História Butterflies and Dragonflies. - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani Kordei
Exibições 22
Palavras 2.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - Capítulo 17


Nova York. 2021.

POV CAMILA.

"Quem é você? "

"Quem é você? " isso é tudo o que passava pela minha cabeça, quem eu sou? O que eu sou pra ela hoje?

À semanas atrás,eu era lembranças, lembranças boas e ruins...lembranças. Hoje sou um passado esquecido.

"Você não lembra,Lo?" -Ouvi Normani questionar em um tom assustado, aproveitei a distração para secar as lágrimas.

"Não, eu deveria lembrar?" - Vi confusão na face da mulher de olhos verdes, forcei um sorriso .

"Não, não sou algo bom para lembrar, eu só ...só entrego flores."- Ela sorriu verdadeiramente.

"Obrigada por trazê-las,amo tulipas."- Eu sei que ama meu amor. Sorri .

"Tenho que ir,tenham uma boa tarde." - Peguei minha bolsa e sai do quarto.

Fechei a porta e senti as lágrimas descerem com força, meu corpo sacudia conforme os soluços aumentavam, me apoiei na parede gélida e senti meu mundo desabar.

"Camila?"- Dinah me envolveu em um abraço apertado. Eu senti inveja, inveja por ela ser lembrada,por ser importante, por não ser privada da presença de Lauren.

"Vem,vamos para minha casa, você precisa descansar." - Não questionei e deixe-me ser levada pela mais nova, sinto que estou fraca de mais pra questionar algo.

POV LAUREN.

"Você realmente não lembra dela ?"- Porque eu deveria lembrar da moça das flores?

"Não,Mani. Porquê deveria? " -Ally suspirou enquanto levava ambas as mãos ao rosto.

"PORQUE ELA MERECE SER LEMBRADA,LAUREN."- Me encolhi ao ouvir seu tom voz. O que está acontecendo?

"PORQUE ELA ESTEVE AQUI TODOS OS DIAS POR VOCÊ, PORQUE ELA TROUXE ESSAS MALDITAS FLORES TODAS AS NOITES PORQUE SABE QUE VOCÊ GOSTA DO CONTRASTE DAS TULIPAS COM A LUA, PORQUE QUANDO SEUS PAIS NÃO PODIAM DORMIR AQUI,ELA AGRADECIA À DEUS PELO SIMPLES FATO DE PASSAR A NOITE AO SEU LADO." - Mani estava visivelmente alterada.

"Eu não lembro dela,Mani."- Disse olhando nos olhos da morena.

"Ela não merece isso."- Normani saiu do quarto enquanto soluçava.

"Porquê preciso lembrar dela,Allycat?" - Perguntei enquanto secava minhas lágrimas.

"Porque ela é algo para ser lembrado." -Ally passou as mãos sob meu cabelo o acariciando.

" Com licença, Normani relatou o ocorrido então preciso fazer alguns exames."- Ouvi o doutor falar e logo entrou no quarto,parou ao meu lado e mexeu em algum aparelho atrás de mim.

"Olha a luz." - Olhei a luz que saia da pequena lanterna.

"Okay, iremos pra sala 02 e faremos três exames muito importantes,tudo bem?"- Assenti e alguns enfermeiros adentraram o cômodo.

Tudo está tão confuso, o que está acontecendo com as pessoas? Porquê eu deveria lembrar-me da moça das flores? Porquê estou em um hospital? Cadê minha família?

POV NARRADOR.

Camila dormia enquanto Dinah acariciava suas madeixas escuras, a loira sentia-se impotente ao ver sua amiga devastada e não poder fazer nada para mudar seu estado.

O súbito esquecimento de Lauren pegou todos de surpresa. Os médicos realizaram diversos exames em busca de uma diagnóstico completo sobre o caso raro, é normal haver pacientes com perda de memória mas o caso de Lauren é algo muito promíscuo, a morena perdeu as lembranças que envolviam alguém em particular. Talvez o caso fosse mais psicológico do que físico.

