História Butterfly - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Nanjin, Taekook, Vkook, Yoomin
Exibições 255
Palavras 2.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura.

Capítulo 7 - Amigo é ...


Fanfic / Fanfiction Butterfly - Capítulo 7 - Amigo é ...

A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas.

A amizade é o conforto indescritível de nos sentirmos seguros com uma pessoa, sem ser preciso pesar o que se pensa, nem medir o que se diz.

Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo.

Estou mais do que agradecido pelo nosso tempo juntos, meu espírito está em paz...

 

Taehyung

 

Chegando em casa, percebi que não tinha ninguém, pois estava muito silencioso e todas as luzes estavam apagadas. Eu sabia que Jungkook sairia, e ele foi sincero e me contou que seria com Jimin.

Não gostei muito disso, porém não me opus, deixarei que ele continue com as amizades que quisesse, somente espero que me conte o que andou fazendo com eles por aí.

Respirei fundo e fui para meu quarto desejando tomar um banho relaxante e demorado. E foi o que fiz, deixei que a água morna caísse sobre mim como se tivesse o poder de tirar todo cansaço e todos os problemas que eu tivesse.

Depois me vesti e fui para sala assistir algo. Liguei a tv, procurei pelos canais algum filme ou série que me interessasse. Mas parecia que nada na programação conseguia prender minha atenção. Naquele momento tudo o que conseguia pensar era no que Jungkook poderia estar fazendo ao lado de Jimin. Sabendo dos sentimentos que Jimin tem por Jungkook é realmente difícil não se sentir desconfortável. Não que Jungkook vá se envolver com ele somente pelo fato de ele amá-lo.

Não sei, isso tudo faz minha cabeça fervilhar, me sinto inseguro, sempre acho que a qualquer momento Jungkook vai encontrar alguém melhor e que acabarei ficando sozinho.

Me canso de ser torturado por meus pensamentos e resolvo ligar para Jungkook, ao menos para saber a que horas estaria de voltaria.

O celular tocava, porém ele não respondia, insisti esperando que ele estivesse distraído antes e que só agora tenha se dado conta da chamada.

Mesmo assim ele não atendeu. Enviei então uma mensagem.

“ Oi meu amor, sei que deve estar ocupado, mas quando puder me ligue.”

Fiquei olhando para a tela do celular como se a qualquer momento Jungkook fosse responder. Fiquei assim por pelo menos uns vinte minutos, e desisti deixando o celular sobre a mesinha de centro. Porém assim que depositei o aparelho sobre a mesinha, ele tocou. Rapidamente o aproximei de minha visão, notando que era Jungkook que ligava, então atendi:

- Alô, Jungkook?

- Hyung, que bom ouvir sua voz. – Ele parecia emocionado, então comecei a ficar preocupado.

- Aconteceu alguma coisa, Kookie.

- Aconteceu hyung... – Ele deu uma pausa e suspirou. – O Jimin, ele não está nada bem.

Respirei aliviado por ver que nada tinha acontecido com ele, não que eu não me importasse com Jimin, mas com certeza me sentiria terrível se algo acontecesse a Jungkook.

- O Jimin está aqui no hospital, na UTI com várias fraturas, ele entrou em coma por causa de um traumatismo craniano. Hyung eu não sei o que fazer, estou me sentindo péssimo, não quero que meu amigo morra.

- Como assim traumatismo Jungkook, o que aconteceu?

- Não sei hyung, não sei como te responder isso... eu.... – Começou a suspirar chorando, e isso apertou meu coração. Engoli a seco e disse:

- Certo, num minuto estarei aí.

- Hyung...

- Aguarde aí um pouco que já chego.

Desliguei o celular e me apressei em chegar a meu carro.

Chegando ao hospital, perguntei na recepção onde ficava a sala de visita e uma moça sorridente me indicou, então fui mais que depressa para lá.

Avistei Jungkook encostado à parede de cabeça baixa, parecia estar chorando. Então me aproximei:

- Kookie, como você está? – Ele olhou em minha direção, como se estivesse surpreso, jogando-se em seguida em meus braços.

- Hyung, eu senti tanto sua falta. Estou me sentindo tão mal.

- Diga-me o que aconteceu, para eu ver em que posso te ajudar.

