História Butterfly - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Drama, Romance
Exibições 28
Palavras 3.957
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!! Primeiramente, OBRIGADO PELOS FAVORITOS QUE ESTÃO CRESCENDO DO NADA <3 <3 <3 Eu to muito feliz com isso!

Bem, essa capitulo vai ter uma parte narrada pela Soo, espero que possam entender mais como funciona a mente dela, e não fiquem putos! Obrigado.
Recomendo que coloquem Paper Heart da Tory Kelly ou o cover do JungKook no repeat, pois talvez assim esse cap fique melhor que o esperado, porque serio! Eu reescrevi boa parte dele e não ficou como eu queria, isso deu muito raiva, mas espero que gostem.

Boa leitura!

Capítulo 18 - Paper Hearts


Fanfic / Fanfiction Butterfly - Capítulo 18 - Paper Hearts


"Tentando lembrar todos os bons momentos
Nossa vida foi se separando tão alto
Memórias estão tocando em minha mente aborrecida
Eu odeio essa parte, corações de papel
E eu vou segurar um pedaço do seu
Não pensei que eu iria simplesmente esquecer isso
Esperando que você não esqueça"

 

Taehyung acordou com seu despertador berrando em seu ouvido, havia dormido com seus fones, pois precisava de algo para distraí-lo depois de se desesperar e encher sua mente com cenas de sua garota chorando. Desligou o alarme e sentou-se na cama, calçou seus chinelos e levantou. Sua rotina corria normalmente, se arrumou e tomou seu café com calma, pois não estava atrasado, levantou e foi até o quarto de Soo se despedir, abriu a porta lentamente e entrou, mas algo estava errado. Soomyun não estava na cama. Acendeu a luz e nada da garota, saiu do quarto e foi ate o banheiro, a porta estava fechada - como havia deixado - então bateu na esperança dela estar lá, houve apenas silêncio. Abriu a porta e estava vazio, voltou ao corredor e procurou em seu quarto, estava exatamente como havia deixado mais cedo.

Voltou à sala e se sentou no sofá enquanto discava o número da garota, o nervosismo aumentava a cada toque, logo foi anunciado que o celular estava desligado ou fora da área de cobertura, mexeu nervosamente em seu cabelo e tentou ligar mais uma vez, teve a mesma resposta.

 

- Não... Não pode ser. - Se levantou.

 

Voltou ao quarto de Soomyun e procurou por algo de diferente nele, a cama estava desarrumada e os chinelos que costumava usar estavam do lado da mesma, abriu a primeira gaveta da cômoda onde guardava suas roupas e notou que estava mais vazio que o normal, fez o mesmo com as outras três e estavam do mesmo jeito, mas última estava intacta, todas as câmeras e polaróides estavam ali. Olhou em direção a porta do quarto e notou que a foto marcada com uma estrela azul não estava ali, os documentos haviam sido levado e a mochila que ela havia comprado há pouco tempo também, Taehyung se sentou na cama e deixou o desespero lhe vencer, chorava silenciosamente enquanto ouvia a mesma mensagem ser repetida.

 

- " Este aparelho está desligado ou fora da área de cobertura. "

 

Cansou-se daquilo e em um momento de raiva arremessou se celular no chão, já sentia toda a confusão tirar seus sentidos e seu coração bater em uma velocidade tão alta que lhe dava falta de ar, não queria aceitar aquilo.

Após respirar fundo e tentar normalizar seu coração pegou o celular do chão, sua tela estava rachada e havia três ligações perdidas, desbloqueou a tela e conferiu quem havia ligado, obviamente duas eram de seu chefe e as outras de Namjoon. Secou as lágrimas que ainda escorriam por seu rosto com a barra da blusa de frio que usava e guardou o aparelho em seu bolso, andou rapidamente até a saída e deixou o apartamento em passos rápidos, assim que chegou a rua se viu sem rumo, aonde ela poderia ter ido aquele horário? Se estivesse o deixando para onde iria?

Não tinha se quer noção do que fazer, não sabia por onde começar e nem a que lugares ela podia ir caso aquilo acontecesse, Seul era grande demais para procurar sozinho, precisava de ajuda.

