História Butterfly (Imagine Jimin) - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~parkpiece

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin
Tags Imagine, Jimin, Park Jimin
Visualizações 526
Palavras 3.630
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Em nome das mãozinhas gordinhas e deliciosas de Park Jimin, dêem amor a essa fic.
"Tão goxtano?" Sjsjsjs desculpa, Jimin mexe comigo.

Boa leitura ♡ e perdoem qualquer erro.

Capítulo 3 - A tal "alma"


(S/N)

Acompanhei Jimin com meu olhar até vê-lo saindo do saguão até o corredor. Meus lábios formaram um pequeno sorriso, enquanto estava processando todos os detalhes do que havia sido aquela visita, algumas perguntas aleatórias, e até mesmo alguns olhares muito discretos que eu o peguei fazendo.

Enquando eu respondia as suas perguntas, o via se aproveitar de minhas respostas para me olhar fixamente, dando a impressão de que queria descobrir mais do que a situação permitia.

Eu nunca tinha o visto aqui nesse espaço, confesso que um frio na barriga repentino me fez ficar curiosa sobre o mesmo. Será que fora só mais uma visita casual? E... e se ele voltasse? Ele me deixou um tanto curiosa.

QUINTA-FEIRA

– Papai, eu já disse que estou bem – Disse pela terceira vez ao telefone.

Comendo direito?

– Acho que sim – Disse incerta.

Como? – Ele praticamente gritou do outro lado da linha.

– Eu estou bem, eu estou bem – Concordei. – Papai, eu vou entrar no museu agora, preciso desligar.

mas, já?

– Sim – Suspirei. – Todo dia uma supresa – Disse irônica.

Surpresas, hein? Está falando em algum tipo de código ou não me contou algo?

– Como pode saber? Eu apenas fui irônica – Ri. – Eu realmente preciso entrar.

Trocando seu pai pelo trabalho?

– Nunca! – Ri.

Não deixe de mandar notícias! Eu e sua mãe estamos com saudades.

– Tudo bem, pai – Sorri. – Eu também estou com muita...

Eu parei gradativamente minha fala, ao passar pela porta de entrada do museu e dar de cara com o mesmo homem que havia vindo até aqui na sexta-feira passada, me causando um um estado de nervosismo diferente, eu diria.

–...Saudade – Eu completei a frase segundos depois do homem de cabelos pretos se desencostar da estátua e descruzar seus braços.

Ele parecia esperar por alguém.

– Até mais, pai – Eu finalizei a ligação, guardando o aparelho no bolso da calça jeans.

Eu respirei fundo, e me supreendi quando o mesmo veio dando passos em minha direção, e eu ainda me mantinha estática em frente à porta de entrada. Estava tão cedo, o que alguém faria à essa hora num museu? Ele mal estava aberto, ou eu havia chegado atrasada?

– Estava esperando por você – Ele disse ao chegar perto.

– Ahn... bom dia – Disse desconcertada. – Mas, por que a espera?

– Porque está atrasada – Disse sorrindo.

– O que? – Eu disse confusa, puxando novamente o aparelho do bolso, onde havia colocado segundos atrás. – Oh, não – Suspirei, culpada. – Preciso resolver isso.

– Tudo bem, ainda é cedo – Ele disse naturalmente.

– O que faz aqui tão cedo... Jimin – Disse, me lembrando de seu nome. – Jimin, correto? – Perguntei insegura.

– É – Ele assentiu, envergonhado. Suas bochechas são realmente fofas, e ganham um tom avermelhado constantemente. – Eu decidi vir ver algo novo – Ele disse descontraído. – Mas... eu não entenderia absolutamente nada, e todos dizem que você é a melhor funcionária.

Eu ri envergonhada, enquanto ele ainda me fazia elogios "discretos".

– Ahn, tudo bem, Jimin – Concordei. – Me espere aqui.

Ele assentiu, e eu me afastei, procurando por meu uniforme em minha bolsa. Eu me tranquei em uma das cabines do banheiro, o qual sempre era mantido impecavelmente limpo, me trocando rapidamente.

