História Butterfly - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Jamon, Keroshane, Leiftan, Mery, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Eldarya, Ezarel, Mascarado, Nevra, Romance, Valkyon
Visualizações 77
Palavras 1.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Rélou pitangos!
Nem ia postar hoje, mas fiquei uns 4 dias escrevendo picado pra poder postar no fim de semana ;'3
Tomara que essas picotadas que eu fiz enquanto escrevia n tenha deixado tudo estranho
espero que gostem do cap de hoje :3
Beijim de algodão procês e boa leitura s2

Capítulo 13 - Loucura


Fanfic / Fanfiction Butterfly - Capítulo 13 - Loucura

— Não faça isso, querida. Não perca seu tempo.

A voz fraca de meu pai entre um ataque de tosses só me deixou pior. Eu estava debruçada sobre ele para tirar suas faixas e ver o tamanho do estrago dos seus ferimentos, mas assim que toquei na ponta do curativo ele acordou, isso se já não estivesse acordado desde bem antes.

— Não é perda de tempo pai! O senhor...

— Estou quase morto e quero continuar assim. Hey, não faça essa cara. — ele levantou a mão trêmula e secou uma das várias lágrimas que desciam pelo meu rosto. — Sua mãe fazia a mesma cara quando você ficava doente e eu não te levava pro hospital. Já faz um tempo que te levaram lá pela primeira vez e olha o que aconteceu, você acabou aqui.

— Aqui?

— Em Eldarya. — disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

— Como conhece Eldarya?

— História longa... Ela te contará depois. Ela vai te procurar de qualquer jeito. Estou tão cansado...

— Ela quem? — Seus olhos castanhos se fecharam, mas ele ainda produzia alguns sons com a boca que eu não conseguia decifrar — Pai?

— Muito cansado... — Parou de falar por completo.

— Pai?!

— Calma. — Valkyon surgiu por trás de mim, me segurando pelos braços suavemente para me afastar da maca enquanto eu chorava. — Calma, ele só está dormindo.

Ele me guiou até uma poltrona próxima e me sentei, afundando o rosto nas mãos e chorando mais. Quando meu estoque de lágrimas acabou eu estava com os olhos inchados e um nó na garganta terrível.

— O que aconteceu com ele? — perguntei, pegando fôlego para não voltar a chorar outra vez.

— Os guardiões o encontraram na entrada do vilarejo com uma mordida de blackdog superficial entre as costas e o pescoço.

— Superficial? Então ele está bem?

Algo que devia ser esperança me preencheu por dentro. Infelizmente o buraco deixado no lugar dela logo depois foi devastador. Valkyon sacudiu a cabeça negando a minha pergunta.

— A saliva de blackdog é veneno puro. Com um arranhão que o dente de um deles te fizer você fica contaminada. Uma mordida, por menor que seja, te mata. A dele já estava exposta há quase dois dias. É incurável.

— Eu posso tentar...

— Ele não quer que você faça nada. Foi a primeira coisa que nos pediu e que te pediu também.

— Mas... não posso perde-lo. Não aguentaria. — balbuciei. Me faltavam palavras. Valkyon pôs a mão sob o meu queixo e levantou meu rosto para que eu olhasse nos seus olhos. Eram de um dourado puro, e como raramente acontecia pude ver um pouco de compaixão neles.

— Vai ficar tudo bem. — disse, acariciando o meu rosto. Passei meus braços em volta dele num abraço quase fraternal e engoli o choro. — Você é forte. Aposto que aguentaria levantar dez Bériflore com o dedo mindinho se quisesse.

Me esforcei para dar um sorrisinho. Não deu muito certo.

— Aposto que não vou tentar fazer isso. — ele sorriu também, mas não tanto quanto eu gostaria que sorrisse. Percebi naquela hora o quanto sentia falta daquele sorriso aberto que aparecia raras vezes. Senti algo repuxar na boca do meu estômago. Fome? Deve ser, foi o que respondi pra mim mesma. — Acho que vou andar um pouco e buscar algo pra comer.

— Certo.

— Cuide dele pra mim.

Ele concordou com a cabeça. Antes de sair dei mais uma olhada para os dois, meu pai e Valkyon, lado a lado. Senti um pouco de receio em deixar os dois sozinhos, mas ignorei aquele sentimento. Não aconteceria nada de ruim, certo?

 

P.O.V. Valkyon

— Merda.

Revirei o quarto atrás de um espelho, me contentando com o reflexo que o vidro do armário de remédios produzia e analisando o estrago. Havia sangue por todo lado. Já havia semanas desde que os sangramentos nasais começaram fora as dores de cabeça que vinham de bônus para me desconcentrar. Aquilo precisava parar logo. Abri a torneira fixada na única parede de concreto do lugar e lavei o rosto. A água fria me ajudou a limpar a pele, mas aqueles pensamentos continuavam. Eu precisava parar de pensar na garota que acabou de sair do cômodo.