"A perda de memória pode começar repentinamente ou aproximar-se lentamente. Ela pode afetar a sua capacidade de se lembrar de eventos recentes, eventos no passado ou ambos. Você pode esquecer um único evento do passado/presente ou muitos deles. Você pode ter dificuldade em aprender coisas novas ou fazer novas memórias. A perda de memória pode ser permanente ou temporária. Isso é o caso da perda de memória em um geral,mas o seu caso é muito delicado,Srta. Jauregui. É como se seu cérebro criasse uma barreira contra tudo o que te leva à memórias daquela moça, a senhora tem uma consulta com a Dra.Lovato amanhã às 11AM ,ela é psicóloga do setor 02 e seu nível de conhecimento é algo inestimável. Tenha uma boa tarde, até amanhã. " - Isso é tudo o que Lauren ouviu de seu médico antes que o homem saísse pela porta acinzentada.

A morena ainda sentia-se perdida. Quando pediu uma explicação,tudo o que lhe disseram foi :" Você sofreu um acidente na ponte do Brooklyn, um motorista alcoolizado bateu contra o seu carro e depois disso tudo o que sabemos é que você foi arremessada para fora do veículo, seu corpo foi encontrado no Rio East em uma profundidade relevante, temo que não estaria em vida caso não lhe encontrássemos à tempo."

Seus pais a visitavam quase todos os dias desde que acordou do coma induzido, já se passaram dois meses desde o ocorrido e as flores ainda estão lá,a moça das flores sempre aparece durante a noite para trocá-las, Lauren gosta de ouvir tudo o que o silêncio da jovem mulher lhe diz então finge estar dormindo todas as noites após o jantar. A moça das flores ainda é um mistério, Lauren deseja poder conversar com a mulher mas isso se torna uma tarefa impossível todavia que a morena perde o poder da fala sempre que aqueles olhos castanhos familiares estão por perto.

A latina se forçava à ignorar a presença da outra mulher todas as noites, não era como se não amasse a jovem dos olhos verdes, o problema é que ela não quer ser abusiva e invadir seu espaço ,lembrou-se do lema de Lauren: "As pessoas necessitam de tempo e espaço,saiba esperar sem viajar no tic tac do relógio e se distancie o suficiente para que te queiram por perto ."

Já se passava das 9PM quando Camila deixou o vaso de tulipas ao lado da mesa do abajur. Hoje,trouxe tulipas vermelhas já que trouxera brancas desde o primeiro dia. A latina trocou a água do vaso detalhado e cortou o caule das flores em posição diagonal para absorverem melhor a água.

Lauren ama tulipas, o cheiro dessas preciosidades acelera seu coração de forma única se igualando apenas aos batimentos nostálgicos causados por uma certa latina. A morena desejava abrir os olhos,mas não podia. O quão errado seria cobrar atenção da mulher das flores? Seria errado desejar compreender o porquê daquela pressão absurda que tem sofrido nos últimos dias devido à falta de conhecimento relacionado à mulher que sempre levava flores para ela?

"Me desculpe,Lolo." - A morena tornou-se estátua ao ouvir as palavras direcionada à ela. Lauren queria afastar suas pálpebras e interrogar a latina sobre o significado de suas palavras mas sentiu o toque macio e suave em sua face, Camila acariciava o rosto pálido suavemente,usava apenas as pontas dos dedos indicador e médio, era como cristal.

"Perdoe-me por não ser o suficiente para preencher seu coração, desculpe-me por não valer uma lembrança sequer, eu nunca irei me perdoar então preciso que você o faça. " - As palavras saiam como água que despenca de uma cachoeira , Camila tremia contendo as lágrimas grossas que logo caíram.

Lauren sentia-se perdida, seu coração batia descontrolado à ponto de rasgar seu tórax caso não se acalmasse, a morena temia que a latina pudesse ouvi-lo mas os soluços de Camila preenchiam todo o cômodo.