Não sei dizer se era euforia, se era porque eu queria começar o meu turno de uma vez, ou era ansiedade para voltar para casa... até mesmo por causa do homem que me esperava lá fora. Não por causa dele, literalmente, era porque odiava deixar as pessoas esperando.

JIMIN

Eu me sentia tão mal por não prestar atenção na maior parte do tempo, mas suas explicações pareciam não despertar tanta a minha atenção do que sua beleza. Ela era chamativa para quem quer que fosse, e isso me deixava, de certo modo, preocupado.

Muitas pessoas olham para ela, todos os dias... ah, eu pareço desconfortável com isso.

O uniforme lhe caía bem, seus passos eram calmos, suas mãos delicadas ao tocarem as estátuas e quadros. Seu sorriso desmascaravam sua paixão pelo que fazia. Ah, eu não deveria reparar tanto nessas coisas. Falo um apaixonado, sendo que a encontrei depois de 2 anos apenas e já me sinto mexido.

Quando estávamos no final da galeria, algo me chamou atenção, assim como a sua também, acreditei eu. Era uma estátua de porte médio de uma mulher muito bem esculpida com enormes asas nas costas, meu olhar contemplava a beleza desse objeto e a curiosidade sobre aquelas asas. Eu estava prestes a perguntar para a mulher ao meu lado o significado da estátua, mas ela pareceu entender o que estava se passando em minha mente.

– O termo grego "psyche" possui dois significados; um deles é a alma e o outro, borboleta. Ambos simbolizam o espírito imortal humano em que, para a mitologia grega, era personificado por uma mulher que possuía asas – Ela disse enquanto olhava maravilhada para o objeto.

Eu me encontrava chocado por saber que, na mitologia grega, a alma simbolizava as asas de uma borboleta. Eu sempre fui fascinado por borboletas, eu nunca soube explicar, mas sempre gostei daquilo que não me era fácil alcançado.

Ela tinha uma resposta para tudo na ponta da língua.

Borboleta... – Disse baixo.

– Borboleta? Sim, sim. Também gosto de borboletas, são minhas prediletas – Ela soprou. – Uma vez eu encontrei uma frase que dizia "a própria vida é uma dança alegre. Dançar nos traz a doçura da vida". Sabe, eu achei bem interessante – Disse inocentemente, sorrindo minimamente.

Eu sorri quando ela me disse isso, sorri largamente talvez. Tudo parecia não fazer sentido e fazer ao mesmo tempo, e eu olhava para ela e sorria, a intrigando.

– O que foi que lhe causou esse sorriso? – Ela perguntou desconfiada, sorrindo divertida.

– Você falou em dança, e eu sou bailarino – Disse envergonhado. – Faço ballet contemporâneo.

– Então você também faz arte com sua dança. Essa é uma arte que pouco vejo, confesso, mas que teria o prazer em ver – Ela disse surpresa. – Agora quem me surpreendeu foi você... não sabia que estava na companhia de um artista.

Tais palavras me fizeram sorrir, mas eu sentia minhas bochechas infladas esquentarem.

– Ahn... talvez eu não seja tão bom assim para ser considerado um "artista" – Dei de ombros, acanhado.

– Vocês são bem perfeccionistas, pelo que sei, eu acredito que você seja excelente.

Vamos, vamos, eu posso fazer isso. Eu posso. Eu só preciso de um empurrãozinho. Droga de coragem! Vamos lá.

– E... e se eu lhe convidasse para ir em uma das minhas apresentações... você iria? – Eu desviei meu olhar para baixo, para meus tênis.

– Seria um prazer – Sorriu. – Ainda mais vê-lo dançar, sou apreciadora de artes, Jimin, e... bem, eu não vou à apresentações de ballet – Riu descontraída.

– Ah – Soprei. – Só espero não te decepcionar ao errar, já que estarei um tanto nervoso por saber que você estará lá.

Ela sorriu ao perceber minha timidez.

– Não se preocupe, eu não domino essa arte, então, se você errar, eu não saberei, e não vou estar lá para analisá-lo, e sim para assisti-lo.

