História Butterfly livro II - Capítulo 7


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), S.H.I.E.L.D., Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Pepper Potts, Personagens Originais, Peter Parker, Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers, Visão
Tags Ação, Avengers, Capitão América, Clint Barton, Homem De Ferro, Marvel, Marvel Au, Natasha Romanoff, Steve Rogers, Tony Stark, Vingadores
Visualizações 36
Palavras 2.305
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Super Power, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Actually


Base dos Vingadores – Nova Iorque

 

Anya estava furiosa. Havia muito se passando por sua mente durante toda a viagem de volta para Nova Iorque. Ela queria saber quem havia feito aquilo e por que ela? Era obvio que ela era o alvo, e não os Vingadores como um todo. É certo que durante seus anos como agente da Hydra, Anya havia feito muitos inimigos, mas nenhum deles seria capaz de fazer algo assim. Na verdade, nenhum deles tinha motivos realmente concretos para matá-la ou ameaça-la daquela maneira. Anya estava curiosa, ansiosa e com medo de descobrir a resposta.

Mas aquilo não era o que mais a incomodava. Anya já esteve frente a frente com a morte várias vezes ao longo de sua vida. O que a incomodava realmente era que, quem quer que esteja por trás daquele ataque, sabia exatamente como a atingir. O teatro que ela havia ganho de Tony era seu bem mais precioso. Anya cuidou para que a construção do mesmo ficasse exatamente como Tony havia desenhado e planejado. Ela cuidou de contratar músicos, contratar funcionários que cuidassem do monumento enquanto ela estivesse fora, era ela quem alugava o lugar para que lindas apresentações de ópera, teatro e apresentações musicais fossem realizadas. Anya cuidava daquele teatro como se fosse a casa dela. Porque aquilo era um pedaço de Tony que Anya ainda possuía com ela, e agora ele estava completamente destruído.

Fora tudo isso, nada tirava de sua mente a ilusão que teve. Era um mistério para ela como seu cérebro lembrou do dia em que viu Tony tocando piano em sua antiga casa. Mistério maior ainda era o por que ela teve a impressão de que Tony, já mais velho, estava ao seu lado, dizendo estar vivo. A resposta mais simples e de certa forma mais logica que ela encontrou para aquilo foram os vários anos de lavagem cerebral. Mas e se não fossem? Anya começou a pensar na possibilidade de ter alguém brincando com sua mente, fazendo-a mais uma vez de um fantoche. Durante toda a viagem, Anya ficou se perguntando o que exatamente estava acontecendo e o que ela poderia fazer em seguida.

Steve, por outro lado, estava extremamente preocupado. Não apenas com Anya e o teatro, mas com tudo. Se alguém havia atacado o teatro, e tentado matar Anya sem que ninguém percebesse ou desconfiasse, o que ele, ou eles poderiam fazer a seguir? Steve tinha medo que alguém estivesse declarando guerra contra os Vingadores. Ele sabia que teria que lutar, ele teria que defender aqueles que ele ama, seus amigos. Era seu dever, e ele faria isso com o maior orgulho. Mas guerras nunca acabam bem, independente de quem ganhe.

O Capitão queria conversar com Anya, abraça-la e beija-la, confortando-a dizendo que tudo seria resolvido e que no final tudo ficaria bem, pois eles estariam sempre juntos. Mas ele não podia fazer isso por que a) Sam não sabia que os dois estavam realmente juntos e b) ela precisava de um tempo para si. Ela havia passado por muita coisa apenas em uma noite. Durante toda a viagem, Steve ficou pensando na segurança de sua equipe.

Sam, por sua vez, literalmente não sabia no que pensar. Alguém havia implantado bombas por todo o lugar e ninguém, nem mesmo ele, percebeu. Alguém havia tentando matar Anya, sua amiga, e ninguém, nem mesmo ele, percebeu. Steve foi o único que ficou atento e viu que aquele broche na verdade era uma bomba, porém foi em cima do tempo. Alguns segundos a mais e Anya teria morrido. Quem? Por que? Ele não tinha respostas, não tinha nenhuma teoria. Sam estava com medo. Estava incerto do que viria a seguir e preocupado. Durante toda a viagem, Sam ficou pensando em como se distrair de tanto caos e colocar sua mente no lugar.

Assim que chegaram na Base, os três foram tomados por uma enorme onda de dúvida e ao mesmo tempo medo. Tudo estava parcialmente destruído. Algumas paredes pegavam fogo, outras estavam completamente despedaçadas no chão. Vários agentes estavam caídos pelo campus, todos ensanguentados e sem vida. Como a área de pouso das naves também estava aos pedaços, Sam fez um pouso um tanto quanto arriscado na grama.

Anya não esperou que Steve desse algum tipo de ordem e logo abiu a porta. Ela foi correndo para dentro da Base, sem olhar para trás, armada apenas com seu arco e flechas. Sam vestiu suas asas e, por ordem do Capitão, sobrevoou a área. Steve por sua vez, pegou seu escudo e seu revolver e correu atrás de Anya.