 


"Mas você vai ficar bem sem mim, só me de algum tempo
Eu vou ficar bem
Adeus, amor, você voou direito pelo amor"

 

 

NamJoon saia do posto após alguém chegar para cobrir seu horário, começou a correr enquanto discava o número de Jimin, temia que essa hora chegasse e não saberia o que dizer ao garoto, já fora difícil demais convencê-lo a voltar pra casa e ter que encará-lo sozinho após aquilo não lhe parecia boa idéia.   

 

- Alô? - Disse Jimin sonolento.

- Jimin, vai pra casa do Tae agora! Soo foi embora.

- Não pode ser! Droga!Já estou indo.

- Se apresse!  - Encerrou a ligação.

 

Tentou correr mais rápido, mas fumar estava dando seus resultados e o impedindo de correr sem tossir após isso. Após pegar um ônibus finalmente cruzava a esquina próxima ao prédio de Taehyung, enquanto se aproximava quis matar Jimin por não estar ao lado dele naquele momento. Entrou no prédio e após alguns andares estava na frente do apartamento do garoto, apertou a campainha e aguardou, mas nada da porta se abrir, apertou novamente e deu duas batidas na porta.

               

- Taehyung! - Chamou.

 

Ouviu passos se aproximarem e a porta ser destrancada, os passos se afastaram e a uma fresta foi aberta, NamJoon empurrou a porta e viu o garoto sentado em um canto do sofá, seus olhos inchados denunciavam seu estado e o loiro sentiu um breve medo dizer alguma coisa e o ver chorar ainda mais.

 

- Oi... - Tentou começar. - Jimin está vindo.

 

Não ouve resposta, sentou ao lado dele virado para frente com as mãos nas pernas. Não sabia de devia abraçar o amigo ou apenas ficar quieto, pensava no que Jin faria, mas não conseguia simplesmente puxar o garoto para um abraço e dizer que tudo ficaria bem, porque sabia que não iria ficar.

 

- Não precisa dizer nada. - Disse Tae.

- Eu nem sei o que dizer...

- Não achei que fosse acontecer, Hyung.

- Eu também não, sinto muito garoto.

 

Após algum tempo o loiro ligou a TV tentando distraí-lo, mas nada que passava podia prender a atenção dos dois por muito tempo, tanto que foi um grande alívio quando Jimin escancarou a porta, estava suado e seus olhos mostravam tamanha preocupação. Os dois olharam para o ruivo que tentava recuperar o fôlego enquanto fechava a porta com o pé, se aproximou para abraçar Taehyung tão rápido quanto entrara.

O garoto não pensou duas vezes em corresponder o consolo e não notou que Jimin amaldiçoava o rapaz ao seu lado por não saber consolar alguém, suas mãos acariciavam as costas do moreno para acalmá-lo e tentava acalmar o próprio coração após a corrida que havia feito.

 

- Me conte o que aconteceu, hum? - Disse chutando NamJoon do lado do garoto para se sentar.

 

Soltou Tae e viu o quanto seus olhos estavam inchados, suspirou e esperou que começasse.

 

- Eu não sei o que houve.

- Ela estava bem ontem?

- Até de noite sim... Depois ela começou a chorar do nada e eu não sabia o que fazer... Esperei ela dormir e sai do quarto. - As coisas dela estão aqui? - NamJoon.

- Não tudo.

- Pode ser que ela volte então.

- O que ela levou Tae? - A voz de Jimin era suave.

- Documentos e algumas roupas.

- Oh...  O que devemos fazer?? - Jimin perguntou a si mesmo.

- Ela levou a nossa foto.

- Uma foto?

- Nossa primeira foto juntos, ela levou.

- Tentou ligar, né? - NamJoon ja ia pegar seu celular.

- Mas é claro.

- Não podemos ir à Polícia ainda, só após 48 horas... Vamos esperar e de noite chamamos o pessoal, ok?

 

Tae apenas assentiu.

 

 

 

 

Uma sensação tão familiar me fez despertar, lembro que havia sonhado com algo antes de estar nessa situação, eu podia ver Namjoon e seus olhos transbordavam raiva e magoa, mas não tanto quanto os daquele que um dia deixei para trás, era como se essa imagem tentasse me punir por ser como sou e eu não podia me defender disso.