Ela tocou a estátua, esfregando os dedinhos uns nos outros. Ela colocou os cabelos para trás dos ombros, por serem tão longos e aparentarem serem tão pesados. Eu quis tocar... deveria ser tão proibido este meu pensamento, mas é tudo que me vêm a cabeça.

– Acho que vou ficar mais tranquilo.

Disse sorrindo minimamente. Eu suspirei, olhando em seus olhos distantes quando o silêncio se fez presente para nós, mas ela parecia tentar entender minha mente, mas, infelizmente, não me restavam mais dúvidas.

– Acabaram minhas perguntas – Ri baixinho. – Quem sabe na próxima vez haja mais alguma pendente?

– Estarei aqui, senhor Park – Ela disse educadamente.

– Oh, não, não – Balancei a cabeça negativamente. – O que aconteceu com "Jimin"? – Perguntei decepcionado, ouvindo a risada baixa dela.

– Tudo bem, senhor Jimin – Ela reforçou, por ironia, o "Jimin".

– Senhor?

– Jimin – Corrigiu.

Borboleta.

– Como? – Perguntou confusa.

Eu balancei minha cabeça, espantando o alto pensamento, dizendo-a que não era nada, apenas. Ela prontamente sorriu, e me reverenciou antes de minha tristeza repentina me atingir por ter de dar adeus mais uma vez.

Odeio despedidas.

– Até mais – Ela disse sorrindo amigavelmente, estendendo-me sua mão para que eu a cumprimentasse.

Eu a peguei, peguei sentindo a maciez e leveza da mesma. Eu queria beijar o dorço, mas me pareceu muito rápido, e eu não queria invadir seu espaço pessoal.

Mas... algo dentro de mim me inquietava.

Eu me virei, prontamente para sair do lugar em que tanto tenho frequentado. Mya não sabe, mas pretendo contá-la quando as coisas andarem nos trilhos corretamente. Penso se ela não concordaria comigo nessa loucura, ou me daria mais um sermão. Não estou louco, isso realmente é cansativo de se ouvir. Mas, Mua não é má. Sei que faz o que faz porque se importa comigo sempre. Eu a entendo as vezes. Mas ela tem múltiplas personalidades e uma bipolaridade sem limites... talvez ela ache legal.

Eu dei mais alguns passos, quase alcançava a porta, mas ainda sim, algo me incomodava. Caramba, eu odeio essa inquietação. Deveria eu me importar tanto assim? Dar ouvidos para isso? Oh, não. Sou tão impulsivo, não sei o que faço. Por que meu corpo parou no meio do caminho? Ele não quer se mover. Sou eu que estou no controle dele mesmo?

Eu... dei meia volta, meus olhos alcançavam o seu, e a bela mulher ainda estava parada no mesmo lugar de antes, me observando se afastar, mas era exatamente o que eu não fazia agora.

Eu voltei, e agora caminhava em sua direção novamente. Levei a mão até meus fios de cabelos pretos, os jogando para trás e os sentindo voltar para frente, como sempre, enquanto passava a língua pelos lábios, nervoso. Meus atos não estão sendo respondidos por mim.

– Lembrou de mais alguma dúvida pendente, Jimin? – Eu quase lhe cortei de tão eufórico.

– T-talvez.

– Em que mais posso ajudar? – Perguntou carismática.

– Há uma... uma obra aqui, e ela tem me despertado muito interesse. Você pode me ajudar? – Eu inventei cada palavra de última hora.

– E só me dizer do que se trata, visto que seu interesse é grande – Deu de ombros, ainda sorrindo.

Eu respirei fundo olhando para ela, com medo do que poderia causar minhas palavras e se eu poderia botar tudo a perder, mas teria de arriscar e acreditar em todo aquele mistério que me envolvia.

– Eu posso te perguntar tudo sobre ela... m-mas, se você aceitar sair comigo para explicar? – Disse tremendo e baixando um pouco minha cabeça.

Eu não quis ver sua reação, porque minha vergonha falava mais alto, mas me assustei quando ouvi sua risada.

– Esse é o melhor convite para sair que eu já recebi.

– A-ah... – Disse sem jeito, gaguejando.