Ele respirou fundo e começou:

- Bom, é uma longa história... e para que o hyung entenda esta situação tenho de conta-la do inicio.

- Tudo bem, temos o dia inteiro, já que resolvi me dar folga hoje.

- Certo, então vou começar do começo...

“Eu conheci o Jimin na primeira série e nos tornamos amigos. Há princípio ele parecia uma criança animada e feliz, até me contava piadas, e criamos o hábito de aprender novas piadas e contar um para outro.

 Um dia ele chegou na escola todo roxo, com o lábio cortado, e eu fiquei com vergonha de perguntar, mas julguei que ele tivesse brigado com alguém.

Com o tempo ele acabou me contando sobre seu pai alcoólatra, foi quando eu descobri que ele era espancado sempre que o pai bebia. Então eu era o amigo com quem ele dividia seus problemas, e que consolava ele, tentando animá-lo.

Mas então eu fui para a América e durante esse período que estive fora, ele se envolveu com drogas e teve muitos problemas por conta disso, abandonando até mesmo a escola. Ele conseguiu fazer um tratamento para sair das drogas com a ajuda de um garoto com quem ele ficou por um tempo, e se recuperou. Mas agora que eu voltei, e ele despertou novamente os sentimentos que tem por mim, está vulnerável de novo. Ele está se sentindo perdido porque sabe que eu amo você e que nunca vou poder corresponder os sentimentos dele. Digamos que ele está sofrendo muito.”


 

Ele me abraçou e deu um gemidinho carente, como um bichinho quando quer carinho. Então beijei-lhe o pescoço e em seguida seus lábios.

- Hyung, eu tinha combinado de me encontrar com ele, mas ele não aparecia, então recebi uma ligação do hospital dizendo que ele estava internado. Eu não sabia como reagir aquilo, senti minhas forças me deixando. Senti meu sangue ferver pela raiva e ódio que senti pelo pai dele, porque ninguém além dele pode ter feito isso.

- Kookie nem sei o que dizer.

- Tudo bem hyung, só por estar aqui ao meu lado, já me sinto mais fortalecido.

Sorri para ele passando a mão por seus cabelos, ele deu um pequeno sorriso e baixou a cabeça.

Passado algum tempo, um jovem de cabelos curiosamente verdes chegou e nos perguntou se havia alguma novidade sobre Jimin.

Jungkook respondeu que não havia novidades e o rapaz então se sentou.

- Quem é você afinal? – Perguntou Jungkook franzindo o cenho.

O rapaz se levantou, aproximando-se de Jungkook com a mão estendida e disse:

- Meu nome é Youngi, Min Youngi.

Jungkook apertou sua mão e disse:

- Eu sou Jungkook, Jeon Jungkook.

- Eu sei bem quem você é, afinal Jimin não parava de falar a seu respeito.

Jungkook fez uma expressão de dúvida, e o rapaz pôs-se a explicar.

- Eu sou o rapaz que ajudou Jimin a superar a pior fase de sua vida, o envolvimento com drogas.

- Ah! – Exclamou Jungkook.

- Aquela realmente foi uma época muito difícil...

"Conheci Jimin numa época complicada de minha vida, eu tinha muita dificuldade em me entrosar e fazer amigos. Não sei o que chamou a atenção dele em mim, mas um dia ele se aproximou e disse-me seu nome, me presenteando com um sorriso lindo e sincero. Não pude evitar, e me apaixonei no mesmo instante. Eu sei parece meio precipitado, mas foi o que aconteceu, porém não me declarei de cara, preferi ficar na minha.

Um belo dia, ele tinha passado o dia no celular tentando ligar para alguém que não respondia, e cada vez que ele tentava contatar a pessoa e ela não respondia, ele ficava mais triste. Era de cortar o coração, e eu não sei onde arranjei coragem, mas me aproximei dele e dei-lhe um abraço apertado, como que expressando tudo o que sentia por ele naquele gesto. Jimin deixou-se levar e permitiu-me beijá-lo, e a partir daquele dia não nos separamos mais. Eu tentava de todas as formas suprir sua tristeza e carência, mas Jimin parecia estar numa dimensão diferente da minha. Até que um dia apareceu agindo estranho, muito agitado, olhando para todos os lados como se desconfiasse que alguém o perseguia. Percebi então que havia algo errado com ele, e observando-o, pude notar que sua alteração era devido ao uso de entorpecentes.