Sinto meus cabelos se mexendo rapidamente como se rajadas de vento os banhassem, logo minhas mãos suavam intensamente enquanto envolviam algo com força, minha visão voltava tão lentamente quanto as outras vezes e borrões escuros se iluminavam com pouca freqüência, os sons gradativamente ficavam reconhecíveis e uma melodia calma tocava próxima a mim assim como os sons de um motor. Quando pude recobrar totalmente minha consciência senti meu coração acelerar bruscamente.

Como diabos eu havia parado dentro de um carro?

Minha primeira reação foi parar o mesmo, o freio fez o carro dar um tranco e impulsionar meu corpo bruscamente para frente, antes de parar definitivamente ouço o som do pneu contra o asfalto e logo o cheiro de queimado emanando, estou estática no meio da estrada e com a respiração falha.

Agora eu tinha certeza do que acontecia. De novo eu havia fugido como uma foragida... Taehyung...  Sinto uma dor estranha e logo meu rosto está molhado por lágrimas, encosto minha testa no volante me sentindo uma completa louca, como isso podia acontecer logo agora? Eu me sentia tão segura ao lado de todos e agora eles me odiariam, eu me odiava, podia desistir de mim mesma depois de ver que nem mesmo ele pararia aquilo.

 

 

 

"- Senhores passageiros, pedimos que desliguem seus aparelhos eletrônicos...

Todos no avião agora direcionavam sua atenção para seus celulares e tablets, desligando os mesmos e os guardando, prendiam seus cintos e aguardavam o voo.

 

- Moça?

 

Soomyun olhava fixamente para seu celular.

 

- Com licença, precisamos desligar nossos celulares... - A garota ao lado tentava lhe chamar atenção.

 

Soomyun apertou o aparelho em suas mãos, a foto daquelas pessoas a feria, deixá-los sem se despedir não iria doer? Não tinha mais como pensar nisso, não tinha como voltar atrás, nunca tinha opção a não ser deixar a sua outra consciência – que pensava existir-  a levar.

 

- Moça?

- O QUE? - Soo se virou para a garota, assustando-a.

 

Sensibilidade, mais um sinal. Pensou.

- Des-desculpe, mas devemos desligar os aparelhos e colocar o cinto. - Disse olhando para o banco a sua frente.

 

O aparelho foi desligado e o cinto afivelado, em poucos minutos a expressão dura se tornou confusa e então triste, Soo voltou a olhar para a coreana ao seu lado e soltou o ar pela boca várias vezes.

 

- Pra onde estamos indo? - Tocou o ombro da garota.

- Ahn... Para a Coreia do Sul.

- Coréia?

- Sim, está no voo errado? Devo chamar a aeromoça?

- Não, provavelmente é o certo... - A mais nova ainda lhe encarava com dúvida. - Desculpe por gritar.

- Tudo bem.

 

Soo olhou para a janela e sentiu a pressão ao saírem da pista, tentava parecer neutra à qualquer sentimento mas na verdade estava prestes a sair gritando, procurando a razão de estar voltando.

 

- Oh não, enjôo outra vez! - Reclamou ao seu lado.

- Enjôo? Não gosta de aviões?

- Não muito, mas não posso voltar a Coréia sem ele.

- Qual o seu nome?

- Kwon Emma.

- Choi Soomyun. – Tentou sorrir. - Porque está voltando à Coréia?

- Estou sem dinheiro para me manter aqui, vou voltar pra casa dos meus pais.

- Entendo...

- E você?

- Vou descobrir quando chegar lá, eu acho... "

 

 

 

Desligo o rádio e fecho às janelas, volto a dirigir até o acostamento e desligo o carro. Não sei onde estou e dessa vez não tenho a quem recorrer. Me solto do cinto de segurança e limpo as insistentes lágrimas em meus olhos, olho para mochila ao meu lado e a puxo para o meu colo, abro todos os bolsos e encontro meus documentos e meu celular desligado pela falta de bateria.

 

- Que lugar é esse? – Minha voz sai como um sussurro.