– Eu aceito – Ela disse sorrindo, me cortando.

Minha feição de felicidade deveria estar sendo tão idiota naquele momento, mas, eu não conseguia deixar de arregalar meus olhos. Meu coração bateu acelerado, não muito, mas o suficiente para perceber que eu já estava em sintomas de uma possível doença.

– O único tempo que tenho é... – Ela disse pensativa. – Hoje, ainda.

– Não tem problema – Eu respondi tão rápido, e tentei me conter para não assustar a mulher à minha frente. Eu não queria perder tempo, e eu estava feliz pelo tempo dela contribuir para a minha felicidade.

– Eu saio daqui às 05:00 da tarde – Disse distraída, enquanto eu prestava toda a minha atenção em seu rosto delicado.

– Ótimo – Eu assenti, esfregando nervosamente minhas mãos suadas em minha calça. – Eu venho até aqui mais tarde. 

Eu me senti constrangido pelo silêncio que se fez presente entre nós, e eu me virei, decidido que deveria sair de uma vez por todas daquele museu que só me prendia a mulher a minha frente.

Eu dei alguns passos em direção à porta de saída, e, quando já estava prestes a sair novamente, eu ouvi sua voz me chamando, o que me fez virar instantaneamente em sua direção.

– Você tem um sorriso bonito, Jimin – Suspirou. – Deveria sorrir mais vezes.

Eu assenti, me virando para frente e empurrando a porta de saída. Eu estava rindo, confesso, mas estava rindo de nervoso

(...)

– Mamãe! – Eu praticamente quebrei a porta ao entrar tão fortemente por ela. – Mamãe! – Eu continuava a gritar pela senhora Park, rolando os olhos pela sala. 

– Jimin? – Eu ouvi sua voz um pouco distante, e eu deduzi que ela estaria na cozinha. 

Eu fechei a porta, tomando cuidado desta vez, andando em direção à cozinha, a encontrando sentada na mesa, tomando mais uma vez uma xícara de café, desta vez. 

– O que houve, meu filho? – Ela perguntou preocupada. 

– Adivinhe – Soprei não contendo minha felicidade e um sorriso de orelha à orelha estampado no rosto.

– Ah, não – Negou. – Diga de uma vez – Bebericou seu café. 

– Aish – Resmunguei. – Mamãe, não tem graça em brincar com a senhora – Suspirei. 

– Quer café? – Perguntou, estendendo uma xícara vazia em minha direção, a qual peguei sem cerimônias, despejando o líquido nela. – Conte de uma vez, Jimin.

Eu terminei de beber o líquido rapidamente, assustando a senhora Park, que se permitiu fazer careta.

– Quantas vezes vou ter que dizer para beber devagar? – Me repreendeu, dando-me um tapa fraco no topo da cabeça, e eu fiz careta, massageando o local. 

– Escute – Disse animado. – Eu tenho ido ao museu. 

– Aquele que tanto fala? 

– Esse mesmo – Suspirei, tentando conter minha euforia. – Aquele o qual _____ trabalha. 

– _____? – Disse confusa.

– A mulher misteriosa! – Disse de uma vez. 

– Ah, sim – Pareceu se lembrar. – Mas o que tem de mais? 

– Eu a convidei para sair! – Exclamei animado. 

– Ah! – Ela exclamou divertida. – E eu achando que você iria para aquele museu quando podia para ver as obras expostas! – Semicerrou os olhos. – Você iria mesmo para ver àquela mulher, seu safado.

– Ya! O que é isso!? – Disse indignado, recebendo mais um tapa na cabeça. 

– E quando pretendem sair? – Perguntou interessada. 

– Hoje.

–Hoje!? – Exclamou surpresa. – À que horas? 

– Depois das 05:00 da tarde. 

– E você acha que são que horas? – Disse furiosa.

– Mãe! – Eu arregalei os olhos, gritando em seguida ao ver as horas no visor do celular. – E-eu preciso ir agora. 

Eu me levantei da cadeira num pulo, tentando descer o café quente pela minha garganta rapidamente, enquanto tentava tirar um pedaço de pão pequeno do saco onde ele estava. Eu tentava, mas acaba enrolando mais ainda, enquanto comecei a receber tapas em minha mão de mamãe, que dizia "pare de comer e vá logo!". 