— Você não vai parar.

Olhei para o lado onde o sr. Hans se remexia para se sentar. Ele apoiou as costas na superfície de concreto da parede e me indicou para fazer o mesmo, mas permaneci imóvel e atento ao que ele faria a seguir.

— Eu reconheço um apaixonado quando vejo um, e quando isso acontece você não pode impedir o que vem depois, garoto, não quando a sua garota é a Herdeira. Ninguém pode. Eles estão fazendo isso, e não vão parar até que você morra ou que Lex desista de tudo.

— Do que está falando?

— Moira sentiu a mesma coisa. Sangramentos. Enxaquecas insuportáveis. Febres. Desmaios... Você já desmaiou, não? — não respondi. Foi um episódio único no QG e ninguém presenciou. O fato de ele saber o que aconteceu despertou minha curiosidade. — Sempre vai continuar e continuar até você não suportar. É a pior doença...

— Moira é sua esposa. — afirmei, me lembrando da ficha do senhor. Ele balançou a cabeça em afirmação por um tempo longo demais. Parecia fora de si. — O que houve com ela?

— Ela amava flores. Azuis, porque eram a minha cor, e ela me amava também. — disse rapidamente para si mesmo. Eu não existia mais na sua conversa. — Amor é o sentimento mais perigoso. O único capaz de matar.

— Não amo ninguém, senhor.

— É claro que ama! Ela gostava de flores azuis... Minha Moira, sabe? — seu rosto se escureceu, fechado numa expressão de dor. Continuei imóvel, pronto para chamar Gaia e pedir ajuda. Ele se afundou na maca outra vez, e imaginei a dor que sentiu fazendo isso, mas não o impedi. Sua luta interna parecia bem mais dolorosa. Ele se voltou para mim. — Não deixe eles fazerem o mesmo com a minha filha.

— Fazer o que?

— Eles a pegaram. Eles... eles... Minha Moira... Eu nem pude evitar... — ele chorava sem lágrimas. Talvez não tivesse mais nenhuma. Fechou os olhos e ficou parado naquela posição, tremendo e agarrando os próprios braços. Hans gesticulou para que eu me aproximasse e dessa vez eu o fiz. Tive de me aproximar bem mais do que gostaria para ouvir o que ele tinha a dizer. Sua voz era quase inaudível, um sussurro trêmulo. — Eles sabem quem você é, e quem ela é, e querem os dois. Não deixe isso acontecer. Não deixe que peguem vocês como pegaram Moira. Evite isso como eu não pude evitar. Salve-a dos outros e de si mesma como eu não consegui fazer.

— Me diga quem são eles, Hans.

— Acho que vou dormir. Sonhar com as flores azuis. Sim, eu vou.

— Hans?

Mas ele já havia dormido. No mesmo instante Lex entrou no quarto e me jogou um pacote que cheirava a óleo e açúcar. Dentro havia algo irreconhecível que eu não sabia como ela tinha conseguido, e o cheiro fez meu estômago revirar, o infarto em forma de comida. Também não estava com tanta fome. Queria saber mais, saber por que Hans chamou sua filha de Herdeira, saber o que havia acontecido com sua esposa. Queria que ele acordasse e me contasse tudo o que aconteceu e o que estava tentando me comunicar, mas aparentemente ele era um senhor louco. Eu nem devia estar dando ouvidos ao que ele dizia.

— Alguma novidade desde que eu saí? Você parece abatido.

— Nada. Acho que preciso de um pouco de ar, só isso. Vou andar um pouco.

— Entendo. Bom, não demore muito. Quero continuar ajudando os pacientes. Acho que peguei o jeito dessa vez.

— Você devia descansar.

Você é quem devia descansar, capitão. Eu dormi a manhã inteira.

Seu sorriso tirou um peso das minhas costas. Foi bom ver que ela se recuperou rapidamente do que aconteceu mais cedo, ou pelo menos estava tentando. Por um momento, pensei mesmo em ir dormir, mas temi que ela desmaiasse outra vez e eu não estivesse por perto. Me lembrei de Hans me pedindo para que cuidasse dela. Ele podia não estar no seu juízo perfeito, mas havia algo naquele pedido que eu não conseguia recusar e que não me permitia deixá-la sozinha.

— Guardião.

Gaia apareceu atrás de mim. Me virei imediatamente, mas não antes de ver a carranca que Lex abriu para a elfa. Ri internamente daquilo. No trabalho eu não podia ser tão livre.

— Miiko entrou em contato. — disse, olhando para nós dois por um momento e depois continuando. — Ela quer que vocês retornem.


Notas Finais


E mais uma vez a família se separa

É isso aí gente, espero que tenham gostado.
Deixem o comentário de vocês aí embaixo: críticas, elogios ou o que vocês acharem que precisa ser comentado :''3 a opinião de vocês é importante pra que a fic melhore
Beijim de algodão e até a próxima s2


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