 

Estava amanhecendo e ainda estava bem escuro, devo me acalmar, mas nada além dele ocupam minha mente, não deixo de pensar em como ele deve estar e se já notou que não estou mais lá.

 

- Está tudo bem, está sempre tudo bem, você sabe o que fazer.

 

Essas palavras se repetiam na minha cabeça fazendo a imagem dele desaparecer, ligo o carro novamente e deixo o acostamento lentamente, não tinha por que ter pressa já que só havia o meu carro ali. A estrada se tornou uma cidade após algumas horas, o sol já havia dado o ar de sua graça e minha barriga roncava várias vezes, eu estava em Busan, às placas no caminho deixaram isso claro, eu estava de volta a minha cidade Natal.

 

 

 

 

Já era de noite quando todos se reuniram no apartamento, até mesmo Lala estava lá, ninguém além de Jimin dizia algo, Yoongi só sabia negar que ela havia ido embora, pois acreditava nas palavras de Jian e tinha certeza de que os dois se amavam o suficiente para fazê-la ficar. Taehyung estava ainda mais calado, encolhido no sofá com o ruivo e Jin ao lado, não quis comer nada a tarde toda, mas quando JungKook chegou tratou de enfiar um pedaço de pizza na boca do garoto.

 

- Vieram até aqui pra ficar olhando para a cara dele? - Jimin apontou para Tae enquanto encarava aos outros. - NamJoon Hyung já estava fazendo isso antes, não precisa de ajuda.

 

Tae riu minimamente, despertando o olhar de todos, Jimin o abraçou e suspirou sob o olhar de Hoseok.

 

- Quer que eu passe a noite aqui, Tae? – Perguntou o menor.

- Não, estou bem...

- Olha, estamos de dando a opção de escolher alguém, não de ficar sozinho. – Rebateu JungKook.

 

O garoto suspirou pesadamente, no fundo sabia que ficar sozinho só iria piorar tudo, por isso aceitou a companhia do mais novo.

 

- Vou fazer alguma coisa pra comerem mais tarde. - Disse Jin indo para a cozinha com Iara.

- Amanhã eu venho pra cá então. - Avisou Yoongi.

- Obrigado. - Disse Tae.

 

Jin pegou algumas coisas na geladeira e nos armários, iria fazer bolinhos de frango já que eram práticos e podiam durar certo tempo na geladeira, deu algumas instruções para Iara e começaram a preparar a massa.

 

- A Unnie vai voltar?  - Perguntou a garota com a voz baixa.

- Eu espero que sim.

- Ele não ficar bem enquanto ela estiver aqui.

- Vamos dar um jeito, não vou deixar ele ficar assim.

- Oppa, nem todas as dores podem ser curadas por amigos.

- Mas podem ser amenizadas.

 

A garota assentiu, na verdade estava com raiva de Soomyun, não entendia direito o que ela tinha - sabia apenas o que JungKook dissera - mas achava sua atitude cruel, se não conhecesse Taehyung antes disso teria certeza de que ele sempre foi alguém triste e sombrio. Gostaria de ajudar, mas achava que não tinha o que fazer.

Terminou de mexer a massa enquanto Jin terminava de temperar o frango desfiado, encostou-se a pia e ficou observando o rapaz enrolar a massa envolta nos punhados de frango e depois jogá-los em óleo quente.

 

 

JungKook estava com Taehyung no quarto aguardando o mais velho pegar uma troca de roupas para que pudesse tomar banho, sentado na cama podia ver a porta do quarto de Soomyun do outro lado do corredor, estava fechado e achou que devia estar intacto.

 

- Aqui. - Disse Tae lhe entregando as roupas e uma toalha.

- Obrigado, hyung.

- Vou estar na sala, se precisar de algo e só chamar.

- Okay, não irei demorar.

 

Tae já estava no corredor quando terminou de falar, se levantou e foi em direção ao banheiro, parado na frente da porta do quarto da garota sentiu vontade de entrar e procurar algo que pudesse ajudar, mas apenas abriu a porta do banheiro e continuou o que pretendia.