Aquilo me detonou, por que eu não conseguia preencher o vazio que existia no coração de Jimin? O que faltava para torna-lo totalmente meu?

Ele sofria por alguma razão que eu desconhecia, pois ele não chegou a se abrir comigo. E eu sofria porque não conseguia alcançar seu coração. Até que ele teve uma overdose devido ao abuso das drogas. Ele havia chorado muito e não conseguia se controlar, entupindo-se de cocaína.

Puxa, nunca vou me esquecer daquele dia, ele estava na minha frente usando a droga, e de repente caiu debatendo-se no chão. Não gosto nem de lembrar, porque aquilo não saiu da minha mente até hoje, e continuo tendo pesadelos.

Com muito custo consegui convencê-lo a buscar um tratamento, e foi quando conseguimos vencer esta fraqueza dele, e depois que o pior passou, ele veio e me disse que não podia continuar fingindo que me amava.

Aquilo me acertou como uma adaga direto no coração. Não procurei mais ele desde aquele dia..."

Jungkook liberou um suspiro como se tivesse ficado sem respirar por muito tempo. E então disse:

- Não sei como agradecer por você ter ficado do lado dele todo esse tempo, apesar de ter saído perdendo.

- Não, eu não sinto como se tivesse perdido, pois ele me permitiu viver momentos muito agradáveis ao lado dele.

- Eu sei exatamente o que você quer dizer! – Suspirei sem poder me conter diante do encanto que sentia pelo amor sincero de Youngy.

-  Eu ainda o amo, mas não vou ser um obstáculo em sua vida, e em suas conquistas, apenas quero vê-lo feliz.

Olhei para Jungkook, que fitava o chão parecendo muito abatido, mordi o lábio e me aproximando, abracei-o levemente.

- Meu amor não há nada que possamos fazer por agora. Tudo o que podemos fazer é esperar.

Ele suspirou, pressionando seus lábios contra meu pescoço, o que me causou um leve arrepio que percorreu meu corpo.

Afastei-me lentamente dele, beijando-lhe a testa, e então perguntei:

- Gostaria de um café, ou um chá?

Ele balançou a cabeça afirmando que gostaria, mas não disse o que preferia.

Olhei para Youngi, e fiz a mesma pergunta, a qual ele respondeu que queria café.

Fui então buscar café para todos. Ao retornar, dei um copinho para cada um e fui me sentar para tomar o meu.

O clima realmente estava tenso, e eu me sentia cada vez mais deprimido e inconformado por não poder ajudar Jungkook a superar e encarar essa situação.

Mais tarde, depois de um bom tempo sentado, acabei cochilando com minha cabeça recostada no ombro de Jungkook:

Dream on:

Andava por uma rua deserta, e me sentia amedrontado, pois cada vez que avançava no caminho, as luzes dos postes estouravam acima de minha cabeça, deixando a rua mais escura do que era. Procurava por algo, porém não tinha definido em minha mente o que era exatamente.

Conforme eu avançava, mais meu medo aumentava. Sabia que precisava encontrar algo, só não sabia o quão difícil seria.

Foi quando ao longe avistei Jungkook me olhando diretamente com um sorriso cínico. Ele aguardava enquanto eu me aproximava, não tinha pressa.               

Eu porém comecei a sentir mais medo ainda, conforme se tornava inevitável meu confronto com Jungkook, mais temia o resultado desta situação.

Meu corpo tremia, mas eu continuava andando em sua direção.

- Hyung, hyung acorde, acorde hyung...

- Hyung. – Abri meus olhos ao notar que Jungkook me chamava, então sentei-me para poder encará-lo.

- Hyung, vamos comer algo, estou com fome.

- Claro, vamos. – Olhei para Youngi e perguntei. – E você Youngi, quer vir conosco?

- Se não for atrapalhar, eu gostaria de ir também.

Sorri e disse.

- Claro que não atrapalha, venha, vamos comer.

E dizendo isso, entrelacei minha mão na de Jungkook, com Youngi ao nosso lado, e seguimos para o refeitório, onde tinha uma pequena lanchonete.                                


Notas Finais


Até próximo capítulo, em breve.


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