(...)

Eu estava em frente ao prédio do museu, como combinado. Se eu poderia ficar mais nervoso do que já estava agora? Impossível. Minhas mãos suavam.

Pensamentos rondavam minha mente, enquanto a esperava fora do carro, escorado no mesmo. A lua estava cheia naquela noite, mas quem não estava dando a mínima pra isso? Eu. Exatamente, eu.

Passei a mexer em meu celular para conter um pouco a impaciência angustiante em que eu estava. Com meus olhos fixos em meu celular, não pude perceber sua chegada que foi anunciada por sua voz doce e calma.

– Você está aqui – Ela proferiu as primeiras palavras, já fazendo meu coração se acelerar pela sua melódica voz. – Eu não esperava ser tão pontual – Sorriu.

Eu a olhei e logo sorri; não podia deixar de sentir a magia que sua presença me causava, ela estava linda vestida em seu vestido, com uma jaqueta jeans por cima. Seu perfume sempre tomando conta da cena, e eu, como sempre, sempre muito abobado.

Eu me limitei a apenas sorrir em vez de um elogio, já que minha voz estava poupada para as perguntas que pretendia fazer à ela. Não, não que eu tenha visto nada na internet, muito menos como me portar a esse tipo de encontro porquê, talvez, eu seja um tanto tímido. Não mesmo.

O pior, é que eu passei tanto tempo dentro daquele carro pensando em algum lugar legal que pudéssemos ir, que acabei não pensando em absolutamente nada. E agora? Eu sou mesmo muito desligado, Mya e mamãe repetem isso sempre e eu sempre me nego a acreditar.

Nunca fez tanto sentido no momento.

Eu resolvi que seria legal – mesmo eu já tendo tomado o café todo da senhora Park, além de roubar seus pães – irmos à uma cafeteria. Eu não sei, não tinha pensado em nada melhor naquele momento... mas havia gostado de receber um "eu adoro café" como resposta.

Ela pensa como eu, as vezes.

Nós entramos no local que nos abraçou com um calor e um forte cheiro de café expresso, que havia sido o meu pedido, já que não tinha mais estômago para tomar algo mais forte naquela tarde.

Eu a olhava tomar calmamente o seu café, enquanto perguntava poucas coisas sobre seu trabalho, o qual parecia interessar muito à ela mesma, que contava animadamente. Eu apenas assentia, como uma desculpa para que pudesse continua a olhá-la mais. Eu estava guardando seus detalhes para sonhar com eles mais tarde.

Mya me chamaria de "louco" nessas horas, mas creio que ela não esteja errada. Eu mesmo admito que há algo de estranho ou errado comigo. Mas não sei dizer exatamente o que é.

Eu tinha uma pergunta, não era apenas "internet". Ok, poderia ser, mas eu realmente carregava uma pergunta comigo que poderia me dar um dica importante. Eu precisava saber.

– O que você acha do amor? – Eu parecia mais interessado, e ela me olhou surpresa. – Digo, como filósofa? Você acredita no amor verdadeiro entre um homem e uma mulher? – Ela continuou surpresa, até se pronunciar.

– Minha forma de ver o amor entre um casal é um pouco diferente – Ela suspirou, parecendo pensativa.

– Me diga, então – Eu escorei meu queixo em minha mão, apoiando o cotovelo na mesa.

– Eu acredito que existem almas que se encontram, e que formam uma tão perfeita harmonia que se tornam inseparáveis; que sentem a mesma dor, a mesma alegria, dividem e compartilham sentimentos como um só, ou seja, dois corpos vivendo em uma só alma. Acredito que essa seja a minha forma mais profunda de crer nesse amor Eros.

-E... é isso que você espera que aconteça? – Perguntei fazendo careta, mas quando ela me olhou, eu logo me ajeitei na cadeira. – Digo... como podemos saber se estamos diante de nossa verdadeira alma "gêmea"? – Fiz aspas, usando ironia.