Tudo a sua volta se resumia a caos. Não era possível que uma única pessoa tenha causado toda aquela destruição. Tudo estava confuso e Anya não sabia bem o que pensar. Talvez tenha sido um ataque, talvez tenha sido apenas um acidente no laboratório. Não seria a primeira vez que alguém explode alguma coisa sem querer por ali.

Depois de algum esforço para passar entre os destroços, Anya encontrou Maria Hill e Bucky, isolados e sozinhos em um canto. Hill estava com um enorme machucado em sua testa e várias queimaduras pelo corpo, além de estar com sua arma pronta e direcionada ao soldado ao seu lado. Bucky estava igualmente machucado, porém o soldado se encontrava perturbado. Com suas mãos em seus ouvidos, ele repetia constantemente seu nome, seu endereço do Brooklyn e seu antigo número de identificação.

“O que diabos aconteceu por aqui?” A arqueira perguntou, indo em direção a Bucky, com cuidado e cautela para que ele não se assustasse.

“Não sei se eu consigo responder isso agora...” Maria respondeu, desarmando seu revolver e jogando sua cabeça para trás, sentindo muitas dores por todo seu corpo.

“Bucky.... Consegue me ouvir?” Anya perguntou, segurando o rosto de Bucky em suas mãos. O soldado, que estava aos poucos voltando a si, não conseguiu ter outra reação além acenar com sua cabeça que sim e deixar que seu corpo se relaxasse nos braços de Anya. Ele não tinha quase força alguma.

“Mas o que...” Steve perguntou, assustado ao ver a cena.

Sem muito questionamento, o Capitão ajudou Bucky a se levantar enquanto Anya carregava Maria no colo. A agente tinha se ferido muito gravemente em sua perna, e nem por um milagre conseguiria ficar de pé e andar. Anya e Steve os levaram para fora, e enquanto outros agentes sobreviventes prestavam os primeiros socorros a ambos, Anya e Steve voltaram para dentro da Base. Eles atravessaram a Base por completo, passando por cada cômodo do lugar, em busca de sobreviventes. Com a ajuda de agentes especialmente treinados para situações como aquela, eles conseguiram resgatar todos os sobreviventes, incluindo Wanda e Visão.

“Será que alguém pode me explicar o que aconteceu?” Natasha, que havia acabado de chegar de sua viajem perguntou.

“Onde você estava?” Steve perguntou para a Viúva.

“Recebi a missão para investigar um suposto ataque terrorista em Berlin. Mas como não havia absolutamente nada por lá eu voltei. Alguém pode me dizer o que aconteceu?”  A ruiva respondeu, tão em choque quanto os outros.

 

“Não podemos falar sobre isso aqui.” Maria respondeu, enquanto uma agente dava pontos nos seus ferimentos.

“Então onde?” Wanda perguntou, ainda tremendo. A verdade era que, Wanda e Visão eram os mais poderosos da equipe, mas não significava que eles eram os mais fortes a todo o tempo. Ambos estavam em choque, assim como todos por ali. Nenhum dos dois fazia ideia de quem havia os atacado ou o que eles queriam.

“Eu já contatei o Fury... Vocês precisam ir para a Torre.” A agente Hill disse, pouco antes de ser levada em uma maca para uma ambulância.

 “Vocês ouviram a Agente.” – Steve deu seu ombro para que Bucky se apoiasse e então começou a dar ordens. - “Vamos entrar na nave e então...”

“Steve?” Anya o interrompeu, mostrando-o um broche, idêntico ao que Anya havia ganho de presente na Rússia. Com formato de borboleta, desta vez feito de plástico e de uma cor avermelhada.

“O que isto é suposto significar?” Visão perguntou, fazendo com que todos virassem sua atenção para o objeto nas mãos de Anya.

“Ainda não sabemos, mas com certeza isso não é um bom sinal.” Sam respondeu por Steve, que não sabia o que dizer a sua equipe.

O corpo de bombeiros e o restante dos agentes sobreviventes e não feridos logo começaram a ajudar os feridos e a retirar os corpos daqueles que infelizmente não resistiram. Natasha, por um instinto de espiã, pediu para que levassem o corpo de um daqueles agentes feridos para o laboratório da Torre assim que possível. Os ferimentos daquele agente em especial era uma mistura de todos os outros ferimentos que o restante dos agentes possuía. Queimaduras, ferimentos de bala, ferimentos de garras e algo que parecia ser uma queimadura feita por conta de temperaturas muito baixas. Aquilo com certeza deveria ser estudado.  Os Vingadores imediatamente se ajeitaram na nave e foram direto para a Torre. Bucky estava melhorando e aos poucos ele estava também voltando a si. Wanda sentia uma enorme dor de cabeça, havia um bom tempo que ela não usava seus poderes de uma maneira tão intensa.

Em pouco tempo, os Vingadores chegaram na Torre e foram direto para o centro de reuniões, onde eles sabiam que Fury estaria. Bucky, porém, foi mandado diretamente para o andar da enfermaria, pois precisava de alguns pontos e medicação.