 

Hoseok estava ao lado de Jimin no sofá e acariciava os fios alaranjados do outro enquanto via TV, ninguém falava nada, era um completo clima fúnebre. Não importava se algo engraçado ocorresse na tela, ninguém iria rir ou comentar, isso deixava Yoongi agoniado e foi um dos motivos de querer sair dali, já pensava no dia seguinte e de como iria achar respostas com Jian, pois se achava no dever de dizer a ela que o amor não pode prender alguém em um lugar.

 

- Eu vou pra casa... - Disse se levantando. - Já? Não que esperar mais um pouco? Te deixo em casa. - Disse Jin.

- Não, vou indo e se precisar de alguma coisa pode me falar Tae. - Yoongi balançou a mão na frente do rosto do garoto, que parecia não estar ali.

- Ok, Hyung.

- Tchau pra vocês. - Andava em direção a porta.

- Tchau. - Responderam.

 

Aos poucos todos tomavam coragem de deixar o garoto aos cuidados de Kook, não que o mais novo não fosse responsável só achavam que deveriam estar por perto. Quando estavam do lado de fora Jin não deixava de perguntar se precisava de alguma coisa e Tae de negar, só queria ficar sozinho e já tinha certeza que não seria fácil.

Kook fechou a porta e enquanto voltava para sala via o rapaz sumir no corredor, entrou em seu quarto e pode ouvir o som das molas do colchão quando o outro se deitou, respirou fundo e foi ate o cômodo enquanto apagava as luzes no caminho.

 

- Quer que eu durma no sofá? - Perguntou encostado no batente.

- Não... Pode ficar aqui?

- Uhum.

 

Fechou a porta atrás de si e apagou as luzes, se deitou em silêncio e assim permaneceu até que dormissem.

 

 

 

Tudo o que eu podia ter ao andar pelas ruas era o sentimento de DejaVu, minha memória recordava momentos que eu havia passado em certo lugares e de algumas pessoas que não me lembro o nome, nada parecia ter mudado drasticamente e um certo alívio me dava ao saber disso. Estaciono o carro em uma vaga na frente de uma cafeteria, procuro meu carregador e minha carteira já que devia ter pelo menos uma desculpa para carregar meu celular no lugar, saio do carro e após ativar seu alarme entro na cafeteria. Era pouco mais das onze da manhã e algumas pessoas já almoçavam ali, me sentou perto de uma tomada no balcão e esperou alguém me atender.

 

- Bom dia, posso anotar seu pedido?

 

Um rapaz um pouco mais alto que eu e com um enorme sorriso surgiu na minha frente.

 

- Um Frappucino, por favor.

- Mais alguma coisa? - Ele anotava meu pedido em um bloquinho.

- Posso colocar meu celular pra carregar aqui? - Apontei para tomada próxima ao meu joelho.

- Claro já trago seu pedido.

- Obrigado.

 

Desenrolo meu carregador e o ligo na tomada, tento religar meu celular e após uns segundos consigo, havia pelo menos cinco mensagens de um número desconhecido fora as de Tae e suas ligações, antes de abri-las as arquivo e direciono minha atenção para as de número desconhecido.

 

"Seu prazo com o carro foi finalizado, Sra Choi. Por favor, retornar ao departamento."

 

Ah droga...

 

Uma hora foi adicionado ao seu contrato.”

 

Essa havia chegado meia hora após a primeira.

 

"Por favor, retorna ao departamento com o veículo, seu prazo foi finalizado."

"Caso o veículo não seja devolvido a Polícia será chamada."

"Todos os veículos são equipados com rastreadores, se estiver com algum problema no veículo nos informe que iremos até o local."

 

Mas que besteira eu fiz?

 

"Sra Choi, deixe o veículo onde ele estiver e em algumas horas um de nossos funcionários estará indo até você para lhe auxiliar."

 

Oh droga, estão achando que o carro está com algum problema, eu não devia ter muito dinheiro na hora para alugar ele por mais de uma hora... Está tudo ficando cada vez pior.

 

- Aqui está seu Frapuccino. - O rapaz colocou o copo próximo a mim.

- Obrigado. - Sorri.

 

Ele retribuiu o sorriso e foi atender outra pessoa, voltei a olhar as mensagens e uma de NamJoon havia chegado, meu coração bateu rapidamente com aquilo mas me encorajei a ler.