– Elas dão um jeito de se comunicarem entre si, e as coisas vão conspirando a favor, acredito eu... e, de uma certa forma, nós pressentimos, fica uma certeza martelando lá no fundo do coração.

Oh, droga, espero que essas sensações não sejam os tais "sinais", porque tudo aquilo que creio, certamente mudaria. Eu não quero acreditar que a pessoa em minha frente seja... a tal "alma gêmea" encontrada.

Seria? Eu não posso tirar conclusões precipitadas.

– Mas... e se uma pessoa achar que está diante da sua, e a mesma não souber?

Eu a fazia perguntas uma atrás da outra para tentar entender aquilo tudo que minha mente tentava processar e meu coração só respondia acelerando.

– Então o resto estará em suas mãos, despertar o amor de sua metade adormecida já é com você – Sorriu.

Eu parei por um momento para refletir em suas palavras, vendo que não havia outra alternativa senão concordar. Até que fazia sentido, vendo por esse lado. E eu era uma pessoa que não acreditava facilmente nas coisas, daquelas do tipo "ver para crer". Isso deixava as pessoas do meu convívio um pouco impacientes comigo.

Ela retirou sua jaqueta, já que dentro do local, que nem ao menos percebi que estava tão vazio, estava aquecido. Seus cabelos longos faziam uma espécie de cobertor para suas costas, que haviam ficado desnudas devido a mesma ter afastado-os para o lado, deixando suas costas expostas.

Minha expressão de desapontamento era nítido quando ela disse com pesar que estava tarde e precisava ir. Pelo menos eu a levaria em casa ainda. Ela se levantou primeiro, enquanto me esperava jogar os copos de plástico em que bebíamos o café no lixo. Eu me virei, voltando a caminhar em sua direção, e ela deu as costas para mim, começando a caminhar para fora do estabelecimento também, enquanto eu seguia atrás, um pouco chocado.

Talvez, muito.

Chocado deveria ser pouco e me faltavam palavras, mas eu realmente precisava ver aquilo, deveria ter sido alguma coincidência.

– Jimin? – Ela acenou para mim, me despertando do transe.

– Uma borboleta... – Foi tudo que consegui dizer, enquanto apontava para suas costas, e ela assentiu murmurando um "ah, sim".

– É, uma pequena borboleta – Ela disse sorrindo, enquanto tentava olhar por cima de seus ombros para sua tatuagem. – Eu diria ter uma pequena admiração por esse inseto.

– E por que azul? – Perguntei atordoado.

– Porque essa é uma da espécies mais raras, eu mesma nunca vi uma, a não ser por fotos.

Ela respondia fascinada, tanto quanto eu. Eu não esperava que ela teria uma tatuagem, e que seria tão bonita quanto essa. Me peguei tão hipnotizado que nem ao menos ouvi quando ela disse "não gosta de tatuagens?".

Eu não queria que ela penssasse que eu não gosto de tatuagens. Porque, no momento, eu estava fascinada pela sua.

– N-não é isso – Me corrigi. – Me desculpe... mas eu posso tocá-la?

Eu pedi querendo sentir em minhas mãos aquilo que meus pensamentos, meu coração, minha mente, e meus olhos estavam vendo. Sentindo e processando ao mesmo tempo, as lembranças das palavras de minha mãe estavam matutando em minha mente naquele momento.

"Um dia você encontrará uma borboleta que fará em você um pouso calmo e permanente. Ai você saberá que ela será sua"

Via sentido naquelas palavras que até então eu pensava que era apenas para me acalentar por minha decepção de não ter conseguido nunca uma tão sonhada borboleta de estimação.

Com sua permissão, toquei em sua pele delicada, passando a ponta dos dedos pelo contorno do desenho de sua tatuagem, e me surpreendendo não só pelo desenho, mas também por estar a tocando.

Seria errado pensar que, mesmo nutrindo sentimentos ainda não descobertos por essa estrangeira, o que ela havia dito minutos atrás me causaria tantos efeitos colaterais?

Seria errado achar que esta pessoa... é a tal alma? 


Notas Finais


Espero terem gostado. Gostaram da capa nova? Ficou tão linda ♡


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