“Estão todos bem?” Foi o que Nick perguntou, antes de mais nada.

“Fisicamente sim.” Sam respondeu, de uma forma um tanto quanto irônica.

“Quantos mortos e feridos?” O Diretor perguntou, ficando em pé na frente da mesa.

“Não sabemos ainda. Hill está no hospital mas vai ficar bem, se é com isso que você está preocupado. Queremos respostas, Nick.” Natasha disse, autoritária. Porém, ela não era a única que queria respostas.

“Eu não estava lá. Preciso da versão de vocês para confirmar minhas suspeitas.” Fury disse.

“A primeira coisa que eu me lembro de ouvir foi uma explosão no primeiro andar. Depois, eu, Visão e o Soldado Invernal descemos para ver o que havia acontecido e percebemos que a Base estava sob ataque.” Wanda disse.

“Não fomos atacados por pessoas comuns, eles eram... Aprimorados. Soltavam fogo e gelo pelos dedos, alguns tinham espinhos ou garras. Haviam poucos deles sem nenhum tipo de ‘anormalidade’, mas eram todos muito fortes, como supersoldados. Esses lutaram com Barnes, eles sabiam muito bem como o ferir e o deixaram praticamente desacordado no chão. Os outros quebraram as paredes, queriam derrubar a Base sobre nós. Wanda e eu conseguimos impedir que toda a Base caísse, mas logo eles foram em bora. Sem mais nem menos, sumiram diante de nossos olhos, deixando para trás toda aquela bagunça.” Visão finalizou, resumindo tudo o que havia acontecido.

“Onde vocês estavam?” Fury perguntou para os outros.

“Você me mandou para Berlin, se lembra? Não havia nenhum ataque terrorista então eu voltei.” Natasha explicou novamente.

“Sam, Steve e eu estávamos em Volgogrado, para a comemoração de um ano do meu teatro, mas... Ele também foi atacado e por isso voltamos.” Anya disse, com pesar em sua voz. Tudo para ela era recente, tudo estava acontecendo ao mesmo tempo e ela ainda não havia processado tudo aquilo.

“Como assim também foi atacado?” Natasha perguntou, levantando uma sobrancelha.

“Alguém entregou um broche para Anya, mas na verdade era uma bomba. Ela quase morreu e como se não bastasse, alguém conseguiu entrar e implantar bombas por todo o estabelecimento sem ser pego por câmeras, detectores ou sem ao menos ser visto. O lugar inteiro veio a baixo, não sobrou nada.” Steve respondeu, olhando para Anya logo em seguida, para checar se ela estava bem. Apesar de não querer mostrar, ela ainda estava sentida e triste. Seu coração estava despedaçado e ela não teve tempo nem mesmo de dormir. Mas não era como se ela precisasse.

“Eu encontrei um broche, igual ao que me entregaram, mas desta vez sem bombas, é só um broche.” Anya colocou o pequeno broche na mesa. Ao ver o objeto, Fury ficou instantaneamente apavorado. Sim, ele sabia o que era aquilo, e ele não estava gostando nem um pouco.

“Dois ataques em menos de vinte e quatro horas. Nick, você sabe o que está acontecendo?” Sam perguntou.

“É melhor vocês se sentarem.” Fury disse por fim.

Os heróis tomaram seus lugares e, ansiosamente esperaram. Fury ligou a televisão e, pediu para que dois agentes entrassem na sala. Os dois pareciam bem jovens, e Anya já havia os visto de relance pela Academia da S.H.I.E.L.D. antes. Um tanto quanto desajeitados, os dois arrumaram os slides e se colocaram ao lado do Diretor Fury. Estava claro que ambos estavam nervosos e ansiosos. O garoto suava frio e a garota ao seu lado tremia. Anya não soube dizer se era a presença de Fury ou a presença dos grandes heróis de Nova Iorque que os assustava mais.

“Vingadores, quero que conheçam Fitzsimmons.” Nick disse, por fim. Ambos os jovens agentes acenaram e sorriram. Os heróis então, sorriram o máximo que puderam de volta.

“E qual o nome da garota?” Sam perguntou.

“Oh, na verdade..” O garoto começou a dizer, por cima da garota ao seu lado, que falava ao mesmo tempo que ele.

“Todo mundo comete o mesmo erro.” Ela dizia.

“Eu sou Fitz, ela é a Simmons.” O agente disse por fim, deixando os dois muito corados e sem jeito. Anya achou aquilo uma graça.

“São vocês que vão nos explicar tudo o que queremos saber?” Natasha perguntou, com uma expressão de muita dúvida.

Na verdade, Romanoff... – Um homem, já conhecido pela maioria daquela sala disse, ao entrar pela porta e fazer com que todos virassem em direção a ele. A expressão de choque na face de alguns deles se tornou muito nítida. – Eu irei explicar tudo o que vocês querem saber.”  


Notas Finais


Sim, eu vou terminar assim só pra deixar vocês mais ansiosos rsrsrs no próximo capítulo eu vou fazer algumas explicações sobre fitzsimmons aparecer, então não se preocupem. não deixem de comentar!


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