Camila plantou um beijo casto na testa da mulher à qual jurava um estado adormecido e saiu porta à fora deixando uma Lauren desamparada para trás.

Lauren fechou os olhos com força da mesma forma que fazia quando era apenas uma garotinha com medo dos monstros que se escondiam sob sua cama ,fora um ato infantil mas a morena não se importava, ela desejava com todas as forças parar a dor que contornava seu peito.

Ela queria gritar com todos e pedir uma explicação sensata, quem foi Camila em sua vida? E porquê seu coração batia desenfreado?

Camila vagava pelas ruas de Nova York enquanto observava as pessoas ao seu redor. Uma mulher passou como furacão à sua direita,estava com o telefone celular colado no ouvido e pronunciava palavras de baixo calão; um garoto cheio de espinhas caminhava no outro lado da rua ouvindo seu IPod; a senhora com um sorriso no rosto atravessava a avenida movimentada enquanto observava o pássaro amarelo que voava sob o céu preenchido de nuvens negras. Desejou estar tão ocupada quanto aquelas pessoas ,desejava estar imersa ao mundo ao seu redor.

Por um breve instante,deixou-se livre para abaixar a cabeça e confessar a si mesma o quão quebrada estava. Não poderia culpar ninguém, Lauren não tinha culpa por não lembrar de sua insignificante existência.

Lauren pernoitou enquanto se afundava em dúvidas e conclusões infundadas, o cômodo tornou-se pequeno perto da confusão da mulher dos olhos verdes. Seu coração trocava juras de uma vida com Camila, mas seu consciente lhe dizia o quão suicida é tentar procurar por algo inexistente.

No outro lado da cidade,estava Camila que ao contrário de Lauren, consolava sua dor através das doces lembranças criadas junto à morena. A mulher encontrava-se em um estado digno de pena,quem não teria piedade de um ser tão devastado?
Sua cama estava um caos,tanto quanto seu coração estava. O edredon negro estava embolado,os travesseiros brancos se moldavam sob o pequeno corpo em uma tentativa inconsciente de manter a textura do corpo de sua amada próximo a si. As persianas estavam fechadas para camuflar a vista da noite chuvosa,a chuva torrencial era o único propagador de som naquele momento.

Dinah entrou pela porta entreaberta e se aproximou calmamente, sabia que o estado de sua amiga era devastador. Camila havia lhe telefonado aos prantos e por mais que nenhuma palavra tenha sido dita,Dinah sabia que a latina precisava dela como um bebê precisa de sua mãe .

"Shiu, está tudo bem."- Camila sentiu-se segura quando sua melhor amiga a apertou contra si.

"É tão estranho como o mesmo rosto pode te fazer feliz e te trazer tanta dor, é tão estranho como o mesmo rosto pode fazer você amar até doer."- Dinah fraquejou diante aquelas palavras .

A noite foi torturante para ambos os lados,Lauren sentia-se imersa à tempestade de emoções na qual foi jogada e Camila questiona o destino.

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O dia amanheceu ensolarado em New York, o céu sem nuvens não representava a turbulência emocional das duas jovens mulheres .

Camila estava em seu dia de folga mas não o aproveitaria como das outros vezes,não havia motivos.

Lauren continuava na mesma posição na qual passou a noite : Sentada, inerte ao tempo.

A morena só se deu conta do nascer do dia quando os rios de sol invadiram o cômodo hospitalar.

"Bom dia,Senhorita. O Dr.Simon assinou seu atestado de partida." - Em outra ocasião, Lauren abriria um enorme sorriso e agradeceria aos céus,mas hoje era diferente, não havia motivos para fazê-lo.

A enfermeira retirou todas as agulhas e ajudou Lauren a trocar de roupa.

"BOM DIA!"- Dinah adentrou o cômodo,a loira decidiu que não falaria sobre o ocorrido e deixaria tudo à mercê do quão disposta Lauren estaria para tocar no assunto.

