalmente quando ele segurou gentilmente seu queixo e o ergueu. Siwon se aproximou, fazendo-a retesar os movimentos. Ele sorriu, deixando um selar em sua testa.

- Tá tudo bem. KyuHyun é seu irmão mais velho. Eu também tenho uma irmã mais nova, lembra-se? Também fui rude com o meu amigo porque tinha ciúmes. Eu sei exatamente o que ele está pensando, não posso julgá-lo. – Deu de ombros.

- Mas você ficou chateado, e não se atreva a mentir. – Arqueou uma sobrancelha. – Eu notei. – Ele sorriu.

- Você não deveria notar os detalhes em mim, isso pode ser perigoso. – Arqueou uma sobrancelha. – Você pode acabar se apaixonando por mim.

- Não brinca com esse tipo de coisa. – Empurrou-o de leve, sem realmente intenção de afastá-lo.

- Tudo bem. – Riu soprado. – Mas acho melhor você sair desse quarto logo, ou seu irmão...

- Ele vai acabar matando você. – Ela riu soprado, unindo as sobrancelhas quando ele se afastou. Foi algo natural e instintivo, ela sequer notou. Mas Siwon notou, e gostou.

- Talvez se você pudesse evitar me visitar à noite... Sabe... É estranho uma garota ficar visitando o quarto de um rapaz à noite, pode pegar mal. – Ele riu.

- Só que eu não sou uma dessas garotas, e eu tô na minha casa, e posso fazer o que bem quiser aqui. – Respondeu.

- Sempre uma resposta pronta.

- Sempre. – Sorriu em seguida. – Boa noite, Siwon.

- Boa noite, EunAh. – Ele sorriu de volta. Ela se retirou.

Ele suspirou, passando a mão nos cabelos, bagunçando-os. Frustração. Esse era o sentimento naquele momento. Siwon caminhou para a cama, se jogando ali. Ficou encarando o teto por muito tempo, até chegar à conclusão que não daria um passo em direção à garota sem que ela o desse primeiro. Siwon esperaria pacientemente até que EunAh encontrasse seu próprio caminho até ele.

Ela conseguiu chegar ao seu quarto sem encontrar com o irmão, o que não significava, necessariamente, que KyuHyun não a tenha visto abrir a porta de seu quarto e adentrá-lo. Ele se esforçou ao máximo para ser coerente o suficiente para não correr até o quarto de Siwon e espancá-lo aquela noite. Forçou-se a seguir até o seu quarto, mantendo a porta aberta, como todas as outras noites desde a primeira vez que flagrou aquela cena.


Notas Finais


Sem mais delongas, vamos ao próximo ^^

Até lá <3 XoXo ;*


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