 

"Não quero sentir raiva, mas você o machucou. Me diga que teve um bom motivo para isso e que logo tudo irá se resolver, ok? A verdade é que nós sabemos que você é diferente, mas não conseguimos te entender totalmente, pode nos ajudar? Bom, faça o que quiser só tenha certeza de que isso é o certo. "

 

Eu podia imaginar suas expressões ao dizer aquilo e isso me incomodava. Nas vezes que isso aconteceu ninguém veio atrás de mim, ninguém fazia nada além de mandar uma mensagem perguntando onde eu estava só que dessa vez nada estava sendo como antes. Eu já não parava de pensar em formas de esquecê-los quando em outras vezes eu nem me preocupava com isso, não estou tendo pensamentos simples como antes.

Dou um gole em minha bebida e solto o ar pela boca, dou uma olhada em volta não vejo ninguém conhecido por perto, meus pais não podem saber que estou aqui e para isso devo contar com a ajuda de Hannie assim que possível. Respiro fundo e pego minha carteira, não tenho dinheiro o bastante, mas o suficiente para pagar o que pedi, chamo o rapaz de antes e pago minha conta, deixo o lugar com meu copo e celular com 20% de bateria indo em direção ao carro, abro a porta e pego meus pertences.

 

- Espero que fique bem...

 

Travo as portas do carro e o fecho com a chave dentro, debaixo do tapete do banco do motorista. Saio dali com minha mochila nas costas, apesar do sol o clima estava frio e isso me ajudou na hora de usar a touca de minha blusa para não ter meu rosto reconhecido por alguém, olho as vitrines de algumas lojas ao longo do caminho posso ouvir o mar.

 

- Ommo... Senti falta disso. - Digo a mim mesma vendo o mar algumas ruas a frente.

 

Devo começar a seguir as instruções da Sra Tak – que sempre me dizia o que fazer quando estivesse nessa situação, mesmo contra a vontade de meus pais- e procurar um lugar para passar a noite pelo menos, só que isso parecia impossível a medida que eu andava pela cidade perguntando se havia algum tipo de casa compartilhada, já que a Sra Tak sempre me disse para não ficar em motéis. Eu já estava longe do meu ponto de partida, perto do subúrbio de Busan  quando meu estômago voltou  a roncar me obrigando a parar em algum lugar para comer e o mais perto no momento era um bar do outro lado da rua, então atravesso a rua e entro no local que não está tão cheio, me sento próxima a entrada e peço uma porção de batas fritas e um refrigerante.

 

- Logo fica pronto... - Disse o homem de meia idade que parecia ser dono do local. - É nova por aqui moça? Parece meio perdida.

- Não exatamente, só que faz muito tempo que não venho aqui.

- Seja bem vinda de volta. - Sorriu amarelo para mim.

- Obrigado, senhor.

- É uma pena ter vindo em uma época fria, não poderá aproveitar o mar.

- Bom, de qualquer forma eu não iria entrar já que não sei nadar. - Digo o fazendo rir.

 

Uma voz feminina o chama e logo ele volta com meu pedido, coloca ambos na minha frente e se encosta do outro lado do balcão como se aguardasse que eu continuasse a falar, coisa que não aconteceu já que as batatas eram mais interessantes mas eu deveria pelo menos pedir uma dica de lugar para passar a noite.

 

- Senhor, sabe de algum hotel barato ou quarto para alugar? - Pergunto fazendo mais algumas pessoas me notarem.

- Hum... - Ele parecia tentar se lembrar de algo. - Infelizmente não há muitos hotéis baratos ja que a maioria e próximo a praia e não sei de nenhum quarto para alugar.

- Oh, sério? - Vejo minhas esperanças me deixarem.

- Sinto muito, moça. - Ele me deixa e vai até a voz feminina de novo.

 

Tento achar soluções enquanto acabo com as batatas, talvez eu devesse voltar ao carro.

 

- Posso te arrumar um lugar.

 

               

"Não pense que eu apenas esqueceria

Espero que não esqueça."


Notas Finais


I hate this part paper hearts
And I’ll hold a piece of yours
Don’t think I would just forget about it <3 <3 Amo essa musica, Dear No One é um caso serio tbm...

Então? Ficou bom?


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