"Fecha essa porta! Estou me trocando, Dinah."- Lauren exclamou em surpresa pela subida intervenção de sua amiga. Dinah revirou os olhos e fechou a porta.

"Você não tem nada que alguém aqui não tenha visto, essa coisa que você vestiu todos esses dias não esconde nada. Até parece que você não andou com a bunda à mostra pelos corredores. "- Lauren levou as mãos à boca em total descrença.

"Cala-boca ,Dinah!"- A loira abriu a boca em uma falsa preocupação.

"Ué, faz as coisas e depois não admite."-A loira olhou para a morena com uma falsa expressão de indignação.

"Okay,estou lhe esperando no carro,grossa." -Dinah saiu como um raio pela porta quando percebeu que Lauren iria lhe arremessar o vaso de tulipas caso não fechasse a boca.

A morena terminou de se vestir e caminhou até o estacionamento onde encontrou uma Dinah abatida encostada no carro vermelho.

"Você não está com essa cara de bezerro desmamado só porque eu iria lhe jogar o vaso,não é? " -Perguntou em uma tentativa falha de arrancar um sorriso sarcástico da loira.

"Não é nada. Vamos." - Lauren encarou Dinah por alguns segundos mas logo deu a volta no carro e entrou no veículo espaçoso.

O caminho estava silencioso, ninguém dissera nada desde a saída do estacionamento. Lauren encarava a vista do Central Park em um silêncio sepulcral.

"DROGA! "- Dinah gritou atraindo a atenção da morena.

"O que foi,Dj? "- Lauren estava genuinamente preocupada com sua melhor amiga, não é normal ver Dinah séria ou triste . A loira se mexeu desconfortável.

"Camila." - O coração da morena deu um salto ao ouvir o nome da mulher das flores. Lembrou-se do fim de sua estadia no hospital e sentiu a tristeza lhe atingir quando lembrou que não veria mais as tão belas tulipas.

"Aquela mulher é tão forte,Lauren." - Antes que Lauren interrogasse sua afirmação, a loira continuou.

"Quer saber um pouco da história dela?"- Dinah queria lhe contar sobre a intensidade do amor de Camila,sobre a beleza da história de ambas e torcia pela curiosidade de Lauren. Os olhos da mulher ao seu lado brilharam e Dinah soube que deveria continuar.

"Camila namorava uma garota durante sua adolescência, mas teve que deixá-la quando descobriu que estava doente. Ambas estavam abaladas mas Camila entrou em um estado de dar dó aos seres sem coração, as duas jovens cursaram suas faculdades em estados diferentes mas se reencontraram depois de anos, Mila reencontrou seu amor e quando estava prestes a ganhá-la,a perdeu."-Lauren encarava o perfil de Dinah, a morena estava confusa.

"O que? Por que à perdeu?"- Dinah parou ao ver o sinal vermelho e virou o rosto para encará-la.

"Porquê a mulher não lembrava mais de seu rosto, não lembrava mais de seu amor,ela perdeu o amor de sua vida para si mesma." - Lauren sentia-se fraca, Camila não merecia isso.

"Isso não é justo."- Disse enquanto procurava uma resposta na profundidade dos olhos de sua amiga. Dinah acelerou assim que a luz verde preencheu a circunferência do semáforo.

"O destino não é justo,Lauren." - Nada mais foi dito após a sentença de Dinah. A loira mantinha Camila em seus pensamentos enquanto Lauren tentava encontrar um pingo de justiça nisso.

Por que o amor precisa de uma face ?


Notas Finais


Hey,Guys. Como estão chickens? Espero que bem.
Férias chegando....Heee! Isso significa mais atualizações. Acredito que termino a fic em fevereiro aí já irei postar Protocolo Colt. Vero volta em fevereiro 😪que saudade da minha Bobby. Te amo.Irei logo logo ,meu amor.💜

Até a próxima, galera.

Com flores,Leeh.💜🌼


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